detremura
terça-feira, 2 de junho de 2020
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Crtítica teatral - Bartebly (Cia Bardos de Teatro)
Tive o prazer de assistir a peça Bartebly, adaptação teatral do conto "Bartebly, o Escrivão" do americano Herman Melville.
O espetáculo é ambientado em um cartório que vê sua rotina transformada com a chegada de Bartebly, um novo contratado que, pacificamente, se recusa a cumprir as ordens do patrão.
O dono do cartório, com seus dois funcionários convencionais que participam corretamente do funcionamento da máquina, se encontram em uma situação em que o novo escrevente se torna um problema a ser resolvido. Afinal, se você não se enquadra no sistema deve ser eliminado dele?
O espetáculo, muito bem conduzido pela direção marcante de Linaldo Telles traz à tona, de maneira sutil e metaforizada, discussões atuais e pertinentes sobre liberdade de escolha, autoritarismo, assistencialismo, falta de moradia, fome, direitos trabalhistas, responsabilidade social, o mais forte sobre o mais fraco, conflitos entre caráter e interesses pessoais e muitos outros temas urgentes da organização social contemporânea.
Com ação em cena o tempo todo, um excelente trabalho de atores, o espetáculo prende a atenção do público do início ao fim, nos envolvendo cada vez mais na história e nos conflitos relacionados a Bartebly, sua resistência pacífica, a falta de preparo do sistema para lidar com quem não se encaixa nele, egoísmo, posse e outras mazelas humanas. Alguns momentos de humor ácido e sutil, explorando o melhor do tempo dos atores, dão uma pontuada interessante em meio à seriedade das situações propostas.
Cenário e figurinos bem cuidados apresentam uma bela fotografia e revelam todo o profissionalismo e qualidade das produções teatrais em São José do Rio Preto e o talento exuberante de Linaldo Telles.
Parabéns aos atores Eduardo Oliveira, Gustavo Bazzi, Marcio Amantea e Zé Tomaz.
Seria equivocado destacar alguém, pois estão os quatro em total sintonia e comprometimento com o trabalho, sendo todos protagonistas e coadjuvantes do seu próprio espaço cênico, todos necessários e parte orgânica do esquema.Recomendo!
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O espetáculo é ambientado em um cartório que vê sua rotina transformada com a chegada de Bartebly, um novo contratado que, pacificamente, se recusa a cumprir as ordens do patrão.
O dono do cartório, com seus dois funcionários convencionais que participam corretamente do funcionamento da máquina, se encontram em uma situação em que o novo escrevente se torna um problema a ser resolvido. Afinal, se você não se enquadra no sistema deve ser eliminado dele?
O espetáculo, muito bem conduzido pela direção marcante de Linaldo Telles traz à tona, de maneira sutil e metaforizada, discussões atuais e pertinentes sobre liberdade de escolha, autoritarismo, assistencialismo, falta de moradia, fome, direitos trabalhistas, responsabilidade social, o mais forte sobre o mais fraco, conflitos entre caráter e interesses pessoais e muitos outros temas urgentes da organização social contemporânea.
Com ação em cena o tempo todo, um excelente trabalho de atores, o espetáculo prende a atenção do público do início ao fim, nos envolvendo cada vez mais na história e nos conflitos relacionados a Bartebly, sua resistência pacífica, a falta de preparo do sistema para lidar com quem não se encaixa nele, egoísmo, posse e outras mazelas humanas. Alguns momentos de humor ácido e sutil, explorando o melhor do tempo dos atores, dão uma pontuada interessante em meio à seriedade das situações propostas.
Cenário e figurinos bem cuidados apresentam uma bela fotografia e revelam todo o profissionalismo e qualidade das produções teatrais em São José do Rio Preto e o talento exuberante de Linaldo Telles.
Parabéns aos atores Eduardo Oliveira, Gustavo Bazzi, Marcio Amantea e Zé Tomaz.
Seria equivocado destacar alguém, pois estão os quatro em total sintonia e comprometimento com o trabalho, sendo todos protagonistas e coadjuvantes do seu próprio espaço cênico, todos necessários e parte orgânica do esquema.Recomendo!
