Bom dia, gente!
Essa noite não sonhei com nada. Aliás, me lembro sim de ter acordado com a sensação de sonho, mas não lembro de ninguém ou de situação alguma. Mas vou contar pra vocês a telepatia com que eu e Kim, o adestrador da Pandora, nos comunicamos antes de ontem.
Minha mãe é pensionista do Estado e uma vez por ano recebe uma visita domiciliar para provar que ela está viva. Olha as coisas. A moça que veio fazer essa conferência instala laptop, impressora, vem com mala e tudo, fica um tempo em casa. Pois não é que a moça é apaixonada por cachorros e se encantou com a Pandora? A Pandora é especial, gente. Todo mundo percebe e mesmo o Kim, nosso amigo de muitos anos, que adestrou nosso bebê desde filhotinha, sempre disse que ela é diferente dos outros cachorros. Humanizada mesmo. As pessoas não acreditam em ver uma Labrador enorme, corpulenta, se comportando com tamanha educação e delicadeza. Ela chega devagarzinho, senta perto das pessoas pra ganhar carinho, não late, não incomoda, não invade o espaço de ninguém. Ela se comunica com o olhar e demonstra curiosidade, inteligência e afeto sempre que aparece alguém novo em casa. Uma cachorra imensa que obedece na hora quando alguém manda sentar ou ficar. Se você fala "Fica!", ela senta e não se mexe e pronto. Disse pra moça que ela havia sido adestrada pelo Kim, adestrador bem conhecido aqui em Rio Preto. Ela quis o telefone dele e eu fui olhar o nr. no celular, anotei em um papelzinho e entreguei pra ela.
Menos de cinco minutos depois (eu juro, gente), o telefone tocou e era o Kim. Na boa, fazia uns dois meses que eu não falava com ele e um tanto desse também que não falava dele. Eu atendi surpresa. Não acreditava em tamanha coincidência. Perguntei se era ele mesmo que estava me ligando ou se eu havia ligado pra ele sem querer. Pensei que talvez pudesse ter enviado o comando de ligar quando fui anotar o número, sei lá!!! "Não, Denise, não foi você quem me ligou, fui eu quem te liguei" - respondeu, uns dois tons antes de parecer ofendido. Ele disse que está com saudade de mim e da Pandora, gostaria de nos ver, passou no condomínio onde morei e avisaram que eu já havia entregado a casa. Ele também leu meu post sobre a Pandora e acredito que sentiu vontade de nos dar um conforto. É muito bom conversar com o Kim, pois ele vive no campo e trabalha na cidade, o que o torna uma espécie de mensageiro entre os dois mundos, detentor de grande sabedoria, desses amigos que a gente ama conversar.
Ele pegou meu endereço para vir me visitar. Depois que desligamos, eu, minha mãe e a moça ficamos estupefatas com tamanha hum... coincidência? Mais tarde, eu e minha mãe conversávamos sobre a continuidade da vida, ela disse que meu pai não acreditava em nada. Que quando a gente morre acaba tudo, apaga. Eu então respondi que às vezes eu também desacreditava, mas que daí aconteciam umas coisas como as de hoje de manhã, com o Kim, e eu me pegava acreditando de novo. "Mas o que tem a ver o que houve com o Kim?" questionou minha mãe, sem entender até onde minhas conexões neurais são capazes de nos levar. Ué, se eu me comuniquei com ele telepaticamente, então é porque nossa consciência pode tomar caminhos e formas que nossos sentidos não alcançam, o que torna perfeitamente possível e até bem provável a existência de uma alma separada do cérebro. Porque nosso cérebro comanda nossos movimentos, mas quem comanda nosso cérebro? Nossa alma, talvez. Essa alma que, no momento em que fui procurar o nr do Kim, já se conectou com ele. Eu não vi, ele não me viu, talvez nem ouviu minha voz, mas lembrou de mim naquela hora em que eu lembrei dele e já me ligou. São interconexões que a gente não entende, mas que estão aí, e anotá-las, apontá-las e depois estudar sobre isso pode ser uma caminho para que a gente possa, não só ACREDITAR baseado em Fé, mas ENTENDER baseado em fatos tudo o que acontece na nossa doida vida.
Hoje é sábado, aproveite a vida!
Beijos, Paz e Luz
sábado, 31 de agosto de 2013
Telepatia com Kim, o adestrador
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Sonhei com a Nana II
Ai, gente!
Sonhei com a Nana de novo! Que gostoso!
Foi assim... estávamos lá fora, de mãos dadas, eu mostrando pra ela onde tinha acomodado nossas orquídeas, agarradas na árvore da varanda. Ela olhava tudo sorridente e atenta, muito satisfeita. Eu explicava como tinha feito pra amarrar, pra distribuir, ela viu o chifre agarrado também e comentou que ficou legal. Adorei... Nesse momento, a Pandora me acordou, se espreguiçando em cima da minha perna. Sim, Pandora dorme na cama comigo. A caminha de solteiro dela, que ela preferia dormir lá em casa até veio junto, fica no quarto ao lado, mas ela não quer saber, só dorme comigo. Teve uma ou duas noites em que ela foi pra lá, mas não sei se é por causa do frio que tem feito por essas noites, ou se é carência e fase de ambientalização ainda, ela só quer saber de mim. Quanta lindeza!
Como a Pandora me acordou no meio do sonho, eu lembrei de tudo perfeitamente, até a pose da Nana parada, uma mão segurando a minha, a outra mãozinha apontada para as plantas e perguntando qual era qual. Logo que eu acordei, pensei: droga, por que a Pandora foi me acordar? Tava tão bom... mas daí a caminho do xixi, pensei: que bom que a Pandora me acordou, pude lembrar de tudo muito bem!
Talvez ela venha me ver sempre, eu que não consigo lembrar sempre. E na vida a gente sempre tem a opção ou de reclamar das coisas que acontecem ou de ver o lado legal delas.
Sinto muita saudade, muita mesmo. Ontem conversei com uma amiga da Nana que já sonhou com ela duas vezes, a Patrícia. Patrícia era amiga da Nana há muitos anos, disse que estava usando um anel que ganhou dela no dia em que ela foi embora. Essas coisas mágicas e inexplicáveis que acontecem. Paty disse que nos dois sonhos, Nana estava bem e feliz.
Que bom, pra mim ela também sempre aparece assim! Será que falar de sonhar com ela me ajudou a encontrá-la essa noite? Tenho saudade, mas hoje acordei tão feliz, já fui mexer com as plantas, algumas orquídeas estavam precisando de manutenção mesmo, já fiz, amanheci realmente bem. Talvez falar dela, falar de sonhar com ela, desses sinais que ela enviou pra muita gente.
O anel, mais um sinal dos que tenho colecionado. Tanta coisa me faz crer que ela era um espírito realmente iluminado e de muita força, pois tem conseguido sempre mandar seus sinais, desde antes até agora. E eu vou lembrando dela ainda e sempre, cada vez com mais saudade e menos tristeza, assim espero. Porque a minha vida perdeu muito do seu encanto. Preciso buscar uma forma de encontrá-lo novamente.
Beijos, Paz e Luz.
Sonhei com a Nana de novo! Que gostoso!
Foi assim... estávamos lá fora, de mãos dadas, eu mostrando pra ela onde tinha acomodado nossas orquídeas, agarradas na árvore da varanda. Ela olhava tudo sorridente e atenta, muito satisfeita. Eu explicava como tinha feito pra amarrar, pra distribuir, ela viu o chifre agarrado também e comentou que ficou legal. Adorei... Nesse momento, a Pandora me acordou, se espreguiçando em cima da minha perna. Sim, Pandora dorme na cama comigo. A caminha de solteiro dela, que ela preferia dormir lá em casa até veio junto, fica no quarto ao lado, mas ela não quer saber, só dorme comigo. Teve uma ou duas noites em que ela foi pra lá, mas não sei se é por causa do frio que tem feito por essas noites, ou se é carência e fase de ambientalização ainda, ela só quer saber de mim. Quanta lindeza!
Como a Pandora me acordou no meio do sonho, eu lembrei de tudo perfeitamente, até a pose da Nana parada, uma mão segurando a minha, a outra mãozinha apontada para as plantas e perguntando qual era qual. Logo que eu acordei, pensei: droga, por que a Pandora foi me acordar? Tava tão bom... mas daí a caminho do xixi, pensei: que bom que a Pandora me acordou, pude lembrar de tudo muito bem!
Talvez ela venha me ver sempre, eu que não consigo lembrar sempre. E na vida a gente sempre tem a opção ou de reclamar das coisas que acontecem ou de ver o lado legal delas.
Sinto muita saudade, muita mesmo. Ontem conversei com uma amiga da Nana que já sonhou com ela duas vezes, a Patrícia. Patrícia era amiga da Nana há muitos anos, disse que estava usando um anel que ganhou dela no dia em que ela foi embora. Essas coisas mágicas e inexplicáveis que acontecem. Paty disse que nos dois sonhos, Nana estava bem e feliz.
Que bom, pra mim ela também sempre aparece assim! Será que falar de sonhar com ela me ajudou a encontrá-la essa noite? Tenho saudade, mas hoje acordei tão feliz, já fui mexer com as plantas, algumas orquídeas estavam precisando de manutenção mesmo, já fiz, amanheci realmente bem. Talvez falar dela, falar de sonhar com ela, desses sinais que ela enviou pra muita gente.
O anel, mais um sinal dos que tenho colecionado. Tanta coisa me faz crer que ela era um espírito realmente iluminado e de muita força, pois tem conseguido sempre mandar seus sinais, desde antes até agora. E eu vou lembrando dela ainda e sempre, cada vez com mais saudade e menos tristeza, assim espero. Porque a minha vida perdeu muito do seu encanto. Preciso buscar uma forma de encontrá-lo novamente.
Beijos, Paz e Luz.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Aliviada
Hoje o dia começou com uma sensação de alívio.
Ontem compareci à Previdência Social, munida de três amigos testemunhas, Lúcia, Carlinhos e Oswaldo, para atestarem que eu era realmente casada com a minha marida. Éramos um casal, uma família, ela dependia de mim, eu dependia dela, nos estruturávamos. A lei, por sorte (e luta) protege nossos direitos.
Muito me honra poder lutar por eles. Assim, tratando todos feito iguais, o Estado nos proporciona mais de meio caminho andado rumo ao fim da homofobia.
Precisei das testemunhas porque, em 2008, quando assinamos nosso contrato de União Estável, ainda não tinha valor de casamento, contou apenas como mais uma prova da nossa união. Casamento com valor de certidão, só agora, a partir de 2013, depois de muita luta, muito debate, muita gente dando a cara pra bater. Poderia ter sido mais simples, mas depois fiquei sabendo que deu problema porque constavam dois comprovantes de residência diferentes no processo. Quem deu entrada pra mim foi um escritório, a moça do escritório me pediu um comprovante do endereço para onde a Previdência deveria encaminhar a correspondência, e eu anexei o da casa da minha mãe, que é onde estou morando agora.
Não sei se foi mal explicado ou mal entendido, mas acharam que eu pudesse estar separada dela na data do óbito. Mas não, todo mundo sabe que ficamos juntas até o fim.
Logo que o escritório deu entrada eu me perguntei por que não era eu quem estava indo atrás de tudo, mas como eu estava meio abalada, fui deixando, talvez se eu mesmo tivesse tido a iniciativa, o funcionário teria entendido direito porque haviam dois comprovantes (eu estava de mudança) e teria poupado esse transtorno todo. Aprendizado do dia: seguir nossa intuição pode significar um caminho mais fácil pra gente trilhar.
Sonhei essa noite, sonho sem sentido só que não, hehehe
Sonhei que tinha político fazendo promessa no Facebook que não conseguiria cumprir. Puxa, que difícil de acontecer.
É isso, a resposta sobre a minha pensão sai dentro de aproximadamente vinte dias, mas a eu perguntei e a funcionária disse que acredita que vai ser deferida, sim. Vamos torcer. Por ter superado essa fase, essa etapa, hoje amanheci bem, um friozinho da hora aqui na minha cidade, fiquei enrolando na cama, com coisas pra fazer, mas sem vontade de sair de debaixo das cobertas, hum... Uma tentação! Mas eis-me aqui.
