Queridos amigos
Este blog está em manutenção, pois estou trabalhando o meu potencial criativo na finalização do meu livro.
Muitos desses posts aqui estarão na edição impressa, por isso, em breve, vou tirar o blog do ar. Quem leu de graça leu, quem não leu ainda tem uns dias! hehehe
Obrigada pela audiência e pelo carinho!
Até breve!
De
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
Coincidências
Gente... desculpa pela demora em postar, estive com crise de enxaqueca e não dava. Até o barulho dos dedinhos no teclado já parece que perfura o cérebro da gente, quando a dor ataca.
Agora vem o que aconteceu depois:
Conta comigo as coincidências...Quarta à noite minha mãe entrou em crise de labirintite, eu entrei em crise de enxaqueca. Quinta de manhã a família da Nana me pediu pra devolver a urna com as cinzas dela.
Nada mais justo, já tive meu tempo. Mas guardei um pouco pra mim, joguei um pouco no jardim, minha mãe pediu um pouco pra jogar no jardim dela. Mas ontem mesmo fiz tudo isso, minha mãe deixou a caixinha dela separada na estante da sala pra levar e esqueceu, ficou lá de ontem pra hoje, quando um amigo veio me visitar, o Carlinhos.
Por coincidência, bati o olho na caixinha com as cinzas que por coincidência minha mãe esqueceu e por coincidência eu vi e quis mostrar pra ele, que por coincidência não teve medo e quis ver. Ele achou legal e eu, que achei mais legal ainda (desculpa se soar meio funesto, ok?) ver alguns pedaços meio grandinhos de ossos no meio das cinzas, fui procurar um pedaço maiorzinho pra mostrar pra ele e por maior de todas essas coincidências, acabei por encontrar meu coração de volta.
Como? Como pode alguém explicar isso de outra forma que não ela se comunicando comigo, conforme combinamos? Como?
Desde que ela foi embora, olha, hoje é o dia mais feliz da minha vida. Eu, que hoje quase desacreditei, olha só... Taí, o recadinho foi dado, meu amor!
Agora vem o que aconteceu depois:
Conta comigo as coincidências...Quarta à noite minha mãe entrou em crise de labirintite, eu entrei em crise de enxaqueca. Quinta de manhã a família da Nana me pediu pra devolver a urna com as cinzas dela.
Nada mais justo, já tive meu tempo. Mas guardei um pouco pra mim, joguei um pouco no jardim, minha mãe pediu um pouco pra jogar no jardim dela. Mas ontem mesmo fiz tudo isso, minha mãe deixou a caixinha dela separada na estante da sala pra levar e esqueceu, ficou lá de ontem pra hoje, quando um amigo veio me visitar, o Carlinhos.
Por coincidência, bati o olho na caixinha com as cinzas que por coincidência minha mãe esqueceu e por coincidência eu vi e quis mostrar pra ele, que por coincidência não teve medo e quis ver. Ele achou legal e eu, que achei mais legal ainda (desculpa se soar meio funesto, ok?) ver alguns pedaços meio grandinhos de ossos no meio das cinzas, fui procurar um pedaço maiorzinho pra mostrar pra ele e por maior de todas essas coincidências, acabei por encontrar meu coração de volta.
Como? Como pode alguém explicar isso de outra forma que não ela se comunicando comigo, conforme combinamos? Como?
Desde que ela foi embora, olha, hoje é o dia mais feliz da minha vida. Eu, que hoje quase desacreditei, olha só... Taí, o recadinho foi dado, meu amor!
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Pandora faz festinha pra Nana!
Dessa vez eu não estava sozinha e por falta de uma testemunha, tenho mais duas. Nana apareceu pra Pandora de novo. Foi forte.
A mãe da Nana me escreveu dizendo que gostaria de passar uns tempos com a urna onde estão as cinzas, eu disse que lógico, que é toda dela, já tive meu tempo, mas que eu ainda não tive coragem de esparramar as cinzas no jardim. Que eu tentei me programar pra fazer isso no aniversário de três meses, mas não consegui. Ela disse que depois a gente pesa nisso e tal.
Mas sei lá, me deu uma angústia de leve saber que "ela" iria embora daqui, sabe? Pensei em tirar um tiquinho pra mim, pra eu esparramar no jardim. Minha mãe e meu padrasto estavam super curiosos pra ver as cinzas. Eu peguei de cima da estante o pequeno vaso de cerâmica branco com uma faixa de desenhos coloridos em volta, na parte de cima, e fui mostrar pra minha mãe e pro meu cunhado, de repente, eis que me aparece a Pandora carregando a galinha de borracha que ela só pega quando chega alguém.
Eu que dei o alarme: "Olha a Pandora, fazendo festinha!"
Queria ter fotografado a cara do meu padrasto e da minha mãe olhando pra Pandora que não parava de rodear a gente com o frango de borracha na boca, a mesma festa que ela faz quando qualquer vivo chega. Quando eu fui pegar o celular pra filmar, ela parou.
Abri o vaso, que vem com uma tampa parafusada, e quando tirava o saco plástico que envolve as cinzas de dentro da urna, Pandora começou com a festa de novo. Peguei o celular a tempo de filmar rapidinho, mas logo ela parou de novo, contrariada. Mas registrei um pedaço da cena, prometo tentar aprender a postar video pra colocar aqui. Guardei um pouco em uma latinha pra mim, uma latinha vermelha do tamanho da palma da mão e espalhei um pouco das minhas cinzas da Nana pelas plantas da varanda, feliz da vida. Conversava com ela enquanto passava esse ritual, agradecia por tudo o que ela me fez de bom, me trouxe, me ensinou. Disse que sou muito grata e vou amá-la para sempre. Pedi que traga muita vida pro nosso jardim e que cuide de mim enquanto eu viver. Eu senti tanta alegria em volta de mim enquanto atirava as cinzas às plantas, que olha... era uma alegria que não era minha, era a dela. Porque eu aprendi muito com a Nana, mas não o suficiente pra saber o que é ser feliz de verdade, naquele grau, naquela vibe, a intensidade toda. Continuo nessa busca!
Nana dizia que não queria que as cinzas dela fossem atiradas ao mar pra virar comida de peixe, mas sim em um jardim, pra adubar as plantas e continuar vivendo.
Com muita paz na alma e alívio no coração, finalmente posso dizer:
Está feito, minha linda! Agora você pode viver pra sempre!
:)
Beijos, Paz e Luz!
A mãe da Nana me escreveu dizendo que gostaria de passar uns tempos com a urna onde estão as cinzas, eu disse que lógico, que é toda dela, já tive meu tempo, mas que eu ainda não tive coragem de esparramar as cinzas no jardim. Que eu tentei me programar pra fazer isso no aniversário de três meses, mas não consegui. Ela disse que depois a gente pesa nisso e tal.
Mas sei lá, me deu uma angústia de leve saber que "ela" iria embora daqui, sabe? Pensei em tirar um tiquinho pra mim, pra eu esparramar no jardim. Minha mãe e meu padrasto estavam super curiosos pra ver as cinzas. Eu peguei de cima da estante o pequeno vaso de cerâmica branco com uma faixa de desenhos coloridos em volta, na parte de cima, e fui mostrar pra minha mãe e pro meu cunhado, de repente, eis que me aparece a Pandora carregando a galinha de borracha que ela só pega quando chega alguém.
Eu que dei o alarme: "Olha a Pandora, fazendo festinha!"
Queria ter fotografado a cara do meu padrasto e da minha mãe olhando pra Pandora que não parava de rodear a gente com o frango de borracha na boca, a mesma festa que ela faz quando qualquer vivo chega. Quando eu fui pegar o celular pra filmar, ela parou.
Abri o vaso, que vem com uma tampa parafusada, e quando tirava o saco plástico que envolve as cinzas de dentro da urna, Pandora começou com a festa de novo. Peguei o celular a tempo de filmar rapidinho, mas logo ela parou de novo, contrariada. Mas registrei um pedaço da cena, prometo tentar aprender a postar video pra colocar aqui. Guardei um pouco em uma latinha pra mim, uma latinha vermelha do tamanho da palma da mão e espalhei um pouco das minhas cinzas da Nana pelas plantas da varanda, feliz da vida. Conversava com ela enquanto passava esse ritual, agradecia por tudo o que ela me fez de bom, me trouxe, me ensinou. Disse que sou muito grata e vou amá-la para sempre. Pedi que traga muita vida pro nosso jardim e que cuide de mim enquanto eu viver. Eu senti tanta alegria em volta de mim enquanto atirava as cinzas às plantas, que olha... era uma alegria que não era minha, era a dela. Porque eu aprendi muito com a Nana, mas não o suficiente pra saber o que é ser feliz de verdade, naquele grau, naquela vibe, a intensidade toda. Continuo nessa busca!
Nana dizia que não queria que as cinzas dela fossem atiradas ao mar pra virar comida de peixe, mas sim em um jardim, pra adubar as plantas e continuar vivendo.
Com muita paz na alma e alívio no coração, finalmente posso dizer:
Está feito, minha linda! Agora você pode viver pra sempre!
:)
Beijos, Paz e Luz!
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
Preconceito contra gordos
Eu tô em casa, numa boa, na paz e harmonia do lar, leio a atualização de status de uma pessoa no Facebook dizendo o seguinte:
"As donas redondas desta cidade podiam explodir como em Saramandaia...seria uma benção de luz e de estética."
Nesses tempos de mimimi de politicamente correto, essa asneira me fez concluir que a escola Hitler de amor ao próximo continua firme no seu legado. Porque por ele, apenas teriam sobrevivido os "puros", os loiros de olhos azuis, tá na História. Mas ter preconceito é inerente ao ser humano, né não? Contra negros, gays, gordos, pobres, doentes, feios, solteiros, não pera!
É muito fácil julgar e desejar que se explodam todas as pessoas diferentes da gente para que nossos olhos contemplem apenas o lindo, difícil é entender o que é obesidade. Obesidade é uma síndrome metabólica da qual todos os que sofrem desejam se livrar, tá na Ciência. Sabe por que temos muito mais tesão num punhado de batatas fritas que num pé de alface? É que lá atrás, na Era do Gelo (sim, o planeta já congelou, não é só tema de desenho, estude Geologia) apenas sobreviveram até a idade de procriar os seres humanos fortes que encaravam a gordura crua dos outros bichos sem vomitar. Se você tem seu lindo traseiro magro sentado em frente ao computador, queridinha, é porque você teve um tataratataratataravô gorduchinho que suportava melhor o frio e estava menos preocupado com a estética e mais em sobreviver. Quem viveu pra contar a história e deixar seus descendentes, o magrinho fracote ou o grandão com camada de gordura sobrando na pele? Isso é Darwin, Teoria da Evolução.
E se hoje é inconveniente aos seus superiores olhos (azuis ou não?) a gordurinha resquício da evolução, saiba que só é feio hoje porque qualquer pobre consegue ser gordo. As calorias estão aí nas formas mais baratas e acessíveis. Questão meramente cultural, como quase tudo o que compõe nossa sociedade tacanha. Antigamente, os gordos eram considerados bonitos porque só os ricos conseguiam engordar. Isso é Antropologia Cultural.
Sou super a favor da liberdade de expressão, mas desejo que um dia as pessoas não tenham preconceito umas contra as outras, porque isso é feio, ofende e faz sofrer às pessoas. Segregar, desejar publicamente que se explodam seres humanos porque do seu ponto de vista limitadinho e despreparado eles não são bonitas, francamente, é incitar o Mal, é apologia ao nazismo. E olha só, ironia do destino: a maioria dos judeus sobreviventes aos horrores dos campos de concentração foram justamente os que estavam acima do peso quando foram capturados, pois suportavam mais tempo sem água ou comida. Reservas naturais do organismo, só estudar Biologia que fica fácil entender.
Desculpa se me alonguei, coragem de quem chegou aqui. E que cada um seja livre pra dizer o que pensa, por asneira maior que seja. Mas... você vê que Cultura realmente não é o forte da pessoa, porque já cagou na concordância verbal. O correto seria "As Dona Redondas desta cidade PODERIAM explodir..." Ainda tenho que corrigir erro de Português de gente preconceituosa, é brincadeira? Não o faria, se tivesse preconceito contra quem não é necessariamente inteligente, porque né?!?
"Benção de luz e de estética" É cada uma!!!
Por um mundo onde as pessoas estudem mais História, Geologia, Ciências, Darwin, Antropologia Cultural, Biologia e Sociologia antes de saírem por aí bradando ao ventos do Facebook que quer a morte dos gordinhos. A sobrevivência da espécie agradece.
;)
"As donas redondas desta cidade podiam explodir como em Saramandaia...seria uma benção de luz e de estética."
Nesses tempos de mimimi de politicamente correto, essa asneira me fez concluir que a escola Hitler de amor ao próximo continua firme no seu legado. Porque por ele, apenas teriam sobrevivido os "puros", os loiros de olhos azuis, tá na História. Mas ter preconceito é inerente ao ser humano, né não? Contra negros, gays, gordos, pobres, doentes, feios, solteiros, não pera!
É muito fácil julgar e desejar que se explodam todas as pessoas diferentes da gente para que nossos olhos contemplem apenas o lindo, difícil é entender o que é obesidade. Obesidade é uma síndrome metabólica da qual todos os que sofrem desejam se livrar, tá na Ciência. Sabe por que temos muito mais tesão num punhado de batatas fritas que num pé de alface? É que lá atrás, na Era do Gelo (sim, o planeta já congelou, não é só tema de desenho, estude Geologia) apenas sobreviveram até a idade de procriar os seres humanos fortes que encaravam a gordura crua dos outros bichos sem vomitar. Se você tem seu lindo traseiro magro sentado em frente ao computador, queridinha, é porque você teve um tataratataratataravô gorduchinho que suportava melhor o frio e estava menos preocupado com a estética e mais em sobreviver. Quem viveu pra contar a história e deixar seus descendentes, o magrinho fracote ou o grandão com camada de gordura sobrando na pele? Isso é Darwin, Teoria da Evolução.
E se hoje é inconveniente aos seus superiores olhos (azuis ou não?) a gordurinha resquício da evolução, saiba que só é feio hoje porque qualquer pobre consegue ser gordo. As calorias estão aí nas formas mais baratas e acessíveis. Questão meramente cultural, como quase tudo o que compõe nossa sociedade tacanha. Antigamente, os gordos eram considerados bonitos porque só os ricos conseguiam engordar. Isso é Antropologia Cultural.
Sou super a favor da liberdade de expressão, mas desejo que um dia as pessoas não tenham preconceito umas contra as outras, porque isso é feio, ofende e faz sofrer às pessoas. Segregar, desejar publicamente que se explodam seres humanos porque do seu ponto de vista limitadinho e despreparado eles não são bonitas, francamente, é incitar o Mal, é apologia ao nazismo. E olha só, ironia do destino: a maioria dos judeus sobreviventes aos horrores dos campos de concentração foram justamente os que estavam acima do peso quando foram capturados, pois suportavam mais tempo sem água ou comida. Reservas naturais do organismo, só estudar Biologia que fica fácil entender.
Desculpa se me alonguei, coragem de quem chegou aqui. E que cada um seja livre pra dizer o que pensa, por asneira maior que seja. Mas... você vê que Cultura realmente não é o forte da pessoa, porque já cagou na concordância verbal. O correto seria "As Dona Redondas desta cidade PODERIAM explodir..." Ainda tenho que corrigir erro de Português de gente preconceituosa, é brincadeira? Não o faria, se tivesse preconceito contra quem não é necessariamente inteligente, porque né?!?
"Benção de luz e de estética" É cada uma!!!
Por um mundo onde as pessoas estudem mais História, Geologia, Ciências, Darwin, Antropologia Cultural, Biologia e Sociologia antes de saírem por aí bradando ao ventos do Facebook que quer a morte dos gordinhos. A sobrevivência da espécie agradece.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Quando o impossível acontece
Acontece comigo.
É sério e eu não entendo como nem por que atraio tanto acontecimento bizarro pra minha vida.
Estou bem, tá gente? Pessoas me ligaram preocupadas porque eu tava triste, mas gente, na maior parte do tempo eu estou bem. Tô levando minha vida tranquila, com serenidade, mas de vez em quando bate um tristeza, daí eu escrevo umas coisas bonitas, eu choro, todo mundo chora, fica mais leve! hehehe
Pois então, ontem, aniversário de passagem e tal, fui mexer do Facebook da Nana. Ok, não consegui excluir porque né? Toda a história de vida da pessoa, fotos, amigos e tal. Coloquei então a foto de um anjinho e mudei seu nome para Raio de Luz. Super meigo, super fofo. Ontem então fui dar uma manutenção na conta, o que leio nas mensagens inbox? Uma ex namorada da Nana marcando um encontro com ela no Além. Mas vê se eu posso com isso? Eu não vou dizer o nome da pessoa né? Mas pelo amor da Divina Luz, que criatura folgada é essa que marca encontro com a esposa da gente em outro plano? Tenha dó. Fiquei inconformada, indignada mesmo. Na verdade, eu fiquei é nervosa com a ex e com a Nana, porque né? Mulher sabe como é, né? A gente tem ciúme mesmo, e daí?
Olha a cara de pau da pessoa no inbox:
"Nana, vou sentir saudades... tenho certeza que DEUS vai continuar minha jornada ao teu lado, você merece toda paz e saúde ...e pra isso ele te chamou. Um dia a gente se encontra pra recordar todos os nossos bons momentos que tivemos junto aos nossos familiares, foi saudavel."
Eu li, reli, e fiquei simplesmente perplexa. Coloquei a mão na cintura, olhei pra cima nervosa e perguntei:
-Nana, que palhaçada é essa?
Eu converso com a Nana, tá gente? Não estranhe. Esperei um tempo até ela responder, ela precisa de alguns instantes pra se sintonizar:
-Eu não tô nem sabendo, Dê.
-Ah, vai dizer que não sabia de nada!
-Não sabia mesmo, eu nem respondi.
Nana conseguiu me irritar ainda mais.
-Mas só me faltava mais nada, né Nana? Eu aqui esperando uma cartinha, uma aparição, uma gravação, qualquer coisa, só faltava você se comunicar primeiro com a ex oferecida que fica marcando encontro no pós vida. Brincadeira, né?
-Responde você então, Dê. Diz que tudo bem, que aqui é bom e que eu tô esperando o reencontro.
-De jeito nenhum!
Eu estava já quase gritando, foi nossa primeira briga desde que ela... bom. Eu realmente não estava calma e tranquila, continuei nossa D.R. interplanos:
-Ah, você quer que eu responda como você, a outra pensa que foi você quem respondeu, morre infartada do outro lado do computador e aí corre pra te encontrar? Nem a pau. Quer se comunicar com a sua ex, arranje outra tonta pra digitar, não eu. Era só o que me faltava!
Nana riu dentro da minha mente, eu ri, e logo ficamos de bem. Nossas brigas nunca duraram muito mesmo.
Agora está tudo bem, não respondi, fiz a Nana me prometer que não vai haver encontro romântico com ex nenhuma do lado de lá e agora tá tudo certo. Vida que segue.
Claro que eu tenho imaginação fértil, sou escritora afinal, mas essa parte do recadinho marcando encontro é verdade, tá lá no inbox da Naninha. Copiei e colei pra colocar nesse texto, irada. No mais, pode considerar ficção.
Ficção só que não! ;)
bjs e ótima semana!
É sério e eu não entendo como nem por que atraio tanto acontecimento bizarro pra minha vida.
Estou bem, tá gente? Pessoas me ligaram preocupadas porque eu tava triste, mas gente, na maior parte do tempo eu estou bem. Tô levando minha vida tranquila, com serenidade, mas de vez em quando bate um tristeza, daí eu escrevo umas coisas bonitas, eu choro, todo mundo chora, fica mais leve! hehehe
Pois então, ontem, aniversário de passagem e tal, fui mexer do Facebook da Nana. Ok, não consegui excluir porque né? Toda a história de vida da pessoa, fotos, amigos e tal. Coloquei então a foto de um anjinho e mudei seu nome para Raio de Luz. Super meigo, super fofo. Ontem então fui dar uma manutenção na conta, o que leio nas mensagens inbox? Uma ex namorada da Nana marcando um encontro com ela no Além. Mas vê se eu posso com isso? Eu não vou dizer o nome da pessoa né? Mas pelo amor da Divina Luz, que criatura folgada é essa que marca encontro com a esposa da gente em outro plano? Tenha dó. Fiquei inconformada, indignada mesmo. Na verdade, eu fiquei é nervosa com a ex e com a Nana, porque né? Mulher sabe como é, né? A gente tem ciúme mesmo, e daí?
Olha a cara de pau da pessoa no inbox:
"Nana, vou sentir saudades... tenho certeza que DEUS vai continuar minha jornada ao teu lado, você merece toda paz e saúde ...e pra isso ele te chamou. Um dia a gente se encontra pra recordar todos os nossos bons momentos que tivemos junto aos nossos familiares, foi saudavel."
Eu li, reli, e fiquei simplesmente perplexa. Coloquei a mão na cintura, olhei pra cima nervosa e perguntei:
-Nana, que palhaçada é essa?
Eu converso com a Nana, tá gente? Não estranhe. Esperei um tempo até ela responder, ela precisa de alguns instantes pra se sintonizar:
-Eu não tô nem sabendo, Dê.
-Ah, vai dizer que não sabia de nada!
-Não sabia mesmo, eu nem respondi.
Nana conseguiu me irritar ainda mais.
-Mas só me faltava mais nada, né Nana? Eu aqui esperando uma cartinha, uma aparição, uma gravação, qualquer coisa, só faltava você se comunicar primeiro com a ex oferecida que fica marcando encontro no pós vida. Brincadeira, né?
-Responde você então, Dê. Diz que tudo bem, que aqui é bom e que eu tô esperando o reencontro.
-De jeito nenhum!
Eu estava já quase gritando, foi nossa primeira briga desde que ela... bom. Eu realmente não estava calma e tranquila, continuei nossa D.R. interplanos:
-Ah, você quer que eu responda como você, a outra pensa que foi você quem respondeu, morre infartada do outro lado do computador e aí corre pra te encontrar? Nem a pau. Quer se comunicar com a sua ex, arranje outra tonta pra digitar, não eu. Era só o que me faltava!
Nana riu dentro da minha mente, eu ri, e logo ficamos de bem. Nossas brigas nunca duraram muito mesmo.
Agora está tudo bem, não respondi, fiz a Nana me prometer que não vai haver encontro romântico com ex nenhuma do lado de lá e agora tá tudo certo. Vida que segue.
Claro que eu tenho imaginação fértil, sou escritora afinal, mas essa parte do recadinho marcando encontro é verdade, tá lá no inbox da Naninha. Copiei e colei pra colocar nesse texto, irada. No mais, pode considerar ficção.
Ficção só que não! ;)
bjs e ótima semana!
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triste
domingo, 15 de setembro de 2013
Três meses hoje
Sinto saudade, ela vem em ondas. Às vezes calma e mansa, outras ressaca destrutiva.
Aos poucos, vou retomando a noção de tempo espaço que se perdeu em algum lugar, entre o abrir e o fechar dos olhos, num momento em que se pode mudar tudo. Tenho manias de diretor: coloco os personagens onde quero, mudo seus finais, ignoro esse roteiro mal escrito que nos coube viver.
A vida tem sido meio momentos bons, meio angústia. Incertezas não me incomodam mais e a espera há de ser doce, como não? Aguardo.
O tempo tem passado, devagar me conduz de volta ao pulso do mundo. Eu sei, eu sei, é questão de me encaixar de novo. Pulsar também, porque por agora, são três meses de um vazio tão imenso que quase cabe minha saudade. São dias de contemplação, resgate e memória.