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018
Curva acentuada à esquerda
Na eleição passada eu era adepta ao antipetismo cego e fui percebendo que algumas das pessoas que eu mais admirava (cultural e intelectualmente) defendiam a esquerda. Eu não entendia, achava que eles estavam emburrecendo ou enfeitiçados, eles diziam que a enfeitiçada era eu. Antes do Impeachmeant que eu apoiei (mas ja apaguei as fotos do Instagram, tenho vergonha) os meus amigos diziam: "Denise, quando o Temer assumir ele vai acabar com os direitos do trabalhadores pra agradar aos empresários, vai encerrar a previdência pra agradar os banqueiros, vai liberar o preço da gasolina que o PT segura, vai leiloar nosso pré-sal"
Bingo! Aconteceu tudo o que eles previram. São videntes? Não. Enxergavam o outro lado da coisa. Não foi o PT que institucionalizou a corrupção: ela já era institucionalizada. Ele apenas não conseguir acabar. Mas tentaram, porque se você ver bem, o governo do PT criou mecanismos pra investigar corrupção e foi a primeira vez que finalmente vemos corruptos sendo investigados e presos. Não é que não existia a corrupção, a gente é que não via. (lembra do áudio do acordão com supremo com tudo, né? a Dilma rodou porque era durona demais e permitia investigar muito)
PT não é santo não, teve muitos erros mas teve acertos importantes. O tão odiado Lula é bem visto no mundo todo como um pacificador que tirou o Brasil do mapa da fome. Eu acho ele um filha da puta arrogante do caralho que achou que poderia eleger um poste mesmo de dentro da cadeia. Mas antes de tudo, ele é um chefe de Estado acusado de ser o chefão da porra toda, mas tá preso por um apartamentinho na praia que nem era dele ainda, mas não vou entrar no mérito jurídico.
O textão era pra justificar minha curva acentuada à esquerda nesse momento, já que sou liberal e não estranhe se na próxima eleição eu apoiar o Amoedo. Pasmem, existem livre pensadores!
Mas já que falamos em julgamentos, é estranho que para muitos políticos apareçam gravações, malas de dinheiro, conta no exterior e bem, ninguém pegou Lula e Dilma com clareza. Já Aécio, até ameaçou matar o primo, o supremo não deu um pio, tucano nunca vai preso, vocês votaram no partido dele PSDB pra eleger o governador (que foi um traíra com a cidade de São Paulo e com seus correligionários, e só por isso merecia ser escurraçado)
Mas enfim, é isso, eu comecei a ver os fatos além do meu ódio exagerado ao PT. E vi que existe uma indignação seletiva. Um terrorismo político ameaçando com um comunismo que nunca viria. Postam fotos do Lula com Fidel e Maduro, ignoram fotos dele com Obama e a Rainha da Inglaterra. PT adora o capitalismo opressor e você sabe disso. Eu sou a intelectual do povão, percebi que não tinha o menor cabimento apoiar diretrizes conservadoras (na boa, conservar o quê?! não tá dando certo!) e as progressistas são bem mais a minha cara: direitos humanos, fim da violência pela Educação, proteção às minorias (porque ainda precisam: negros ainda precisam de cotas, ideal seria se não precisassem, mas você não conhece médicos negros, seu dentista não é negro, poucos amigos advogados negros, e se eles são metade da população isso não deve ser uma coincidência)
Não sou uma pessoa religiosa, não sei se acredito em Deus (parece que não tem ninguém no controle dessa bagaça) mas se fosse crente talvez pensasse que Deus está do lado dos que matam a fome dos que precisam. É isso.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Por que mudei de lado?
Uma amiga me perguntou o que aconteceu sendo que na eleição passada eu era antipetista total e agora tô defendendo o Haddad. Achei interessante compartilhar com vocês, caso alguém mais tenha curiosidade.
O áudio do Jucá, foi o que aconteceu. Antes do Impeachment (alguns dias) vazou um áudio com o senador dizendo que "tinha que tirar a Dilma pra estancar a sangria da Lava-Jato" (porque ela deixava investigar demais)
o mesmo áudio do "acordão com Supremo com tudo" não é possível que você não saiba... como de fato, depois que a Dilma saiu a Lava-Jato acabou. Quem foi preso o Gilmar soltou.
Então eu entendi que o PT é como qualquer outro partido ali, a maioria é canalha e ladrão, mas tem gente boa também. Percebi que existe um ódio exagerado quando todo mundo é pego com gravação, imóvel no nome, mala de dinheiro, bunker de dinheiro, conta no estrangeiro... mas com Lula e Dilma especificamente não aparece nada. Lula não é nenhuma santo, mas a esquerda alega e eu concordo: ele tá preso por uma reforma que não foi feita em um apartamento que não era dele. Enfim, eu percebi que eu estava odiando meus amigos da esquerda, meus ídolos de adolescência e algumas das pessoas que eu considerava mais inteligentes e legais, como professores, intelectuais e artistas que apoiavam a esquerda. Cara, eu tava odiando o CHiCO BUARQUE, você tem noção?
