Acontece cada coisa comigo...
Ai, gente. Vai chegando perto do dia 15 (amanhã faz três meses), vai me enchendo de uma tristeza sem fim. Porque somos ciclos, as marcações de tempo são cíclicas como nós, elas respeitam o tempo da natureza, então dói. Estava escrevendo sobre tudo o que tá havendo comigo, uma homenagem aos três meses, chorei muito, fui dormir cedo.
Estava naquele momento mágico entre sermos despertos e estarmos dormindo, aquela fase em que você imagina coisas sem nexo, eu penso que é onde a alma começa a se "desgrudar" do corpo pra ir viajar por outros mundos e encontrar seus amores, sabe? Nessa fase meio etérea em que nada faz sentido mas há resquícios de consciência, encontrei com ela. A Nana me apareceu, toda bem vestida, arrumada, linda! Camisa listradinha de vermelho... enfim. Parecia preocupada, eu perguntei o que tinha acontecido. Ela disse: "A Pandora tá sem água, só vim te avisar". Despertei na hora, instinto materno, porque né? Fui checar, claro, e realmente a Pandora estava sem água.
Fui abastecer a vasilha com o coração disparado. De lembrar, me arrepia até agora. Pelo menos fui deitar pela segunda vez mais feliz. E tô rindo até agora. :)
Porque não era sonho, eu ainda estava acordada quase dormindo. Também não era lembrança ou imaginação, pois essas não tem forma muito precisa na minha cabeça. Quando penso na Nana, não fico imaginando cor de roupa ou se o cabelo está arrumado ou não, eu penso nela enquanto rostinho, olhos, energia. Confuso, né? Eu não desisto de tentar me explicar, mas eu sou complexa demais até pra mim mesma. Enfim, era ela, toda linda, formas bem definidas, assim como eu, nossos perispíritos totalmente materializados em algum universo paralelo, nem aqui onde eu fico, nem lá onde ela está. Simplesmente éramos nós duas ali, um encontro, ela me avisando de algo importante (e se a criança tem sede no meio da noite, tadinha?). Nossa filha, não pode.
Ah, se você é um cientista pode acreditar que foi meu subconsciente que calculou a última vez em que eu chequei a água e me despertou pra lembrar. Problema seu, eu acredito realmente em um encontro fortuito na madrugada, ela estava em alguma festinha ou evento lá no habitat da sua alma, porque né? Nana festeira, até hoje, certeza. De onde ela está, deve estar orgulhosa por eu conseguir captar tão bem seus sinais. Bem, nos últimos anos treinamos bastante, nossas almas sempre se sentiam, ligadas pelo nosso sentimento, afinal.
É isso aí, meu amor. Estou te ouvindo, fale sempre comigo!
Depois da sua última visita, em que te mostrava o lugar onde estão acomodadas nossas plantas, a trepadeira brotou. Ainda uns pequenos pontinhos verdes que demoraram três meses para aparecer. Mas estão lá, mostrando que tem vida no jardim e nos ensinando a entender do mundo com as plantas, que sabem morrer e renascer. Nos aguarde primavera que vem!
Beijos, te amo!
:)
Nenhum comentário:
Postar um comentário