terça-feira, 3 de setembro de 2013

Sonhei com a Pandora

Amigos que curtem fazer uma fezinha no jogo do bicho, vai aí uma babada: sonhei com Pandora, minha cachorra Labrador. Sonhei que ela quase foi atropelada aqui em frente de casa, gente.
O mais legal é que eu só lembrei do sonho tardiamente, justamente na hora em que Pandorinha foi atravessar a rua pra fazer o seu xixi matinal no terreno vazio do outro lado da rua.
Eu já me acertei com a seguinte rotina: acordo, vou ao banheiro e tals, Pandora fica me esperando na porta, às vezes entra pra deitar embaixo do chuveiro, deve ser mais fresquinho e úmido, o tempo por aqui anda bem seco. Quando eu entro no banho, ela sai, não quer se molhar logo cedo e fica na porta, deitada.
Saio do banheiro, coloco a água pra ferver e vou com ela para o outro lado da rua, ela entra no terreno, faz suas necessidades (desta vez sou eu quem fica esperando!) e volta, toda serelepe de rabinho abanando. Voltamos pra casa, eu passo o café, tomamos café e o dia começa.
Na volta, quando fomos atravessar a rua, lembrei que no meu sonho, a Pandora ia atravessando sem olhar e quase deu um "tóin" num carro que vinha passando.
Em frente à minha casa, tem um terreno que está vazio, mas que minha mãe usa pra cultivar flores e plantas. Tem até pé de mamão lá. E o mais legal  é que os vizinhos, ao verem minha mãe se divertir jardinando no terreno vazio, começaram a cuidar também. Um vizinho trouxe uns pés de mandioca, estão enormes. Flores, folhagens, forrageiras, tem de um tudo no terreno do vizinho. Minha mãe compra ou ganha uma plantinha, assim que dá muda, ela corre plantar lá na frente. Tem torneira lá e minha mãe, com a enxada, fez até um mini córrego por onde a água passa e vai molhando o que está plantado, uma linda demonstração de sequencia da vida. E tem vida lá, viu? Tudo verde nesse tempo seco, tudo brotando, tudo feliz! Amar as plantas, reproduzí-las, alimentá-las... tudo isso deve estar impregnado no DNA de qualquer ser humano, não é possível que a gente tenha esquecido o quanto elas são importantes em nossa vida. Talvez por isso os vizinhos não resistiram e se jogaram junto com a minha mãe na tarefa glória de produzir alimento e beleza.
Bom demais relembrar. Retornar às nossas origens e fazer da terra nossa deusa, trabalho e sustento, como era com nossos antepassados. Ver um brotinho surgir verde e ir crescendo até se tornar uma árvore forte. Sentar à sombra dessa árvore, isso não tem preço. Isso é amar a Natureza, isso é viver!
Beijos, Paz e Luz!!!

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