Daí eu comecei a prestar atenção às diretrizes da esquerda e não são tão ruins. Qual o problema da mulher abortar? EU não aborto, mas e se minha vizinha não pode criar? Melhor ela tirar do que crescer na rua, né? Porque cresce na rua vira bandido, daí vocês dizem ~bandido bom é bandido morto~. (você deve ter acesso à diminuição dos índices de homicídio nos estados americanos onde foi legalizado o aborto, 20 anos depois. Não lembro números nem fonte, mas era coisa de 35 a 40% e esse número me assustou, porque eu percebi o óbvio: criança indesejada tem mais chance de virar bandido. Enfim, e por fim, descobri que Foro de São Paulo é um evento para discutir políticas socialistas e não um plano de governo ou domínio da América Latina. A Ursal é motivo de piada na Esquerda e na verdade eu sou super a favor das privatizações e diminuição do Estado, por isso me considero de Centro. Porque sou a favor das políticas de Direitos Humanos, causas feministas, luta contra homofobia, racismo etc. |
Continuo gostando do Amoedo, tenho acesso a ele, me segue no Twitter e respeita meu ponto de vista. E numa próxima eleição vou apoia-lo com certeza. Decidi pelo Ciro de última hora porque tenho verdadeiro horror ao Bolsonaro, tanto por seu comportamento e aparência física se assemelharem muito com Hitler (pra mim foram feitos na mesma forma) quanto por ele dizer coisas absurdas como ~tem que fuzilar a petralhada~ (foi gravado em um comício no Acre) Você pode até achar brincadeirinha e dar risada, mas pra um ignorante pode servir como incentivo. E a petralhada pode ser eu, pode ser seu irmão. Ele diz coisas horríveis, se refere a negros por @, fala que ser gay é falta de porrada e ainda é idolatrado e chamado de mito, é disso que eu tenho medo.
E, por fim, eu entendi que depois de 16 anos de PT com um metalúrgico e uma ex-guerrilheira no poder eles não instauraram uma ditadura Comunista, não seria com um professor universitário. E que Cuba e Venezuela são ruins por serem ditaduras, não por serem de esquerda, e que não é de fato um ideal para nenhum governante.
É isso amiga, adoro você e entendo seu ponto de vista porque eu já estive desse lado mas mudei de ideia porque odiar cansa e torço muito para que gente boa como você entenda que violência não se combate com violência e o discurso de quem propaga o ódio não deveria jamais ser idolatrado, muito menos empoderado.
O áudio do Jucá, foi o que aconteceu. Antes do Impeachment (alguns dias) vazou um áudio com o senador dizendo que "tinha que tirar a Dilma pra estancar a sangria da Lava-Jato" (porque ela deixava investigar demais)
o mesmo áudio do "acordão com Supremo com tudo" não é possível que você não saiba... como de fato, depois que a Dilma saiu a Lava-Jato acabou. Quem foi preso o Gilmar soltou.
Então eu entendi que o PT é como qualquer outro partido ali, a maioria é canalha e ladrão, mas tem gente boa também. Percebi que existe um ódio exagerado quando todo mundo é pego com gravação, imóvel no nome, mala de dinheiro, bunker de dinheiro, conta no estrangeiro... mas com Lula e Dilma especificamente não aparece nada. Lula não é nenhuma santo, mas a esquerda alega e eu concordo: ele tá preso por uma reforma que não foi feita em um apartamento que não era dele. Enfim, eu percebi que eu estava odiando meus amigos da esquerda, meus ídolos de adolescência e algumas das pessoas que eu considerava mais inteligentes e legais, como professores, intelectuais e artistas que apoiavam a esquerda. Cara, eu tava odiando o CHiCO BUARQUE, você tem noção?
Daí eu comecei a prestar atenção às diretrizes da esquerda e não são tão ruins. Qual o problema da mulher abortar? EU não aborto, mas e se minha vizinha não pode criar? Melhor ela tirar do que crescer na rua, né? Porque cresce na rua vira bandido, daí vocês dizem ~bandido bom é bandido morto~. (você deve ter acesso à diminuição dos índices de homicídio nos estados americanos onde foi legalizado o aborto, 20 anos depois. Não lembro números nem fonte, mas era coisa de 35 a 40% e esse número me assustou, porque eu percebi o óbvio: criança indesejada tem mais chance de virar bandido. Enfim, e por fim, descobri que Foro de São Paulo é um evento para discutir políticas socialistas e não um plano de governo ou domínio da América Latina. A Ursal é motivo de piada na Esquerda e na verdade eu sou super a favor das privatizações e diminuição do Estado, por isso me considero de Centro. Porque sou a favor das políticas de Direitos Humanos, causas feministas, luta contra homofobia, racismo etc. |
Continuo gostando do Amoedo, tenho acesso a ele, me segue no Twitter e respeita meu ponto de vista. E numa próxima eleição vou apoia-lo com certeza. Decidi pelo Ciro de última hora porque tenho verdadeiro horror ao Bolsonaro, tanto por seu comportamento e aparência física se assemelharem muito com Hitler (pra mim foram feitos na mesma forma) quanto por ele dizer coisas absurdas como ~tem que fuzilar a petralhada~ (foi gravado em um comício no Acre) Você pode até achar brincadeirinha e dar risada, mas pra um ignorante pode servir como incentivo. E a petralhada pode ser eu, pode ser seu irmão. Ele diz coisas horríveis, se refere a negros por @, fala que ser gay é falta de porrada e ainda é idolatrado e chamado de mito, é disso que eu tenho medo.