Aos poucos e sempre, ele, esse misterioso tempo, dá sinais de sua sequência. As novelas que víamos juntas vão acabando ou entram na reta final. No rádio, as músicas deixam de ser as que você gostava e dão espaço às que você não conheceu. Minha pessoinha solar, risonha e explosiva, cheia de atitude e autoridade, em uma aparência frágil e ar desprotegido. Só quem te conheceu sabe dessa ambiguidade. Marcante, intensa, forte. Parecia grande! Você que era minha pessoa, agora é minha saudade e vai ser sempre o meu grande amor. Minha lembrança mais gostosa, de dias risonhos em que sempre se tem que sair à rua e ver a cor do céu. Porque os dias de Sol são mesmo de alegria, mas acreditar que até as nuvens cinzas são pra se comemorar apenas por estarem ali, Nana, só você, minha linda. Pular cedo da cama, feliz, cantando, de segunda a segunda, quem mais? Esse amor incondicional à vida, quero levar sempre comigo de você, porque eu sou uma pessoa comum que não nasceu aprendendo a celebrar todos os dias nossa intrigante existência. Aprendo enquanto espero.
Quando falo sobre o tempo... amanheceu nublado hoje ao redor de mim. Não temos muito o que comemorar, não é mesmo? Como isso foi acontecer com a gente? Era tão bom você aqui... E agora, como faz? Eu não pensei que seria fácil, mas...
São três meses de um tempo que se arrasta, três meses e a dor não cede.
Mudar o final triste do nosso filme eu não posso, mas hei de ter em você sempre a lembrança de dias lindos e felizes e fazer da nossa história minha maior inspiração.
Te amo!!!
Aos poucos, vou retomando a noção de tempo espaço que se perdeu em algum lugar, entre o abrir e o fechar dos olhos, num momento em que se pode mudar tudo. Tenho manias de diretor: coloco os personagens onde quero, mudo seus finais, ignoro esse roteiro mal escrito que nos coube viver.
A vida tem sido meio momentos bons, meio angústia. Incertezas não me incomodam mais e a espera há de ser doce, como não? Aguardo.
O tempo tem passado, devagar me conduz de volta ao pulso do mundo. Eu sei, eu sei, é questão de me encaixar de novo. Pulsar também, porque por agora, são três meses de um vazio tão imenso que quase cabe minha saudade. São dias de contemplação, resgate e memória.
Aos poucos e sempre, ele, esse misterioso tempo, dá sinais de sua sequência. As novelas que víamos juntas vão acabando ou entram na reta final. No rádio, as músicas deixam de ser as que você gostava e dão espaço às que você não conheceu. Minha pessoinha solar, risonha e explosiva, cheia de atitude e autoridade, em uma aparência frágil e ar desprotegido. Só quem te conheceu sabe dessa ambiguidade. Marcante, intensa, forte. Parecia grande! Você que era minha pessoa, agora é minha saudade e vai ser sempre o meu grande amor. Minha lembrança mais gostosa, de dias risonhos em que sempre se tem que sair à rua e ver a cor do céu. Porque os dias de Sol são mesmo de alegria, mas acreditar que até as nuvens cinzas são pra se comemorar apenas por estarem ali, Nana, só você, minha linda. Pular cedo da cama, feliz, cantando, de segunda a segunda, quem mais? Esse amor incondicional à vida, quero levar sempre comigo de você, porque eu sou uma pessoa comum que não nasceu aprendendo a celebrar todos os dias nossa intrigante existência. Aprendo enquanto espero.
Quando falo sobre o tempo... amanheceu nublado hoje ao redor de mim. Não temos muito o que comemorar, não é mesmo? Como isso foi acontecer com a gente? Era tão bom você aqui... E agora, como faz? Eu não pensei que seria fácil, mas...
São três meses de um tempo que se arrasta, três meses e a dor não cede.
Mudar o final triste do nosso filme eu não posso, mas hei de ter em você sempre a lembrança de dias lindos e felizes e fazer da nossa história minha maior inspiração.
Te amo!!!
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sábado, 14 de setembro de 2013
Nosso encontro de ontem a noite
Acontece cada coisa comigo...
Ai, gente. Vai chegando perto do dia 15 (amanhã faz três meses), vai me enchendo de uma tristeza sem fim. Porque somos ciclos, as marcações de tempo são cíclicas como nós, elas respeitam o tempo da natureza, então dói. Estava escrevendo sobre tudo o que tá havendo comigo, uma homenagem aos três meses, chorei muito, fui dormir cedo.
Estava naquele momento mágico entre sermos despertos e estarmos dormindo, aquela fase em que você imagina coisas sem nexo, eu penso que é onde a alma começa a se "desgrudar" do corpo pra ir viajar por outros mundos e encontrar seus amores, sabe? Nessa fase meio etérea em que nada faz sentido mas há resquícios de consciência, encontrei com ela. A Nana me apareceu, toda bem vestida, arrumada, linda! Camisa listradinha de vermelho... enfim. Parecia preocupada, eu perguntei o que tinha acontecido. Ela disse: "A Pandora tá sem água, só vim te avisar". Despertei na hora, instinto materno, porque né? Fui checar, claro, e realmente a Pandora estava sem água.
Fui abastecer a vasilha com o coração disparado. De lembrar, me arrepia até agora. Pelo menos fui deitar pela segunda vez mais feliz. E tô rindo até agora. :)
Porque não era sonho, eu ainda estava acordada quase dormindo. Também não era lembrança ou imaginação, pois essas não tem forma muito precisa na minha cabeça. Quando penso na Nana, não fico imaginando cor de roupa ou se o cabelo está arrumado ou não, eu penso nela enquanto rostinho, olhos, energia. Confuso, né? Eu não desisto de tentar me explicar, mas eu sou complexa demais até pra mim mesma. Enfim, era ela, toda linda, formas bem definidas, assim como eu, nossos perispíritos totalmente materializados em algum universo paralelo, nem aqui onde eu fico, nem lá onde ela está. Simplesmente éramos nós duas ali, um encontro, ela me avisando de algo importante (e se a criança tem sede no meio da noite, tadinha?). Nossa filha, não pode.
Ah, se você é um cientista pode acreditar que foi meu subconsciente que calculou a última vez em que eu chequei a água e me despertou pra lembrar. Problema seu, eu acredito realmente em um encontro fortuito na madrugada, ela estava em alguma festinha ou evento lá no habitat da sua alma, porque né? Nana festeira, até hoje, certeza. De onde ela está, deve estar orgulhosa por eu conseguir captar tão bem seus sinais. Bem, nos últimos anos treinamos bastante, nossas almas sempre se sentiam, ligadas pelo nosso sentimento, afinal.
É isso aí, meu amor. Estou te ouvindo, fale sempre comigo!
Depois da sua última visita, em que te mostrava o lugar onde estão acomodadas nossas plantas, a trepadeira brotou. Ainda uns pequenos pontinhos verdes que demoraram três meses para aparecer. Mas estão lá, mostrando que tem vida no jardim e nos ensinando a entender do mundo com as plantas, que sabem morrer e renascer. Nos aguarde primavera que vem!
Beijos, te amo!
:)
Ai, gente. Vai chegando perto do dia 15 (amanhã faz três meses), vai me enchendo de uma tristeza sem fim. Porque somos ciclos, as marcações de tempo são cíclicas como nós, elas respeitam o tempo da natureza, então dói. Estava escrevendo sobre tudo o que tá havendo comigo, uma homenagem aos três meses, chorei muito, fui dormir cedo.
Estava naquele momento mágico entre sermos despertos e estarmos dormindo, aquela fase em que você imagina coisas sem nexo, eu penso que é onde a alma começa a se "desgrudar" do corpo pra ir viajar por outros mundos e encontrar seus amores, sabe? Nessa fase meio etérea em que nada faz sentido mas há resquícios de consciência, encontrei com ela. A Nana me apareceu, toda bem vestida, arrumada, linda! Camisa listradinha de vermelho... enfim. Parecia preocupada, eu perguntei o que tinha acontecido. Ela disse: "A Pandora tá sem água, só vim te avisar". Despertei na hora, instinto materno, porque né? Fui checar, claro, e realmente a Pandora estava sem água.
Fui abastecer a vasilha com o coração disparado. De lembrar, me arrepia até agora. Pelo menos fui deitar pela segunda vez mais feliz. E tô rindo até agora. :)
Porque não era sonho, eu ainda estava acordada quase dormindo. Também não era lembrança ou imaginação, pois essas não tem forma muito precisa na minha cabeça. Quando penso na Nana, não fico imaginando cor de roupa ou se o cabelo está arrumado ou não, eu penso nela enquanto rostinho, olhos, energia. Confuso, né? Eu não desisto de tentar me explicar, mas eu sou complexa demais até pra mim mesma. Enfim, era ela, toda linda, formas bem definidas, assim como eu, nossos perispíritos totalmente materializados em algum universo paralelo, nem aqui onde eu fico, nem lá onde ela está. Simplesmente éramos nós duas ali, um encontro, ela me avisando de algo importante (e se a criança tem sede no meio da noite, tadinha?). Nossa filha, não pode.
Ah, se você é um cientista pode acreditar que foi meu subconsciente que calculou a última vez em que eu chequei a água e me despertou pra lembrar. Problema seu, eu acredito realmente em um encontro fortuito na madrugada, ela estava em alguma festinha ou evento lá no habitat da sua alma, porque né? Nana festeira, até hoje, certeza. De onde ela está, deve estar orgulhosa por eu conseguir captar tão bem seus sinais. Bem, nos últimos anos treinamos bastante, nossas almas sempre se sentiam, ligadas pelo nosso sentimento, afinal.
É isso aí, meu amor. Estou te ouvindo, fale sempre comigo!
Depois da sua última visita, em que te mostrava o lugar onde estão acomodadas nossas plantas, a trepadeira brotou. Ainda uns pequenos pontinhos verdes que demoraram três meses para aparecer. Mas estão lá, mostrando que tem vida no jardim e nos ensinando a entender do mundo com as plantas, que sabem morrer e renascer. Nos aguarde primavera que vem!
Beijos, te amo!
:)
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Sexta-feira 13 do ano 13
Horripilante, só que não.
Hoje é sexta-feira 13, adoro!
Sou meio bruxa, né? Já fui feiticeira em mais de uma encarnação, já fui perseguida pela Santa Inquisição, já devo ter sapecado em fogueira (mas disso não me lembro). Se bem que não sei, já escrevi uma cena de ficção no quais umas bruxas conseguem escapar da fogueira porque fazem chover bem na hora de tacar fogo na gente, digo, nelas. Enfim, deixa essas histórias pra lá, o importante é que hoje tem sido um dia de Paz, como aliás costumam ser as sextas. Mesmo eu não estando empregada, então tanto faz uma sexta ou uma segunda, é incrível como percebo a energia que emana do mundo.
Segunda sinto preguiça como qualquer vivente. Sexta sinto alegria, sinto a felicidade que vem das ruas, das pessoas, bate em mim, pode acreditar. Eu sou uma antena parabólica afinada, capto as energias flutuantes muito bem. Vai ver por isso sou cercada de mistérios e premonições; aliás, por isso os percebo, pois na verdade na vida de todo mundo tem sinais e coincidências fortíssimos, mas nem todos param para observar.
Hoje sinto a paz da sexta misturada com a apreensão das superstições arraigadas em nós. Todo mundo cuidadoso no trânsito, todo mundo brincando nas redes sociais que vai assistir filme de terro hoje a noite... sei.
Ontem comprei minhocas pra jogar no jardim, onde tem sombra, debaixo das folhas secas do corredor de terra. Passei numa casa de pesca e um pescador cliente que estava esperando quis me convencer de que seria mais fácil se eu levasse o húmus de minhoca. Mas mania que o povo tem de dar palpite onde ninguém chama! Expliquei que queria as minhocas morando no meu quintal e produzindo o húmus constantemente, assim eu não precisaria comprar sempre. Ele não se conformava. Parecia revoltado por eu querer mudar o destino das minhocas que estavam ali para ser comida de peixe, não pra ficar adubando jardim dos outros. Enfim, tentando ser espírita, ser paciente e ser boa, não dei um carreirão no homem, que, por sorte (dele) não me pegou na TPM.
No caminho de volta, eu toda feliz com aquele embolado de minhocas numa garrafa plástica, dizia, contente:
-Amiguinhas, eu mudei o destino de vocês. Vocês iam viver confinadas até virar comidinha de peixe, mas agora vocês terão um lar, vão comer muita casca de frutas e de legumes e borra de café e tudo. Viverão à sombra na terra sempre fresca. Em troca, vocês vão fazer caminhos pra arejar a terra e encher meu jardim de adubo que vocês produzem quando vão ao banheiro de vocês. Vão crescer e se multiplicar e meu quintal vai estar sempre lindo! Uma ou outra, não tem jeito, vai virar duas num golpe de enxada. Mas a maioria de vocês vai ser feliz para sempre, eu prometo!
E dirigi toda risonha até em casa!
Sério, agora eu tô pensando...
Será que eu preciso de tratamento?
Enfim.
beijos, Paz e Luz
Hoje é sexta-feira 13, adoro!
Sou meio bruxa, né? Já fui feiticeira em mais de uma encarnação, já fui perseguida pela Santa Inquisição, já devo ter sapecado em fogueira (mas disso não me lembro). Se bem que não sei, já escrevi uma cena de ficção no quais umas bruxas conseguem escapar da fogueira porque fazem chover bem na hora de tacar fogo na gente, digo, nelas. Enfim, deixa essas histórias pra lá, o importante é que hoje tem sido um dia de Paz, como aliás costumam ser as sextas. Mesmo eu não estando empregada, então tanto faz uma sexta ou uma segunda, é incrível como percebo a energia que emana do mundo.
Segunda sinto preguiça como qualquer vivente. Sexta sinto alegria, sinto a felicidade que vem das ruas, das pessoas, bate em mim, pode acreditar. Eu sou uma antena parabólica afinada, capto as energias flutuantes muito bem. Vai ver por isso sou cercada de mistérios e premonições; aliás, por isso os percebo, pois na verdade na vida de todo mundo tem sinais e coincidências fortíssimos, mas nem todos param para observar.
Hoje sinto a paz da sexta misturada com a apreensão das superstições arraigadas em nós. Todo mundo cuidadoso no trânsito, todo mundo brincando nas redes sociais que vai assistir filme de terro hoje a noite... sei.
Ontem comprei minhocas pra jogar no jardim, onde tem sombra, debaixo das folhas secas do corredor de terra. Passei numa casa de pesca e um pescador cliente que estava esperando quis me convencer de que seria mais fácil se eu levasse o húmus de minhoca. Mas mania que o povo tem de dar palpite onde ninguém chama! Expliquei que queria as minhocas morando no meu quintal e produzindo o húmus constantemente, assim eu não precisaria comprar sempre. Ele não se conformava. Parecia revoltado por eu querer mudar o destino das minhocas que estavam ali para ser comida de peixe, não pra ficar adubando jardim dos outros. Enfim, tentando ser espírita, ser paciente e ser boa, não dei um carreirão no homem, que, por sorte (dele) não me pegou na TPM.
No caminho de volta, eu toda feliz com aquele embolado de minhocas numa garrafa plástica, dizia, contente:
-Amiguinhas, eu mudei o destino de vocês. Vocês iam viver confinadas até virar comidinha de peixe, mas agora vocês terão um lar, vão comer muita casca de frutas e de legumes e borra de café e tudo. Viverão à sombra na terra sempre fresca. Em troca, vocês vão fazer caminhos pra arejar a terra e encher meu jardim de adubo que vocês produzem quando vão ao banheiro de vocês. Vão crescer e se multiplicar e meu quintal vai estar sempre lindo! Uma ou outra, não tem jeito, vai virar duas num golpe de enxada. Mas a maioria de vocês vai ser feliz para sempre, eu prometo!
E dirigi toda risonha até em casa!
Sério, agora eu tô pensando...
Será que eu preciso de tratamento?
Enfim.
beijos, Paz e Luz
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Noite de Liberdade
Essa noite não dormi muito bem.
Demorei pra dormir, acordava toda a hora, na volta do xixi demorava mais um pouco. E foram uns quatro xixis madrugada adentro. E não sei se vocês perceberam, gente, mas dormir não é necessariamente um problema pra mim. Eu perco coisas com facilidade, chave, documento, carro no estacionamento. Mas sono e fome são duas coisas que olha, tirar de mim não é fácil. O que me faz perder sono de vez em quando é alguma preocupação, mas justamente esses dias em que a minha maior preocupação para o momento, que era a pensão, acaba de se resolver, concedida, então eu não entendo. Pior, eu não pensava em nada especificamente, mas a mente trabalhando a milhão, tudo passando, agitando meus pacatos neurônios.
Bom, de repente eu ainda estava numa descarga de energia, por tanto tempo de tensão, agora acabou correr atrás de benefício. Agora mesmo eu deveria dormir tranquila, porque né? Sou pensionista agora e ninguém vai me segurar! hahahahaha
Ninguém agora pode me cobrar com frases prontas e repetitivas como "e agora, vai fazer o quê da vida" "você já tem alguma coisa em vista?"
Tenho, bem. Quero encarar Crime e Castigo, do Dostoiévski. Quero reler Fernanda Young desde o começo da sua carreira, vou passar dias invernada com Sidney Sheldon, quero virar rata de biblioteca e escrever pelo menos dois romances por ano.
Se eu quiser posso fazer nada o dia todo. Posso cochilar depois do almoço e passar meus dias fuçando na terra, cavucando buraco pra enfiar as plantas que virão em flores me fazer feliz primavera que vem. Eu posso. Agora eu posso tudo o que eu quiser.
A sensação de liberdade só não é total porque eu tenho um corpo físico (grande, por sinal!) que fica me prendendo neste planetinha mequetrefe e me impede de encontrar minha Nana com mais facilidade. Paciência. O tempo anda passando tão rápido que daqui a pouco eu já virei uma velhinha rabugenta.
Ou não? Ou será que vou ser boazinha e amável? Quem serei eu amanhã? Como se calcula o amanhã, um tempo que ainda não veio? Pois o que aconteceu há 20 anos tem o mesmo espaço na memória do que houve há 20 dias, pois os dias se sucedem e é só agora presente, lembrança e sonho, três facetas do pensamento que conduzem nossas vidas.
Gosto de deixar a vida correr, gosto das surpresas do mundo. Para o momento, sem planos além de dar água para as plantinhas quando elas sentirem sede e revolver seus vasos quando elas parecerem angustiadas.
As novidades que forem surgindo, comemoro com vocês!
Beijos, Paz e Luz
Demorei pra dormir, acordava toda a hora, na volta do xixi demorava mais um pouco. E foram uns quatro xixis madrugada adentro. E não sei se vocês perceberam, gente, mas dormir não é necessariamente um problema pra mim. Eu perco coisas com facilidade, chave, documento, carro no estacionamento. Mas sono e fome são duas coisas que olha, tirar de mim não é fácil. O que me faz perder sono de vez em quando é alguma preocupação, mas justamente esses dias em que a minha maior preocupação para o momento, que era a pensão, acaba de se resolver, concedida, então eu não entendo. Pior, eu não pensava em nada especificamente, mas a mente trabalhando a milhão, tudo passando, agitando meus pacatos neurônios.
Bom, de repente eu ainda estava numa descarga de energia, por tanto tempo de tensão, agora acabou correr atrás de benefício. Agora mesmo eu deveria dormir tranquila, porque né? Sou pensionista agora e ninguém vai me segurar! hahahahaha
Ninguém agora pode me cobrar com frases prontas e repetitivas como "e agora, vai fazer o quê da vida" "você já tem alguma coisa em vista?"
Tenho, bem. Quero encarar Crime e Castigo, do Dostoiévski. Quero reler Fernanda Young desde o começo da sua carreira, vou passar dias invernada com Sidney Sheldon, quero virar rata de biblioteca e escrever pelo menos dois romances por ano.
Se eu quiser posso fazer nada o dia todo. Posso cochilar depois do almoço e passar meus dias fuçando na terra, cavucando buraco pra enfiar as plantas que virão em flores me fazer feliz primavera que vem. Eu posso. Agora eu posso tudo o que eu quiser.
A sensação de liberdade só não é total porque eu tenho um corpo físico (grande, por sinal!) que fica me prendendo neste planetinha mequetrefe e me impede de encontrar minha Nana com mais facilidade. Paciência. O tempo anda passando tão rápido que daqui a pouco eu já virei uma velhinha rabugenta.
Ou não? Ou será que vou ser boazinha e amável? Quem serei eu amanhã? Como se calcula o amanhã, um tempo que ainda não veio? Pois o que aconteceu há 20 anos tem o mesmo espaço na memória do que houve há 20 dias, pois os dias se sucedem e é só agora presente, lembrança e sonho, três facetas do pensamento que conduzem nossas vidas.
Gosto de deixar a vida correr, gosto das surpresas do mundo. Para o momento, sem planos além de dar água para as plantinhas quando elas sentirem sede e revolver seus vasos quando elas parecerem angustiadas.
As novidades que forem surgindo, comemoro com vocês!
Beijos, Paz e Luz
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Deu certo, só que não!
Fazia tempo que eu não sonhava, então resolvi usar o aplicativo do iPhone pra lembrar dos sonhos, o Dream:ON
Deu certo, só que não.
Eu lembrei do sonho, perfeitamente, mas que sonhozinho sem vergonha! Sonhei que estavam vendendo uma máquina que ajudava a cometer suicídio, um capacete que você colocava na cabeça e decepava as duas orelhas, então você morreria esgotado. Até aí tudo bem, todo mundo tem direito a pesadelos bisonhos, o problema é que não foi pesadelo. Eu estava achando aquilo tudo super normal no sonho, inclusive. Não acordei assustada nem nada. Normal, assim, sonhar com decepadores de orelhas e tudo bem, né? Isso não significa necessariamente que a pessoa é doida, tem tendência ou vivência passada com orelhas decepadas, será?
Engraçado... eu nunca consegui usar brincos. Não tenho a orelha furada, jamais conseguiu parar um brinquinho que fosse em mim. Na infância, minha mãe tentava pelo menos uma vez por ano, e eu também, era louca pra ter a orelha furada como minhas amiguinhas... mas depois de uma semana minhas orelhas eram só pus. Nem ouro puro, nem platina, nem nada. Tentamos de um tudo. Na adolescência eu ainda tentei mais umas vezes, mas acho que a última vez foi antes dos vinte. Hoje nem penso mais nisso, já que anel e colar, que eu poderia usar, não uso. Com certeza, se tivesse a orelha furada também não usaria brincos.
Então tá. Será que eu tive B.O. com orelha em vidas passadas?
Tem uma personalidade que arrancou a própria orelha, foi Van Gogh. Será?
(Pausa pra pesquisar no google)
Gente, as telas dele são a minha cara, eu poderia perfeitamente tê-las pintado... Quando eu quis viajar até uma vida em que explicasse o porque de eu estar passando tanto perrengue, sonhei que caminhava com um punhal. Só vi o punhal, não me vi. E descubro que o gênio saiu andando pela cidade com um punhal na mão pra matar seu desafeto, só que daí, perturbado, arrancou a própria orelha. Minha cara ser perturbada, trago nessa vida resquícios, sou meio perturbada, né? Pronto, agora acredito que fui Van Gogh na vida passada!
Alguma forma de receber direitos autorais, produção?
Gente, eu tô brincando, viu?
Só que não! kkkkkkkkkkkkk
bjs, Paz e Luz,
Denise Vincent
Deu certo, só que não.