Dar sequencia na vida, correr atrás da chave que abre as portas do mundo pra gente, buscar realizar nossos sonhos bons, é o que eu desejo pra você e pra mim e pra todo mundo!
Bora realizar!
Beijos, Paz e Luz
Ontem compareci à Previdência Social, munida de três amigos testemunhas, Lúcia, Carlinhos e Oswaldo, para atestarem que eu era realmente casada com a minha marida. Éramos um casal, uma família, ela dependia de mim, eu dependia dela, nos estruturávamos. A lei, por sorte (e luta) protege nossos direitos.
Muito me honra poder lutar por eles. Assim, tratando todos feito iguais, o Estado nos proporciona mais de meio caminho andado rumo ao fim da homofobia.
Precisei das testemunhas porque, em 2008, quando assinamos nosso contrato de União Estável, ainda não tinha valor de casamento, contou apenas como mais uma prova da nossa união. Casamento com valor de certidão, só agora, a partir de 2013, depois de muita luta, muito debate, muita gente dando a cara pra bater. Poderia ter sido mais simples, mas depois fiquei sabendo que deu problema porque constavam dois comprovantes de residência diferentes no processo. Quem deu entrada pra mim foi um escritório, a moça do escritório me pediu um comprovante do endereço para onde a Previdência deveria encaminhar a correspondência, e eu anexei o da casa da minha mãe, que é onde estou morando agora.
Não sei se foi mal explicado ou mal entendido, mas acharam que eu pudesse estar separada dela na data do óbito. Mas não, todo mundo sabe que ficamos juntas até o fim.
Logo que o escritório deu entrada eu me perguntei por que não era eu quem estava indo atrás de tudo, mas como eu estava meio abalada, fui deixando, talvez se eu mesmo tivesse tido a iniciativa, o funcionário teria entendido direito porque haviam dois comprovantes (eu estava de mudança) e teria poupado esse transtorno todo. Aprendizado do dia: seguir nossa intuição pode significar um caminho mais fácil pra gente trilhar.
Sonhei essa noite, sonho sem sentido só que não, hehehe
Sonhei que tinha político fazendo promessa no Facebook que não conseguiria cumprir. Puxa, que difícil de acontecer.
É isso, a resposta sobre a minha pensão sai dentro de aproximadamente vinte dias, mas a eu perguntei e a funcionária disse que acredita que vai ser deferida, sim. Vamos torcer. Por ter superado essa fase, essa etapa, hoje amanheci bem, um friozinho da hora aqui na minha cidade, fiquei enrolando na cama, com coisas pra fazer, mas sem vontade de sair de debaixo das cobertas, hum... Uma tentação! Mas eis-me aqui.
Dar sequencia na vida, correr atrás da chave que abre as portas do mundo pra gente, buscar realizar nossos sonhos bons, é o que eu desejo pra você e pra mim e pra todo mundo!
Bora realizar!
Beijos, Paz e Luz
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Novo Centro
Dormi tão bem hoje!
Não me lembro se sonhei, parece que sim, mas ainda dormindo, naquela acordadinha que a gente dá quando sonha (e que ajuda a lembrar) estava tão friozinho fora e quentinho dentro das cobertas que eu fiquei até com preguiça de tentar lembrar. Voltei a dormir instantaneamente. Lembro de adormecer sorrindo... também, pudera! Ontem não estava bem, liguei para um amigo que vai a um Lar Espírita que eu nunca tinha ido antes, perguntei onde era, combinamos e fui. Com frio e tudo, na hora de sair já arrependida de ter me comprometido a colocar meu grande nariz pra fora de casa com aquele ar gelado e cortante.
Mas fui. Chama -se Casa Espírita Lucas ... (não me lembro agora o sobrenome, mas voltarei lá e logo conto).
É super diferente dos centros que eu já havia ido antes. Ao meno ontem, terça, não teve palestra, todos ficavam sentados em cadeiras dispostas de maneira circular, concentrados. Foi rápido até que eu começasse a chorar, porque era um lugar de muita paz, então eu relaxei e bateu aquela tristeza sem fim. O condutor do centro fez uma prece, rezou um Pai-nosso e então os próprios frequentadores do centro se levantavam para dar o passe nos outros frequentadores. E é um passe tão gostoso, tão profundo, a mão do médium chega a esquentar, você sente a energia que ele passa como algo quase palpável. Difícil explicar em palavras, mesmo pra mim, que gosto de escrever tudo.
Sei que a choradeira passou, a dor cedeu e a minha energia ali foi transformada. Teve um momento em que eu cheguei a ver o que poderia ser meu perispírito, uma réplica das minhas mãos sobre elas, mas como se fosse feito de outro material, aliás, feita de alguma coisa que não é necessariamente "matéria". Foi muito legal! A forma era a mesma, a cor era mais esbranquiçada, mas não era completamente transparente, parecia ter densidade. A impressão durou alguns segundos apenas, mas eu pude ver, pude vivenciar isso.
Experiência fantástica, quero voltar lá.
Por causa dessa incursão super legal para dentro de mim, a sensação boa de ser ajudada e a vontade de ajudar, o sono veio cedo. E hoje dormi até mais tarde, pois estava invadida por um sentimento incrível de Paz. Teve bom!
Por hoje é isso, hoje tem audiência com as testemunhas para o meu pedido de pensão. Torcendo muito para que o Estado reconheça nossa união. Vou pra lá também, encontrar com eles. Tensa, mas com esperança.
Tudo vai ficar bem, e que tudo dê certo para todos nós.
Beijos, fique em Paz,
Luz para todos!
:)
Não me lembro se sonhei, parece que sim, mas ainda dormindo, naquela acordadinha que a gente dá quando sonha (e que ajuda a lembrar) estava tão friozinho fora e quentinho dentro das cobertas que eu fiquei até com preguiça de tentar lembrar. Voltei a dormir instantaneamente. Lembro de adormecer sorrindo... também, pudera! Ontem não estava bem, liguei para um amigo que vai a um Lar Espírita que eu nunca tinha ido antes, perguntei onde era, combinamos e fui. Com frio e tudo, na hora de sair já arrependida de ter me comprometido a colocar meu grande nariz pra fora de casa com aquele ar gelado e cortante.
Mas fui. Chama -se Casa Espírita Lucas ... (não me lembro agora o sobrenome, mas voltarei lá e logo conto).
É super diferente dos centros que eu já havia ido antes. Ao meno ontem, terça, não teve palestra, todos ficavam sentados em cadeiras dispostas de maneira circular, concentrados. Foi rápido até que eu começasse a chorar, porque era um lugar de muita paz, então eu relaxei e bateu aquela tristeza sem fim. O condutor do centro fez uma prece, rezou um Pai-nosso e então os próprios frequentadores do centro se levantavam para dar o passe nos outros frequentadores. E é um passe tão gostoso, tão profundo, a mão do médium chega a esquentar, você sente a energia que ele passa como algo quase palpável. Difícil explicar em palavras, mesmo pra mim, que gosto de escrever tudo.
Sei que a choradeira passou, a dor cedeu e a minha energia ali foi transformada. Teve um momento em que eu cheguei a ver o que poderia ser meu perispírito, uma réplica das minhas mãos sobre elas, mas como se fosse feito de outro material, aliás, feita de alguma coisa que não é necessariamente "matéria". Foi muito legal! A forma era a mesma, a cor era mais esbranquiçada, mas não era completamente transparente, parecia ter densidade. A impressão durou alguns segundos apenas, mas eu pude ver, pude vivenciar isso.
Experiência fantástica, quero voltar lá.
Por causa dessa incursão super legal para dentro de mim, a sensação boa de ser ajudada e a vontade de ajudar, o sono veio cedo. E hoje dormi até mais tarde, pois estava invadida por um sentimento incrível de Paz. Teve bom!
Por hoje é isso, hoje tem audiência com as testemunhas para o meu pedido de pensão. Torcendo muito para que o Estado reconheça nossa união. Vou pra lá também, encontrar com eles. Tensa, mas com esperança.
Tudo vai ficar bem, e que tudo dê certo para todos nós.
Beijos, fique em Paz,
Luz para todos!
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
REFLEXÕES PARA TODOS (desfrute, reflita, compartilhe): PARTIDA E CHEGADA
REFLEXÕES PARA TODOS (desfrute, reflita, compartilhe): PARTIDA E CHEGADA: Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante ...
Sonhar com perdão
Essa noite sonhei também, sonho com carro de novo, mas com sobrinha desta vez.
Andava de carro com a Felícia, não sei porquê (Felícia, sobrinha da Nana), e de repente ela parou em frente a uma casa. Disse pra mim: minha mãe tá lá dentro, vai pedir perdão pra ela. Eu não queria ir, no sonho. Iria pedir perdão pelo quê? A verdade que eu e a mãe da Felícia nunca nos demos muito bem. Eu tenho o (péssimo só que não) hábito de ser sincera. Imagina, quem é super perfeito e não admite críticas não consegue amar nunca uma pessoa sincera. A gente discutia por qualquer bobagem, almas que se repelem.
Eu não me lembro se desci do carro e fui pedir perdão pra ela, mas acho que eu já a perdoei. Depois que a Nana morreu, essas picuinhas familiares perderam completamente o valor pra mim. O que é melhor fazer, ficar remoendo mágoas antigas ou perdoar? Eu prefiro perdoar, esquecer. Porque espero que a Nana me perdoe também pelos erros cometidos ao longo da jornada, de onde quer que ela esteja. Assim como eu já perdoei os dela e vou tentando selecionar as lembranças, ficar com as boas, em que não razões para se perdoar, só pra se agradecer pela companhia uma da outra.
Quando você ama alguém que vive no limiar entre a vida e a morte, você aprende, sem querer, a ouvir e a dizer "Eu te amo" todos os dias. E no último dia de vida da minha baixinha, disse e ouvi "eu te amo", como em todos os outros da nossa convivência.
O que será que significa sonhar com perdão? E eu, que digo que perdoei a irmã chata, será que perdoei mesmo? Bem que gostaria, porque a mágoa só prejudica mesmo o coração de quem sente. Por que eu haveria de guardar rancor, se sou bonita, tenho saúde, sou amada pela minha família e pelos meus amigos? O que os espíritos sem luz que também permeiam nosso mundo podem fazer que possa me atingir? Se sou pelo Bem, se sou forte, se busco a Luz e a Paz, onde cabe mágoa e rancor? Quero isso não, esses sentimentos ruins. Quero lembrar da Nana pela minha vida afora com amor, carinho e saudade pra sempre, mas prefiro esquecer que essas pessoas existiram na minha vida.
Exceto Felícia, que é fofa!
:)
É isso aí, gente.
Dia frio, sentimentos gelados, análises desastrosas.
Beijos, Paz e Luz!
Andava de carro com a Felícia, não sei porquê (Felícia, sobrinha da Nana), e de repente ela parou em frente a uma casa. Disse pra mim: minha mãe tá lá dentro, vai pedir perdão pra ela. Eu não queria ir, no sonho. Iria pedir perdão pelo quê? A verdade que eu e a mãe da Felícia nunca nos demos muito bem. Eu tenho o (péssimo só que não) hábito de ser sincera. Imagina, quem é super perfeito e não admite críticas não consegue amar nunca uma pessoa sincera. A gente discutia por qualquer bobagem, almas que se repelem.
Eu não me lembro se desci do carro e fui pedir perdão pra ela, mas acho que eu já a perdoei. Depois que a Nana morreu, essas picuinhas familiares perderam completamente o valor pra mim. O que é melhor fazer, ficar remoendo mágoas antigas ou perdoar? Eu prefiro perdoar, esquecer. Porque espero que a Nana me perdoe também pelos erros cometidos ao longo da jornada, de onde quer que ela esteja. Assim como eu já perdoei os dela e vou tentando selecionar as lembranças, ficar com as boas, em que não razões para se perdoar, só pra se agradecer pela companhia uma da outra.
Quando você ama alguém que vive no limiar entre a vida e a morte, você aprende, sem querer, a ouvir e a dizer "Eu te amo" todos os dias. E no último dia de vida da minha baixinha, disse e ouvi "eu te amo", como em todos os outros da nossa convivência.
