quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pandora faz festinha pra Nana!

Dessa vez eu não estava sozinha e por falta de uma testemunha, tenho mais duas. Nana apareceu pra Pandora de novo. Foi forte.
A mãe da Nana me escreveu dizendo que gostaria de passar uns tempos com a urna onde estão as cinzas, eu disse que lógico, que é toda dela, já tive meu tempo, mas que eu ainda não tive coragem de esparramar as cinzas no jardim. Que eu tentei me programar pra fazer isso no aniversário de três meses, mas não consegui. Ela disse que depois a gente pesa nisso e tal.
Mas sei lá, me deu uma angústia de leve saber que "ela" iria embora daqui, sabe? Pensei em tirar um tiquinho pra mim, pra eu esparramar no jardim. Minha mãe e meu padrasto estavam super curiosos pra ver as cinzas. Eu peguei de cima da estante o pequeno vaso de cerâmica branco com uma faixa de desenhos coloridos em volta, na parte de cima, e fui mostrar pra minha mãe e pro meu cunhado, de repente, eis que me aparece a Pandora carregando a galinha de borracha que ela só pega quando chega alguém.
Eu que dei o alarme: "Olha a Pandora, fazendo festinha!"
Queria ter fotografado a cara do meu padrasto e da minha mãe olhando pra Pandora que não parava de rodear a gente com o frango de borracha na boca, a mesma festa que ela faz quando qualquer vivo chega. Quando eu fui pegar o celular pra filmar, ela parou.
Abri o vaso, que vem com uma tampa parafusada, e quando tirava o saco plástico que envolve as cinzas de dentro da urna, Pandora começou com a festa de novo. Peguei o celular a tempo de filmar rapidinho, mas logo ela parou de novo, contrariada. Mas registrei um pedaço da cena, prometo tentar aprender a postar video pra colocar aqui. Guardei um pouco em uma latinha pra mim, uma latinha vermelha do tamanho da palma da mão e espalhei um pouco das minhas cinzas da Nana pelas plantas da varanda, feliz da vida. Conversava com ela enquanto passava esse ritual, agradecia por tudo o que ela me fez de bom, me trouxe, me ensinou. Disse que sou muito grata e vou amá-la para sempre. Pedi que traga muita vida pro nosso jardim e que cuide de mim enquanto eu viver. Eu senti tanta alegria em volta de mim enquanto atirava as cinzas às plantas, que olha... era uma alegria que não era minha, era a dela. Porque eu aprendi muito com a Nana, mas não o suficiente pra saber o que é ser feliz de verdade, naquele grau, naquela vibe, a intensidade toda. Continuo nessa busca!
Nana dizia que não queria que as cinzas dela fossem atiradas ao mar pra virar comida de peixe, mas sim em um jardim, pra adubar as plantas e continuar vivendo.
Com muita paz na alma e alívio no coração, finalmente posso dizer:
Está feito, minha linda! Agora você pode viver pra sempre!
:)


Beijos, Paz e Luz!


Nenhum comentário:

Postar um comentário