Eu lembrei do sonho, perfeitamente, mas que sonhozinho sem vergonha! Sonhei que estavam vendendo uma máquina que ajudava a cometer suicídio, um capacete que você colocava na cabeça e decepava as duas orelhas, então você morreria esgotado. Até aí tudo bem, todo mundo tem direito a pesadelos bisonhos, o problema é que não foi pesadelo. Eu estava achando aquilo tudo super normal no sonho, inclusive. Não acordei assustada nem nada. Normal, assim, sonhar com decepadores de orelhas e tudo bem, né? Isso não significa necessariamente que a pessoa é doida, tem tendência ou vivência passada com orelhas decepadas, será?
Engraçado... eu nunca consegui usar brincos. Não tenho a orelha furada, jamais conseguiu parar um brinquinho que fosse em mim. Na infância, minha mãe tentava pelo menos uma vez por ano, e eu também, era louca pra ter a orelha furada como minhas amiguinhas... mas depois de uma semana minhas orelhas eram só pus. Nem ouro puro, nem platina, nem nada. Tentamos de um tudo. Na adolescência eu ainda tentei mais umas vezes, mas acho que a última vez foi antes dos vinte. Hoje nem penso mais nisso, já que anel e colar, que eu poderia usar, não uso. Com certeza, se tivesse a orelha furada também não usaria brincos.
Então tá. Será que eu tive B.O. com orelha em vidas passadas?
Tem uma personalidade que arrancou a própria orelha, foi Van Gogh. Será?
(Pausa pra pesquisar no google)
Gente, as telas dele são a minha cara, eu poderia perfeitamente tê-las pintado... Quando eu quis viajar até uma vida em que explicasse o porque de eu estar passando tanto perrengue, sonhei que caminhava com um punhal. Só vi o punhal, não me vi. E descubro que o gênio saiu andando pela cidade com um punhal na mão pra matar seu desafeto, só que daí, perturbado, arrancou a própria orelha. Minha cara ser perturbada, trago nessa vida resquícios, sou meio perturbada, né? Pronto, agora acredito que fui Van Gogh na vida passada!
Alguma forma de receber direitos autorais, produção?
Gente, eu tô brincando, viu?
Só que não! kkkkkkkkkkkkk
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Denise Vincent
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terça-feira, 10 de setembro de 2013
Benefício concedido
A emoção que eu senti quando li "Benefício Concedido" no site do INSS não dá pra descrever. Minha alma foi tomada por um sentimento profundo de alegria, tão autêntico e sincero que cheguei a tomar fôlego pra contar a novidade pra Nana. Caí de novo naquele choque de realidade. Pensão por Morte, nome triste, termo forte, é o que eu tenho direito. Depois de muita luta dos colegas em relação aos direitos homoafetivos, depois de muita discussão com pastor fanfarrão, de paradas e protestos, temos enfim nossas vidas em comum reconhecidas enquanto família. É como se a Nana dissesse: "Dê, você cuidou de mim até o último dia da minha vida, agora eu vou cuidar de você até o último dia da sua vida."
Então, por que eu não consigo parar de chorar? Por que eu não consigo fazer planos pro meu dinheirinho, que é meu por direito e merecimento? É porque eu sou uma besta. Porque queria mesmo fugir, sair correndo, ir pra algum lugar onde eu possa encontrar o meu amor pra lhe contar as novidades. Onde é esse lugar, como eu chego lá, alguém me diz?
Fui almoçar frango frito e pra acompanhar, Coca-cola. Sem culpa. Sem medo de que se entupam minhas veias com o colesterol do franguinho. Tô nesses momentos em que tenho pressa. Porque agora eu vou me vestir pra ir lá na Previdência buscar minha carta, pra abrir conta em banco, pra colocar as contas no débito automático porque eu nunca lembro de pagar mesmo e não tem uma Nana pra lembrar que a vida tá acontecendo lá fora e a gente precisa sair pra acompanhar. Me visto como para as outras cerimônias, velório, missa, escolher roupa de despedida. Mais uma vez tô saindo de casa pra me despedir do que ainda não acabou. Vou atrás do que será uma manifestação dela em matéria, o dinheiro que ela me deixou por sermos uma família. Eu vou ter meu próprio dinheiro, fazia tempo, eu não lembrava mais como era.
Agora serei independente de novo, aconteça o que acontecer, não passarei fome. Porque eu já tenho uma casa e uma renda. Posso viver de escrever, se quiser, dê isso algum retorno um dia ou não, estou resguardada. Nana cuida de mim agora. Vou ser gente, ter débito em conta, cartão, essas chatices da vida prática. Vou fazer planos um dia, vou fazer mil coisas, mas não agora, não neste momento. Neste momento, sinceramente, feliz só que não.
Então, por que eu não consigo parar de chorar? Por que eu não consigo fazer planos pro meu dinheirinho, que é meu por direito e merecimento? É porque eu sou uma besta. Porque queria mesmo fugir, sair correndo, ir pra algum lugar onde eu possa encontrar o meu amor pra lhe contar as novidades. Onde é esse lugar, como eu chego lá, alguém me diz?
Fui almoçar frango frito e pra acompanhar, Coca-cola. Sem culpa. Sem medo de que se entupam minhas veias com o colesterol do franguinho. Tô nesses momentos em que tenho pressa. Porque agora eu vou me vestir pra ir lá na Previdência buscar minha carta, pra abrir conta em banco, pra colocar as contas no débito automático porque eu nunca lembro de pagar mesmo e não tem uma Nana pra lembrar que a vida tá acontecendo lá fora e a gente precisa sair pra acompanhar. Me visto como para as outras cerimônias, velório, missa, escolher roupa de despedida. Mais uma vez tô saindo de casa pra me despedir do que ainda não acabou. Vou atrás do que será uma manifestação dela em matéria, o dinheiro que ela me deixou por sermos uma família. Eu vou ter meu próprio dinheiro, fazia tempo, eu não lembrava mais como era.
Agora serei independente de novo, aconteça o que acontecer, não passarei fome. Porque eu já tenho uma casa e uma renda. Posso viver de escrever, se quiser, dê isso algum retorno um dia ou não, estou resguardada. Nana cuida de mim agora. Vou ser gente, ter débito em conta, cartão, essas chatices da vida prática. Vou fazer planos um dia, vou fazer mil coisas, mas não agora, não neste momento. Neste momento, sinceramente, feliz só que não.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Encontrar pessoas do bem
Sempre faz bem.
Hoje fui visitar uma amiga querida em seu local de trampo. A Janete é uma mulher pequena e idônea, supervisora de um grande órgão público, já trabalhou comigo neste mesmo órgão público e conservo nossa amizade. Gosto de conversar com a Janete porque a considero um ou dois graus acima da média na escala da evolução dos seres humanos. Não sei dizer porque a considero dessa forma, com alguém mais evoluída, mas sempre achei isso. Que eu saiba, ela não teve uma história muito dramática ou cheia de sofrimento que fosse superado, sei que é uma pessoa comum, teve seu marido, seus filhos, hoje netos, mas Janete é uma pessoa bondosa por essência. Ela não tem problema em enfrentar a gerência para proteger seus funcionários, é amada pelos subordinados e respeitada pelos superiores. Gente boa, a dona Janete.
Janete é espírita e tem sempre grandes conselhos para quem pede. É muito bom conversar com ela porque ela deve ter uma alma meio antiga, parece que já conhece muito da atitude dos homens, entende das mazelas pelas quais passamos. Pois hoje fui lá vê-la, ela também estava meio tristinha, daí conversamos um monte, mesmo com muita gente chegando toda a hora, foi muito legal trocarmos energia. Quando saí, tanto ela estava mais feliz, quanto eu.
Acho que isso é ter sucesso na vida. Ser capaz de despertar sentimentos bons nos outros, ser lembrada como alguém que transmite coisas boas e que as pessoas querem ter por perto, mesmo depois do tempo passado, ser procurado apenas para conversar um pouco, pra matar saudade, pra fazer bem. Eu gostaria de ser como a Janete um dia... não supervisora de órgão público, (toc toc toc, pé de pato, mangalô tres vez), mas quero um dia ser alguém que qualquer pessoa, da mais culta à mais incauta, possa lembrar de mim e apenas pensar "como é bom conversar com ela, preciso disso".
Fez meu dia bom, certeza que terei uma ótima semana.
E saindo do Poupatempo, onde fui ver a Janete, encontrei uma outra amiga, que eu conheci pessoalmente, mas vejo mais pelo Facebook, a Carla, uma pessoa que já superou 3 tipos de câncer. E tem inegável alegria em viver. Conversei com ela também. Hoje, eu que estava meio tristinha logo cedo, fui agraciada com as energias boas que os anjos da Terra sabem transmitir pra gente.
Bom também!
Desejo que todos tenham uma semana linda, como será a minha!
Beijos, Paz e Luz
Hoje fui visitar uma amiga querida em seu local de trampo. A Janete é uma mulher pequena e idônea, supervisora de um grande órgão público, já trabalhou comigo neste mesmo órgão público e conservo nossa amizade. Gosto de conversar com a Janete porque a considero um ou dois graus acima da média na escala da evolução dos seres humanos. Não sei dizer porque a considero dessa forma, com alguém mais evoluída, mas sempre achei isso. Que eu saiba, ela não teve uma história muito dramática ou cheia de sofrimento que fosse superado, sei que é uma pessoa comum, teve seu marido, seus filhos, hoje netos, mas Janete é uma pessoa bondosa por essência. Ela não tem problema em enfrentar a gerência para proteger seus funcionários, é amada pelos subordinados e respeitada pelos superiores. Gente boa, a dona Janete.
Janete é espírita e tem sempre grandes conselhos para quem pede. É muito bom conversar com ela porque ela deve ter uma alma meio antiga, parece que já conhece muito da atitude dos homens, entende das mazelas pelas quais passamos. Pois hoje fui lá vê-la, ela também estava meio tristinha, daí conversamos um monte, mesmo com muita gente chegando toda a hora, foi muito legal trocarmos energia. Quando saí, tanto ela estava mais feliz, quanto eu.
Acho que isso é ter sucesso na vida. Ser capaz de despertar sentimentos bons nos outros, ser lembrada como alguém que transmite coisas boas e que as pessoas querem ter por perto, mesmo depois do tempo passado, ser procurado apenas para conversar um pouco, pra matar saudade, pra fazer bem. Eu gostaria de ser como a Janete um dia... não supervisora de órgão público, (toc toc toc, pé de pato, mangalô tres vez), mas quero um dia ser alguém que qualquer pessoa, da mais culta à mais incauta, possa lembrar de mim e apenas pensar "como é bom conversar com ela, preciso disso".
Fez meu dia bom, certeza que terei uma ótima semana.
E saindo do Poupatempo, onde fui ver a Janete, encontrei uma outra amiga, que eu conheci pessoalmente, mas vejo mais pelo Facebook, a Carla, uma pessoa que já superou 3 tipos de câncer. E tem inegável alegria em viver. Conversei com ela também. Hoje, eu que estava meio tristinha logo cedo, fui agraciada com as energias boas que os anjos da Terra sabem transmitir pra gente.
Bom também!
Desejo que todos tenham uma semana linda, como será a minha!
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domingo, 8 de setembro de 2013
Inspiração para a vida
As coisas de repente não têm dado muito certo, você se vê às voltas com fatos que não pode mudar, com vontade de voltar no tempo sem poder, as coisas mais tristes que poderiam acontecer com uma pessoa acontecem com você. O tempo passa e a dor não cura, o tempo passa, mas parece que não, a saudade não diminui e continua no mesmo lugar. Tudo caminha para você achar que a sua vida é uma grande e irreversível droga.
Mas daí me amanhece um domingo com um sol arreganhado, o céu de azul intenso, as plantas anunciando em exuberância a proximidade da primavera, os sons da natureza, seus pássaros, seus bichos, tudo envolvendo a gente e então você pensa: vou ser infeliz por quê? Olha a vida aí, tão linda, se manifestando em torno de mim, me lembrando que o pulso do mundo continua no ritmo, eu devo me encaixar nele de novo, apenas isso. E as voltas da Terra hão de se encarregar de levar a tristeza embora com elas. Deixando os sonhos e a esperança, me deixando acreditar que vai ser bom agora, que daqui pra frente só há de melhorar.
Um dia lindo assim inspira. Tomara que cada um de nós possa se lembrar de olhar pela janela ou sair ao sol nesse dia tão colorido.
Beijos, Paz, Luz e um lindo domingo de Sol para todo mundo!
:)
Mas daí me amanhece um domingo com um sol arreganhado, o céu de azul intenso, as plantas anunciando em exuberância a proximidade da primavera, os sons da natureza, seus pássaros, seus bichos, tudo envolvendo a gente e então você pensa: vou ser infeliz por quê? Olha a vida aí, tão linda, se manifestando em torno de mim, me lembrando que o pulso do mundo continua no ritmo, eu devo me encaixar nele de novo, apenas isso. E as voltas da Terra hão de se encarregar de levar a tristeza embora com elas. Deixando os sonhos e a esperança, me deixando acreditar que vai ser bom agora, que daqui pra frente só há de melhorar.
Um dia lindo assim inspira. Tomara que cada um de nós possa se lembrar de olhar pela janela ou sair ao sol nesse dia tão colorido.
Beijos, Paz, Luz e um lindo domingo de Sol para todo mundo!
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sábado, 7 de setembro de 2013
Independência da Malandragem
Hoje é 07 de Setembro e me lembrei com carinho de quando eu pintava meus cadernos de verde e amarelo na semana da Pátria. Em como meu pai colocava umas fitinhas verde-amarelas de um plástico tosco amarradas na antena do carro. Era um país recém saído de uma ditadura cruel, o da minha infância. Sou de 77, minha infância tinha cheiro de liberdade novinha em folha. Esse período, de 1964 a 1984, trouxe muito sofrimento para o povo brasileiro, mas também colaborou para o surgimento das mais lindas canções da MPB. Nossos gênios compositores (particularmente Chico, Caetano e Gil), sofrendo em exílios, nos presentearam com sua saudade transformada em poesias e melodias maravilhosas.
E a Ditadura acabou, aquilo tudo foi muito ruim, mas eis que teve também o seu legado bom, afinal. Hoje o trio soberano vive feliz em sua terra amada, terão sempre nosso respeito e gratidão, por que né? Foram fundamentais para nosso povo ser livre de novo.
Agora estamos passando por um momento muito feio da política. Não sei se no futuro olharemos pra cá e acharemos algo de bom nessa pouca vergonha vigente. Eu não tenho um pingo de vontade de pendurar uma fitinha verde amarela na antena do meu carro, mesmo porque ele nem tem antena. E nem se tivesse, estou num momento vergonha alheia mesmo disso tudo. Que passe logo essa fase, que ficha limpa seja pré-requisito em tudo a partir de hoje, que todas as relações pecaminosas entre empreiteiras e governos possam ser abertas ao público, que todo o dinheiro de impostos seja rastreado até a quinta transferência. E que todo mundo saiba que eles nos devem satisfações, sim, esses políticos marmoteiros. Desejo para o meu país, nesse aniversário de vida independente, que cada um consiga fazer a sua parte no que diz respeito a parar com essa história irritante de "jeitinho". Jeitinho é o c@%@/&#!
Não existe "jeitinho", né meu povo? Existe é jeito certo de se fazer as coisas. Parar com esse negócio de se todo mundo faz, eu vou fazer também. Não tem que fazer errado porque o errado é o de praxe. Começa a mudar sua vida, a cobrar dos seus amigos e familiares que tenham essa atitude também e daí sim cobra integridade do povo do comando. Afinal, eles são nosso reflexo, querendo ou não: uma minoria honesta que a gente até sabe quem é mas não dá muito valor e uma maioria esmagadora e marmoteira que quer sempre puxar a brasa para sua sardinha.
Chega? Estamos combinados? De não parar de jeito nenhum em vaga pra deficiente até devolver o troco a mais, vamos colocar um fim nessa era tão vexaminosa? Eu topo!
Beijos patriotas, Feliz Independência, Brasil!
:)
E a Ditadura acabou, aquilo tudo foi muito ruim, mas eis que teve também o seu legado bom, afinal. Hoje o trio soberano vive feliz em sua terra amada, terão sempre nosso respeito e gratidão, por que né? Foram fundamentais para nosso povo ser livre de novo.
Agora estamos passando por um momento muito feio da política. Não sei se no futuro olharemos pra cá e acharemos algo de bom nessa pouca vergonha vigente. Eu não tenho um pingo de vontade de pendurar uma fitinha verde amarela na antena do meu carro, mesmo porque ele nem tem antena. E nem se tivesse, estou num momento vergonha alheia mesmo disso tudo. Que passe logo essa fase, que ficha limpa seja pré-requisito em tudo a partir de hoje, que todas as relações pecaminosas entre empreiteiras e governos possam ser abertas ao público, que todo o dinheiro de impostos seja rastreado até a quinta transferência. E que todo mundo saiba que eles nos devem satisfações, sim, esses políticos marmoteiros. Desejo para o meu país, nesse aniversário de vida independente, que cada um consiga fazer a sua parte no que diz respeito a parar com essa história irritante de "jeitinho". Jeitinho é o c@%@/&#!
Não existe "jeitinho", né meu povo? Existe é jeito certo de se fazer as coisas. Parar com esse negócio de se todo mundo faz, eu vou fazer também. Não tem que fazer errado porque o errado é o de praxe. Começa a mudar sua vida, a cobrar dos seus amigos e familiares que tenham essa atitude também e daí sim cobra integridade do povo do comando. Afinal, eles são nosso reflexo, querendo ou não: uma minoria honesta que a gente até sabe quem é mas não dá muito valor e uma maioria esmagadora e marmoteira que quer sempre puxar a brasa para sua sardinha.
Chega? Estamos combinados? De não parar de jeito nenhum em vaga pra deficiente até devolver o troco a mais, vamos colocar um fim nessa era tão vexaminosa? Eu topo!
Beijos patriotas, Feliz Independência, Brasil!
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Pandora vê o que a gente não vê
Ai, ai, viu?
Ontem aconteceu uma coisa super gostosa!
Cheguei da rua e veio a Pandora, como sempre, fazer a maior festa, muita alegria, pegar um osso, um brinquedo, alguma coisa pra trazer pra gente. Digo, pra mim. Ela fez a festinha, eu fiz agrado, conversei, elogiei, falei "ai, que lindeza da mamãe!", aquele ritual de sempre de chegar em casa para os que têm cachorro. Cheguei, guardei a bolsa no quarto, parei na soleira da porta entre o quarto e o hall e fiquei mexendo em alguma coisa no aparador, sei lá, organizando. E Pandora ainda fazendo festinha, mas meio que já parando, parou e ficou sentada estátua no meio da sala com o ossão e a bolinha na boca. Sim, gente, Labradores conseguem e adoram carregar mais de uma coisa ao mesmo tempo na boca. Então parou e olhou fixamente nos meus olhos, como sempre faz. Sabia que há estudos indicando que um dos fatores determinantes para os antepassados dos cães conseguirem nos conquistar foi justamente sua capacidade de nos olhar nos olhos? Eles nos encaram sempre, não fogem do nosso olhar mas nem na hora da bronca. Se fazem arte, nos miram com seus ares de coitadinhos, mas autênticos como poucos humanos, sustentam nosso contato sempre. Alguns cientistas garantem que foi por isso que, por ser o único animal com essa capacidade, eles nos domesticaram, não pera!
Enfim, o que eu falava? Eu tava contando da Pandora me olhando nos olhos com os brinquedos na boca. Eu sorrindo pra ela, respondendo seu contato, ela olha pro meu lado e sustenta o olhar fixamente para o... "nada"?. E olha pra mim de novo e olha pro "nada" de novo. Isso foi três vezes, e eu olhando também pra onde ela olhava porque gente, eu quero ver. Eu juro que eu não vou ter medo, eu quero, eu preciso ver a Nana. Procurei e não vi. Mas eu acho que temos um sentido a menos que os cães. Sei lá, esse negócio de eles não verem todas as cores, vai saber o que eles vêem no lugar. Não sei se era a Nana ali do meu lado porque eu não vi. Mas a Pandora viu alguém que ela não estranhou. Daquelas doidinhas, né? Não sei se era a Nana, mas tenho certeza que era! hahahaha
Essas bobagens invadem meu coração de alegria, me lembram que todo o amor que eu sentia não passou. Acho que nunca vai acabar. Não acaba.
Ontem me questionei se eu vou querer uma outra vida com alguém, uma outra pessoa, ou se vou terminar como essas senhoras que perdem o marido e nunca mais se casam novamente. Acho tão lindo isso, pessoas que passam a vida inteira esperando pra reencontrar seu amor. Acredito ser a história mais linda que alguém possa viver. A espera pelo fim. Não que eu tenha pressa, tá bom aqui também. Tô acostumando de novo com existir. A vida é outra sem o meu amor, mas ainda é vida, afinal. Mas acho que gostaria de viver essa história, uma história de espera. De ver todos os dias o sol chegar e partir e me alegrar com mais um sol chegando e sempre sozinha comigo e com o meu amor que eu sinto. Será?
Não quero abandonar jamais o que eu sinto por ela. Quero sempre que assim seja, que eu possa guardar bem gostoso em mim esse sentimento de amor.
Te amo, Nana, pra sempre!
Com saudade, Paz e Luz
Ontem aconteceu uma coisa super gostosa!
Cheguei da rua e veio a Pandora, como sempre, fazer a maior festa, muita alegria, pegar um osso, um brinquedo, alguma coisa pra trazer pra gente. Digo, pra mim. Ela fez a festinha, eu fiz agrado, conversei, elogiei, falei "ai, que lindeza da mamãe!", aquele ritual de sempre de chegar em casa para os que têm cachorro. Cheguei, guardei a bolsa no quarto, parei na soleira da porta entre o quarto e o hall e fiquei mexendo em alguma coisa no aparador, sei lá, organizando. E Pandora ainda fazendo festinha, mas meio que já parando, parou e ficou sentada estátua no meio da sala com o ossão e a bolinha na boca. Sim, gente, Labradores conseguem e adoram carregar mais de uma coisa ao mesmo tempo na boca. Então parou e olhou fixamente nos meus olhos, como sempre faz. Sabia que há estudos indicando que um dos fatores determinantes para os antepassados dos cães conseguirem nos conquistar foi justamente sua capacidade de nos olhar nos olhos? Eles nos encaram sempre, não fogem do nosso olhar mas nem na hora da bronca. Se fazem arte, nos miram com seus ares de coitadinhos, mas autênticos como poucos humanos, sustentam nosso contato sempre. Alguns cientistas garantem que foi por isso que, por ser o único animal com essa capacidade, eles nos domesticaram, não pera!
Enfim, o que eu falava? Eu tava contando da Pandora me olhando nos olhos com os brinquedos na boca. Eu sorrindo pra ela, respondendo seu contato, ela olha pro meu lado e sustenta o olhar fixamente para o... "nada"?. E olha pra mim de novo e olha pro "nada" de novo. Isso foi três vezes, e eu olhando também pra onde ela olhava porque gente, eu quero ver. Eu juro que eu não vou ter medo, eu quero, eu preciso ver a Nana. Procurei e não vi. Mas eu acho que temos um sentido a menos que os cães. Sei lá, esse negócio de eles não verem todas as cores, vai saber o que eles vêem no lugar. Não sei se era a Nana ali do meu lado porque eu não vi. Mas a Pandora viu alguém que ela não estranhou. Daquelas doidinhas, né? Não sei se era a Nana, mas tenho certeza que era! hahahaha
Essas bobagens invadem meu coração de alegria, me lembram que todo o amor que eu sentia não passou. Acho que nunca vai acabar. Não acaba.