O que será que significa sonhar com perdão? E eu, que digo que perdoei a irmã chata, será que perdoei mesmo? Bem que gostaria, porque a mágoa só prejudica mesmo o coração de quem sente. Por que eu haveria de guardar rancor, se sou bonita, tenho saúde, sou amada pela minha família e pelos meus amigos? O que os espíritos sem luz que também permeiam nosso mundo podem fazer que possa me atingir? Se sou pelo Bem, se sou forte, se busco a Luz e a Paz, onde cabe mágoa e rancor? Quero isso não, esses sentimentos ruins. Quero lembrar da Nana pela minha vida afora com amor, carinho e saudade pra sempre, mas prefiro esquecer que essas pessoas existiram na minha vida.
Exceto Felícia, que é fofa!
:)
É isso aí, gente.
Dia frio, sentimentos gelados, análises desastrosas.
Beijos, Paz e Luz!
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Sonhei com a Nana!
Gente... finalmente! Consegui sonhar com a Nana, um sonho coerente, comprido, com elementos materiais, quase real! Ela veio me ver! :)
Ontem foi domingo, né? Depois do almoço normalmente dá sono, domingo normalmente dá sono, então já era. Fui deitar umas duas e meia da tarde. Acho que até agora eu ainda não tinha colocado o sono em dia, por isso não conseguia sonhar ou lembrar dos sonhos direito. Fazia tempo que não encontrava minha Nana, eu pedi, ela veio.
Dormi pesado e gostoso até mais de cinco da tarde, e quando acordei lembrei de tudo perfeitamente. Estávamos andando de carro, eu dirigindo, ela no passageiro, ela tinha voltado, mas sabia que tinha ido e voltado (já observei que a maioria dos sonhos com pessoas desencarnadas recentemente, elas parecem não saber do acontecido). Nana estava consciente de que tinha ido para outro lugar. A gente conversava animadamente, eu tentava contar pra ela tudo o que tinha acontecido em sua ausência. Não lembro agora, mas ela ouvia e agitava as mãozinhas dizendo "conta mais, conta mais!", até pulava no banco, agitadinha como ela só, e eu toda emocionada mal conseguia dirigir nosso carrinho.
Foi uma delícia, gente. Nos sonhos anteriores (sonhos, não desdobramentos), a passagem dela era muito rápida, nas primeiras noites ela ainda me aparecia doentinha e não conseguia se expressar direito. Mas ontem ela tava ótima, risonha e corada. Uma lindeza! Acordei cheia de saudade, porque tive a sensação perfeita de ter estado com ela.
É muito diferente sonhos de desdobramentos. Nos desdobramentos, assim como eu fico presa, ela também aparece meio presa ao mundinho dela. Nos encontramos, nos vemos, falamos algumas coisas, mas não somos livres. No sonho, os espíritos tomaram liberdade. Apesar de ligadas pelo cordão de prata, acredito, nos sonhos nossas almas são muito mais independentes e desligadonas do consciente e conseguem se encontrar em uma realidade paralela. É isso que eu penso, ou antes, sinto.
Só mesmo sonhar com a Nana pra começar a segunda assim, feliz, contente e risonha, torcendo pra semana ser alegre, pra que todo mundo possa viver momentos bons e experimentar a sensação boa de felicidade que eu tô curtindo agora.
É isso, gente!
Tenho a impressão que agora ficará mais fácil lembrar de sonhos. E por falar em lembrar, meu padrasto teve pesadelos com caixão, morte, ai credo! Toc toc toc pé de pato, mangalô três veis, rs. Falei pra minha mãe que se for eu, pra ela tentar não ficar muito triste e pensar "agora ela está com a Nana dela!"
hehehehehe
Não há de ser nada, a força do Bem há de nos proteger. Assim seja!
beijos, boa semana!
Paz e Luz!
:)
Ontem foi domingo, né? Depois do almoço normalmente dá sono, domingo normalmente dá sono, então já era. Fui deitar umas duas e meia da tarde. Acho que até agora eu ainda não tinha colocado o sono em dia, por isso não conseguia sonhar ou lembrar dos sonhos direito. Fazia tempo que não encontrava minha Nana, eu pedi, ela veio.
Dormi pesado e gostoso até mais de cinco da tarde, e quando acordei lembrei de tudo perfeitamente. Estávamos andando de carro, eu dirigindo, ela no passageiro, ela tinha voltado, mas sabia que tinha ido e voltado (já observei que a maioria dos sonhos com pessoas desencarnadas recentemente, elas parecem não saber do acontecido). Nana estava consciente de que tinha ido para outro lugar. A gente conversava animadamente, eu tentava contar pra ela tudo o que tinha acontecido em sua ausência. Não lembro agora, mas ela ouvia e agitava as mãozinhas dizendo "conta mais, conta mais!", até pulava no banco, agitadinha como ela só, e eu toda emocionada mal conseguia dirigir nosso carrinho.
Foi uma delícia, gente. Nos sonhos anteriores (sonhos, não desdobramentos), a passagem dela era muito rápida, nas primeiras noites ela ainda me aparecia doentinha e não conseguia se expressar direito. Mas ontem ela tava ótima, risonha e corada. Uma lindeza! Acordei cheia de saudade, porque tive a sensação perfeita de ter estado com ela.
É muito diferente sonhos de desdobramentos. Nos desdobramentos, assim como eu fico presa, ela também aparece meio presa ao mundinho dela. Nos encontramos, nos vemos, falamos algumas coisas, mas não somos livres. No sonho, os espíritos tomaram liberdade. Apesar de ligadas pelo cordão de prata, acredito, nos sonhos nossas almas são muito mais independentes e desligadonas do consciente e conseguem se encontrar em uma realidade paralela. É isso que eu penso, ou antes, sinto.
Só mesmo sonhar com a Nana pra começar a segunda assim, feliz, contente e risonha, torcendo pra semana ser alegre, pra que todo mundo possa viver momentos bons e experimentar a sensação boa de felicidade que eu tô curtindo agora.
É isso, gente!
Tenho a impressão que agora ficará mais fácil lembrar de sonhos. E por falar em lembrar, meu padrasto teve pesadelos com caixão, morte, ai credo! Toc toc toc pé de pato, mangalô três veis, rs. Falei pra minha mãe que se for eu, pra ela tentar não ficar muito triste e pensar "agora ela está com a Nana dela!"
hehehehehe
Não há de ser nada, a força do Bem há de nos proteger. Assim seja!
beijos, boa semana!
Paz e Luz!
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domingo, 25 de agosto de 2013
Pandora descobrindo que é um cachorro!
Pandora, minha linda Labrador preta, menina de dentro de casa, comportada, criada em condomínio, uma princesa. Grande, forte, posuda, essa é minha Pandora. Mas agora, morando em casa na rua, ela está descobrindo o maravilhoso mundo de ser cachorro. Porque quando o caminhão de lixo desponta lá em cima e os cachorros da vizinhança começam a comunicação para expulsar os terríveis invasores da máquina barulhenta, Pandora já ergue a cabeça, curiosa. Eu consigo gente, juro que consigo captar o simples e rápido raciocínio da criança: "Todos latem. Devo latir!" E corre pro portão, latindo grosso com as costas arrepiadas. Mas o caminhão do lixo está longe, os amiguinhos latem em defesa de seus portões, correndo de um lado pro outro, Pandora senta-se confortavelmente com vista privilegiada para a rua e permanece latindo. Cachorrinha sim, mas cachorrinha muito elegante e bem educada, até na hora de latir pro lixeiro.
E continua sentada como uma lady, latindo grosso, sabe-se lá se por medo ou se por cumprimento de tarefa. Ela não parecia brava com eles, ao contrário, parecia ter um certo respeito e curiosidade por aquele negócio grande com homens correndo em volta e que causava tanto alvoroço na rua.
Tão logo o caminhão sumiu e a rua foi silenciando, ela levantou-se da sua bela pose de latir sentada, soberana, e voltou pra dentro, deitar no chão da sala pra ouvir a novela, uma pessoa da casa como outra qualquer. Imagina. Veio toda feliz, abanando o rabo, parecia não entender direito ainda o que estava acontecendo, mas tinha um ar de dever cumprido e satisfação que a gente identifica de cara.
É a lindeza da mamãe!
Ver a Pandora descobrindo uma nova forma de ver o mundo me enche de alegria. Aos poucos, ela também vai aprendendo a lidar com a ausência. Ainda me olha, como se perguntasse cadê a mãezinha dela que não vem. Quando eu choro, ela me traz um presente, um osso, uma bolinha, aí que eu choro mesmo. Mas lembro que eu não posso ser egoísta e que tenho responsabilidade emocional sobre o bichinho e daí tenho que dar meu jeito, né? Tento parecer alegre, jogar a bolinha, fazer carinho, ficar risonha. Fazer?
Continuar. Desejando que a vida possa me surpreender e ser cada vez melhor.
Porque essa parece a fase mais difícil do jogo, aquela que você, gamer, tem vontade de abandonar e tentar outro. Mas gosto desse jogo, vou sair dessa fase sem usar código pra facilitar nem pular pra não ver passar.
Quem gosta de jogos sabe: não adianta pular uma fase, a seguinte será sempre mais difícil mesmo.
O jeito é jogar!
:)
Beijos, Paz e Luz
E continua sentada como uma lady, latindo grosso, sabe-se lá se por medo ou se por cumprimento de tarefa. Ela não parecia brava com eles, ao contrário, parecia ter um certo respeito e curiosidade por aquele negócio grande com homens correndo em volta e que causava tanto alvoroço na rua.
Tão logo o caminhão sumiu e a rua foi silenciando, ela levantou-se da sua bela pose de latir sentada, soberana, e voltou pra dentro, deitar no chão da sala pra ouvir a novela, uma pessoa da casa como outra qualquer. Imagina. Veio toda feliz, abanando o rabo, parecia não entender direito ainda o que estava acontecendo, mas tinha um ar de dever cumprido e satisfação que a gente identifica de cara.
É a lindeza da mamãe!
Ver a Pandora descobrindo uma nova forma de ver o mundo me enche de alegria. Aos poucos, ela também vai aprendendo a lidar com a ausência. Ainda me olha, como se perguntasse cadê a mãezinha dela que não vem. Quando eu choro, ela me traz um presente, um osso, uma bolinha, aí que eu choro mesmo. Mas lembro que eu não posso ser egoísta e que tenho responsabilidade emocional sobre o bichinho e daí tenho que dar meu jeito, né? Tento parecer alegre, jogar a bolinha, fazer carinho, ficar risonha. Fazer?
Continuar. Desejando que a vida possa me surpreender e ser cada vez melhor.
Porque essa parece a fase mais difícil do jogo, aquela que você, gamer, tem vontade de abandonar e tentar outro. Mas gosto desse jogo, vou sair dessa fase sem usar código pra facilitar nem pular pra não ver passar.
Quem gosta de jogos sabe: não adianta pular uma fase, a seguinte será sempre mais difícil mesmo.
O jeito é jogar!
:)
Beijos, Paz e Luz
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sábado, 24 de agosto de 2013
Crise de enxaqueca
Ontem tive uma crise de enxaqueca. Foi a primeira desde que eu procurei o médico. Advinha se eu já tinha comprado o remédio que ele me receitou? Não, porque sou lesada. Fui até a farmácia em frente à escola em que tô fazendo o cursinho de Departamento Pessoal (eu arranjo cada uma!). Não tinha o remédio porque não era uma farmácia grande, de rede. Mas até aí minha cabeça já doía de latejar. O próprio farmacêutico me receitou um outro que ajudou bastante. Nem precisava de receita, tomei, mas não foi tarefa fácil assistir aula. Fiquei a maior parte do tempo lá fora, sentada em um banco de cimento na sombra, com a cabeça apoiada na parede esperando a dor passar um pouco. A minha vontade era bater com a cabeça na parede pra detonar a parte externa na esperança de parar de doer por dentro. Só que não, né? Eu posso parecer meio besta de vez em quando, mas não sou idiota. Ou já tentei isso antes, sei lá, sei que quase dormi enquanto esperava. Mas pelo menos resolveu, o remédio foi efeito. Foi a primeira vez na vida que tomei um remédio específico pra enxaqueca, agora diagnosticada.