E, por fim, eu entendi que depois de 16 anos de PT com um metalúrgico e uma ex-guerrilheira no poder eles não instauraram uma ditadura Comunista, não seria com um professor universitário. E que Cuba e Venezuela são ruins por serem ditaduras, não por serem de esquerda, e que não é de fato um ideal para nenhum governante.
É isso amiga, adoro você e entendo seu ponto de vista porque eu já estive desse lado mas mudei de ideia porque odiar cansa e torço muito para que gente boa como você entenda que violência não se combate com violência e o discurso de quem propaga o ódio não deveria jamais ser idolatrado, muito menos empoderado.
segunda-feira, 9 de julho de 2018
A revolução da comunicação
Vivemos
um momento muito especial na História da humanidade: a Revolução da
Comunicação, que veio logo após a Revolução Tecnológica. Tivemos e temos a oportunidade
de vivenciar essa mudança toda; no futuro seremos estudados pelas
transformações na civilização, assim como hoje em dia estudamos a Revolução
Industrial e a Comercial.
Nós,
adultos do começo do século XXI, pudemos observar a mudança significativa no
modo de vida, de trabalho e de relacionamentos interpessoais. Por exemplo:
trabalhei muitos anos na organização de um festival de teatro, um evento de
grande porte. Naquela época, tudo era resolvido pelo telefone. Documentos
transmitidos por fax, acordos presenciais. Hoje, meus amigos que trabalham em
eventos relatam que tudo é resolvido por e-mail e whatsapp. Nem telefone as
pessoas usam mais para se comunicar. Quando é algo mais urgente, eles tentam
ligar, ninguém atende.
Há
20 anos atrás eu sabia de cabeça o telefone dos parentes e amigos mais
próximos. Também sabia o da pizzaria, hehe. Hoje, sei o da minha mãe e porque
me forcei a ligar sem usar a agenda, nunca se sabe quando você vai precisar
falar com a mãe tendo ou não bateria. Pra pedir pizza, eu já não falo com
humanos faz tempo, vai pelo whatsapp mesmo, mais rápido e prático, já manda o
pedido, “só isso, senhora?” sim, obrigada, troco pra 50.
E
por falar em nota de 50, dia desses fui pagar um café e não aceitaram dinheiro.
Eu só tinha uma nota de 50 e a mocinha não tinha troco, me pediu pra usar o
cartão. Que, como todo mundo, eu tenho. E usei pra pagar o cafezinho de 4,50
porque dinheiro tem lugar que não se aceita mais, é isso. Daí a gente conclui
que dinheiro em papel vai acabar, assim como o relógio de ponteiros. Em
pesquisa recente com meus seguidores na web, mais da metade relatou não saber
ver horas em relógio de ponteiros. Claro, não tem mais necessidade de aprender.
Fui ensinar o seguidor, me atrapalhei, é difícil, tem que multiplicar os
números por 5, tem que pensar um pouco. Pensa, pensar? Sem falar na carta de
papel, que já acabou faz tempo. Correios hoje em dia servem para entregar
encomendas, não notícias sobre a gente. Pra isso temos as redes sociais.
Não
serei a saudosista defendendo o aprendizado das horas em relógio de ponteiros
para sempre, não precisamos mais, o Tempo foi digitalizado. A tecnologia tem
seus lados bons e os ruins, nos resta aceitar. É difícil prever onde isso tudo
vai parar, a que ponto chegaremos, porque onde chegamos já era inimaginável.
Espero apenas que essa virtualidade toda não afaste demais as pessoas e iniba o
contato humano. Ainda tenho poucos e bons amigos que me ligam pelo telefone e
adoro conversar com eles.
domingo, 21 de janeiro de 2018
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
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