Ontem me questionei se eu vou querer uma outra vida com alguém, uma outra pessoa, ou se vou terminar como essas senhoras que perdem o marido e nunca mais se casam novamente. Acho tão lindo isso, pessoas que passam a vida inteira esperando pra reencontrar seu amor. Acredito ser a história mais linda que alguém possa viver. A espera pelo fim. Não que eu tenha pressa, tá bom aqui também. Tô acostumando de novo com existir. A vida é outra sem o meu amor, mas ainda é vida, afinal. Mas acho que gostaria de viver essa história, uma história de espera. De ver todos os dias o sol chegar e partir e me alegrar com mais um sol chegando e sempre sozinha comigo e com o meu amor que eu sinto. Será?
Não quero abandonar jamais o que eu sinto por ela. Quero sempre que assim seja, que eu possa guardar bem gostoso em mim esse sentimento de amor.
Te amo, Nana, pra sempre!
Com saudade, Paz e Luz
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Tímidos em eventos
Ontem foi aniversário da Neia, uma super amiga da Nana. Eu não lembrei, claro, porque eu tenho uma natureza desligada mesmo e enfim, não lembrei. Mas ela me ligou no dia e disse com a maior praticidade que era aniversário dela, que a gente não esquecia nunca e que gostaria muito que eu fosse vê-la em uma reunião num espetinho tudo de bom aqui da cidade.
Achei super fofo e fui, morrendo de medo de ou me sentir deslocada ou rever os amigos da Nana e ficar chororô, tristonha, essas coisas. Que nada. Foi ótimo. Como se ela estivesse ali mesmo, eu fiquei super a vontade, me enturmei com as pessoas que eu não conhecia direito, foi realmente maravilhoso. Gente, nessas horas eu penso... será que ela não tava ali comigo, ou em mim? Porque né? Eu sou uma pessoa super retraída, sou escritora interiorizada, ué. Difícil pra mim fazer e manter amizades porque eu não tenho a iniciativa do encontro, do contato. Os poucos e bons que eu tenho são os que insistem em mim, que eu sou um desastre nessa parte social. Mas ontem foi diferente. Fiquei até com vontade de beber cerveja, mas resisti primeiro porque tava guiando, vamos ser responsáveis. E segundo porque eu não bebo, não tinha nada que beber.
Mas sabe, essa atitude diferente de mim, ir pra um evento sozinha, onde teria pessoas estranhas que eu talvez não conhecesse, e chegar lá e tudo bem, conversar, me divertir, querer beber, isso aí nada parece eu. Pode ser que eu tenha aprendido a ser gente com a minha Nana, porque ela sim era um evento caminhante. Aprendi, vou ser agora mais sociável, saideira e tal. Ou pode ser que a alma dela sempre tão ligadinha à minha conseguiu abrir uma brecha no meu ser pra ir ali e matar a saudade do seu povo. Sei lá. Sei que se ela não estava ali, em mim, certeza que estava ali comigo, porque não pense que é tarefa fácil para gente tímida se portar diante de pessoas. Afe, só quem sabe.
É isso, tô meio de ressaca, apesar de não ter bebido, ressaca da festa, da alegria, de conversar, da energia. Essas coisas doidas que só acontecem conosco, digo, comigo!
:)
Beijos, Paz e Luz!!!
Achei super fofo e fui, morrendo de medo de ou me sentir deslocada ou rever os amigos da Nana e ficar chororô, tristonha, essas coisas. Que nada. Foi ótimo. Como se ela estivesse ali mesmo, eu fiquei super a vontade, me enturmei com as pessoas que eu não conhecia direito, foi realmente maravilhoso. Gente, nessas horas eu penso... será que ela não tava ali comigo, ou em mim? Porque né? Eu sou uma pessoa super retraída, sou escritora interiorizada, ué. Difícil pra mim fazer e manter amizades porque eu não tenho a iniciativa do encontro, do contato. Os poucos e bons que eu tenho são os que insistem em mim, que eu sou um desastre nessa parte social. Mas ontem foi diferente. Fiquei até com vontade de beber cerveja, mas resisti primeiro porque tava guiando, vamos ser responsáveis. E segundo porque eu não bebo, não tinha nada que beber.
Mas sabe, essa atitude diferente de mim, ir pra um evento sozinha, onde teria pessoas estranhas que eu talvez não conhecesse, e chegar lá e tudo bem, conversar, me divertir, querer beber, isso aí nada parece eu. Pode ser que eu tenha aprendido a ser gente com a minha Nana, porque ela sim era um evento caminhante. Aprendi, vou ser agora mais sociável, saideira e tal. Ou pode ser que a alma dela sempre tão ligadinha à minha conseguiu abrir uma brecha no meu ser pra ir ali e matar a saudade do seu povo. Sei lá. Sei que se ela não estava ali, em mim, certeza que estava ali comigo, porque não pense que é tarefa fácil para gente tímida se portar diante de pessoas. Afe, só quem sabe.
É isso, tô meio de ressaca, apesar de não ter bebido, ressaca da festa, da alegria, de conversar, da energia. Essas coisas doidas que só acontecem conosco, digo, comigo!
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Beijos, Paz e Luz!!!
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O baldinho de cobre
Ontem eu fui ao Centro, aquele em que eu não lembrava o nome no post passado, o Lucas Peres Neto, hehehe, fiz questão de gravar. Lá é gostoso porque, às terças, não tem palestra, o condutor faz uma prece, todos ficam concentrados e os frequentadores dão passe uns nos outros. Foi um lugar em que gostei de ir; tenho um pouco de preguiça de Centro Espírita, porque, embora eu ache o máximo e me beneficie super do momento do passe, tenho dificuldade de acompanhar e uma certa preguiça de assistir à palestra. Acho tudo muito bonito, mas a impressão que eu tenho é que já sei o que se diz ali, sabe? A gente tá cansado de saber que é preciso praticar o Bem, se desapegar das coisas materiais, que a vida continua. No fundo a gente sabe tudo isso, não pratica porque não pratica. Tento ser uma pessoa boa e não ter (muito) apego às coisas da Terra que não tenham vida. Nem sempre a gente consegue, né?
Quando da ocasião da minha mudança, vendi algumas das nossas coisas, nem cabia tudo na casa da minha mãe. Nem penso mais nas coisas que se foram, mas me lembrava sempre do balde de cobre. Esse balde é um balde de gelo, um palmo de altura por mais ou menos um palmo de largura também, de cobre maciço, usado como uma simpática lixeira da sala. Nos últimos meses, dormíamos no andar de baixo, porque a Nana não conseguia subir as escadas. E ela usava muito o baldinho de cobre como lixeira, gostava muito dele. E eu tinha vendido e me arrependido.
Desde que a Nana morreu, algo que tem me consolado razoavelmente é acreditar ser ela um espírito muito, muito forte mesmo, pois pra mim, ela tem capacidade de mexer com o tempo. Vários acontecimentos até hoje me levam a crer nisso, a começar pela chuva torrencial que caiu no dia do seu velório, tempestade fora de hora em junho, mês de estiagem. Também no dia da cremação o tempo fechou, também junho, quando ela sempre sofreu com o tempo seco e falta de chuva. E outras coisas que estão relatadas, tudo bonitinho, qualquer dia conto em detalhes. Enfim, acho que a alma de Nana Salomão tem poder suficiente pra mexer com o tempo ao meu redor. E o inverno aqui por estas bandas já ia pelo fim, o tempo fechou e virou. Esfriou e ontem até choveu. Quando fechou de repente, eu lembrei na hora do baldinho de cobre. Poxa, maior viagem a minha achar pela minha vida inteira agora que quando chover é a Nana me pedindo alguma coisa, mas gente. Amanheceu chuvisquento, lá fui eu atrás do balde de cobre pra comprar de volta. O homem do antiquário me atendeu, eu disse que queria comprar de volta meu balde de cobre, ele ainda não havia vendido, a mulher do homem do antiquário me devolveu correndo enquanto falava "diz que não traz boa sorte vender objeto que a pessoa gostava muito". Então voltei pra casa carregando meu baldinho. Por um momento, eu quase pude sentir o cheiro da respiração dela ali. Eu quase pude, a Pandora pôde de fato. Ficou toda feliz abanadeira de rabinho enquanto enfiava a fuça dentro do balde. Ele está agora aqui comigo, com quem deve permanecer para o resto da minha interessante vida.
Bom, gente, já escrevi muito, tá ficando cansativo, mas para encerra a história só te falo uma coisa: faz meia hora que o baldinho de cobre voltou pra casa e o céu já tá azul azul na minha janela. O tempo abriu de novo, tem gente contente lá em cima!
Beijos, Paz e Luz!
Quando da ocasião da minha mudança, vendi algumas das nossas coisas, nem cabia tudo na casa da minha mãe. Nem penso mais nas coisas que se foram, mas me lembrava sempre do balde de cobre. Esse balde é um balde de gelo, um palmo de altura por mais ou menos um palmo de largura também, de cobre maciço, usado como uma simpática lixeira da sala. Nos últimos meses, dormíamos no andar de baixo, porque a Nana não conseguia subir as escadas. E ela usava muito o baldinho de cobre como lixeira, gostava muito dele. E eu tinha vendido e me arrependido.
Desde que a Nana morreu, algo que tem me consolado razoavelmente é acreditar ser ela um espírito muito, muito forte mesmo, pois pra mim, ela tem capacidade de mexer com o tempo. Vários acontecimentos até hoje me levam a crer nisso, a começar pela chuva torrencial que caiu no dia do seu velório, tempestade fora de hora em junho, mês de estiagem. Também no dia da cremação o tempo fechou, também junho, quando ela sempre sofreu com o tempo seco e falta de chuva. E outras coisas que estão relatadas, tudo bonitinho, qualquer dia conto em detalhes. Enfim, acho que a alma de Nana Salomão tem poder suficiente pra mexer com o tempo ao meu redor. E o inverno aqui por estas bandas já ia pelo fim, o tempo fechou e virou. Esfriou e ontem até choveu. Quando fechou de repente, eu lembrei na hora do baldinho de cobre. Poxa, maior viagem a minha achar pela minha vida inteira agora que quando chover é a Nana me pedindo alguma coisa, mas gente. Amanheceu chuvisquento, lá fui eu atrás do balde de cobre pra comprar de volta. O homem do antiquário me atendeu, eu disse que queria comprar de volta meu balde de cobre, ele ainda não havia vendido, a mulher do homem do antiquário me devolveu correndo enquanto falava "diz que não traz boa sorte vender objeto que a pessoa gostava muito". Então voltei pra casa carregando meu baldinho. Por um momento, eu quase pude sentir o cheiro da respiração dela ali. Eu quase pude, a Pandora pôde de fato. Ficou toda feliz abanadeira de rabinho enquanto enfiava a fuça dentro do balde. Ele está agora aqui comigo, com quem deve permanecer para o resto da minha interessante vida.
Bom, gente, já escrevi muito, tá ficando cansativo, mas para encerra a história só te falo uma coisa: faz meia hora que o baldinho de cobre voltou pra casa e o céu já tá azul azul na minha janela. O tempo abriu de novo, tem gente contente lá em cima!
Beijos, Paz e Luz!
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
Sonhei com a Pandora
Amigos que curtem fazer uma fezinha no jogo do bicho, vai aí uma babada: sonhei com Pandora, minha cachorra Labrador. Sonhei que ela quase foi atropelada aqui em frente de casa, gente.
O mais legal é que eu só lembrei do sonho tardiamente, justamente na hora em que Pandorinha foi atravessar a rua pra fazer o seu xixi matinal no terreno vazio do outro lado da rua.
Eu já me acertei com a seguinte rotina: acordo, vou ao banheiro e tals, Pandora fica me esperando na porta, às vezes entra pra deitar embaixo do chuveiro, deve ser mais fresquinho e úmido, o tempo por aqui anda bem seco. Quando eu entro no banho, ela sai, não quer se molhar logo cedo e fica na porta, deitada.
Saio do banheiro, coloco a água pra ferver e vou com ela para o outro lado da rua, ela entra no terreno, faz suas necessidades (desta vez sou eu quem fica esperando!) e volta, toda serelepe de rabinho abanando. Voltamos pra casa, eu passo o café, tomamos café e o dia começa.
Na volta, quando fomos atravessar a rua, lembrei que no meu sonho, a Pandora ia atravessando sem olhar e quase deu um "tóin" num carro que vinha passando.
Em frente à minha casa, tem um terreno que está vazio, mas que minha mãe usa pra cultivar flores e plantas. Tem até pé de mamão lá. E o mais legal é que os vizinhos, ao verem minha mãe se divertir jardinando no terreno vazio, começaram a cuidar também. Um vizinho trouxe uns pés de mandioca, estão enormes. Flores, folhagens, forrageiras, tem de um tudo no terreno do vizinho. Minha mãe compra ou ganha uma plantinha, assim que dá muda, ela corre plantar lá na frente. Tem torneira lá e minha mãe, com a enxada, fez até um mini córrego por onde a água passa e vai molhando o que está plantado, uma linda demonstração de sequencia da vida. E tem vida lá, viu? Tudo verde nesse tempo seco, tudo brotando, tudo feliz! Amar as plantas, reproduzí-las, alimentá-las... tudo isso deve estar impregnado no DNA de qualquer ser humano, não é possível que a gente tenha esquecido o quanto elas são importantes em nossa vida. Talvez por isso os vizinhos não resistiram e se jogaram junto com a minha mãe na tarefa glória de produzir alimento e beleza.
Bom demais relembrar. Retornar às nossas origens e fazer da terra nossa deusa, trabalho e sustento, como era com nossos antepassados. Ver um brotinho surgir verde e ir crescendo até se tornar uma árvore forte. Sentar à sombra dessa árvore, isso não tem preço. Isso é amar a Natureza, isso é viver!
Beijos, Paz e Luz!!!
O mais legal é que eu só lembrei do sonho tardiamente, justamente na hora em que Pandorinha foi atravessar a rua pra fazer o seu xixi matinal no terreno vazio do outro lado da rua.
Eu já me acertei com a seguinte rotina: acordo, vou ao banheiro e tals, Pandora fica me esperando na porta, às vezes entra pra deitar embaixo do chuveiro, deve ser mais fresquinho e úmido, o tempo por aqui anda bem seco. Quando eu entro no banho, ela sai, não quer se molhar logo cedo e fica na porta, deitada.
Saio do banheiro, coloco a água pra ferver e vou com ela para o outro lado da rua, ela entra no terreno, faz suas necessidades (desta vez sou eu quem fica esperando!) e volta, toda serelepe de rabinho abanando. Voltamos pra casa, eu passo o café, tomamos café e o dia começa.
Na volta, quando fomos atravessar a rua, lembrei que no meu sonho, a Pandora ia atravessando sem olhar e quase deu um "tóin" num carro que vinha passando.
Em frente à minha casa, tem um terreno que está vazio, mas que minha mãe usa pra cultivar flores e plantas. Tem até pé de mamão lá. E o mais legal é que os vizinhos, ao verem minha mãe se divertir jardinando no terreno vazio, começaram a cuidar também. Um vizinho trouxe uns pés de mandioca, estão enormes. Flores, folhagens, forrageiras, tem de um tudo no terreno do vizinho. Minha mãe compra ou ganha uma plantinha, assim que dá muda, ela corre plantar lá na frente. Tem torneira lá e minha mãe, com a enxada, fez até um mini córrego por onde a água passa e vai molhando o que está plantado, uma linda demonstração de sequencia da vida. E tem vida lá, viu? Tudo verde nesse tempo seco, tudo brotando, tudo feliz! Amar as plantas, reproduzí-las, alimentá-las... tudo isso deve estar impregnado no DNA de qualquer ser humano, não é possível que a gente tenha esquecido o quanto elas são importantes em nossa vida. Talvez por isso os vizinhos não resistiram e se jogaram junto com a minha mãe na tarefa glória de produzir alimento e beleza.
Bom demais relembrar. Retornar às nossas origens e fazer da terra nossa deusa, trabalho e sustento, como era com nossos antepassados. Ver um brotinho surgir verde e ir crescendo até se tornar uma árvore forte. Sentar à sombra dessa árvore, isso não tem preço. Isso é amar a Natureza, isso é viver!
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
E se o final de semana tivesse três dias?
Não adianta: a pessoa que inventou essa história de fim de semana errou feio, porque a segunda é super longe da sexta e a sexta muito perto da segunda. São os fatos imutáveis da vida. Ou não?
E se o final de semana tivesse três dias?
Segundo a revista científica brasileira Superinteressante, você seria mais gordo e teria mais chances de ter uma morte violenta. Porque o povo comeria e beberia mais, né?
Parece um sonho divino impossível?
Pois saiba que o final de semana de três dias já é uma realidade em alguns lugares. Na França a jornada semanal é de 35h, o que em tese faz com que os franceses poderiam trabalhar 8:45h de segunda a quinta.
No estado americano de Utah, os funcionários públicos foram agraciados com a sexta livre. O resultado foi uma diminuição de 15% na concentração dos poluentes do ar, diminuição dos congestionamentos na sexta e economia de até 13% de energia.
Boas ideias deveriam ser copiadas, não acha?
Não custa sonhar, né?
Eu tô aqui reclamando da segunda como se eu tivesse que sair correndo pro meu emprego e estivesse atolada de serviço. Estou de férias por período indeterminado. Se sair minha pensão, ótimo, vou ser escritora pro resto da vida, ganhando dinheiro com isso ou não. Se não sair minha pensão, fazer o quê? Vender quentinhas, talvez. E nas horas vagas continuar escrevendo. Hoje, aproveitando que é segunda, dia em que pessoas normais trabalham, vou trabalhar no meu projeto para incentivo do Governo do Estado. O Proac oferece até 10 mil aqué pro escritor lançar seu livro. Vou me empenhar nisso, o livro eu já tenho, que escrevi pra minha Nana.
Sonhei com ela, mas não foi um sonho sequencial, desses em que a gente conversa e tudo. Foi um sonho meio rápido, ela aparecia falando algo sobre celular, mas não me lembro mesmo. Pena, tão bom sonhar e lembrar!
Sinto muita saudade ainda, hoje já é um novo mês, datas virão e tudo deve piorar em alguns momentos e se tornar mais leve em outros. Só de imaginar clima de Natal, começo a sofrer por antecipação. Bora trabalhar, ocupar a cabeça, ler e escrever, que são coisas que sempre, desde os primeiros dramas da adolescência, conseguiram aliviar minhas dores. Vamo que vamo.
Beijos, Paz e Luz!
E se o final de semana tivesse três dias?
Segundo a revista científica brasileira Superinteressante, você seria mais gordo e teria mais chances de ter uma morte violenta. Porque o povo comeria e beberia mais, né?
Parece um sonho divino impossível?
Pois saiba que o final de semana de três dias já é uma realidade em alguns lugares. Na França a jornada semanal é de 35h, o que em tese faz com que os franceses poderiam trabalhar 8:45h de segunda a quinta.
No estado americano de Utah, os funcionários públicos foram agraciados com a sexta livre. O resultado foi uma diminuição de 15% na concentração dos poluentes do ar, diminuição dos congestionamentos na sexta e economia de até 13% de energia.
Boas ideias deveriam ser copiadas, não acha?
Não custa sonhar, né?
Eu tô aqui reclamando da segunda como se eu tivesse que sair correndo pro meu emprego e estivesse atolada de serviço. Estou de férias por período indeterminado. Se sair minha pensão, ótimo, vou ser escritora pro resto da vida, ganhando dinheiro com isso ou não. Se não sair minha pensão, fazer o quê? Vender quentinhas, talvez. E nas horas vagas continuar escrevendo. Hoje, aproveitando que é segunda, dia em que pessoas normais trabalham, vou trabalhar no meu projeto para incentivo do Governo do Estado. O Proac oferece até 10 mil aqué pro escritor lançar seu livro. Vou me empenhar nisso, o livro eu já tenho, que escrevi pra minha Nana.
Sonhei com ela, mas não foi um sonho sequencial, desses em que a gente conversa e tudo. Foi um sonho meio rápido, ela aparecia falando algo sobre celular, mas não me lembro mesmo. Pena, tão bom sonhar e lembrar!
Sinto muita saudade ainda, hoje já é um novo mês, datas virão e tudo deve piorar em alguns momentos e se tornar mais leve em outros. Só de imaginar clima de Natal, começo a sofrer por antecipação. Bora trabalhar, ocupar a cabeça, ler e escrever, que são coisas que sempre, desde os primeiros dramas da adolescência, conseguiram aliviar minhas dores. Vamo que vamo.
Beijos, Paz e Luz!
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domingo, 1 de setembro de 2013
Domingo pé de cachimbo
Tem quem ame o Domingo, tem quem o odeie, ainda não conheci alguém indiferente. Domingo é dia de Paz para uns, dia de tédio profundo para outros, dia de churrasco para outros ainda.
Todo mundo aqui conhece o versinho da cultura popular?
"Hoje é domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco, cai no buraco, buraco é fundo, acabou-se o mundo!"
Nunca consegui entender direito essa história de Pé de Cachimbo. O que seria isso? Uma árvore que produz cachimbos ou será que é um cachimbo que tem pé? Mas sendo isso, por que alguém daria importância ao pé do cachimbo? Que raio é isso?
Se você for atrás de analisar a intertextualidade e as mensagens ocultas nessa pequena poesia folclórica, daria até uma boa resenha, acredito ser possível escrever por páginas e mais páginas o que o autor quis dizer com cachimbo de ouro batendo em touros (será que a pessoa que criou isso é descendente de espanhóis?) e buracos fundos onde nossos mundos se acabam. Eu até poderia fazer isso, mas não, né? Domingo também é dia de preguiça, afinal.
A preguiça do Domingo é caprichada e prazerosa, porque é o único dia da semana em que a gente pode fazer nada sem culpa. Ficar esparramado no sofá feito um puff gigante. Ficar agarrado na cama, no livro, em algum joguinho inútil do computador ou do celular e ninguém vai te cobrar, te chamar à responsa, te exigir nada, via de regra. Nem você mesmo. Domingo é bom por isso, é um dia que você faz o que quiser, até analisar versinhos do cancioneiro popular que nunca fizeram muito sentido pra você.
Se bem que... não, pera! Agora, já adulta, sobre uma nova perspectiva de vida, depois de tudo que já vivi, que já passei, pensando sério e intrigada sobre o assunto, essa história aí de pé de cachimbo, me pergunto se não seria, afinal, "Hoje é domingo, pede cachimbo"
Olha só... de repente, no meio de um domingo que não promete, me surge a luz da resposta de um dos grandes enigmas pessoais da minha pacata e curiosa existência. Pode ser "pede cachimbo" , por que não? Vai saber. Já fumei cachimbo e é horrível, não recomendo pra seu ninguém. Aliás, não recomendo pra ninguém fumar nada, pelo amor de Deus!, fumaça nos pulmões é algo horrível realmente.
É isso aí, galera. Vou embora fazer nada. Sem pressa nem culpa. Talvez sentar ao sol, talvez molhar as plantas, talvez tirar pijama. Ficar de boa, sentir bem. E que seja lindo pra todo mundo também!
Beijos, Paz e Luz.
Todo mundo aqui conhece o versinho da cultura popular?
"Hoje é domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco, cai no buraco, buraco é fundo, acabou-se o mundo!"
Nunca consegui entender direito essa história de Pé de Cachimbo. O que seria isso? Uma árvore que produz cachimbos ou será que é um cachimbo que tem pé? Mas sendo isso, por que alguém daria importância ao pé do cachimbo? Que raio é isso?
Se você for atrás de analisar a intertextualidade e as mensagens ocultas nessa pequena poesia folclórica, daria até uma boa resenha, acredito ser possível escrever por páginas e mais páginas o que o autor quis dizer com cachimbo de ouro batendo em touros (será que a pessoa que criou isso é descendente de espanhóis?) e buracos fundos onde nossos mundos se acabam. Eu até poderia fazer isso, mas não, né? Domingo também é dia de preguiça, afinal.