Sou razoavelmente estável, mas tenho andado bipolar ultimamente. Choro, choro, choro, daí lembro de alguma coisa engraçada da Nana, começo a dar risada, converso com ela, fico brava que ela foi embora antes, falo que não quero saber dessa história de reencontro com ex-namorada depois que elas partirem, que ela vai se encontrar somente comigo! A gente tem D.R. ainda, pensa que não? Apesar dela habitar outro plano, consigo ouvir sua voz dentro da minha cabeça. E é engraçado que em nossas conversas, ontem ela usou uma palavra que gostava muito, acho que "insignificante", ela gostava de usar essa palavra e usou na nossa conversa. Acho que eu pedi perdão de novo por alguma briga que a gente teve no passado, ela disse que essas coisas são tão insignificantes pra eles, que um dia eu vou saber como é, mas que por enquanto eu não tenho com o que me preocupar, que ela só levou lembranças boas.
Por duas vezes, e isso eu não conto nem pra minha mãe que é espírita, eu não senti a Nana perto, senti a Nana como se estivesse em meu lugar. É como se a minha consciência tivesse dado uma licença, estava ali do ladinho, em segundo plano, dando lugar para a consciência dela. Ontem senti isso bem forte. Minha mente esvaziou, do nada, como se eu tivesse entrado em estado de meditação, mas nem estava relaxada, estava até em pé, enfim! E não busquei este estado, aconteceu! Comecei a andar pela casa achando tudo diferente, rindo, curiosa, meio que sem entender, ao mesmo tempo em que eu, aqui do lado, estava totalmente consciente mas apenas observando essa exploração toda da residência. E, bem, ontem mexi com o chifre de veado e as orquídeas, plantas que a Nana amava muito.
Tá confusa essa história né? Ok, está confuso pra mim também. Essa exploração ambiental aí da Nana usando meu corpitcho não durou mais que cinco minutos. Daí você pode pensar que é cedo pra ela conseguir esse tipo de permissão lá em cima ou sei lá pra vir aqui e incorporar em pessoas, no caso eu, mas eu te falo uma coisa, caro leitor: Nana, em vida, trabalhava em um departamento especializado em conseguir visto americano para brasileiros viajarem para os Estados Unidos. Vinha gente de outros estados diretamente pra ser atendido por ela. Quando a situação financeira do candidato a passageiro era mais ou menos, diziam que "se alguém em Rio Preto pode te ajudar a conseguir um visto americano essa pessoa é a Nana". Ela reunia documentação, conferia, organizava, deixava bonitinho, avisava quando a documentação era insuficiente. Dificilmente errava, era porreta!
Concluindo: mesmo se você for espírita e estiver achando que ela não teria "permissão" para chegar junto aqui, eu te digo que "conseguir permissão" não era problema algum pra alma daquela minha baixinha.
Sábados são dias alegres, sábados são dias difíceis, e eu sou doidinha doidinha!
:)
Sou razoavelmente estável, mas tenho andado bipolar ultimamente. Choro, choro, choro, daí lembro de alguma coisa engraçada da Nana, começo a dar risada, converso com ela, fico brava que ela foi embora antes, falo que não quero saber dessa história de reencontro com ex-namorada depois que elas partirem, que ela vai se encontrar somente comigo! A gente tem D.R. ainda, pensa que não? Apesar dela habitar outro plano, consigo ouvir sua voz dentro da minha cabeça. E é engraçado que em nossas conversas, ontem ela usou uma palavra que gostava muito, acho que "insignificante", ela gostava de usar essa palavra e usou na nossa conversa. Acho que eu pedi perdão de novo por alguma briga que a gente teve no passado, ela disse que essas coisas são tão insignificantes pra eles, que um dia eu vou saber como é, mas que por enquanto eu não tenho com o que me preocupar, que ela só levou lembranças boas.
Por duas vezes, e isso eu não conto nem pra minha mãe que é espírita, eu não senti a Nana perto, senti a Nana como se estivesse em meu lugar. É como se a minha consciência tivesse dado uma licença, estava ali do ladinho, em segundo plano, dando lugar para a consciência dela. Ontem senti isso bem forte. Minha mente esvaziou, do nada, como se eu tivesse entrado em estado de meditação, mas nem estava relaxada, estava até em pé, enfim! E não busquei este estado, aconteceu! Comecei a andar pela casa achando tudo diferente, rindo, curiosa, meio que sem entender, ao mesmo tempo em que eu, aqui do lado, estava totalmente consciente mas apenas observando essa exploração toda da residência. E, bem, ontem mexi com o chifre de veado e as orquídeas, plantas que a Nana amava muito.
Tá confusa essa história né? Ok, está confuso pra mim também. Essa exploração ambiental aí da Nana usando meu corpitcho não durou mais que cinco minutos. Daí você pode pensar que é cedo pra ela conseguir esse tipo de permissão lá em cima ou sei lá pra vir aqui e incorporar em pessoas, no caso eu, mas eu te falo uma coisa, caro leitor: Nana, em vida, trabalhava em um departamento especializado em conseguir visto americano para brasileiros viajarem para os Estados Unidos. Vinha gente de outros estados diretamente pra ser atendido por ela. Quando a situação financeira do candidato a passageiro era mais ou menos, diziam que "se alguém em Rio Preto pode te ajudar a conseguir um visto americano essa pessoa é a Nana". Ela reunia documentação, conferia, organizava, deixava bonitinho, avisava quando a documentação era insuficiente. Dificilmente errava, era porreta!
Concluindo: mesmo se você for espírita e estiver achando que ela não teria "permissão" para chegar junto aqui, eu te digo que "conseguir permissão" não era problema algum pra alma daquela minha baixinha.
Sábados são dias alegres, sábados são dias difíceis, e eu sou doidinha doidinha!
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Altos e baixos
Já estamos no fim do mês de agosto, logo também é setembro e acaba o inverno.
O tempo continua andando, a vida e seus ciclos continuam e ainda parece que meu coração sofre umas agulhadas. Tudo, absolutamente tudo o que eu vou fazer, algo me remete a ela. Eu acordo pensando nela, eu fico sonhando com a sua presença, imaginando que ela está aqui. Converso com ela, falo que eu tô com saudade, falo que tá difícil, falo que vou amá-la para sempre.
Ontem foi tão difícil, me sentia tão abandonada, tão sozinha, tão incompleta. Um silêncio, uma lembrança de vácuo. Porque pra Nana, a vida era sempre uma celebração. Como eu queria ter herdado isso dela, fazer do fato de estar viva uma festa constante. Todos os dias eram de alegria, porque ela acordava abrindo as janelas, cantando, grata por ver o sol nascer mais uma vez. Doentinha que era, com as dores que sentia, com as baixas expectativas e todas as dificuldades, amanhecia dia após dia em estado de graça. E eu? Eu fazendo planos macabros de comer frango frito com coca-cola todos os dias e ainda por cima voltar a fumar, tudo pra acelerar o processo. Tenho relances de desespero, daí vai passando, passando, parece que alguém me acalma. Não sei se é ela, não sei sei são forças superiores, espíritos do bem que gostam de mim e tentam me ajudar. Mas tem alguma coisa, porque eu vou até um lugar muito ruim (onde há os tais planos de frangos nadando em gordura) e volto, mas volto como que resgatada, não venho sozinha, alguma coisa me trás. Doido. Queria entender, saber o que é, ou quem é. Talvez meu pai, meu irmão. Seriam meus avós ou mesmo amigos que já foram?
Já teve vezes em que eu me perguntei: "por que comigo?" e parece que vem uma voz e diz "ficar se fazendo de vítima não vai melhorar em nada a sua situação". É uma voz que eu escuto dentro da minha cabeça, mas parece uma imaginação que vem de fora, se é que me entende. Essas vozes, esses pensamentos que aparecem, acabam me consolando.
Gostaria muito de saber por onde anda esse povo que não tá mais aqui com a gente. Eu queria muito notícias da minha Nana. Onde ela fica, com quem está? Tenho ciúme, ela não está comigo... Eu não tive coragem de deletar seu Facebook, suas fotos, sua vidinha virtual. Não consegui dar fim em suas memórias, não consegui. Mas pra ela não ficar aparecendo e tal, ficar meio que um memorial, mudei seu nome para Raio de Luz e coloquei a foto de um anjinho. Mais suave, o meu anjinho que já foi embora mais cedo.
O tempo passa e a dor não acaba. Como faz pra machucar menos?
O tempo continua andando, a vida e seus ciclos continuam e ainda parece que meu coração sofre umas agulhadas. Tudo, absolutamente tudo o que eu vou fazer, algo me remete a ela. Eu acordo pensando nela, eu fico sonhando com a sua presença, imaginando que ela está aqui. Converso com ela, falo que eu tô com saudade, falo que tá difícil, falo que vou amá-la para sempre.
Ontem foi tão difícil, me sentia tão abandonada, tão sozinha, tão incompleta. Um silêncio, uma lembrança de vácuo. Porque pra Nana, a vida era sempre uma celebração. Como eu queria ter herdado isso dela, fazer do fato de estar viva uma festa constante. Todos os dias eram de alegria, porque ela acordava abrindo as janelas, cantando, grata por ver o sol nascer mais uma vez. Doentinha que era, com as dores que sentia, com as baixas expectativas e todas as dificuldades, amanhecia dia após dia em estado de graça. E eu? Eu fazendo planos macabros de comer frango frito com coca-cola todos os dias e ainda por cima voltar a fumar, tudo pra acelerar o processo. Tenho relances de desespero, daí vai passando, passando, parece que alguém me acalma. Não sei se é ela, não sei sei são forças superiores, espíritos do bem que gostam de mim e tentam me ajudar. Mas tem alguma coisa, porque eu vou até um lugar muito ruim (onde há os tais planos de frangos nadando em gordura) e volto, mas volto como que resgatada, não venho sozinha, alguma coisa me trás. Doido. Queria entender, saber o que é, ou quem é. Talvez meu pai, meu irmão. Seriam meus avós ou mesmo amigos que já foram?
Já teve vezes em que eu me perguntei: "por que comigo?" e parece que vem uma voz e diz "ficar se fazendo de vítima não vai melhorar em nada a sua situação". É uma voz que eu escuto dentro da minha cabeça, mas parece uma imaginação que vem de fora, se é que me entende. Essas vozes, esses pensamentos que aparecem, acabam me consolando.
Gostaria muito de saber por onde anda esse povo que não tá mais aqui com a gente. Eu queria muito notícias da minha Nana. Onde ela fica, com quem está? Tenho ciúme, ela não está comigo... Eu não tive coragem de deletar seu Facebook, suas fotos, sua vidinha virtual. Não consegui dar fim em suas memórias, não consegui. Mas pra ela não ficar aparecendo e tal, ficar meio que um memorial, mudei seu nome para Raio de Luz e coloquei a foto de um anjinho. Mais suave, o meu anjinho que já foi embora mais cedo.
O tempo passa e a dor não acaba. Como faz pra machucar menos?
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Sem sonhar
Essa noite não consegui ter sonho algum, tampouco fiz regressão ou projeção ou meditação.
Nem tentei, estava com preguiça. Ando preguiçosa esses últimos dias. Ainda tem tanta coisa pra fazer, pra guardar, pra arrumar. E uso pra mim mesma a desculpa do curso, já que eu tenho esse curso à tarde, então já de manhã eu faço as coisinhas de casa, lavar roupa, cuidar das plantas, limpar e arrumar a casa. A parte do arrumar, então, preguiça. Minha mãe diz que eu devo estar com verme, que vai comprar licor de cacau pra gente tomar. Eu ri muito. Ela, toda ligada na natureza, acha explicação simples e fácil para tudo. Bom, se ela diz, quem sou eu, né?
Minha mãe terminou a correção do meu livro. Deu sugestões, disse que tem momentos em que a linguagem é muito moderna, tem que explicar melhor pra quem não entende. Diz que eu passo muito tempo falando do cachorro, ficou chato, vou cortar. Erros de português ela achou pouco, mas encontrou momentos em que eu repito muito as palavras, marcou pra eu corrigir.
Fiquei feliz da vida! Agora vou pegar pra reescrever, fazer o primeiro tratamento. Até setembro tem uma inscrição para um prêmio de incentivo da Secretaria de Estado da Cultura. Já quero fazer um projetinho e inscrever meu romance, a história da minha Nana. Ainda não tenho título ou capa, mas minha mãe disse que está lindo mesmo.
Se a mãe gosta do romance da gente já é um bom começo?
Ontem deu uma saudade feroz da minha Nana. A gente acha que o tempo resolve tudo, o tempo tá passando e não resolveu minha dor ainda. Passa logo, tempo.
Sai de mim, preguiça. Eu preciso trabalhar! :)
Beijos a todos, Paz e Luz
Nem tentei, estava com preguiça. Ando preguiçosa esses últimos dias. Ainda tem tanta coisa pra fazer, pra guardar, pra arrumar. E uso pra mim mesma a desculpa do curso, já que eu tenho esse curso à tarde, então já de manhã eu faço as coisinhas de casa, lavar roupa, cuidar das plantas, limpar e arrumar a casa. A parte do arrumar, então, preguiça. Minha mãe diz que eu devo estar com verme, que vai comprar licor de cacau pra gente tomar. Eu ri muito. Ela, toda ligada na natureza, acha explicação simples e fácil para tudo. Bom, se ela diz, quem sou eu, né?
Minha mãe terminou a correção do meu livro. Deu sugestões, disse que tem momentos em que a linguagem é muito moderna, tem que explicar melhor pra quem não entende. Diz que eu passo muito tempo falando do cachorro, ficou chato, vou cortar. Erros de português ela achou pouco, mas encontrou momentos em que eu repito muito as palavras, marcou pra eu corrigir.
Fiquei feliz da vida! Agora vou pegar pra reescrever, fazer o primeiro tratamento. Até setembro tem uma inscrição para um prêmio de incentivo da Secretaria de Estado da Cultura. Já quero fazer um projetinho e inscrever meu romance, a história da minha Nana. Ainda não tenho título ou capa, mas minha mãe disse que está lindo mesmo.
Se a mãe gosta do romance da gente já é um bom começo?
Ontem deu uma saudade feroz da minha Nana. A gente acha que o tempo resolve tudo, o tempo tá passando e não resolveu minha dor ainda. Passa logo, tempo.
Sai de mim, preguiça. Eu preciso trabalhar! :)
Beijos a todos, Paz e Luz
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Sonhar com a Lady Gaga
Eu sonhei com a Lady Gaga. Normal sonhar com ídolos, né? Mas eu não sou assim, sei lá, super fã da Lady Gaga. Não tenho nada contra, nem a favor, muito pelo contrário. Se eu fizer algum esforço talvez até me lembre de alguma música dela, mas assim, de cabeça, não sei. Deve ter várias conhecidas, né? A moça é pop star, não é? Quando eu era jovem, era fã de qualquer ícone gay somente por ser ícone gay (tipo Madonna, Cher, Diana Ross). Nossa, fui longe, mas hoje, apesar de continuar gay, não tenho mais esse engajamento todo. Até acho bacana a figura da Gaga e tal, se é que Lady Gaga é quem eu realmente estou pensando (é aquela esquisita que se veste estranho e tem os ombros pontudos, né?), mas daí a ser fã só porque eu sou gay e os gays gostam dela, bom, já não. Acho que é o tempo que faz a gente mudar, acho que estou envelhecendo, como estamos todos.
Sonhei que a doida tava doente. A doida Lady Gaga. Tipo muito doente mesmo. Se as almas se encontram nos sonhos, e eu sonho com uma celebridade mundial, a celebridade mundial também sonha comigo? Tenho essas dúvidas sobre os mundos. Porque deve ter multidões de gente sonhando com a Lady Gaga todas as noites, será que ela sonha com multidões todas as noites? Pode ser também, porque ela, afinal, trabalha com multidões, daí. Pensa. Acostumada a ver milhares e milhares de cabecinhas quase todos os dias no trampo, ela deve sonhar com isso frequentemente e achar normal, eu sei lá porque eu tô falando tanta asneira. Pura falta de assunto, porque a roupa tá batendo, hoje eu tenho curso de tarde então me dou ao direito de fazer nada de manhã.
Minha mãe está lendo o livro que eu comecei a escrever quando a Nana morreu e finalizei recentemente. Ela que vai fazer a correção ortográfica pra mim, assim eu economizo um aqué com o revisor. A boa notícia é que ela está amando! Não sei se o fato de a minha mãe estar gostando do meu livro conta algum ponto, afinal é minha mãe e conhecia a Nana e bem, conhece a mim. Mas minha mãe lê muito livro espírita, tem conhecimento, além de ser muito crítica. Ela é tão boa e simpática que consegue criticar sem ser chata, minha mãe é o máximo.
Briguei com ela ontem por bobagem, porque tô na TPM, mas logo já ficamos de bem, pedi desculpas, ela nem se lembrava mais da briga. Minha mãe é muito parecida comigo, gosta de paz. Eu preciso encontrar um estabilizador de humor para esses dias horríveis, pois as alterações hormonais têm feito grandes estragos na minha paz de espírito.
Beijos, Paz e Luz
Sonhei que a doida tava doente. A doida Lady Gaga. Tipo muito doente mesmo. Se as almas se encontram nos sonhos, e eu sonho com uma celebridade mundial, a celebridade mundial também sonha comigo? Tenho essas dúvidas sobre os mundos. Porque deve ter multidões de gente sonhando com a Lady Gaga todas as noites, será que ela sonha com multidões todas as noites? Pode ser também, porque ela, afinal, trabalha com multidões, daí. Pensa. Acostumada a ver milhares e milhares de cabecinhas quase todos os dias no trampo, ela deve sonhar com isso frequentemente e achar normal, eu sei lá porque eu tô falando tanta asneira. Pura falta de assunto, porque a roupa tá batendo, hoje eu tenho curso de tarde então me dou ao direito de fazer nada de manhã.
Minha mãe está lendo o livro que eu comecei a escrever quando a Nana morreu e finalizei recentemente. Ela que vai fazer a correção ortográfica pra mim, assim eu economizo um aqué com o revisor. A boa notícia é que ela está amando! Não sei se o fato de a minha mãe estar gostando do meu livro conta algum ponto, afinal é minha mãe e conhecia a Nana e bem, conhece a mim. Mas minha mãe lê muito livro espírita, tem conhecimento, além de ser muito crítica. Ela é tão boa e simpática que consegue criticar sem ser chata, minha mãe é o máximo.
Briguei com ela ontem por bobagem, porque tô na TPM, mas logo já ficamos de bem, pedi desculpas, ela nem se lembrava mais da briga. Minha mãe é muito parecida comigo, gosta de paz. Eu preciso encontrar um estabilizador de humor para esses dias horríveis, pois as alterações hormonais têm feito grandes estragos na minha paz de espírito.
Beijos, Paz e Luz
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Visitinha
Ontem Nana esteve aqui. Não foi sonho, tampouco vi ou ouvi, nem minha mãe viu ou ouviu. Quem viu foi a Pandora. Eu tô morando aqui na casa da minha mãe, né? Minha mãe já morava nesta casa e quando a gente vinha visitar minha mamãe, a Nana gostava de sentar sempre no mesmo lugar, um cantinho no sofá de frente pra TV. Ela se sentava ali e eu colocava o banco do piano pra ela esticar seus pezinhos. Ontem, na hora da novela das nove (que a Nana amava!) a Pandora levantou de onde dormia, olhou pro lugar da Nana no sofá, se dirigiu até lá, sentou de frente e ficou olhando fixamente pro encosto do sofá. Ela estava feliz, não abanou o rabo, mas estava com a língua pra fora, cara de cachorro satisfeito, esperando pra ganhar carinho. A minha mãe comentava alguma coisa da novela, eu falei baixinho: "mãe, mãe, olha a Pandora!". A Pandora ouviu, virou o rosto pra mim, me encarou como se perguntasse o que eu queria e vendo que não era nada, voltou a se entreter com o sofá "vazio". Minha mãe me olhou de olho meio aberto, meio sem entender. Isso durou uns dois minutos, Pandora interagindo com o sofá hum, "sem ninguém".
Gente, era a Nana. Porque quando a Nana estava no sofá, a Pandora, que não é invasiva, não ficava cutucando, pedindo carinho, nada, apenas chegava perto e olhava. Quando ela quer afeto, simplesmente se aproxima da gente e fica olhando, esperando. Como estava ontem.... Eu tive certeza que ela tava vendo a mãezinha preferida dela ali, tava com saudade, foi pedir carinho.
Tudo bem, você pode me dizer que ela sentiu o cheiro da Nana, já que era o sofá em que ela se sentava. Mas primeiro, já sentamos muito neste sofá desde que a Naninha esteve aqui pela última vez. E outra, mais de dez dias aqui, só ontem ela iria sentir o cheiro no sofá, sendo que ela está sempre na sala? E ela não farejava, apenas olhava fixamente com ares de sorriso canino.
Pandora tá muito triste, só dorme. Eu faço um curso à tarde, minha mãe diz que ela não sai da cama. Minha mãe chama, tenta levar pro quintal pra ela brincar, não brinca. Está uma cachorra séria e adulta, o meu bebê. Minha mãe não entende nada, uma cachorra de quase 50kg que prefere ficar na sala ouvindo a TV a cavucar no quintal. Aos poucos, espero, ela consiga se adaptar e aproveitar os benefícios do novo lar.
No mais, estamos bem. Fiquei feliz com a visitinha de ontem, principalmente na hora da novela, Amor à Vida, que está passando na faixa das 21:00h. Nana pegou essa novela do começo e ela mesmo dizia que há muito tanto não se envolvia tanto com uma novela. Ela simplesmente amava a trama! E essa novela trata da comunicação com os espíritos.
Coincidência? Só para quem acredita em coincidências.
Beijos, Paz e Luz
Gente, era a Nana. Porque quando a Nana estava no sofá, a Pandora, que não é invasiva, não ficava cutucando, pedindo carinho, nada, apenas chegava perto e olhava. Quando ela quer afeto, simplesmente se aproxima da gente e fica olhando, esperando. Como estava ontem.... Eu tive certeza que ela tava vendo a mãezinha preferida dela ali, tava com saudade, foi pedir carinho.
Tudo bem, você pode me dizer que ela sentiu o cheiro da Nana, já que era o sofá em que ela se sentava. Mas primeiro, já sentamos muito neste sofá desde que a Naninha esteve aqui pela última vez. E outra, mais de dez dias aqui, só ontem ela iria sentir o cheiro no sofá, sendo que ela está sempre na sala? E ela não farejava, apenas olhava fixamente com ares de sorriso canino.
Pandora tá muito triste, só dorme. Eu faço um curso à tarde, minha mãe diz que ela não sai da cama. Minha mãe chama, tenta levar pro quintal pra ela brincar, não brinca. Está uma cachorra séria e adulta, o meu bebê. Minha mãe não entende nada, uma cachorra de quase 50kg que prefere ficar na sala ouvindo a TV a cavucar no quintal. Aos poucos, espero, ela consiga se adaptar e aproveitar os benefícios do novo lar.
No mais, estamos bem. Fiquei feliz com a visitinha de ontem, principalmente na hora da novela, Amor à Vida, que está passando na faixa das 21:00h. Nana pegou essa novela do começo e ela mesmo dizia que há muito tanto não se envolvia tanto com uma novela. Ela simplesmente amava a trama! E essa novela trata da comunicação com os espíritos.
Coincidência? Só para quem acredita em coincidências.
Beijos, Paz e Luz
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Previdência Social
Lá vou eu tentar conseguir pensão alimentícia pela morte da Nana. Nada mais justo, éramos um casal e sim, eu dependia dela tanto quanto ela dependia de mim e a nossa relação era uma bonita troca. Não tinha como trabalhar com ela dodói e mesmo agora, não há nada que o impeça, mas receber esse cuidado dela pro resto da minha vida é um direito e não vou abrir mão dele.
Trabalho, por enquanto, tive algumas propostas. O mais chato é as pessoas cobrando, tipo: "E agora, o que você vai fazer? Já tem planos, tem projetos?" Eu penso em fazer curso de orquídeas, trabalhar cuidando das orquídeas na casa das pessoas. É um plano, um projeto. Mas que droga, por que eu não posso apenas escrever? Por que eu não posso trabalhar como escritora? Por que escrever minhas histórias tem que ser algo que eu faça em "horas vagas"?