A preguiça do Domingo é caprichada e prazerosa, porque é o único dia da semana em que a gente pode fazer nada sem culpa. Ficar esparramado no sofá feito um puff gigante. Ficar agarrado na cama, no livro, em algum joguinho inútil do computador ou do celular e ninguém vai te cobrar, te chamar à responsa, te exigir nada, via de regra. Nem você mesmo. Domingo é bom por isso, é um dia que você faz o que quiser, até analisar versinhos do cancioneiro popular que nunca fizeram muito sentido pra você.
Se bem que... não, pera! Agora, já adulta, sobre uma nova perspectiva de vida, depois de tudo que já vivi, que já passei, pensando sério e intrigada sobre o assunto, essa história aí de pé de cachimbo, me pergunto se não seria, afinal, "Hoje é domingo, pede cachimbo"
Olha só... de repente, no meio de um domingo que não promete, me surge a luz da resposta de um dos grandes enigmas pessoais da minha pacata e curiosa existência. Pode ser "pede cachimbo" , por que não? Vai saber. Já fumei cachimbo e é horrível, não recomendo pra seu ninguém. Aliás, não recomendo pra ninguém fumar nada, pelo amor de Deus!, fumaça nos pulmões é algo horrível realmente.
É isso aí, galera. Vou embora fazer nada. Sem pressa nem culpa. Talvez sentar ao sol, talvez molhar as plantas, talvez tirar pijama. Ficar de boa, sentir bem. E que seja lindo pra todo mundo também!
Beijos, Paz e Luz.
sábado, 31 de agosto de 2013
Telepatia com Kim, o adestrador
Bom dia, gente!
Essa noite não sonhei com nada. Aliás, me lembro sim de ter acordado com a sensação de sonho, mas não lembro de ninguém ou de situação alguma. Mas vou contar pra vocês a telepatia com que eu e Kim, o adestrador da Pandora, nos comunicamos antes de ontem.
Minha mãe é pensionista do Estado e uma vez por ano recebe uma visita domiciliar para provar que ela está viva. Olha as coisas. A moça que veio fazer essa conferência instala laptop, impressora, vem com mala e tudo, fica um tempo em casa. Pois não é que a moça é apaixonada por cachorros e se encantou com a Pandora? A Pandora é especial, gente. Todo mundo percebe e mesmo o Kim, nosso amigo de muitos anos, que adestrou nosso bebê desde filhotinha, sempre disse que ela é diferente dos outros cachorros. Humanizada mesmo. As pessoas não acreditam em ver uma Labrador enorme, corpulenta, se comportando com tamanha educação e delicadeza. Ela chega devagarzinho, senta perto das pessoas pra ganhar carinho, não late, não incomoda, não invade o espaço de ninguém. Ela se comunica com o olhar e demonstra curiosidade, inteligência e afeto sempre que aparece alguém novo em casa. Uma cachorra imensa que obedece na hora quando alguém manda sentar ou ficar. Se você fala "Fica!", ela senta e não se mexe e pronto. Disse pra moça que ela havia sido adestrada pelo Kim, adestrador bem conhecido aqui em Rio Preto. Ela quis o telefone dele e eu fui olhar o nr. no celular, anotei em um papelzinho e entreguei pra ela.
Menos de cinco minutos depois (eu juro, gente), o telefone tocou e era o Kim. Na boa, fazia uns dois meses que eu não falava com ele e um tanto desse também que não falava dele. Eu atendi surpresa. Não acreditava em tamanha coincidência. Perguntei se era ele mesmo que estava me ligando ou se eu havia ligado pra ele sem querer. Pensei que talvez pudesse ter enviado o comando de ligar quando fui anotar o número, sei lá!!! "Não, Denise, não foi você quem me ligou, fui eu quem te liguei" - respondeu, uns dois tons antes de parecer ofendido. Ele disse que está com saudade de mim e da Pandora, gostaria de nos ver, passou no condomínio onde morei e avisaram que eu já havia entregado a casa. Ele também leu meu post sobre a Pandora e acredito que sentiu vontade de nos dar um conforto. É muito bom conversar com o Kim, pois ele vive no campo e trabalha na cidade, o que o torna uma espécie de mensageiro entre os dois mundos, detentor de grande sabedoria, desses amigos que a gente ama conversar.
Ele pegou meu endereço para vir me visitar. Depois que desligamos, eu, minha mãe e a moça ficamos estupefatas com tamanha hum... coincidência? Mais tarde, eu e minha mãe conversávamos sobre a continuidade da vida, ela disse que meu pai não acreditava em nada. Que quando a gente morre acaba tudo, apaga. Eu então respondi que às vezes eu também desacreditava, mas que daí aconteciam umas coisas como as de hoje de manhã, com o Kim, e eu me pegava acreditando de novo. "Mas o que tem a ver o que houve com o Kim?" questionou minha mãe, sem entender até onde minhas conexões neurais são capazes de nos levar. Ué, se eu me comuniquei com ele telepaticamente, então é porque nossa consciência pode tomar caminhos e formas que nossos sentidos não alcançam, o que torna perfeitamente possível e até bem provável a existência de uma alma separada do cérebro. Porque nosso cérebro comanda nossos movimentos, mas quem comanda nosso cérebro? Nossa alma, talvez. Essa alma que, no momento em que fui procurar o nr do Kim, já se conectou com ele. Eu não vi, ele não me viu, talvez nem ouviu minha voz, mas lembrou de mim naquela hora em que eu lembrei dele e já me ligou. São interconexões que a gente não entende, mas que estão aí, e anotá-las, apontá-las e depois estudar sobre isso pode ser uma caminho para que a gente possa, não só ACREDITAR baseado em Fé, mas ENTENDER baseado em fatos tudo o que acontece na nossa doida vida.
Hoje é sábado, aproveite a vida!
Beijos, Paz e Luz
Essa noite não sonhei com nada. Aliás, me lembro sim de ter acordado com a sensação de sonho, mas não lembro de ninguém ou de situação alguma. Mas vou contar pra vocês a telepatia com que eu e Kim, o adestrador da Pandora, nos comunicamos antes de ontem.
Minha mãe é pensionista do Estado e uma vez por ano recebe uma visita domiciliar para provar que ela está viva. Olha as coisas. A moça que veio fazer essa conferência instala laptop, impressora, vem com mala e tudo, fica um tempo em casa. Pois não é que a moça é apaixonada por cachorros e se encantou com a Pandora? A Pandora é especial, gente. Todo mundo percebe e mesmo o Kim, nosso amigo de muitos anos, que adestrou nosso bebê desde filhotinha, sempre disse que ela é diferente dos outros cachorros. Humanizada mesmo. As pessoas não acreditam em ver uma Labrador enorme, corpulenta, se comportando com tamanha educação e delicadeza. Ela chega devagarzinho, senta perto das pessoas pra ganhar carinho, não late, não incomoda, não invade o espaço de ninguém. Ela se comunica com o olhar e demonstra curiosidade, inteligência e afeto sempre que aparece alguém novo em casa. Uma cachorra imensa que obedece na hora quando alguém manda sentar ou ficar. Se você fala "Fica!", ela senta e não se mexe e pronto. Disse pra moça que ela havia sido adestrada pelo Kim, adestrador bem conhecido aqui em Rio Preto. Ela quis o telefone dele e eu fui olhar o nr. no celular, anotei em um papelzinho e entreguei pra ela.
Menos de cinco minutos depois (eu juro, gente), o telefone tocou e era o Kim. Na boa, fazia uns dois meses que eu não falava com ele e um tanto desse também que não falava dele. Eu atendi surpresa. Não acreditava em tamanha coincidência. Perguntei se era ele mesmo que estava me ligando ou se eu havia ligado pra ele sem querer. Pensei que talvez pudesse ter enviado o comando de ligar quando fui anotar o número, sei lá!!! "Não, Denise, não foi você quem me ligou, fui eu quem te liguei" - respondeu, uns dois tons antes de parecer ofendido. Ele disse que está com saudade de mim e da Pandora, gostaria de nos ver, passou no condomínio onde morei e avisaram que eu já havia entregado a casa. Ele também leu meu post sobre a Pandora e acredito que sentiu vontade de nos dar um conforto. É muito bom conversar com o Kim, pois ele vive no campo e trabalha na cidade, o que o torna uma espécie de mensageiro entre os dois mundos, detentor de grande sabedoria, desses amigos que a gente ama conversar.
Ele pegou meu endereço para vir me visitar. Depois que desligamos, eu, minha mãe e a moça ficamos estupefatas com tamanha hum... coincidência? Mais tarde, eu e minha mãe conversávamos sobre a continuidade da vida, ela disse que meu pai não acreditava em nada. Que quando a gente morre acaba tudo, apaga. Eu então respondi que às vezes eu também desacreditava, mas que daí aconteciam umas coisas como as de hoje de manhã, com o Kim, e eu me pegava acreditando de novo. "Mas o que tem a ver o que houve com o Kim?" questionou minha mãe, sem entender até onde minhas conexões neurais são capazes de nos levar. Ué, se eu me comuniquei com ele telepaticamente, então é porque nossa consciência pode tomar caminhos e formas que nossos sentidos não alcançam, o que torna perfeitamente possível e até bem provável a existência de uma alma separada do cérebro. Porque nosso cérebro comanda nossos movimentos, mas quem comanda nosso cérebro? Nossa alma, talvez. Essa alma que, no momento em que fui procurar o nr do Kim, já se conectou com ele. Eu não vi, ele não me viu, talvez nem ouviu minha voz, mas lembrou de mim naquela hora em que eu lembrei dele e já me ligou. São interconexões que a gente não entende, mas que estão aí, e anotá-las, apontá-las e depois estudar sobre isso pode ser uma caminho para que a gente possa, não só ACREDITAR baseado em Fé, mas ENTENDER baseado em fatos tudo o que acontece na nossa doida vida.
Hoje é sábado, aproveite a vida!
Beijos, Paz e Luz
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Sonhei com a Nana II
Ai, gente!
Sonhei com a Nana de novo! Que gostoso!
Foi assim... estávamos lá fora, de mãos dadas, eu mostrando pra ela onde tinha acomodado nossas orquídeas, agarradas na árvore da varanda. Ela olhava tudo sorridente e atenta, muito satisfeita. Eu explicava como tinha feito pra amarrar, pra distribuir, ela viu o chifre agarrado também e comentou que ficou legal. Adorei... Nesse momento, a Pandora me acordou, se espreguiçando em cima da minha perna. Sim, Pandora dorme na cama comigo. A caminha de solteiro dela, que ela preferia dormir lá em casa até veio junto, fica no quarto ao lado, mas ela não quer saber, só dorme comigo. Teve uma ou duas noites em que ela foi pra lá, mas não sei se é por causa do frio que tem feito por essas noites, ou se é carência e fase de ambientalização ainda, ela só quer saber de mim. Quanta lindeza!
Como a Pandora me acordou no meio do sonho, eu lembrei de tudo perfeitamente, até a pose da Nana parada, uma mão segurando a minha, a outra mãozinha apontada para as plantas e perguntando qual era qual. Logo que eu acordei, pensei: droga, por que a Pandora foi me acordar? Tava tão bom... mas daí a caminho do xixi, pensei: que bom que a Pandora me acordou, pude lembrar de tudo muito bem!
Talvez ela venha me ver sempre, eu que não consigo lembrar sempre. E na vida a gente sempre tem a opção ou de reclamar das coisas que acontecem ou de ver o lado legal delas.
Sinto muita saudade, muita mesmo. Ontem conversei com uma amiga da Nana que já sonhou com ela duas vezes, a Patrícia. Patrícia era amiga da Nana há muitos anos, disse que estava usando um anel que ganhou dela no dia em que ela foi embora. Essas coisas mágicas e inexplicáveis que acontecem. Paty disse que nos dois sonhos, Nana estava bem e feliz.
Que bom, pra mim ela também sempre aparece assim! Será que falar de sonhar com ela me ajudou a encontrá-la essa noite? Tenho saudade, mas hoje acordei tão feliz, já fui mexer com as plantas, algumas orquídeas estavam precisando de manutenção mesmo, já fiz, amanheci realmente bem. Talvez falar dela, falar de sonhar com ela, desses sinais que ela enviou pra muita gente.
O anel, mais um sinal dos que tenho colecionado. Tanta coisa me faz crer que ela era um espírito realmente iluminado e de muita força, pois tem conseguido sempre mandar seus sinais, desde antes até agora. E eu vou lembrando dela ainda e sempre, cada vez com mais saudade e menos tristeza, assim espero. Porque a minha vida perdeu muito do seu encanto. Preciso buscar uma forma de encontrá-lo novamente.
Beijos, Paz e Luz.
Sonhei com a Nana de novo! Que gostoso!
Foi assim... estávamos lá fora, de mãos dadas, eu mostrando pra ela onde tinha acomodado nossas orquídeas, agarradas na árvore da varanda. Ela olhava tudo sorridente e atenta, muito satisfeita. Eu explicava como tinha feito pra amarrar, pra distribuir, ela viu o chifre agarrado também e comentou que ficou legal. Adorei... Nesse momento, a Pandora me acordou, se espreguiçando em cima da minha perna. Sim, Pandora dorme na cama comigo. A caminha de solteiro dela, que ela preferia dormir lá em casa até veio junto, fica no quarto ao lado, mas ela não quer saber, só dorme comigo. Teve uma ou duas noites em que ela foi pra lá, mas não sei se é por causa do frio que tem feito por essas noites, ou se é carência e fase de ambientalização ainda, ela só quer saber de mim. Quanta lindeza!
Como a Pandora me acordou no meio do sonho, eu lembrei de tudo perfeitamente, até a pose da Nana parada, uma mão segurando a minha, a outra mãozinha apontada para as plantas e perguntando qual era qual. Logo que eu acordei, pensei: droga, por que a Pandora foi me acordar? Tava tão bom... mas daí a caminho do xixi, pensei: que bom que a Pandora me acordou, pude lembrar de tudo muito bem!
Talvez ela venha me ver sempre, eu que não consigo lembrar sempre. E na vida a gente sempre tem a opção ou de reclamar das coisas que acontecem ou de ver o lado legal delas.
Sinto muita saudade, muita mesmo. Ontem conversei com uma amiga da Nana que já sonhou com ela duas vezes, a Patrícia. Patrícia era amiga da Nana há muitos anos, disse que estava usando um anel que ganhou dela no dia em que ela foi embora. Essas coisas mágicas e inexplicáveis que acontecem. Paty disse que nos dois sonhos, Nana estava bem e feliz.
Que bom, pra mim ela também sempre aparece assim! Será que falar de sonhar com ela me ajudou a encontrá-la essa noite? Tenho saudade, mas hoje acordei tão feliz, já fui mexer com as plantas, algumas orquídeas estavam precisando de manutenção mesmo, já fiz, amanheci realmente bem. Talvez falar dela, falar de sonhar com ela, desses sinais que ela enviou pra muita gente.
O anel, mais um sinal dos que tenho colecionado. Tanta coisa me faz crer que ela era um espírito realmente iluminado e de muita força, pois tem conseguido sempre mandar seus sinais, desde antes até agora. E eu vou lembrando dela ainda e sempre, cada vez com mais saudade e menos tristeza, assim espero. Porque a minha vida perdeu muito do seu encanto. Preciso buscar uma forma de encontrá-lo novamente.
Beijos, Paz e Luz.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Aliviada
Hoje o dia começou com uma sensação de alívio.
Ontem compareci à Previdência Social, munida de três amigos testemunhas, Lúcia, Carlinhos e Oswaldo, para atestarem que eu era realmente casada com a minha marida. Éramos um casal, uma família, ela dependia de mim, eu dependia dela, nos estruturávamos. A lei, por sorte (e luta) protege nossos direitos.
Muito me honra poder lutar por eles. Assim, tratando todos feito iguais, o Estado nos proporciona mais de meio caminho andado rumo ao fim da homofobia.
Precisei das testemunhas porque, em 2008, quando assinamos nosso contrato de União Estável, ainda não tinha valor de casamento, contou apenas como mais uma prova da nossa união. Casamento com valor de certidão, só agora, a partir de 2013, depois de muita luta, muito debate, muita gente dando a cara pra bater. Poderia ter sido mais simples, mas depois fiquei sabendo que deu problema porque constavam dois comprovantes de residência diferentes no processo. Quem deu entrada pra mim foi um escritório, a moça do escritório me pediu um comprovante do endereço para onde a Previdência deveria encaminhar a correspondência, e eu anexei o da casa da minha mãe, que é onde estou morando agora.
Não sei se foi mal explicado ou mal entendido, mas acharam que eu pudesse estar separada dela na data do óbito. Mas não, todo mundo sabe que ficamos juntas até o fim.
Logo que o escritório deu entrada eu me perguntei por que não era eu quem estava indo atrás de tudo, mas como eu estava meio abalada, fui deixando, talvez se eu mesmo tivesse tido a iniciativa, o funcionário teria entendido direito porque haviam dois comprovantes (eu estava de mudança) e teria poupado esse transtorno todo. Aprendizado do dia: seguir nossa intuição pode significar um caminho mais fácil pra gente trilhar.
Sonhei essa noite, sonho sem sentido só que não, hehehe
Sonhei que tinha político fazendo promessa no Facebook que não conseguiria cumprir. Puxa, que difícil de acontecer.
É isso, a resposta sobre a minha pensão sai dentro de aproximadamente vinte dias, mas a eu perguntei e a funcionária disse que acredita que vai ser deferida, sim. Vamos torcer. Por ter superado essa fase, essa etapa, hoje amanheci bem, um friozinho da hora aqui na minha cidade, fiquei enrolando na cama, com coisas pra fazer, mas sem vontade de sair de debaixo das cobertas, hum... Uma tentação! Mas eis-me aqui.
Dar sequencia na vida, correr atrás da chave que abre as portas do mundo pra gente, buscar realizar nossos sonhos bons, é o que eu desejo pra você e pra mim e pra todo mundo!
Bora realizar!
Beijos, Paz e Luz
Ontem compareci à Previdência Social, munida de três amigos testemunhas, Lúcia, Carlinhos e Oswaldo, para atestarem que eu era realmente casada com a minha marida. Éramos um casal, uma família, ela dependia de mim, eu dependia dela, nos estruturávamos. A lei, por sorte (e luta) protege nossos direitos.
Muito me honra poder lutar por eles. Assim, tratando todos feito iguais, o Estado nos proporciona mais de meio caminho andado rumo ao fim da homofobia.
Precisei das testemunhas porque, em 2008, quando assinamos nosso contrato de União Estável, ainda não tinha valor de casamento, contou apenas como mais uma prova da nossa união. Casamento com valor de certidão, só agora, a partir de 2013, depois de muita luta, muito debate, muita gente dando a cara pra bater. Poderia ter sido mais simples, mas depois fiquei sabendo que deu problema porque constavam dois comprovantes de residência diferentes no processo. Quem deu entrada pra mim foi um escritório, a moça do escritório me pediu um comprovante do endereço para onde a Previdência deveria encaminhar a correspondência, e eu anexei o da casa da minha mãe, que é onde estou morando agora.
Não sei se foi mal explicado ou mal entendido, mas acharam que eu pudesse estar separada dela na data do óbito. Mas não, todo mundo sabe que ficamos juntas até o fim.
Logo que o escritório deu entrada eu me perguntei por que não era eu quem estava indo atrás de tudo, mas como eu estava meio abalada, fui deixando, talvez se eu mesmo tivesse tido a iniciativa, o funcionário teria entendido direito porque haviam dois comprovantes (eu estava de mudança) e teria poupado esse transtorno todo. Aprendizado do dia: seguir nossa intuição pode significar um caminho mais fácil pra gente trilhar.
Sonhei essa noite, sonho sem sentido só que não, hehehe
Sonhei que tinha político fazendo promessa no Facebook que não conseguiria cumprir. Puxa, que difícil de acontecer.
É isso, a resposta sobre a minha pensão sai dentro de aproximadamente vinte dias, mas a eu perguntei e a funcionária disse que acredita que vai ser deferida, sim. Vamos torcer. Por ter superado essa fase, essa etapa, hoje amanheci bem, um friozinho da hora aqui na minha cidade, fiquei enrolando na cama, com coisas pra fazer, mas sem vontade de sair de debaixo das cobertas, hum... Uma tentação! Mas eis-me aqui.
Dar sequencia na vida, correr atrás da chave que abre as portas do mundo pra gente, buscar realizar nossos sonhos bons, é o que eu desejo pra você e pra mim e pra todo mundo!
Bora realizar!
Beijos, Paz e Luz
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Novo Centro
Dormi tão bem hoje!
Não me lembro se sonhei, parece que sim, mas ainda dormindo, naquela acordadinha que a gente dá quando sonha (e que ajuda a lembrar) estava tão friozinho fora e quentinho dentro das cobertas que eu fiquei até com preguiça de tentar lembrar. Voltei a dormir instantaneamente. Lembro de adormecer sorrindo... também, pudera! Ontem não estava bem, liguei para um amigo que vai a um Lar Espírita que eu nunca tinha ido antes, perguntei onde era, combinamos e fui. Com frio e tudo, na hora de sair já arrependida de ter me comprometido a colocar meu grande nariz pra fora de casa com aquele ar gelado e cortante.
Mas fui. Chama -se Casa Espírita Lucas ... (não me lembro agora o sobrenome, mas voltarei lá e logo conto).
É super diferente dos centros que eu já havia ido antes. Ao meno ontem, terça, não teve palestra, todos ficavam sentados em cadeiras dispostas de maneira circular, concentrados. Foi rápido até que eu começasse a chorar, porque era um lugar de muita paz, então eu relaxei e bateu aquela tristeza sem fim. O condutor do centro fez uma prece, rezou um Pai-nosso e então os próprios frequentadores do centro se levantavam para dar o passe nos outros frequentadores. E é um passe tão gostoso, tão profundo, a mão do médium chega a esquentar, você sente a energia que ele passa como algo quase palpável. Difícil explicar em palavras, mesmo pra mim, que gosto de escrever tudo.
Sei que a choradeira passou, a dor cedeu e a minha energia ali foi transformada. Teve um momento em que eu cheguei a ver o que poderia ser meu perispírito, uma réplica das minhas mãos sobre elas, mas como se fosse feito de outro material, aliás, feita de alguma coisa que não é necessariamente "matéria". Foi muito legal! A forma era a mesma, a cor era mais esbranquiçada, mas não era completamente transparente, parecia ter densidade. A impressão durou alguns segundos apenas, mas eu pude ver, pude vivenciar isso.
Experiência fantástica, quero voltar lá.
Por causa dessa incursão super legal para dentro de mim, a sensação boa de ser ajudada e a vontade de ajudar, o sono veio cedo. E hoje dormi até mais tarde, pois estava invadida por um sentimento incrível de Paz. Teve bom!
Por hoje é isso, hoje tem audiência com as testemunhas para o meu pedido de pensão. Torcendo muito para que o Estado reconheça nossa união. Vou pra lá também, encontrar com eles. Tensa, mas com esperança.
Tudo vai ficar bem, e que tudo dê certo para todos nós.
Beijos, fique em Paz,
Luz para todos!
:)
Não me lembro se sonhei, parece que sim, mas ainda dormindo, naquela acordadinha que a gente dá quando sonha (e que ajuda a lembrar) estava tão friozinho fora e quentinho dentro das cobertas que eu fiquei até com preguiça de tentar lembrar. Voltei a dormir instantaneamente. Lembro de adormecer sorrindo... também, pudera! Ontem não estava bem, liguei para um amigo que vai a um Lar Espírita que eu nunca tinha ido antes, perguntei onde era, combinamos e fui. Com frio e tudo, na hora de sair já arrependida de ter me comprometido a colocar meu grande nariz pra fora de casa com aquele ar gelado e cortante.
Mas fui. Chama -se Casa Espírita Lucas ... (não me lembro agora o sobrenome, mas voltarei lá e logo conto).