Me deixa, gente. Pra escrever tem que ler, tem que ver filme, tem que conversar com pessoas. Escritor não se sai bem atrás de balcão, embora eu seja uma pessoa tão fora da casinha que brilhei por dois anos na supervisão do Detran no Poupatempo da minha cidade. Mas não quero essa vida de novo, vida de stress, de cabelo branco, de corre corre pra lá e pra cá. Não, eu não. Quero a tranquilidade do ambiente caseiro, não a loucura do corporativo.
Sou escritora, caramba, me deixem. Parem de me cobrar e oferecer empregos, eu sou artista! E agora terei renda, então por favor.
Ah, desculpe o mau humor, hoje é segunda e mexer com os documentos da Nana pra dar entrada nesse processo realmente me desestabilizou total. Pra piorar, além de segunda, hoje é dia de TPM.
Ou seja, tchau.
Trabalho, por enquanto, tive algumas propostas. O mais chato é as pessoas cobrando, tipo: "E agora, o que você vai fazer? Já tem planos, tem projetos?" Eu penso em fazer curso de orquídeas, trabalhar cuidando das orquídeas na casa das pessoas. É um plano, um projeto. Mas que droga, por que eu não posso apenas escrever? Por que eu não posso trabalhar como escritora? Por que escrever minhas histórias tem que ser algo que eu faça em "horas vagas"?
Me deixa, gente. Pra escrever tem que ler, tem que ver filme, tem que conversar com pessoas. Escritor não se sai bem atrás de balcão, embora eu seja uma pessoa tão fora da casinha que brilhei por dois anos na supervisão do Detran no Poupatempo da minha cidade. Mas não quero essa vida de novo, vida de stress, de cabelo branco, de corre corre pra lá e pra cá. Não, eu não. Quero a tranquilidade do ambiente caseiro, não a loucura do corporativo.
Sou escritora, caramba, me deixem. Parem de me cobrar e oferecer empregos, eu sou artista! E agora terei renda, então por favor.
Ah, desculpe o mau humor, hoje é segunda e mexer com os documentos da Nana pra dar entrada nesse processo realmente me desestabilizou total. Pra piorar, além de segunda, hoje é dia de TPM.
Ou seja, tchau.
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domingo, 18 de agosto de 2013
Mas que diabos é uma enxaqueca?
Fui ao neurologista tratar minha enxaqueca, conforme relatei post anterior. Só não contei o que é uma enxaqueca, então vou contar porque quem tem nem precisa descrever, mas quem não sabe o que é pode não ter a menor noção. Minha mãe ficou abismada por descobrir que enxaqueca não, não é psicológico.
Deve ter alguma coisa de hereditária, pois me lembro, de criança, do meu pai reclamar dos produtos de limpeza que minha mãe usava, ele dizia que "davam dor de cabeça". Poxa, pai! Onde quer que você esteja, saiba então? Não era o pinho sol ou o manacá de cheiro que davam dor de cabeça... ela já existia, esses odores pioravam a situação.
Disse pro médico que estava vindo até ele pra tratar minha dor de cabeça, que eu havia me auto diagnosticado como portadora de enxaqueca. Pelo que ele me explicou, é isso mesmo: caracteriza-se pela frequência e intensidade da dor. Eu tenho anotado minhas dores de cabeça no calendário menstrual, tenho uma média de duas crises por mês, que duram de dois a quatro dias (já teve caso de eu virar uma semana inteira com dor de cabeça). Uma característica também é começar suave e ir aumentando gradativamente, chegando a pulsar. Tem vezes que eu tenho dor latejante mesmo. E muitas vezes começa em apenas um lado da cabeça, depois às vezes toma conta de tudo.
O médico explicou ainda que estava voltando de um congresso sobre dor de cabeça e não existe consenso total na comunidade médica sobre as causas que desengatilham as crises horríveis. O doutor ilustrou da seguinte forma: imagine dois carros, um com alarme regulado e outro com alarme desregulado. O que tá regulado, só se alguém que for tentar arrombar o carro vai conseguir disparar. O desregulado, qualquer caminhão que passar na rua pode dar start no alarme. Com a enxaqueca, seria mais ou menos isso, pois a dor é um alarme, um alerta de que as coisas não vão bem. A enxaqueca poderia ser como uma desregulagem no sistema de alarme do organismo, no caso a dor, mais especificamente a dor de cabeça (que pode vir acompanhada ou não de náusea com a ocorrência ou não de gorfo).
Claro que o médico não usou essas palavras, que não vou comprometer o doutor, mas é mais ou meno por aí. Ele perguntou se eu gostaria de tomar remédio preventivo de crises ou um sintomático, para quando a dor aparecer. Eu quis tentar, por enquanto, o sintomático, não gosto de ficar tomando remédio, sou meio desligada, ia acabar esquecendo. Vou tentar, porque só procurei o médico quando os remédios normais que vendem na farmácia sem receita já não fazem mais efeito.
Hoje é domingo, pode ficar o dia todo de pijama, né?
Beijos preguiçosos,
Dê
Deve ter alguma coisa de hereditária, pois me lembro, de criança, do meu pai reclamar dos produtos de limpeza que minha mãe usava, ele dizia que "davam dor de cabeça". Poxa, pai! Onde quer que você esteja, saiba então? Não era o pinho sol ou o manacá de cheiro que davam dor de cabeça... ela já existia, esses odores pioravam a situação.
Disse pro médico que estava vindo até ele pra tratar minha dor de cabeça, que eu havia me auto diagnosticado como portadora de enxaqueca. Pelo que ele me explicou, é isso mesmo: caracteriza-se pela frequência e intensidade da dor. Eu tenho anotado minhas dores de cabeça no calendário menstrual, tenho uma média de duas crises por mês, que duram de dois a quatro dias (já teve caso de eu virar uma semana inteira com dor de cabeça). Uma característica também é começar suave e ir aumentando gradativamente, chegando a pulsar. Tem vezes que eu tenho dor latejante mesmo. E muitas vezes começa em apenas um lado da cabeça, depois às vezes toma conta de tudo.
O médico explicou ainda que estava voltando de um congresso sobre dor de cabeça e não existe consenso total na comunidade médica sobre as causas que desengatilham as crises horríveis. O doutor ilustrou da seguinte forma: imagine dois carros, um com alarme regulado e outro com alarme desregulado. O que tá regulado, só se alguém que for tentar arrombar o carro vai conseguir disparar. O desregulado, qualquer caminhão que passar na rua pode dar start no alarme. Com a enxaqueca, seria mais ou menos isso, pois a dor é um alarme, um alerta de que as coisas não vão bem. A enxaqueca poderia ser como uma desregulagem no sistema de alarme do organismo, no caso a dor, mais especificamente a dor de cabeça (que pode vir acompanhada ou não de náusea com a ocorrência ou não de gorfo).
Claro que o médico não usou essas palavras, que não vou comprometer o doutor, mas é mais ou meno por aí. Ele perguntou se eu gostaria de tomar remédio preventivo de crises ou um sintomático, para quando a dor aparecer. Eu quis tentar, por enquanto, o sintomático, não gosto de ficar tomando remédio, sou meio desligada, ia acabar esquecendo. Vou tentar, porque só procurei o médico quando os remédios normais que vendem na farmácia sem receita já não fazem mais efeito.
Hoje é domingo, pode ficar o dia todo de pijama, né?
Beijos preguiçosos,
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sábado, 17 de agosto de 2013
Enxaqueca
Ontem fui ao neurologista pra tratar minha enxaqueca. Ele acompanhava a Nana, com seus problemas neurológicos. Como faz parte do corpo da principal faculdade de medicina daqui de Rio Preto, onde inclusive vários médicos da instituição a acompanhavam. Eu estava crente que ele já sabia, só que não. Entrei dizendo "é muito triste voltar aqui sozinha" e ele responde: "por que a Fabiana não veio, está internada?". Hum, foi cruel, dr. Fábio é um médico realmente especial. "Ah, doutor, o sr. não soube? A Nana morreu."
Engraçado relatar isso agora e lembrar desse detalhe, pois foi a primeira vez que eu usei o verbo morrer pra me referir a ela, pois até hoje usava faleceu ou partiu. Ontem saiu morreu, logo de mim, que não acredito na morte. O médico ficou visivelmente comovido. Resumi a história, disse que ela teve alta no sábado de manhã, para morrer em casa no sábado à noite. Os olhos dele encheram de água, eu fiquei tocada. Ele disse que sentia muito mesmo, porque a Fabiana era uma paciente especial, ele tinha carinho por ela. E era uma pena, porque ela era muito ativa, apesar dos problemas. Foi emocionante, ela realmente era querida demais por todos os seus médicos e os profissionais de saúde que lidavam com ela constantemente.
Eu achei que mudando de casa a saudade fosse ficar lá na casa anterior, nossa casinha. Não, né? Veio comigo.
Hoje a Nana me ajudou a encontrar um caminho. Literalmente, nada filosófico, não. Fui até a casa de uma amiga dela, a Lúcia, para buscar um documento, pois ela aceitou ser minha testemunha no processo de pensão alimentícia da previdência social, já que tínhamos união estável. Fazia tempo que não ia à casa da Lúcia, eu não encontrava a rua de jeito nenhum. Parei o carro e disse: "Nana, você precisa me ajudar, eu não consigo achar a casa da Lúcia" Nana era ótima com ruas e caminhos, tanto quanto eu sou péssima. Pois imaginei que ela me dizia "a rua é essa, você está certa" e eu "mas eu já passei por essa rua e não achei a casa dela" e a voz dela na minha cabeça de novo "o bairro mudou, mas a rua é essa!". Voltei pela mesma rua e encontrei a casa da amiga, que estava reformada, como a maior parte das casas da rua. E eu não acreditava que fosse aquela rua, tipo, teimei com ela e tal. E no entanto, enfim! A rua estava certa como o espírito dela havia me dito. Dentro da minha cabeça, mas disse, teimou comigo e estava certa. Essa Nana é o máximo! :)
Beijos, beijos!
Engraçado relatar isso agora e lembrar desse detalhe, pois foi a primeira vez que eu usei o verbo morrer pra me referir a ela, pois até hoje usava faleceu ou partiu. Ontem saiu morreu, logo de mim, que não acredito na morte. O médico ficou visivelmente comovido. Resumi a história, disse que ela teve alta no sábado de manhã, para morrer em casa no sábado à noite. Os olhos dele encheram de água, eu fiquei tocada. Ele disse que sentia muito mesmo, porque a Fabiana era uma paciente especial, ele tinha carinho por ela. E era uma pena, porque ela era muito ativa, apesar dos problemas. Foi emocionante, ela realmente era querida demais por todos os seus médicos e os profissionais de saúde que lidavam com ela constantemente.
Eu achei que mudando de casa a saudade fosse ficar lá na casa anterior, nossa casinha. Não, né? Veio comigo.
Hoje a Nana me ajudou a encontrar um caminho. Literalmente, nada filosófico, não. Fui até a casa de uma amiga dela, a Lúcia, para buscar um documento, pois ela aceitou ser minha testemunha no processo de pensão alimentícia da previdência social, já que tínhamos união estável. Fazia tempo que não ia à casa da Lúcia, eu não encontrava a rua de jeito nenhum. Parei o carro e disse: "Nana, você precisa me ajudar, eu não consigo achar a casa da Lúcia" Nana era ótima com ruas e caminhos, tanto quanto eu sou péssima. Pois imaginei que ela me dizia "a rua é essa, você está certa" e eu "mas eu já passei por essa rua e não achei a casa dela" e a voz dela na minha cabeça de novo "o bairro mudou, mas a rua é essa!". Voltei pela mesma rua e encontrei a casa da amiga, que estava reformada, como a maior parte das casas da rua. E eu não acreditava que fosse aquela rua, tipo, teimei com ela e tal. E no entanto, enfim! A rua estava certa como o espírito dela havia me dito. Dentro da minha cabeça, mas disse, teimou comigo e estava certa. Essa Nana é o máximo! :)
Beijos, beijos!
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Sonhar com a Marisa Monte
Sei lá como funciona a cabeça da gente. Ontem passei o dia todo com uma música do Paralamas na cabeça, daí essa noite sonho com Marisa Monte. Sonhei que o metrô de São Paulo estava cheio de plantas, samambaias penduradas por todos os lados, e apareceram com a notícia de que a Marisa Monte havia sido vítima de violência urbana.
Tadinha, espero que não seja nada.
Ainda acordo pensando na Nana, não me lembro dela ter aparecido no sonho maluco com a Marisa e o metrô. Mas sempre logo pela manhã, quando acordo já cantando (coisa que ela fazia, eu sempre fui a mau humor pela manhã), converso com ela, comento como será nosso dia, das coisas que temos que fazer. É interessante como eu sinto a presença dela, mesmo. Hoje foi bem marcante sua presença aqui. A conversa foi nesse tom "O Tiago falou que eu não posso ficar te chamando, que isso atrapalha a sua evolução, pra eu não ficar conversando com você, mas você pensa que eu ligo? Eu não. Eu não acho que isso te atrapalha, a gente era tão grudada, 24horas, você acha que de uma hora pra outra você tem que ir embora, assim, do nada? Eu acho que não. Acho que você fica meio lá, meio cá. É o que eu sinto. Se eu estiver atrapalhando, você pode ir. Eu não acho ruim, sério. Mas se você pode ficar sem atrapalhar nada, que é que tem? A gente troca uma ideia, ué." E sigo conversando, às vezes ela responde, outras não. A resposta, obviamente, não é sonora, mas ocorre dentro da minha mente, que formula uma resposta razoável para as sandices que eu digo ao espírito dela. Pode ser coisa da minha cabeça, pode ser a consciência dela.
Importante, eu acredito!
Minha mãe diz que o Allan Kardec não se conformava como alguém poderia pensar que tudo acaba, a inteligência, a personalidade da pessoa, como isso poderia acabar assim, de uma hora pra outra? Não pode, né, gente? Certeza que ela vive. O que mata é a saudade, essa malvada.
Vou indo nessa antes que eu consigo me tornar ainda mais brega do que já tenho sido.
Beijos, Paz e Luz!
Tadinha, espero que não seja nada.
Ainda acordo pensando na Nana, não me lembro dela ter aparecido no sonho maluco com a Marisa e o metrô. Mas sempre logo pela manhã, quando acordo já cantando (coisa que ela fazia, eu sempre fui a mau humor pela manhã), converso com ela, comento como será nosso dia, das coisas que temos que fazer. É interessante como eu sinto a presença dela, mesmo. Hoje foi bem marcante sua presença aqui. A conversa foi nesse tom "O Tiago falou que eu não posso ficar te chamando, que isso atrapalha a sua evolução, pra eu não ficar conversando com você, mas você pensa que eu ligo? Eu não. Eu não acho que isso te atrapalha, a gente era tão grudada, 24horas, você acha que de uma hora pra outra você tem que ir embora, assim, do nada? Eu acho que não. Acho que você fica meio lá, meio cá. É o que eu sinto. Se eu estiver atrapalhando, você pode ir. Eu não acho ruim, sério. Mas se você pode ficar sem atrapalhar nada, que é que tem? A gente troca uma ideia, ué." E sigo conversando, às vezes ela responde, outras não. A resposta, obviamente, não é sonora, mas ocorre dentro da minha mente, que formula uma resposta razoável para as sandices que eu digo ao espírito dela. Pode ser coisa da minha cabeça, pode ser a consciência dela.
Importante, eu acredito!
Minha mãe diz que o Allan Kardec não se conformava como alguém poderia pensar que tudo acaba, a inteligência, a personalidade da pessoa, como isso poderia acabar assim, de uma hora pra outra? Não pode, né, gente? Certeza que ela vive. O que mata é a saudade, essa malvada.
Vou indo nessa antes que eu consigo me tornar ainda mais brega do que já tenho sido.
Beijos, Paz e Luz!
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Diário de sonhos fail
Estive pensando... comecei a fazer o blog pra fazer um diário de sonhos, só que não, né? Faz dias que eu não sonho, quando eu sonho eu não lembro, quando eu lembro já logo esqueço porque não anoto, olha. Eu sou mesmo um regaço. Ainda ontem fui tentar ligar o aplicativo do iPhone que ajuda a lembrar dos sonhos (Dream ON), o negócio travou, eu entendi que poderia ser um sinal e não liguei o app. Vai que os sonhos que eu teria não seriam bons, né? Daí o negócio travou e boa, entendi o recadinho do povo lá de cima e fui dormir naturalmente.
Não me lembro de sonho algum. Tampouco estou tentando fazer regressão, pois agora que passou o cansaço da mudança (que me fazia dormir imediatamente após deitar), começou um frio siberiano que olha, não tá fácil. E eu não consigo me colocar esticadinha e relax debaixo das cobertas, eu me encolho toda, viro uma bolinha engruvinhada esperando o calorzinho do cobertor de lã com o edredon começar a fazer efeito.
Geralmente, até lá eu já dormi. Eu fiquei preocupada por tomar pito do meu amigo sobre ficar tentando contato com a pessoa, mas eu não penso literalmente como a maioria dos espíritas. Eu penso que assim como a gente quer um contato, eles também querem interagir com a gente, se comunicar. E não acredito que isso possa atrapalhar na evolução da alma da pessoa. Pensa. Que mal há em conversar, gente? De repente eles só querem falar com a gente, nos acalmar, explicar como funciona a vida lá. Porque sim, sou curiosa ué. Quero saber. Tem muita teoria, muita explicação, muito blábláblá, mas fato mesmo, até hoje só encontrei nas pesquisas do dr. Ian Stevenson, que reuniu mais de 3000 casos confirmados de crianças que se lembravam com detalhes de vidas passadas. A maioria delas, em uma janela que dizem se abrir entre os 2 e os 4 anos, em que a criança já consegue elaborar textos e ainda se lembra da sua existência anterior. Quem tem filhos e nunca se perguntou "de onde essa criança tirou isso?" Bem, talvez tenha tirado de existência anterior, de lembrança. Depois a maioria se perde, mas algumas crianças levam até a vida adulta as memórias.
Nesses fatos eu super acredito, dr Stevenson é cientista renomado. Mas dizer que eu tentar separar minha alma do corpo pra encontrar minha Nana seja prejudicial pra mim ou pra ela, não. Mesmo porque, quando eu estava praticando, nesses últimos dois meses, sentia minha intuição extremamente mais aguçada. O que significa que fez bem para a minha evolução espiritual, ao menos.
Pretendo retornar em breve.
E que eu nunca desista da minha busca!
Beijos, Paz e Luz
Não me lembro de sonho algum. Tampouco estou tentando fazer regressão, pois agora que passou o cansaço da mudança (que me fazia dormir imediatamente após deitar), começou um frio siberiano que olha, não tá fácil. E eu não consigo me colocar esticadinha e relax debaixo das cobertas, eu me encolho toda, viro uma bolinha engruvinhada esperando o calorzinho do cobertor de lã com o edredon começar a fazer efeito.
Geralmente, até lá eu já dormi. Eu fiquei preocupada por tomar pito do meu amigo sobre ficar tentando contato com a pessoa, mas eu não penso literalmente como a maioria dos espíritas. Eu penso que assim como a gente quer um contato, eles também querem interagir com a gente, se comunicar. E não acredito que isso possa atrapalhar na evolução da alma da pessoa. Pensa. Que mal há em conversar, gente? De repente eles só querem falar com a gente, nos acalmar, explicar como funciona a vida lá. Porque sim, sou curiosa ué. Quero saber. Tem muita teoria, muita explicação, muito blábláblá, mas fato mesmo, até hoje só encontrei nas pesquisas do dr. Ian Stevenson, que reuniu mais de 3000 casos confirmados de crianças que se lembravam com detalhes de vidas passadas. A maioria delas, em uma janela que dizem se abrir entre os 2 e os 4 anos, em que a criança já consegue elaborar textos e ainda se lembra da sua existência anterior. Quem tem filhos e nunca se perguntou "de onde essa criança tirou isso?" Bem, talvez tenha tirado de existência anterior, de lembrança. Depois a maioria se perde, mas algumas crianças levam até a vida adulta as memórias.
Nesses fatos eu super acredito, dr Stevenson é cientista renomado. Mas dizer que eu tentar separar minha alma do corpo pra encontrar minha Nana seja prejudicial pra mim ou pra ela, não. Mesmo porque, quando eu estava praticando, nesses últimos dois meses, sentia minha intuição extremamente mais aguçada. O que significa que fez bem para a minha evolução espiritual, ao menos.
Pretendo retornar em breve.
E que eu nunca desista da minha busca!
Beijos, Paz e Luz
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Dois meses...
Hoje faz dois meses que a Nana foi embora de mim.
E ao mesmo tempo em que parece que foi ontem e que não pode fazer tanto tempo assim, também eu já vivi tanta coisa nesses 60 dias que parece que faz até mais.
Na véspera daquele dia ruim, eu me lembro bem, ela estava internada e nós fomos passear de ambulância até o laboratório onde fazia tomografia computadorizada, pois o hospital não dispunha desse recurso. Ela estava tão bem, frágil como sempre, mas bem. Passear na ambulância foi motivo de festa pra ela! Como tudo em sua breve vida foi sempre cheio de alegria. Aquele evento, a gente dentro da ambulância, olhando tudo, achando aquilo tudo o máximo, ela na maca porque tava fraquinha. Mas falante e sorridente. Lembrei muito disso hoje, do nosso passeio alegre pra fazer o exame. O médico queria ver se havia alguma coisa a mais, o pulmão dela não melhorava. Nem sei o que virou o resultado desse exame, se foi pro hospital, se deu alguma coisa, que importa? Queria a alegria que ela emanava de volta, como faz? Como assim, a pessoa vai embora? Por que a gente não pode vê-los, falar com eles, por que?
Hoje, especialmente, essa história de fazer dois meses, eu estou mesmo muito triste.
Fica pra vocês uma música do Paralamas que não saiu da minha cabeça hoje.
Paz e Luz!
http://letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/30125/
E ao mesmo tempo em que parece que foi ontem e que não pode fazer tanto tempo assim, também eu já vivi tanta coisa nesses 60 dias que parece que faz até mais.
Na véspera daquele dia ruim, eu me lembro bem, ela estava internada e nós fomos passear de ambulância até o laboratório onde fazia tomografia computadorizada, pois o hospital não dispunha desse recurso. Ela estava tão bem, frágil como sempre, mas bem. Passear na ambulância foi motivo de festa pra ela! Como tudo em sua breve vida foi sempre cheio de alegria. Aquele evento, a gente dentro da ambulância, olhando tudo, achando aquilo tudo o máximo, ela na maca porque tava fraquinha. Mas falante e sorridente. Lembrei muito disso hoje, do nosso passeio alegre pra fazer o exame. O médico queria ver se havia alguma coisa a mais, o pulmão dela não melhorava. Nem sei o que virou o resultado desse exame, se foi pro hospital, se deu alguma coisa, que importa? Queria a alegria que ela emanava de volta, como faz? Como assim, a pessoa vai embora? Por que a gente não pode vê-los, falar com eles, por que?
Hoje, especialmente, essa história de fazer dois meses, eu estou mesmo muito triste.
Fica pra vocês uma música do Paralamas que não saiu da minha cabeça hoje.
Paz e Luz!
http://letras.mus.br/os-paralamas-do-sucesso/30125/
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Sonhar com roubo
Sonhei, sonhei!
Finalmente, após quase uma semana na casinha nova eu consigo ter um sonho e lembrar.
Ok, não foi lá um super sonho bom. Sonhei que minha mãe chegava dizendo que tinham roubado alguma planta. Mas ela não conseguia me dizer que planta que era e a gente estava procurando pra ver se dava falta de alguma. Ai, meu coração. Planta tem vida, desperta sentimento na gente, não é uma coisa que depois se der você compra outra... Planta depende de você pra viver, é quase filho também, como não? Eu gelei, mas pelo menos me lembrei do sonho em detalhes. Esses dias para trás sonho com seguro, ontem minha mãe teve pesadelos e hoje eu sonho com roubo. Ai, deu um medinho.
Bem, não existe nada tão ruim que não possa piorar, segundo um senhor chamado Murphy. Em todo o caso, melhor se precaver, tô deixando o carro pra dentro da garagem e passando o cadeado no portão.
Às vezes é só piração da minha cabeça, morava em condomínio, agora moro em casa na rua, o inconsciente deve dar um alerta. Desde que eu tô fazendo esse diário de sonhos, ainda não aconteceu nenhum premonitório, só faltava ser bem esse uó, né gente? Para. Vamos pensar positivo. Pensar coisas boas para chamar coisas boas. Sair dessa maré ruinzinha, virar a roda da vida de novo, escrever os primeiros parágrafos de uma nova história. Todos somos capazes, afinal.