É super diferente dos centros que eu já havia ido antes. Ao meno ontem, terça, não teve palestra, todos ficavam sentados em cadeiras dispostas de maneira circular, concentrados. Foi rápido até que eu começasse a chorar, porque era um lugar de muita paz, então eu relaxei e bateu aquela tristeza sem fim. O condutor do centro fez uma prece, rezou um Pai-nosso e então os próprios frequentadores do centro se levantavam para dar o passe nos outros frequentadores. E é um passe tão gostoso, tão profundo, a mão do médium chega a esquentar, você sente a energia que ele passa como algo quase palpável. Difícil explicar em palavras, mesmo pra mim, que gosto de escrever tudo.
Sei que a choradeira passou, a dor cedeu e a minha energia ali foi transformada. Teve um momento em que eu cheguei a ver o que poderia ser meu perispírito, uma réplica das minhas mãos sobre elas, mas como se fosse feito de outro material, aliás, feita de alguma coisa que não é necessariamente "matéria". Foi muito legal! A forma era a mesma, a cor era mais esbranquiçada, mas não era completamente transparente, parecia ter densidade. A impressão durou alguns segundos apenas, mas eu pude ver, pude vivenciar isso.
Experiência fantástica, quero voltar lá.
Por causa dessa incursão super legal para dentro de mim, a sensação boa de ser ajudada e a vontade de ajudar, o sono veio cedo. E hoje dormi até mais tarde, pois estava invadida por um sentimento incrível de Paz. Teve bom!
Por hoje é isso, hoje tem audiência com as testemunhas para o meu pedido de pensão. Torcendo muito para que o Estado reconheça nossa união. Vou pra lá também, encontrar com eles. Tensa, mas com esperança.
Tudo vai ficar bem, e que tudo dê certo para todos nós.
Beijos, fique em Paz,
Luz para todos!
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
REFLEXÕES PARA TODOS (desfrute, reflita, compartilhe): PARTIDA E CHEGADA
REFLEXÕES PARA TODOS (desfrute, reflita, compartilhe): PARTIDA E CHEGADA: Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante ...
Sonhar com perdão
Essa noite sonhei também, sonho com carro de novo, mas com sobrinha desta vez.
Andava de carro com a Felícia, não sei porquê (Felícia, sobrinha da Nana), e de repente ela parou em frente a uma casa. Disse pra mim: minha mãe tá lá dentro, vai pedir perdão pra ela. Eu não queria ir, no sonho. Iria pedir perdão pelo quê? A verdade que eu e a mãe da Felícia nunca nos demos muito bem. Eu tenho o (péssimo só que não) hábito de ser sincera. Imagina, quem é super perfeito e não admite críticas não consegue amar nunca uma pessoa sincera. A gente discutia por qualquer bobagem, almas que se repelem.
Eu não me lembro se desci do carro e fui pedir perdão pra ela, mas acho que eu já a perdoei. Depois que a Nana morreu, essas picuinhas familiares perderam completamente o valor pra mim. O que é melhor fazer, ficar remoendo mágoas antigas ou perdoar? Eu prefiro perdoar, esquecer. Porque espero que a Nana me perdoe também pelos erros cometidos ao longo da jornada, de onde quer que ela esteja. Assim como eu já perdoei os dela e vou tentando selecionar as lembranças, ficar com as boas, em que não razões para se perdoar, só pra se agradecer pela companhia uma da outra.
Quando você ama alguém que vive no limiar entre a vida e a morte, você aprende, sem querer, a ouvir e a dizer "Eu te amo" todos os dias. E no último dia de vida da minha baixinha, disse e ouvi "eu te amo", como em todos os outros da nossa convivência.
O que será que significa sonhar com perdão? E eu, que digo que perdoei a irmã chata, será que perdoei mesmo? Bem que gostaria, porque a mágoa só prejudica mesmo o coração de quem sente. Por que eu haveria de guardar rancor, se sou bonita, tenho saúde, sou amada pela minha família e pelos meus amigos? O que os espíritos sem luz que também permeiam nosso mundo podem fazer que possa me atingir? Se sou pelo Bem, se sou forte, se busco a Luz e a Paz, onde cabe mágoa e rancor? Quero isso não, esses sentimentos ruins. Quero lembrar da Nana pela minha vida afora com amor, carinho e saudade pra sempre, mas prefiro esquecer que essas pessoas existiram na minha vida.
Exceto Felícia, que é fofa!
:)
É isso aí, gente.
Dia frio, sentimentos gelados, análises desastrosas.
Beijos, Paz e Luz!
Andava de carro com a Felícia, não sei porquê (Felícia, sobrinha da Nana), e de repente ela parou em frente a uma casa. Disse pra mim: minha mãe tá lá dentro, vai pedir perdão pra ela. Eu não queria ir, no sonho. Iria pedir perdão pelo quê? A verdade que eu e a mãe da Felícia nunca nos demos muito bem. Eu tenho o (péssimo só que não) hábito de ser sincera. Imagina, quem é super perfeito e não admite críticas não consegue amar nunca uma pessoa sincera. A gente discutia por qualquer bobagem, almas que se repelem.
Eu não me lembro se desci do carro e fui pedir perdão pra ela, mas acho que eu já a perdoei. Depois que a Nana morreu, essas picuinhas familiares perderam completamente o valor pra mim. O que é melhor fazer, ficar remoendo mágoas antigas ou perdoar? Eu prefiro perdoar, esquecer. Porque espero que a Nana me perdoe também pelos erros cometidos ao longo da jornada, de onde quer que ela esteja. Assim como eu já perdoei os dela e vou tentando selecionar as lembranças, ficar com as boas, em que não razões para se perdoar, só pra se agradecer pela companhia uma da outra.
Quando você ama alguém que vive no limiar entre a vida e a morte, você aprende, sem querer, a ouvir e a dizer "Eu te amo" todos os dias. E no último dia de vida da minha baixinha, disse e ouvi "eu te amo", como em todos os outros da nossa convivência.
O que será que significa sonhar com perdão? E eu, que digo que perdoei a irmã chata, será que perdoei mesmo? Bem que gostaria, porque a mágoa só prejudica mesmo o coração de quem sente. Por que eu haveria de guardar rancor, se sou bonita, tenho saúde, sou amada pela minha família e pelos meus amigos? O que os espíritos sem luz que também permeiam nosso mundo podem fazer que possa me atingir? Se sou pelo Bem, se sou forte, se busco a Luz e a Paz, onde cabe mágoa e rancor? Quero isso não, esses sentimentos ruins. Quero lembrar da Nana pela minha vida afora com amor, carinho e saudade pra sempre, mas prefiro esquecer que essas pessoas existiram na minha vida.
Exceto Felícia, que é fofa!
:)
É isso aí, gente.
Dia frio, sentimentos gelados, análises desastrosas.
Beijos, Paz e Luz!
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sobrinha,
sonhar com carro,
titia
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Sonhei com a Nana!
Gente... finalmente! Consegui sonhar com a Nana, um sonho coerente, comprido, com elementos materiais, quase real! Ela veio me ver! :)
Ontem foi domingo, né? Depois do almoço normalmente dá sono, domingo normalmente dá sono, então já era. Fui deitar umas duas e meia da tarde. Acho que até agora eu ainda não tinha colocado o sono em dia, por isso não conseguia sonhar ou lembrar dos sonhos direito. Fazia tempo que não encontrava minha Nana, eu pedi, ela veio.
Dormi pesado e gostoso até mais de cinco da tarde, e quando acordei lembrei de tudo perfeitamente. Estávamos andando de carro, eu dirigindo, ela no passageiro, ela tinha voltado, mas sabia que tinha ido e voltado (já observei que a maioria dos sonhos com pessoas desencarnadas recentemente, elas parecem não saber do acontecido). Nana estava consciente de que tinha ido para outro lugar. A gente conversava animadamente, eu tentava contar pra ela tudo o que tinha acontecido em sua ausência. Não lembro agora, mas ela ouvia e agitava as mãozinhas dizendo "conta mais, conta mais!", até pulava no banco, agitadinha como ela só, e eu toda emocionada mal conseguia dirigir nosso carrinho.
Foi uma delícia, gente. Nos sonhos anteriores (sonhos, não desdobramentos), a passagem dela era muito rápida, nas primeiras noites ela ainda me aparecia doentinha e não conseguia se expressar direito. Mas ontem ela tava ótima, risonha e corada. Uma lindeza! Acordei cheia de saudade, porque tive a sensação perfeita de ter estado com ela.
É muito diferente sonhos de desdobramentos. Nos desdobramentos, assim como eu fico presa, ela também aparece meio presa ao mundinho dela. Nos encontramos, nos vemos, falamos algumas coisas, mas não somos livres. No sonho, os espíritos tomaram liberdade. Apesar de ligadas pelo cordão de prata, acredito, nos sonhos nossas almas são muito mais independentes e desligadonas do consciente e conseguem se encontrar em uma realidade paralela. É isso que eu penso, ou antes, sinto.
Só mesmo sonhar com a Nana pra começar a segunda assim, feliz, contente e risonha, torcendo pra semana ser alegre, pra que todo mundo possa viver momentos bons e experimentar a sensação boa de felicidade que eu tô curtindo agora.
É isso, gente!
Tenho a impressão que agora ficará mais fácil lembrar de sonhos. E por falar em lembrar, meu padrasto teve pesadelos com caixão, morte, ai credo! Toc toc toc pé de pato, mangalô três veis, rs. Falei pra minha mãe que se for eu, pra ela tentar não ficar muito triste e pensar "agora ela está com a Nana dela!"
hehehehehe
Não há de ser nada, a força do Bem há de nos proteger. Assim seja!
beijos, boa semana!
Paz e Luz!
:)
Ontem foi domingo, né? Depois do almoço normalmente dá sono, domingo normalmente dá sono, então já era. Fui deitar umas duas e meia da tarde. Acho que até agora eu ainda não tinha colocado o sono em dia, por isso não conseguia sonhar ou lembrar dos sonhos direito. Fazia tempo que não encontrava minha Nana, eu pedi, ela veio.
Dormi pesado e gostoso até mais de cinco da tarde, e quando acordei lembrei de tudo perfeitamente. Estávamos andando de carro, eu dirigindo, ela no passageiro, ela tinha voltado, mas sabia que tinha ido e voltado (já observei que a maioria dos sonhos com pessoas desencarnadas recentemente, elas parecem não saber do acontecido). Nana estava consciente de que tinha ido para outro lugar. A gente conversava animadamente, eu tentava contar pra ela tudo o que tinha acontecido em sua ausência. Não lembro agora, mas ela ouvia e agitava as mãozinhas dizendo "conta mais, conta mais!", até pulava no banco, agitadinha como ela só, e eu toda emocionada mal conseguia dirigir nosso carrinho.
Foi uma delícia, gente. Nos sonhos anteriores (sonhos, não desdobramentos), a passagem dela era muito rápida, nas primeiras noites ela ainda me aparecia doentinha e não conseguia se expressar direito. Mas ontem ela tava ótima, risonha e corada. Uma lindeza! Acordei cheia de saudade, porque tive a sensação perfeita de ter estado com ela.
É muito diferente sonhos de desdobramentos. Nos desdobramentos, assim como eu fico presa, ela também aparece meio presa ao mundinho dela. Nos encontramos, nos vemos, falamos algumas coisas, mas não somos livres. No sonho, os espíritos tomaram liberdade. Apesar de ligadas pelo cordão de prata, acredito, nos sonhos nossas almas são muito mais independentes e desligadonas do consciente e conseguem se encontrar em uma realidade paralela. É isso que eu penso, ou antes, sinto.
Só mesmo sonhar com a Nana pra começar a segunda assim, feliz, contente e risonha, torcendo pra semana ser alegre, pra que todo mundo possa viver momentos bons e experimentar a sensação boa de felicidade que eu tô curtindo agora.
É isso, gente!
Tenho a impressão que agora ficará mais fácil lembrar de sonhos. E por falar em lembrar, meu padrasto teve pesadelos com caixão, morte, ai credo! Toc toc toc pé de pato, mangalô três veis, rs. Falei pra minha mãe que se for eu, pra ela tentar não ficar muito triste e pensar "agora ela está com a Nana dela!"
hehehehehe
Não há de ser nada, a força do Bem há de nos proteger. Assim seja!
beijos, boa semana!
Paz e Luz!
:)
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domingo, 25 de agosto de 2013
Pandora descobrindo que é um cachorro!
Pandora, minha linda Labrador preta, menina de dentro de casa, comportada, criada em condomínio, uma princesa. Grande, forte, posuda, essa é minha Pandora. Mas agora, morando em casa na rua, ela está descobrindo o maravilhoso mundo de ser cachorro. Porque quando o caminhão de lixo desponta lá em cima e os cachorros da vizinhança começam a comunicação para expulsar os terríveis invasores da máquina barulhenta, Pandora já ergue a cabeça, curiosa. Eu consigo gente, juro que consigo captar o simples e rápido raciocínio da criança: "Todos latem. Devo latir!" E corre pro portão, latindo grosso com as costas arrepiadas. Mas o caminhão do lixo está longe, os amiguinhos latem em defesa de seus portões, correndo de um lado pro outro, Pandora senta-se confortavelmente com vista privilegiada para a rua e permanece latindo. Cachorrinha sim, mas cachorrinha muito elegante e bem educada, até na hora de latir pro lixeiro.
E continua sentada como uma lady, latindo grosso, sabe-se lá se por medo ou se por cumprimento de tarefa. Ela não parecia brava com eles, ao contrário, parecia ter um certo respeito e curiosidade por aquele negócio grande com homens correndo em volta e que causava tanto alvoroço na rua.
Tão logo o caminhão sumiu e a rua foi silenciando, ela levantou-se da sua bela pose de latir sentada, soberana, e voltou pra dentro, deitar no chão da sala pra ouvir a novela, uma pessoa da casa como outra qualquer. Imagina. Veio toda feliz, abanando o rabo, parecia não entender direito ainda o que estava acontecendo, mas tinha um ar de dever cumprido e satisfação que a gente identifica de cara.
É a lindeza da mamãe!
Ver a Pandora descobrindo uma nova forma de ver o mundo me enche de alegria. Aos poucos, ela também vai aprendendo a lidar com a ausência. Ainda me olha, como se perguntasse cadê a mãezinha dela que não vem. Quando eu choro, ela me traz um presente, um osso, uma bolinha, aí que eu choro mesmo. Mas lembro que eu não posso ser egoísta e que tenho responsabilidade emocional sobre o bichinho e daí tenho que dar meu jeito, né? Tento parecer alegre, jogar a bolinha, fazer carinho, ficar risonha. Fazer?
Continuar. Desejando que a vida possa me surpreender e ser cada vez melhor.
Porque essa parece a fase mais difícil do jogo, aquela que você, gamer, tem vontade de abandonar e tentar outro. Mas gosto desse jogo, vou sair dessa fase sem usar código pra facilitar nem pular pra não ver passar.
Quem gosta de jogos sabe: não adianta pular uma fase, a seguinte será sempre mais difícil mesmo.
O jeito é jogar!
:)
Beijos, Paz e Luz
E continua sentada como uma lady, latindo grosso, sabe-se lá se por medo ou se por cumprimento de tarefa. Ela não parecia brava com eles, ao contrário, parecia ter um certo respeito e curiosidade por aquele negócio grande com homens correndo em volta e que causava tanto alvoroço na rua.
Tão logo o caminhão sumiu e a rua foi silenciando, ela levantou-se da sua bela pose de latir sentada, soberana, e voltou pra dentro, deitar no chão da sala pra ouvir a novela, uma pessoa da casa como outra qualquer. Imagina. Veio toda feliz, abanando o rabo, parecia não entender direito ainda o que estava acontecendo, mas tinha um ar de dever cumprido e satisfação que a gente identifica de cara.
É a lindeza da mamãe!
Ver a Pandora descobrindo uma nova forma de ver o mundo me enche de alegria. Aos poucos, ela também vai aprendendo a lidar com a ausência. Ainda me olha, como se perguntasse cadê a mãezinha dela que não vem. Quando eu choro, ela me traz um presente, um osso, uma bolinha, aí que eu choro mesmo. Mas lembro que eu não posso ser egoísta e que tenho responsabilidade emocional sobre o bichinho e daí tenho que dar meu jeito, né? Tento parecer alegre, jogar a bolinha, fazer carinho, ficar risonha. Fazer?
Continuar. Desejando que a vida possa me surpreender e ser cada vez melhor.
Porque essa parece a fase mais difícil do jogo, aquela que você, gamer, tem vontade de abandonar e tentar outro. Mas gosto desse jogo, vou sair dessa fase sem usar código pra facilitar nem pular pra não ver passar.
Quem gosta de jogos sabe: não adianta pular uma fase, a seguinte será sempre mais difícil mesmo.
O jeito é jogar!
:)
Beijos, Paz e Luz
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sábado, 24 de agosto de 2013
Crise de enxaqueca
Ontem tive uma crise de enxaqueca. Foi a primeira desde que eu procurei o médico. Advinha se eu já tinha comprado o remédio que ele me receitou? Não, porque sou lesada. Fui até a farmácia em frente à escola em que tô fazendo o cursinho de Departamento Pessoal (eu arranjo cada uma!). Não tinha o remédio porque não era uma farmácia grande, de rede. Mas até aí minha cabeça já doía de latejar. O próprio farmacêutico me receitou um outro que ajudou bastante. Nem precisava de receita, tomei, mas não foi tarefa fácil assistir aula. Fiquei a maior parte do tempo lá fora, sentada em um banco de cimento na sombra, com a cabeça apoiada na parede esperando a dor passar um pouco. A minha vontade era bater com a cabeça na parede pra detonar a parte externa na esperança de parar de doer por dentro. Só que não, né? Eu posso parecer meio besta de vez em quando, mas não sou idiota. Ou já tentei isso antes, sei lá, sei que quase dormi enquanto esperava. Mas pelo menos resolveu, o remédio foi efeito. Foi a primeira vez na vida que tomei um remédio específico pra enxaqueca, agora diagnosticada.
Sou razoavelmente estável, mas tenho andado bipolar ultimamente. Choro, choro, choro, daí lembro de alguma coisa engraçada da Nana, começo a dar risada, converso com ela, fico brava que ela foi embora antes, falo que não quero saber dessa história de reencontro com ex-namorada depois que elas partirem, que ela vai se encontrar somente comigo! A gente tem D.R. ainda, pensa que não? Apesar dela habitar outro plano, consigo ouvir sua voz dentro da minha cabeça. E é engraçado que em nossas conversas, ontem ela usou uma palavra que gostava muito, acho que "insignificante", ela gostava de usar essa palavra e usou na nossa conversa. Acho que eu pedi perdão de novo por alguma briga que a gente teve no passado, ela disse que essas coisas são tão insignificantes pra eles, que um dia eu vou saber como é, mas que por enquanto eu não tenho com o que me preocupar, que ela só levou lembranças boas.
Por duas vezes, e isso eu não conto nem pra minha mãe que é espírita, eu não senti a Nana perto, senti a Nana como se estivesse em meu lugar. É como se a minha consciência tivesse dado uma licença, estava ali do ladinho, em segundo plano, dando lugar para a consciência dela. Ontem senti isso bem forte. Minha mente esvaziou, do nada, como se eu tivesse entrado em estado de meditação, mas nem estava relaxada, estava até em pé, enfim! E não busquei este estado, aconteceu! Comecei a andar pela casa achando tudo diferente, rindo, curiosa, meio que sem entender, ao mesmo tempo em que eu, aqui do lado, estava totalmente consciente mas apenas observando essa exploração toda da residência. E, bem, ontem mexi com o chifre de veado e as orquídeas, plantas que a Nana amava muito.
Tá confusa essa história né? Ok, está confuso pra mim também. Essa exploração ambiental aí da Nana usando meu corpitcho não durou mais que cinco minutos. Daí você pode pensar que é cedo pra ela conseguir esse tipo de permissão lá em cima ou sei lá pra vir aqui e incorporar em pessoas, no caso eu, mas eu te falo uma coisa, caro leitor: Nana, em vida, trabalhava em um departamento especializado em conseguir visto americano para brasileiros viajarem para os Estados Unidos. Vinha gente de outros estados diretamente pra ser atendido por ela. Quando a situação financeira do candidato a passageiro era mais ou menos, diziam que "se alguém em Rio Preto pode te ajudar a conseguir um visto americano essa pessoa é a Nana". Ela reunia documentação, conferia, organizava, deixava bonitinho, avisava quando a documentação era insuficiente. Dificilmente errava, era porreta!
Concluindo: mesmo se você for espírita e estiver achando que ela não teria "permissão" para chegar junto aqui, eu te digo que "conseguir permissão" não era problema algum pra alma daquela minha baixinha.
Sábados são dias alegres, sábados são dias difíceis, e eu sou doidinha doidinha!
:)
Sou razoavelmente estável, mas tenho andado bipolar ultimamente. Choro, choro, choro, daí lembro de alguma coisa engraçada da Nana, começo a dar risada, converso com ela, fico brava que ela foi embora antes, falo que não quero saber dessa história de reencontro com ex-namorada depois que elas partirem, que ela vai se encontrar somente comigo! A gente tem D.R. ainda, pensa que não? Apesar dela habitar outro plano, consigo ouvir sua voz dentro da minha cabeça. E é engraçado que em nossas conversas, ontem ela usou uma palavra que gostava muito, acho que "insignificante", ela gostava de usar essa palavra e usou na nossa conversa. Acho que eu pedi perdão de novo por alguma briga que a gente teve no passado, ela disse que essas coisas são tão insignificantes pra eles, que um dia eu vou saber como é, mas que por enquanto eu não tenho com o que me preocupar, que ela só levou lembranças boas.
Por duas vezes, e isso eu não conto nem pra minha mãe que é espírita, eu não senti a Nana perto, senti a Nana como se estivesse em meu lugar. É como se a minha consciência tivesse dado uma licença, estava ali do ladinho, em segundo plano, dando lugar para a consciência dela. Ontem senti isso bem forte. Minha mente esvaziou, do nada, como se eu tivesse entrado em estado de meditação, mas nem estava relaxada, estava até em pé, enfim! E não busquei este estado, aconteceu! Comecei a andar pela casa achando tudo diferente, rindo, curiosa, meio que sem entender, ao mesmo tempo em que eu, aqui do lado, estava totalmente consciente mas apenas observando essa exploração toda da residência. E, bem, ontem mexi com o chifre de veado e as orquídeas, plantas que a Nana amava muito.
Tá confusa essa história né? Ok, está confuso pra mim também. Essa exploração ambiental aí da Nana usando meu corpitcho não durou mais que cinco minutos. Daí você pode pensar que é cedo pra ela conseguir esse tipo de permissão lá em cima ou sei lá pra vir aqui e incorporar em pessoas, no caso eu, mas eu te falo uma coisa, caro leitor: Nana, em vida, trabalhava em um departamento especializado em conseguir visto americano para brasileiros viajarem para os Estados Unidos. Vinha gente de outros estados diretamente pra ser atendido por ela. Quando a situação financeira do candidato a passageiro era mais ou menos, diziam que "se alguém em Rio Preto pode te ajudar a conseguir um visto americano essa pessoa é a Nana". Ela reunia documentação, conferia, organizava, deixava bonitinho, avisava quando a documentação era insuficiente. Dificilmente errava, era porreta!
Concluindo: mesmo se você for espírita e estiver achando que ela não teria "permissão" para chegar junto aqui, eu te digo que "conseguir permissão" não era problema algum pra alma daquela minha baixinha.
Sábados são dias alegres, sábados são dias difíceis, e eu sou doidinha doidinha!
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Altos e baixos
Já estamos no fim do mês de agosto, logo também é setembro e acaba o inverno.
O tempo continua andando, a vida e seus ciclos continuam e ainda parece que meu coração sofre umas agulhadas. Tudo, absolutamente tudo o que eu vou fazer, algo me remete a ela. Eu acordo pensando nela, eu fico sonhando com a sua presença, imaginando que ela está aqui. Converso com ela, falo que eu tô com saudade, falo que tá difícil, falo que vou amá-la para sempre.
Ontem foi tão difícil, me sentia tão abandonada, tão sozinha, tão incompleta. Um silêncio, uma lembrança de vácuo. Porque pra Nana, a vida era sempre uma celebração. Como eu queria ter herdado isso dela, fazer do fato de estar viva uma festa constante. Todos os dias eram de alegria, porque ela acordava abrindo as janelas, cantando, grata por ver o sol nascer mais uma vez. Doentinha que era, com as dores que sentia, com as baixas expectativas e todas as dificuldades, amanhecia dia após dia em estado de graça. E eu? Eu fazendo planos macabros de comer frango frito com coca-cola todos os dias e ainda por cima voltar a fumar, tudo pra acelerar o processo. Tenho relances de desespero, daí vai passando, passando, parece que alguém me acalma. Não sei se é ela, não sei sei são forças superiores, espíritos do bem que gostam de mim e tentam me ajudar. Mas tem alguma coisa, porque eu vou até um lugar muito ruim (onde há os tais planos de frangos nadando em gordura) e volto, mas volto como que resgatada, não venho sozinha, alguma coisa me trás. Doido. Queria entender, saber o que é, ou quem é. Talvez meu pai, meu irmão. Seriam meus avós ou mesmo amigos que já foram?
Já teve vezes em que eu me perguntei: "por que comigo?" e parece que vem uma voz e diz "ficar se fazendo de vítima não vai melhorar em nada a sua situação". É uma voz que eu escuto dentro da minha cabeça, mas parece uma imaginação que vem de fora, se é que me entende. Essas vozes, esses pensamentos que aparecem, acabam me consolando.
Gostaria muito de saber por onde anda esse povo que não tá mais aqui com a gente. Eu queria muito notícias da minha Nana. Onde ela fica, com quem está? Tenho ciúme, ela não está comigo... Eu não tive coragem de deletar seu Facebook, suas fotos, sua vidinha virtual. Não consegui dar fim em suas memórias, não consegui. Mas pra ela não ficar aparecendo e tal, ficar meio que um memorial, mudei seu nome para Raio de Luz e coloquei a foto de um anjinho. Mais suave, o meu anjinho que já foi embora mais cedo.
O tempo passa e a dor não acaba. Como faz pra machucar menos?
O tempo continua andando, a vida e seus ciclos continuam e ainda parece que meu coração sofre umas agulhadas. Tudo, absolutamente tudo o que eu vou fazer, algo me remete a ela. Eu acordo pensando nela, eu fico sonhando com a sua presença, imaginando que ela está aqui. Converso com ela, falo que eu tô com saudade, falo que tá difícil, falo que vou amá-la para sempre.
Ontem foi tão difícil, me sentia tão abandonada, tão sozinha, tão incompleta. Um silêncio, uma lembrança de vácuo. Porque pra Nana, a vida era sempre uma celebração. Como eu queria ter herdado isso dela, fazer do fato de estar viva uma festa constante. Todos os dias eram de alegria, porque ela acordava abrindo as janelas, cantando, grata por ver o sol nascer mais uma vez. Doentinha que era, com as dores que sentia, com as baixas expectativas e todas as dificuldades, amanhecia dia após dia em estado de graça. E eu? Eu fazendo planos macabros de comer frango frito com coca-cola todos os dias e ainda por cima voltar a fumar, tudo pra acelerar o processo. Tenho relances de desespero, daí vai passando, passando, parece que alguém me acalma. Não sei se é ela, não sei sei são forças superiores, espíritos do bem que gostam de mim e tentam me ajudar. Mas tem alguma coisa, porque eu vou até um lugar muito ruim (onde há os tais planos de frangos nadando em gordura) e volto, mas volto como que resgatada, não venho sozinha, alguma coisa me trás. Doido. Queria entender, saber o que é, ou quem é. Talvez meu pai, meu irmão. Seriam meus avós ou mesmo amigos que já foram?
Já teve vezes em que eu me perguntei: "por que comigo?" e parece que vem uma voz e diz "ficar se fazendo de vítima não vai melhorar em nada a sua situação". É uma voz que eu escuto dentro da minha cabeça, mas parece uma imaginação que vem de fora, se é que me entende. Essas vozes, esses pensamentos que aparecem, acabam me consolando.
Gostaria muito de saber por onde anda esse povo que não tá mais aqui com a gente. Eu queria muito notícias da minha Nana. Onde ela fica, com quem está? Tenho ciúme, ela não está comigo... Eu não tive coragem de deletar seu Facebook, suas fotos, sua vidinha virtual. Não consegui dar fim em suas memórias, não consegui. Mas pra ela não ficar aparecendo e tal, ficar meio que um memorial, mudei seu nome para Raio de Luz e coloquei a foto de um anjinho. Mais suave, o meu anjinho que já foi embora mais cedo.
O tempo passa e a dor não acaba. Como faz pra machucar menos?
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Sem sonhar
Essa noite não consegui ter sonho algum, tampouco fiz regressão ou projeção ou meditação.
Nem tentei, estava com preguiça. Ando preguiçosa esses últimos dias. Ainda tem tanta coisa pra fazer, pra guardar, pra arrumar. E uso pra mim mesma a desculpa do curso, já que eu tenho esse curso à tarde, então já de manhã eu faço as coisinhas de casa, lavar roupa, cuidar das plantas, limpar e arrumar a casa. A parte do arrumar, então, preguiça. Minha mãe diz que eu devo estar com verme, que vai comprar licor de cacau pra gente tomar. Eu ri muito. Ela, toda ligada na natureza, acha explicação simples e fácil para tudo. Bom, se ela diz, quem sou eu, né?
Minha mãe terminou a correção do meu livro. Deu sugestões, disse que tem momentos em que a linguagem é muito moderna, tem que explicar melhor pra quem não entende. Diz que eu passo muito tempo falando do cachorro, ficou chato, vou cortar. Erros de português ela achou pouco, mas encontrou momentos em que eu repito muito as palavras, marcou pra eu corrigir.
Fiquei feliz da vida! Agora vou pegar pra reescrever, fazer o primeiro tratamento. Até setembro tem uma inscrição para um prêmio de incentivo da Secretaria de Estado da Cultura. Já quero fazer um projetinho e inscrever meu romance, a história da minha Nana. Ainda não tenho título ou capa, mas minha mãe disse que está lindo mesmo.
Se a mãe gosta do romance da gente já é um bom começo?
Ontem deu uma saudade feroz da minha Nana. A gente acha que o tempo resolve tudo, o tempo tá passando e não resolveu minha dor ainda. Passa logo, tempo.
Sai de mim, preguiça. Eu preciso trabalhar! :)
Beijos a todos, Paz e Luz
Nem tentei, estava com preguiça. Ando preguiçosa esses últimos dias. Ainda tem tanta coisa pra fazer, pra guardar, pra arrumar. E uso pra mim mesma a desculpa do curso, já que eu tenho esse curso à tarde, então já de manhã eu faço as coisinhas de casa, lavar roupa, cuidar das plantas, limpar e arrumar a casa. A parte do arrumar, então, preguiça. Minha mãe diz que eu devo estar com verme, que vai comprar licor de cacau pra gente tomar. Eu ri muito. Ela, toda ligada na natureza, acha explicação simples e fácil para tudo. Bom, se ela diz, quem sou eu, né?
Minha mãe terminou a correção do meu livro. Deu sugestões, disse que tem momentos em que a linguagem é muito moderna, tem que explicar melhor pra quem não entende. Diz que eu passo muito tempo falando do cachorro, ficou chato, vou cortar. Erros de português ela achou pouco, mas encontrou momentos em que eu repito muito as palavras, marcou pra eu corrigir.
Fiquei feliz da vida! Agora vou pegar pra reescrever, fazer o primeiro tratamento. Até setembro tem uma inscrição para um prêmio de incentivo da Secretaria de Estado da Cultura. Já quero fazer um projetinho e inscrever meu romance, a história da minha Nana. Ainda não tenho título ou capa, mas minha mãe disse que está lindo mesmo.
Se a mãe gosta do romance da gente já é um bom começo?
Ontem deu uma saudade feroz da minha Nana. A gente acha que o tempo resolve tudo, o tempo tá passando e não resolveu minha dor ainda. Passa logo, tempo.
Sai de mim, preguiça. Eu preciso trabalhar! :)
Beijos a todos, Paz e Luz
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Sonhar com a Lady Gaga
Eu sonhei com a Lady Gaga. Normal sonhar com ídolos, né? Mas eu não sou assim, sei lá, super fã da Lady Gaga. Não tenho nada contra, nem a favor, muito pelo contrário. Se eu fizer algum esforço talvez até me lembre de alguma música dela, mas assim, de cabeça, não sei. Deve ter várias conhecidas, né? A moça é pop star, não é? Quando eu era jovem, era fã de qualquer ícone gay somente por ser ícone gay (tipo Madonna, Cher, Diana Ross). Nossa, fui longe, mas hoje, apesar de continuar gay, não tenho mais esse engajamento todo. Até acho bacana a figura da Gaga e tal, se é que Lady Gaga é quem eu realmente estou pensando (é aquela esquisita que se veste estranho e tem os ombros pontudos, né?), mas daí a ser fã só porque eu sou gay e os gays gostam dela, bom, já não. Acho que é o tempo que faz a gente mudar, acho que estou envelhecendo, como estamos todos.
Sonhei que a doida tava doente. A doida Lady Gaga. Tipo muito doente mesmo. Se as almas se encontram nos sonhos, e eu sonho com uma celebridade mundial, a celebridade mundial também sonha comigo? Tenho essas dúvidas sobre os mundos. Porque deve ter multidões de gente sonhando com a Lady Gaga todas as noites, será que ela sonha com multidões todas as noites? Pode ser também, porque ela, afinal, trabalha com multidões, daí. Pensa. Acostumada a ver milhares e milhares de cabecinhas quase todos os dias no trampo, ela deve sonhar com isso frequentemente e achar normal, eu sei lá porque eu tô falando tanta asneira. Pura falta de assunto, porque a roupa tá batendo, hoje eu tenho curso de tarde então me dou ao direito de fazer nada de manhã.
Minha mãe está lendo o livro que eu comecei a escrever quando a Nana morreu e finalizei recentemente. Ela que vai fazer a correção ortográfica pra mim, assim eu economizo um aqué com o revisor. A boa notícia é que ela está amando! Não sei se o fato de a minha mãe estar gostando do meu livro conta algum ponto, afinal é minha mãe e conhecia a Nana e bem, conhece a mim. Mas minha mãe lê muito livro espírita, tem conhecimento, além de ser muito crítica. Ela é tão boa e simpática que consegue criticar sem ser chata, minha mãe é o máximo.
Briguei com ela ontem por bobagem, porque tô na TPM, mas logo já ficamos de bem, pedi desculpas, ela nem se lembrava mais da briga. Minha mãe é muito parecida comigo, gosta de paz. Eu preciso encontrar um estabilizador de humor para esses dias horríveis, pois as alterações hormonais têm feito grandes estragos na minha paz de espírito.
Beijos, Paz e Luz
Sonhei que a doida tava doente. A doida Lady Gaga. Tipo muito doente mesmo. Se as almas se encontram nos sonhos, e eu sonho com uma celebridade mundial, a celebridade mundial também sonha comigo? Tenho essas dúvidas sobre os mundos. Porque deve ter multidões de gente sonhando com a Lady Gaga todas as noites, será que ela sonha com multidões todas as noites? Pode ser também, porque ela, afinal, trabalha com multidões, daí. Pensa. Acostumada a ver milhares e milhares de cabecinhas quase todos os dias no trampo, ela deve sonhar com isso frequentemente e achar normal, eu sei lá porque eu tô falando tanta asneira. Pura falta de assunto, porque a roupa tá batendo, hoje eu tenho curso de tarde então me dou ao direito de fazer nada de manhã.
Minha mãe está lendo o livro que eu comecei a escrever quando a Nana morreu e finalizei recentemente. Ela que vai fazer a correção ortográfica pra mim, assim eu economizo um aqué com o revisor. A boa notícia é que ela está amando! Não sei se o fato de a minha mãe estar gostando do meu livro conta algum ponto, afinal é minha mãe e conhecia a Nana e bem, conhece a mim. Mas minha mãe lê muito livro espírita, tem conhecimento, além de ser muito crítica. Ela é tão boa e simpática que consegue criticar sem ser chata, minha mãe é o máximo.
Briguei com ela ontem por bobagem, porque tô na TPM, mas logo já ficamos de bem, pedi desculpas, ela nem se lembrava mais da briga. Minha mãe é muito parecida comigo, gosta de paz. Eu preciso encontrar um estabilizador de humor para esses dias horríveis, pois as alterações hormonais têm feito grandes estragos na minha paz de espírito.
Beijos, Paz e Luz
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Visitinha
Ontem Nana esteve aqui. Não foi sonho, tampouco vi ou ouvi, nem minha mãe viu ou ouviu. Quem viu foi a Pandora. Eu tô morando aqui na casa da minha mãe, né? Minha mãe já morava nesta casa e quando a gente vinha visitar minha mamãe, a Nana gostava de sentar sempre no mesmo lugar, um cantinho no sofá de frente pra TV. Ela se sentava ali e eu colocava o banco do piano pra ela esticar seus pezinhos. Ontem, na hora da novela das nove (que a Nana amava!) a Pandora levantou de onde dormia, olhou pro lugar da Nana no sofá, se dirigiu até lá, sentou de frente e ficou olhando fixamente pro encosto do sofá. Ela estava feliz, não abanou o rabo, mas estava com a língua pra fora, cara de cachorro satisfeito, esperando pra ganhar carinho. A minha mãe comentava alguma coisa da novela, eu falei baixinho: "mãe, mãe, olha a Pandora!". A Pandora ouviu, virou o rosto pra mim, me encarou como se perguntasse o que eu queria e vendo que não era nada, voltou a se entreter com o sofá "vazio". Minha mãe me olhou de olho meio aberto, meio sem entender. Isso durou uns dois minutos, Pandora interagindo com o sofá hum, "sem ninguém".
Gente, era a Nana. Porque quando a Nana estava no sofá, a Pandora, que não é invasiva, não ficava cutucando, pedindo carinho, nada, apenas chegava perto e olhava. Quando ela quer afeto, simplesmente se aproxima da gente e fica olhando, esperando. Como estava ontem.... Eu tive certeza que ela tava vendo a mãezinha preferida dela ali, tava com saudade, foi pedir carinho.
Tudo bem, você pode me dizer que ela sentiu o cheiro da Nana, já que era o sofá em que ela se sentava. Mas primeiro, já sentamos muito neste sofá desde que a Naninha esteve aqui pela última vez. E outra, mais de dez dias aqui, só ontem ela iria sentir o cheiro no sofá, sendo que ela está sempre na sala? E ela não farejava, apenas olhava fixamente com ares de sorriso canino.
Pandora tá muito triste, só dorme. Eu faço um curso à tarde, minha mãe diz que ela não sai da cama. Minha mãe chama, tenta levar pro quintal pra ela brincar, não brinca. Está uma cachorra séria e adulta, o meu bebê. Minha mãe não entende nada, uma cachorra de quase 50kg que prefere ficar na sala ouvindo a TV a cavucar no quintal. Aos poucos, espero, ela consiga se adaptar e aproveitar os benefícios do novo lar.
No mais, estamos bem. Fiquei feliz com a visitinha de ontem, principalmente na hora da novela, Amor à Vida, que está passando na faixa das 21:00h. Nana pegou essa novela do começo e ela mesmo dizia que há muito tanto não se envolvia tanto com uma novela. Ela simplesmente amava a trama! E essa novela trata da comunicação com os espíritos.
Coincidência? Só para quem acredita em coincidências.
Beijos, Paz e Luz
Gente, era a Nana. Porque quando a Nana estava no sofá, a Pandora, que não é invasiva, não ficava cutucando, pedindo carinho, nada, apenas chegava perto e olhava. Quando ela quer afeto, simplesmente se aproxima da gente e fica olhando, esperando. Como estava ontem.... Eu tive certeza que ela tava vendo a mãezinha preferida dela ali, tava com saudade, foi pedir carinho.
Tudo bem, você pode me dizer que ela sentiu o cheiro da Nana, já que era o sofá em que ela se sentava. Mas primeiro, já sentamos muito neste sofá desde que a Naninha esteve aqui pela última vez. E outra, mais de dez dias aqui, só ontem ela iria sentir o cheiro no sofá, sendo que ela está sempre na sala? E ela não farejava, apenas olhava fixamente com ares de sorriso canino.
Pandora tá muito triste, só dorme. Eu faço um curso à tarde, minha mãe diz que ela não sai da cama. Minha mãe chama, tenta levar pro quintal pra ela brincar, não brinca. Está uma cachorra séria e adulta, o meu bebê. Minha mãe não entende nada, uma cachorra de quase 50kg que prefere ficar na sala ouvindo a TV a cavucar no quintal. Aos poucos, espero, ela consiga se adaptar e aproveitar os benefícios do novo lar.
No mais, estamos bem. Fiquei feliz com a visitinha de ontem, principalmente na hora da novela, Amor à Vida, que está passando na faixa das 21:00h. Nana pegou essa novela do começo e ela mesmo dizia que há muito tanto não se envolvia tanto com uma novela. Ela simplesmente amava a trama! E essa novela trata da comunicação com os espíritos.
Coincidência? Só para quem acredita em coincidências.
Beijos, Paz e Luz
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Previdência Social
Lá vou eu tentar conseguir pensão alimentícia pela morte da Nana. Nada mais justo, éramos um casal e sim, eu dependia dela tanto quanto ela dependia de mim e a nossa relação era uma bonita troca. Não tinha como trabalhar com ela dodói e mesmo agora, não há nada que o impeça, mas receber esse cuidado dela pro resto da minha vida é um direito e não vou abrir mão dele.
Trabalho, por enquanto, tive algumas propostas. O mais chato é as pessoas cobrando, tipo: "E agora, o que você vai fazer? Já tem planos, tem projetos?" Eu penso em fazer curso de orquídeas, trabalhar cuidando das orquídeas na casa das pessoas. É um plano, um projeto. Mas que droga, por que eu não posso apenas escrever? Por que eu não posso trabalhar como escritora? Por que escrever minhas histórias tem que ser algo que eu faça em "horas vagas"?
Me deixa, gente. Pra escrever tem que ler, tem que ver filme, tem que conversar com pessoas. Escritor não se sai bem atrás de balcão, embora eu seja uma pessoa tão fora da casinha que brilhei por dois anos na supervisão do Detran no Poupatempo da minha cidade. Mas não quero essa vida de novo, vida de stress, de cabelo branco, de corre corre pra lá e pra cá. Não, eu não. Quero a tranquilidade do ambiente caseiro, não a loucura do corporativo.
Sou escritora, caramba, me deixem. Parem de me cobrar e oferecer empregos, eu sou artista! E agora terei renda, então por favor.
Ah, desculpe o mau humor, hoje é segunda e mexer com os documentos da Nana pra dar entrada nesse processo realmente me desestabilizou total. Pra piorar, além de segunda, hoje é dia de TPM.
Ou seja, tchau.
Trabalho, por enquanto, tive algumas propostas. O mais chato é as pessoas cobrando, tipo: "E agora, o que você vai fazer? Já tem planos, tem projetos?" Eu penso em fazer curso de orquídeas, trabalhar cuidando das orquídeas na casa das pessoas. É um plano, um projeto. Mas que droga, por que eu não posso apenas escrever? Por que eu não posso trabalhar como escritora? Por que escrever minhas histórias tem que ser algo que eu faça em "horas vagas"?
Me deixa, gente. Pra escrever tem que ler, tem que ver filme, tem que conversar com pessoas. Escritor não se sai bem atrás de balcão, embora eu seja uma pessoa tão fora da casinha que brilhei por dois anos na supervisão do Detran no Poupatempo da minha cidade. Mas não quero essa vida de novo, vida de stress, de cabelo branco, de corre corre pra lá e pra cá. Não, eu não. Quero a tranquilidade do ambiente caseiro, não a loucura do corporativo.
Sou escritora, caramba, me deixem. Parem de me cobrar e oferecer empregos, eu sou artista! E agora terei renda, então por favor.
Ah, desculpe o mau humor, hoje é segunda e mexer com os documentos da Nana pra dar entrada nesse processo realmente me desestabilizou total. Pra piorar, além de segunda, hoje é dia de TPM.
Ou seja, tchau.
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domingo, 18 de agosto de 2013
Mas que diabos é uma enxaqueca?
Fui ao neurologista tratar minha enxaqueca, conforme relatei post anterior. Só não contei o que é uma enxaqueca, então vou contar porque quem tem nem precisa descrever, mas quem não sabe o que é pode não ter a menor noção. Minha mãe ficou abismada por descobrir que enxaqueca não, não é psicológico.
Deve ter alguma coisa de hereditária, pois me lembro, de criança, do meu pai reclamar dos produtos de limpeza que minha mãe usava, ele dizia que "davam dor de cabeça". Poxa, pai! Onde quer que você esteja, saiba então? Não era o pinho sol ou o manacá de cheiro que davam dor de cabeça... ela já existia, esses odores pioravam a situação.
Disse pro médico que estava vindo até ele pra tratar minha dor de cabeça, que eu havia me auto diagnosticado como portadora de enxaqueca. Pelo que ele me explicou, é isso mesmo: caracteriza-se pela frequência e intensidade da dor. Eu tenho anotado minhas dores de cabeça no calendário menstrual, tenho uma média de duas crises por mês, que duram de dois a quatro dias (já teve caso de eu virar uma semana inteira com dor de cabeça). Uma característica também é começar suave e ir aumentando gradativamente, chegando a pulsar. Tem vezes que eu tenho dor latejante mesmo. E muitas vezes começa em apenas um lado da cabeça, depois às vezes toma conta de tudo.
O médico explicou ainda que estava voltando de um congresso sobre dor de cabeça e não existe consenso total na comunidade médica sobre as causas que desengatilham as crises horríveis. O doutor ilustrou da seguinte forma: imagine dois carros, um com alarme regulado e outro com alarme desregulado. O que tá regulado, só se alguém que for tentar arrombar o carro vai conseguir disparar. O desregulado, qualquer caminhão que passar na rua pode dar start no alarme. Com a enxaqueca, seria mais ou menos isso, pois a dor é um alarme, um alerta de que as coisas não vão bem. A enxaqueca poderia ser como uma desregulagem no sistema de alarme do organismo, no caso a dor, mais especificamente a dor de cabeça (que pode vir acompanhada ou não de náusea com a ocorrência ou não de gorfo).
Claro que o médico não usou essas palavras, que não vou comprometer o doutor, mas é mais ou meno por aí. Ele perguntou se eu gostaria de tomar remédio preventivo de crises ou um sintomático, para quando a dor aparecer. Eu quis tentar, por enquanto, o sintomático, não gosto de ficar tomando remédio, sou meio desligada, ia acabar esquecendo. Vou tentar, porque só procurei o médico quando os remédios normais que vendem na farmácia sem receita já não fazem mais efeito.
Hoje é domingo, pode ficar o dia todo de pijama, né?
Beijos preguiçosos,
Dê
Deve ter alguma coisa de hereditária, pois me lembro, de criança, do meu pai reclamar dos produtos de limpeza que minha mãe usava, ele dizia que "davam dor de cabeça". Poxa, pai! Onde quer que você esteja, saiba então? Não era o pinho sol ou o manacá de cheiro que davam dor de cabeça... ela já existia, esses odores pioravam a situação.
Disse pro médico que estava vindo até ele pra tratar minha dor de cabeça, que eu havia me auto diagnosticado como portadora de enxaqueca. Pelo que ele me explicou, é isso mesmo: caracteriza-se pela frequência e intensidade da dor. Eu tenho anotado minhas dores de cabeça no calendário menstrual, tenho uma média de duas crises por mês, que duram de dois a quatro dias (já teve caso de eu virar uma semana inteira com dor de cabeça). Uma característica também é começar suave e ir aumentando gradativamente, chegando a pulsar. Tem vezes que eu tenho dor latejante mesmo. E muitas vezes começa em apenas um lado da cabeça, depois às vezes toma conta de tudo.
O médico explicou ainda que estava voltando de um congresso sobre dor de cabeça e não existe consenso total na comunidade médica sobre as causas que desengatilham as crises horríveis. O doutor ilustrou da seguinte forma: imagine dois carros, um com alarme regulado e outro com alarme desregulado. O que tá regulado, só se alguém que for tentar arrombar o carro vai conseguir disparar. O desregulado, qualquer caminhão que passar na rua pode dar start no alarme. Com a enxaqueca, seria mais ou menos isso, pois a dor é um alarme, um alerta de que as coisas não vão bem. A enxaqueca poderia ser como uma desregulagem no sistema de alarme do organismo, no caso a dor, mais especificamente a dor de cabeça (que pode vir acompanhada ou não de náusea com a ocorrência ou não de gorfo).
Claro que o médico não usou essas palavras, que não vou comprometer o doutor, mas é mais ou meno por aí. Ele perguntou se eu gostaria de tomar remédio preventivo de crises ou um sintomático, para quando a dor aparecer. Eu quis tentar, por enquanto, o sintomático, não gosto de ficar tomando remédio, sou meio desligada, ia acabar esquecendo. Vou tentar, porque só procurei o médico quando os remédios normais que vendem na farmácia sem receita já não fazem mais efeito.
Hoje é domingo, pode ficar o dia todo de pijama, né?
Beijos preguiçosos,
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sábado, 17 de agosto de 2013
Enxaqueca
Ontem fui ao neurologista pra tratar minha enxaqueca. Ele acompanhava a Nana, com seus problemas neurológicos. Como faz parte do corpo da principal faculdade de medicina daqui de Rio Preto, onde inclusive vários médicos da instituição a acompanhavam. Eu estava crente que ele já sabia, só que não. Entrei dizendo "é muito triste voltar aqui sozinha" e ele responde: "por que a Fabiana não veio, está internada?". Hum, foi cruel, dr. Fábio é um médico realmente especial. "Ah, doutor, o sr. não soube? A Nana morreu."
Engraçado relatar isso agora e lembrar desse detalhe, pois foi a primeira vez que eu usei o verbo morrer pra me referir a ela, pois até hoje usava faleceu ou partiu. Ontem saiu morreu, logo de mim, que não acredito na morte. O médico ficou visivelmente comovido. Resumi a história, disse que ela teve alta no sábado de manhã, para morrer em casa no sábado à noite. Os olhos dele encheram de água, eu fiquei tocada. Ele disse que sentia muito mesmo, porque a Fabiana era uma paciente especial, ele tinha carinho por ela. E era uma pena, porque ela era muito ativa, apesar dos problemas. Foi emocionante, ela realmente era querida demais por todos os seus médicos e os profissionais de saúde que lidavam com ela constantemente.
Eu achei que mudando de casa a saudade fosse ficar lá na casa anterior, nossa casinha. Não, né? Veio comigo.
Hoje a Nana me ajudou a encontrar um caminho. Literalmente, nada filosófico, não. Fui até a casa de uma amiga dela, a Lúcia, para buscar um documento, pois ela aceitou ser minha testemunha no processo de pensão alimentícia da previdência social, já que tínhamos união estável. Fazia tempo que não ia à casa da Lúcia, eu não encontrava a rua de jeito nenhum. Parei o carro e disse: "Nana, você precisa me ajudar, eu não consigo achar a casa da Lúcia" Nana era ótima com ruas e caminhos, tanto quanto eu sou péssima. Pois imaginei que ela me dizia "a rua é essa, você está certa" e eu "mas eu já passei por essa rua e não achei a casa dela" e a voz dela na minha cabeça de novo "o bairro mudou, mas a rua é essa!". Voltei pela mesma rua e encontrei a casa da amiga, que estava reformada, como a maior parte das casas da rua. E eu não acreditava que fosse aquela rua, tipo, teimei com ela e tal. E no entanto, enfim! A rua estava certa como o espírito dela havia me dito. Dentro da minha cabeça, mas disse, teimou comigo e estava certa. Essa Nana é o máximo! :)
Beijos, beijos!
Engraçado relatar isso agora e lembrar desse detalhe, pois foi a primeira vez que eu usei o verbo morrer pra me referir a ela, pois até hoje usava faleceu ou partiu. Ontem saiu morreu, logo de mim, que não acredito na morte. O médico ficou visivelmente comovido. Resumi a história, disse que ela teve alta no sábado de manhã, para morrer em casa no sábado à noite. Os olhos dele encheram de água, eu fiquei tocada. Ele disse que sentia muito mesmo, porque a Fabiana era uma paciente especial, ele tinha carinho por ela. E era uma pena, porque ela era muito ativa, apesar dos problemas. Foi emocionante, ela realmente era querida demais por todos os seus médicos e os profissionais de saúde que lidavam com ela constantemente.
Eu achei que mudando de casa a saudade fosse ficar lá na casa anterior, nossa casinha. Não, né? Veio comigo.
Hoje a Nana me ajudou a encontrar um caminho. Literalmente, nada filosófico, não. Fui até a casa de uma amiga dela, a Lúcia, para buscar um documento, pois ela aceitou ser minha testemunha no processo de pensão alimentícia da previdência social, já que tínhamos união estável. Fazia tempo que não ia à casa da Lúcia, eu não encontrava a rua de jeito nenhum. Parei o carro e disse: "Nana, você precisa me ajudar, eu não consigo achar a casa da Lúcia" Nana era ótima com ruas e caminhos, tanto quanto eu sou péssima. Pois imaginei que ela me dizia "a rua é essa, você está certa" e eu "mas eu já passei por essa rua e não achei a casa dela" e a voz dela na minha cabeça de novo "o bairro mudou, mas a rua é essa!". Voltei pela mesma rua e encontrei a casa da amiga, que estava reformada, como a maior parte das casas da rua. E eu não acreditava que fosse aquela rua, tipo, teimei com ela e tal. E no entanto, enfim! A rua estava certa como o espírito dela havia me dito. Dentro da minha cabeça, mas disse, teimou comigo e estava certa. Essa Nana é o máximo! :)
Beijos, beijos!
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Sonhar com a Marisa Monte
Sei lá como funciona a cabeça da gente. Ontem passei o dia todo com uma música do Paralamas na cabeça, daí essa noite sonho com Marisa Monte. Sonhei que o metrô de São Paulo estava cheio de plantas, samambaias penduradas por todos os lados, e apareceram com a notícia de que a Marisa Monte havia sido vítima de violência urbana.
Tadinha, espero que não seja nada.
Ainda acordo pensando na Nana, não me lembro dela ter aparecido no sonho maluco com a Marisa e o metrô. Mas sempre logo pela manhã, quando acordo já cantando (coisa que ela fazia, eu sempre fui a mau humor pela manhã), converso com ela, comento como será nosso dia, das coisas que temos que fazer. É interessante como eu sinto a presença dela, mesmo. Hoje foi bem marcante sua presença aqui. A conversa foi nesse tom "O Tiago falou que eu não posso ficar te chamando, que isso atrapalha a sua evolução, pra eu não ficar conversando com você, mas você pensa que eu ligo? Eu não. Eu não acho que isso te atrapalha, a gente era tão grudada, 24horas, você acha que de uma hora pra outra você tem que ir embora, assim, do nada? Eu acho que não. Acho que você fica meio lá, meio cá. É o que eu sinto. Se eu estiver atrapalhando, você pode ir. Eu não acho ruim, sério. Mas se você pode ficar sem atrapalhar nada, que é que tem? A gente troca uma ideia, ué." E sigo conversando, às vezes ela responde, outras não. A resposta, obviamente, não é sonora, mas ocorre dentro da minha mente, que formula uma resposta razoável para as sandices que eu digo ao espírito dela. Pode ser coisa da minha cabeça, pode ser a consciência dela.
Importante, eu acredito!
Minha mãe diz que o Allan Kardec não se conformava como alguém poderia pensar que tudo acaba, a inteligência, a personalidade da pessoa, como isso poderia acabar assim, de uma hora pra outra? Não pode, né, gente? Certeza que ela vive. O que mata é a saudade, essa malvada.
Vou indo nessa antes que eu consigo me tornar ainda mais brega do que já tenho sido.
Beijos, Paz e Luz!
Tadinha, espero que não seja nada.
Ainda acordo pensando na Nana, não me lembro dela ter aparecido no sonho maluco com a Marisa e o metrô. Mas sempre logo pela manhã, quando acordo já cantando (coisa que ela fazia, eu sempre fui a mau humor pela manhã), converso com ela, comento como será nosso dia, das coisas que temos que fazer. É interessante como eu sinto a presença dela, mesmo. Hoje foi bem marcante sua presença aqui. A conversa foi nesse tom "O Tiago falou que eu não posso ficar te chamando, que isso atrapalha a sua evolução, pra eu não ficar conversando com você, mas você pensa que eu ligo? Eu não. Eu não acho que isso te atrapalha, a gente era tão grudada, 24horas, você acha que de uma hora pra outra você tem que ir embora, assim, do nada? Eu acho que não. Acho que você fica meio lá, meio cá. É o que eu sinto. Se eu estiver atrapalhando, você pode ir. Eu não acho ruim, sério. Mas se você pode ficar sem atrapalhar nada, que é que tem? A gente troca uma ideia, ué." E sigo conversando, às vezes ela responde, outras não. A resposta, obviamente, não é sonora, mas ocorre dentro da minha mente, que formula uma resposta razoável para as sandices que eu digo ao espírito dela. Pode ser coisa da minha cabeça, pode ser a consciência dela.
Importante, eu acredito!
Minha mãe diz que o Allan Kardec não se conformava como alguém poderia pensar que tudo acaba, a inteligência, a personalidade da pessoa, como isso poderia acabar assim, de uma hora pra outra? Não pode, né, gente? Certeza que ela vive. O que mata é a saudade, essa malvada.
Vou indo nessa antes que eu consigo me tornar ainda mais brega do que já tenho sido.
Beijos, Paz e Luz!
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Diário de sonhos fail
Estive pensando... comecei a fazer o blog pra fazer um diário de sonhos, só que não, né? Faz dias que eu não sonho, quando eu sonho eu não lembro, quando eu lembro já logo esqueço porque não anoto, olha. Eu sou mesmo um regaço. Ainda ontem fui tentar ligar o aplicativo do iPhone que ajuda a lembrar dos sonhos (Dream ON), o negócio travou, eu entendi que poderia ser um sinal e não liguei o app. Vai que os sonhos que eu teria não seriam bons, né? Daí o negócio travou e boa, entendi o recadinho do povo lá de cima e fui dormir naturalmente.
Não me lembro de sonho algum. Tampouco estou tentando fazer regressão, pois agora que passou o cansaço da mudança (que me fazia dormir imediatamente após deitar), começou um frio siberiano que olha, não tá fácil. E eu não consigo me colocar esticadinha e relax debaixo das cobertas, eu me encolho toda, viro uma bolinha engruvinhada esperando o calorzinho do cobertor de lã com o edredon começar a fazer efeito.
Geralmente, até lá eu já dormi. Eu fiquei preocupada por tomar pito do meu amigo sobre ficar tentando contato com a pessoa, mas eu não penso literalmente como a maioria dos espíritas. Eu penso que assim como a gente quer um contato, eles também querem interagir com a gente, se comunicar. E não acredito que isso possa atrapalhar na evolução da alma da pessoa. Pensa. Que mal há em conversar, gente? De repente eles só querem falar com a gente, nos acalmar, explicar como funciona a vida lá. Porque sim, sou curiosa ué. Quero saber. Tem muita teoria, muita explicação, muito blábláblá, mas fato mesmo, até hoje só encontrei nas pesquisas do dr. Ian Stevenson, que reuniu mais de 3000 casos confirmados de crianças que se lembravam com detalhes de vidas passadas. A maioria delas, em uma janela que dizem se abrir entre os 2 e os 4 anos, em que a criança já consegue elaborar textos e ainda se lembra da sua existência anterior. Quem tem filhos e nunca se perguntou "de onde essa criança tirou isso?" Bem, talvez tenha tirado de existência anterior, de lembrança. Depois a maioria se perde, mas algumas crianças levam até a vida adulta as memórias.
Nesses fatos eu super acredito, dr Stevenson é cientista renomado. Mas dizer que eu tentar separar minha alma do corpo pra encontrar minha Nana seja prejudicial pra mim ou pra ela, não. Mesmo porque, quando eu estava praticando, nesses últimos dois meses, sentia minha intuição extremamente mais aguçada. O que significa que fez bem para a minha evolução espiritual, ao menos.
Pretendo retornar em breve.
E que eu nunca desista da minha busca!
Beijos, Paz e Luz
Não me lembro de sonho algum. Tampouco estou tentando fazer regressão, pois agora que passou o cansaço da mudança (que me fazia dormir imediatamente após deitar), começou um frio siberiano que olha, não tá fácil. E eu não consigo me colocar esticadinha e relax debaixo das cobertas, eu me encolho toda, viro uma bolinha engruvinhada esperando o calorzinho do cobertor de lã com o edredon começar a fazer efeito.
Geralmente, até lá eu já dormi. Eu fiquei preocupada por tomar pito do meu amigo sobre ficar tentando contato com a pessoa, mas eu não penso literalmente como a maioria dos espíritas. Eu penso que assim como a gente quer um contato, eles também querem interagir com a gente, se comunicar. E não acredito que isso possa atrapalhar na evolução da alma da pessoa. Pensa. Que mal há em conversar, gente? De repente eles só querem falar com a gente, nos acalmar, explicar como funciona a vida lá. Porque sim, sou curiosa ué. Quero saber. Tem muita teoria, muita explicação, muito blábláblá, mas fato mesmo, até hoje só encontrei nas pesquisas do dr. Ian Stevenson, que reuniu mais de 3000 casos confirmados de crianças que se lembravam com detalhes de vidas passadas. A maioria delas, em uma janela que dizem se abrir entre os 2 e os 4 anos, em que a criança já consegue elaborar textos e ainda se lembra da sua existência anterior. Quem tem filhos e nunca se perguntou "de onde essa criança tirou isso?" Bem, talvez tenha tirado de existência anterior, de lembrança. Depois a maioria se perde, mas algumas crianças levam até a vida adulta as memórias.
Nesses fatos eu super acredito, dr Stevenson é cientista renomado. Mas dizer que eu tentar separar minha alma do corpo pra encontrar minha Nana seja prejudicial pra mim ou pra ela, não. Mesmo porque, quando eu estava praticando, nesses últimos dois meses, sentia minha intuição extremamente mais aguçada. O que significa que fez bem para a minha evolução espiritual, ao menos.
Pretendo retornar em breve.
E que eu nunca desista da minha busca!
Beijos, Paz e Luz
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Dois meses...
Hoje faz dois meses que a Nana foi embora de mim.
E ao mesmo tempo em que parece que foi ontem e que não pode fazer tanto tempo assim, também eu já vivi tanta coisa nesses 60 dias que parece que faz até mais.
Na véspera daquele dia ruim, eu me lembro bem, ela estava internada e nós fomos passear de ambulância até o laboratório onde fazia tomografia computadorizada, pois o hospital não dispunha desse recurso. Ela estava tão bem, frágil como sempre, mas bem. Passear na ambulância foi motivo de festa pra ela! Como tudo em sua breve vida foi sempre cheio de alegria. Aquele evento, a gente dentro da ambulância, olhando tudo, achando aquilo tudo o máximo, ela na maca porque tava fraquinha. Mas falante e sorridente. Lembrei muito disso hoje, do nosso passeio alegre pra fazer o exame. O médico queria ver se havia alguma coisa a mais, o pulmão dela não melhorava. Nem sei o que virou o resultado desse exame, se foi pro hospital, se deu alguma coisa, que importa? Queria a alegria que ela emanava de volta, como faz? Como assim, a pessoa vai embora? Por que a gente não pode vê-los, falar com eles, por que?
Hoje, especialmente, essa história de fazer dois meses, eu estou mesmo muito triste.
Fica pra vocês uma música do Paralamas que não saiu da minha cabeça hoje.
Paz e Luz!
http://letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/30125/
E ao mesmo tempo em que parece que foi ontem e que não pode fazer tanto tempo assim, também eu já vivi tanta coisa nesses 60 dias que parece que faz até mais.
Na véspera daquele dia ruim, eu me lembro bem, ela estava internada e nós fomos passear de ambulância até o laboratório onde fazia tomografia computadorizada, pois o hospital não dispunha desse recurso. Ela estava tão bem, frágil como sempre, mas bem. Passear na ambulância foi motivo de festa pra ela! Como tudo em sua breve vida foi sempre cheio de alegria. Aquele evento, a gente dentro da ambulância, olhando tudo, achando aquilo tudo o máximo, ela na maca porque tava fraquinha. Mas falante e sorridente. Lembrei muito disso hoje, do nosso passeio alegre pra fazer o exame. O médico queria ver se havia alguma coisa a mais, o pulmão dela não melhorava. Nem sei o que virou o resultado desse exame, se foi pro hospital, se deu alguma coisa, que importa? Queria a alegria que ela emanava de volta, como faz? Como assim, a pessoa vai embora? Por que a gente não pode vê-los, falar com eles, por que?
Hoje, especialmente, essa história de fazer dois meses, eu estou mesmo muito triste.
Fica pra vocês uma música do Paralamas que não saiu da minha cabeça hoje.
Paz e Luz!
http://letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/30125/
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Sonhar com roubo
Sonhei, sonhei!
Finalmente, após quase uma semana na casinha nova eu consigo ter um sonho e lembrar.
Ok, não foi lá um super sonho bom. Sonhei que minha mãe chegava dizendo que tinham roubado alguma planta. Mas ela não conseguia me dizer que planta que era e a gente estava procurando pra ver se dava falta de alguma. Ai, meu coração. Planta tem vida, desperta sentimento na gente, não é uma coisa que depois se der você compra outra... Planta depende de você pra viver, é quase filho também, como não? Eu gelei, mas pelo menos me lembrei do sonho em detalhes. Esses dias para trás sonho com seguro, ontem minha mãe teve pesadelos e hoje eu sonho com roubo. Ai, deu um medinho.
Bem, não existe nada tão ruim que não possa piorar, segundo um senhor chamado Murphy. Em todo o caso, melhor se precaver, tô deixando o carro pra dentro da garagem e passando o cadeado no portão.
Às vezes é só piração da minha cabeça, morava em condomínio, agora moro em casa na rua, o inconsciente deve dar um alerta. Desde que eu tô fazendo esse diário de sonhos, ainda não aconteceu nenhum premonitório, só faltava ser bem esse uó, né gente? Para. Vamos pensar positivo. Pensar coisas boas para chamar coisas boas. Sair dessa maré ruinzinha, virar a roda da vida de novo, escrever os primeiros parágrafos de uma nova história. Todos somos capazes, afinal.
Ontem foi um dia muito, muito triste. Tenho a impressão que a Nana tá passando por algum final de ciclo onde ela está também. Talvez esteja de partida. Eu fico chamando por ela, buscando um contato, depois me questiono se eu estou fazendo a coisa certa. Não sei, acho que eu deveria deixá-la ir, pra ela conseguir ser feliz, mas parece que ainda estamos intimamente ligadas. Nem eu consigo me desvincular e nem ela.
Ontem aconteceu algo novo nessas minhas experiências extra-sensoriais. Uma quase bobagem se for contar, mas que me causou grande impressão, lembrei disso várias vezes depois... Teve um momento em que eu estava chorando e de repente eu percebi que minhas mãos estavam com as costas pra frente, os ombros meio encolhidinhos e o pescoço abaixado, eu estava com uma postura idêntica à da Nana quando chorava. Por um momento, sério, tive a impressão de que ela estava... em mim. Pode isso, produção? Já havia sentido a Nana próxima, já a havia sentido em abraço, já havia percebido ela me enlaçando pra dormir... mas ela usando meu corpitcho pra chorar ainda não. Ao menos não que eu houvesse percebido antes. Mas ontem foi forte, quando eu me dei conta, assustei e saí daquela pose de Nana, depois fiquei até contente, mas na hora deu um sustinho, hehehe
Vocês devem achar que eu sou louca, né?
Ou, eu não me lembro de ter dito que não era.
Beijos meus queridos!
Finalmente, após quase uma semana na casinha nova eu consigo ter um sonho e lembrar.
Ok, não foi lá um super sonho bom. Sonhei que minha mãe chegava dizendo que tinham roubado alguma planta. Mas ela não conseguia me dizer que planta que era e a gente estava procurando pra ver se dava falta de alguma. Ai, meu coração. Planta tem vida, desperta sentimento na gente, não é uma coisa que depois se der você compra outra... Planta depende de você pra viver, é quase filho também, como não? Eu gelei, mas pelo menos me lembrei do sonho em detalhes. Esses dias para trás sonho com seguro, ontem minha mãe teve pesadelos e hoje eu sonho com roubo. Ai, deu um medinho.
Bem, não existe nada tão ruim que não possa piorar, segundo um senhor chamado Murphy. Em todo o caso, melhor se precaver, tô deixando o carro pra dentro da garagem e passando o cadeado no portão.
Às vezes é só piração da minha cabeça, morava em condomínio, agora moro em casa na rua, o inconsciente deve dar um alerta. Desde que eu tô fazendo esse diário de sonhos, ainda não aconteceu nenhum premonitório, só faltava ser bem esse uó, né gente? Para. Vamos pensar positivo. Pensar coisas boas para chamar coisas boas. Sair dessa maré ruinzinha, virar a roda da vida de novo, escrever os primeiros parágrafos de uma nova história. Todos somos capazes, afinal.
Ontem foi um dia muito, muito triste. Tenho a impressão que a Nana tá passando por algum final de ciclo onde ela está também. Talvez esteja de partida. Eu fico chamando por ela, buscando um contato, depois me questiono se eu estou fazendo a coisa certa. Não sei, acho que eu deveria deixá-la ir, pra ela conseguir ser feliz, mas parece que ainda estamos intimamente ligadas. Nem eu consigo me desvincular e nem ela.
Ontem aconteceu algo novo nessas minhas experiências extra-sensoriais. Uma quase bobagem se for contar, mas que me causou grande impressão, lembrei disso várias vezes depois... Teve um momento em que eu estava chorando e de repente eu percebi que minhas mãos estavam com as costas pra frente, os ombros meio encolhidinhos e o pescoço abaixado, eu estava com uma postura idêntica à da Nana quando chorava. Por um momento, sério, tive a impressão de que ela estava... em mim. Pode isso, produção? Já havia sentido a Nana próxima, já a havia sentido em abraço, já havia percebido ela me enlaçando pra dormir... mas ela usando meu corpitcho pra chorar ainda não. Ao menos não que eu houvesse percebido antes. Mas ontem foi forte, quando eu me dei conta, assustei e saí daquela pose de Nana, depois fiquei até contente, mas na hora deu um sustinho, hehehe
Vocês devem achar que eu sou louca, né?
Ou, eu não me lembro de ter dito que não era.
Beijos meus queridos!
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