Ontem foi um dia muito, muito triste. Tenho a impressão que a Nana tá passando por algum final de ciclo onde ela está também. Talvez esteja de partida. Eu fico chamando por ela, buscando um contato, depois me questiono se eu estou fazendo a coisa certa. Não sei, acho que eu deveria deixá-la ir, pra ela conseguir ser feliz, mas parece que ainda estamos intimamente ligadas. Nem eu consigo me desvincular e nem ela.
Ontem aconteceu algo novo nessas minhas experiências extra-sensoriais. Uma quase bobagem se for contar, mas que me causou grande impressão, lembrei disso várias vezes depois... Teve um momento em que eu estava chorando e de repente eu percebi que minhas mãos estavam com as costas pra frente, os ombros meio encolhidinhos e o pescoço abaixado, eu estava com uma postura idêntica à da Nana quando chorava. Por um momento, sério, tive a impressão de que ela estava... em mim. Pode isso, produção? Já havia sentido a Nana próxima, já a havia sentido em abraço, já havia percebido ela me enlaçando pra dormir... mas ela usando meu corpitcho pra chorar ainda não. Ao menos não que eu houvesse percebido antes. Mas ontem foi forte, quando eu me dei conta, assustei e saí daquela pose de Nana, depois fiquei até contente, mas na hora deu um sustinho, hehehe
Vocês devem achar que eu sou louca, né?
Ou, eu não me lembro de ter dito que não era.
Beijos meus queridos!
Finalmente, após quase uma semana na casinha nova eu consigo ter um sonho e lembrar.
Ok, não foi lá um super sonho bom. Sonhei que minha mãe chegava dizendo que tinham roubado alguma planta. Mas ela não conseguia me dizer que planta que era e a gente estava procurando pra ver se dava falta de alguma. Ai, meu coração. Planta tem vida, desperta sentimento na gente, não é uma coisa que depois se der você compra outra... Planta depende de você pra viver, é quase filho também, como não? Eu gelei, mas pelo menos me lembrei do sonho em detalhes. Esses dias para trás sonho com seguro, ontem minha mãe teve pesadelos e hoje eu sonho com roubo. Ai, deu um medinho.
Bem, não existe nada tão ruim que não possa piorar, segundo um senhor chamado Murphy. Em todo o caso, melhor se precaver, tô deixando o carro pra dentro da garagem e passando o cadeado no portão.
Às vezes é só piração da minha cabeça, morava em condomínio, agora moro em casa na rua, o inconsciente deve dar um alerta. Desde que eu tô fazendo esse diário de sonhos, ainda não aconteceu nenhum premonitório, só faltava ser bem esse uó, né gente? Para. Vamos pensar positivo. Pensar coisas boas para chamar coisas boas. Sair dessa maré ruinzinha, virar a roda da vida de novo, escrever os primeiros parágrafos de uma nova história. Todos somos capazes, afinal.
Ontem foi um dia muito, muito triste. Tenho a impressão que a Nana tá passando por algum final de ciclo onde ela está também. Talvez esteja de partida. Eu fico chamando por ela, buscando um contato, depois me questiono se eu estou fazendo a coisa certa. Não sei, acho que eu deveria deixá-la ir, pra ela conseguir ser feliz, mas parece que ainda estamos intimamente ligadas. Nem eu consigo me desvincular e nem ela.
Ontem aconteceu algo novo nessas minhas experiências extra-sensoriais. Uma quase bobagem se for contar, mas que me causou grande impressão, lembrei disso várias vezes depois... Teve um momento em que eu estava chorando e de repente eu percebi que minhas mãos estavam com as costas pra frente, os ombros meio encolhidinhos e o pescoço abaixado, eu estava com uma postura idêntica à da Nana quando chorava. Por um momento, sério, tive a impressão de que ela estava... em mim. Pode isso, produção? Já havia sentido a Nana próxima, já a havia sentido em abraço, já havia percebido ela me enlaçando pra dormir... mas ela usando meu corpitcho pra chorar ainda não. Ao menos não que eu houvesse percebido antes. Mas ontem foi forte, quando eu me dei conta, assustei e saí daquela pose de Nana, depois fiquei até contente, mas na hora deu um sustinho, hehehe
Vocês devem achar que eu sou louca, né?
Ou, eu não me lembro de ter dito que não era.
Beijos meus queridos!
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terça-feira, 13 de agosto de 2013
Casa em ordem
Hoje o dia amanheceu com uma cor bonita, o céu bem azul, todo pipocado de nuvens brancas.
Alguma coisa mudou em mim, hoje eu sou uma pessoa menos preguiçosa. Levantei cedo, fui à padaria pegar pão quentinho, levei a Pandora resmungando de ansiedade no banco de trás. Se fosse antes, só pra mim, acho que eu comeria qualquer bolachinha ou torradinha, só pra mim, mesmo. Só que não! Acordei animada, precisa ver.
Me arrependi de ter vendido nosso sofá, todo reformado, com rodinhas, lindão, por uma ninharia. Como doeu, ele não iria caber na sala. Cheguei a chorar, mas daí pensei, ah, me arrependi, passou, não vou ficar estragando um dia tão lindo com a lembrança de um sofá. Depois eu compro outro, ué. Um novo, grandão e confortável também, por que não? Muito do que acontece com a gente pode ser mesmo destino, mas muito também é escolha. Se eu vendi o raio do sofá e não dá mais pra comprar de volta (o dono da loja de móveis usados quis levar o sofá para dar para a mãe dele), vou arranjar um jeito menos triste de lidar com essa escolha. O sentimento que dá quando a gente se arrepende das coisas é muito amargo, não dá pra ficar remoendo.
A casa em que estou morando é meio velha, nem vale a pena reformar. Minha mãe quer construir uma casa ajeitadinha pra mim no quintal, que é enorme, depois derrubar esta daqui. Estamos nos programando pra começar no final do ano. Mas precisamos urgente construir pelo menos um armário no quintal, porque vivemos tropeçando nas coisas, elas estão empilhadas atravancando o caminho. Vou começar a anunciar tudo em classificados, pra ver se esvazia um pouco minha vida de coisas.
Andando muito ocupada, mexendo em plantas e tentando enfiar bugigangas dentro de armários, sofro menos esses dias. Mas ainda tem saudade, tá pra fazer dois meses. Essas vésperas me consomem, somos todos aficionados por esse negócio de marcar ciclos com datas, nossa cultura, nossos costumes.
Onde será que tá minha Nana, como vive, com quem se relaciona, o que faz para ocupar seu tempo, como funciona seu tempo? É igual aqui esse negócio de tempo espaço ou tudo lá tem outra dimensão? Queria saber. Mas aguento a curiosidade até ficar mais velhinha, tô sossegada em relação a mudar definitivamente de plano. Vamos transitando.
Nem sonhos nem regressões essa noite. Fui cair na da minha mãe, tomei café ontem a noite, depois estava agitada, não consegui relaxar, dormi pouco, leve e sem sonhos. Cafeína dos meus pecados! Pra saber: tudo tem hora! ;)
Beijos, Paz e Luz!
Alguma coisa mudou em mim, hoje eu sou uma pessoa menos preguiçosa. Levantei cedo, fui à padaria pegar pão quentinho, levei a Pandora resmungando de ansiedade no banco de trás. Se fosse antes, só pra mim, acho que eu comeria qualquer bolachinha ou torradinha, só pra mim, mesmo. Só que não! Acordei animada, precisa ver.
Me arrependi de ter vendido nosso sofá, todo reformado, com rodinhas, lindão, por uma ninharia. Como doeu, ele não iria caber na sala. Cheguei a chorar, mas daí pensei, ah, me arrependi, passou, não vou ficar estragando um dia tão lindo com a lembrança de um sofá. Depois eu compro outro, ué. Um novo, grandão e confortável também, por que não? Muito do que acontece com a gente pode ser mesmo destino, mas muito também é escolha. Se eu vendi o raio do sofá e não dá mais pra comprar de volta (o dono da loja de móveis usados quis levar o sofá para dar para a mãe dele), vou arranjar um jeito menos triste de lidar com essa escolha. O sentimento que dá quando a gente se arrepende das coisas é muito amargo, não dá pra ficar remoendo.
A casa em que estou morando é meio velha, nem vale a pena reformar. Minha mãe quer construir uma casa ajeitadinha pra mim no quintal, que é enorme, depois derrubar esta daqui. Estamos nos programando pra começar no final do ano. Mas precisamos urgente construir pelo menos um armário no quintal, porque vivemos tropeçando nas coisas, elas estão empilhadas atravancando o caminho. Vou começar a anunciar tudo em classificados, pra ver se esvazia um pouco minha vida de coisas.
Andando muito ocupada, mexendo em plantas e tentando enfiar bugigangas dentro de armários, sofro menos esses dias. Mas ainda tem saudade, tá pra fazer dois meses. Essas vésperas me consomem, somos todos aficionados por esse negócio de marcar ciclos com datas, nossa cultura, nossos costumes.
Onde será que tá minha Nana, como vive, com quem se relaciona, o que faz para ocupar seu tempo, como funciona seu tempo? É igual aqui esse negócio de tempo espaço ou tudo lá tem outra dimensão? Queria saber. Mas aguento a curiosidade até ficar mais velhinha, tô sossegada em relação a mudar definitivamente de plano. Vamos transitando.
Nem sonhos nem regressões essa noite. Fui cair na da minha mãe, tomei café ontem a noite, depois estava agitada, não consegui relaxar, dormi pouco, leve e sem sonhos. Cafeína dos meus pecados! Pra saber: tudo tem hora! ;)
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Dia de Labuta
Já é segunda de novo. O bom é que sexta chega logo!
Hoje, início de mais um ciclo, tô com o dia cheio de coisas pra fazer, ontem foi o dia todo lidando com plantas. Foi bom essa mudança, esse monte de coisas pra fazer, não estou encontrando tempo de estranhar minha nova casa ou ficar chorando pelos cantos. Estive com a Nana ontem muito rapidinho, quando fui dar uma cochilada depois do almoço. Almoço dá sono, domingo dá sono, então já era. Nem tentei um encontro, desde que mudei pra cá não fiz nenhuma tentativa de regressão nem de desdobramento, porque chego na cama já moída. Mesmo sem a minha iniciativa, aconteceu espontaneamente, e foi mágico! Dessa vez foi um pouco diferente, pois o espírito dela sempre me apareceu "pronto" Ontem, ele foi se desenhando, recebendo luzes azuis, brancas e vermelhas, como se fossem raios lasers, no começo eu não sabia o que aquela imagem iria formar, de repente foi se desenhando a Nana, toda sorridente. Não nos tocamos, mas ficamos bem perto, olhando nos olhos, só rindo, nem conversamos. Foi divertido, estávamos matando a saudade, fazia uns três dias, acho, que não a via.
Ontem tomei pito do meu amigo Tiago Mentor por ficar buscando contato com a Nana. Ele é espírita praticante e estudioso, disse que ela está num momento de transição e que se eu fico chamando, ela fica vindo e atrapalha a evolução da pessoa.
#Chateada
Nem por isso vou deixar de tentar. Porque a Nana foi doentinha a vida toda, piorou bastante nos últimos quatro anos e principalmente nesse último ano, sofreu pacas. Tenho certeza que ela já tem consciência que mudou de plano e transita muito bem entre os dois mundos. Nana teve tempo de evoluir, era generosa, transbordava amor. E ela sempre me aparece tão bem que eu não vou ficar me sentindo culpada pelos nossos encontros fortuitos no plano intermediário entre os dois mundos. Dois? Ao que me parece, são milhares, talvez milhões... A gente é que sabe muito pouco! Minha mãe diz que até 2019 muita coisa vai ser esclarecida. Tomara, tô curiosa.
Sobre diário dos sonhos, essa noite parece que sonhei, sonhos confusos, sobre seguro, segurança. Tinha até banco de novo. Acho que eu vou ficar rica logo, será? Ou será que é um aviso pra eu fazer seguro do carro? Droga, isso é coisa de Nana me cutucando pra fazer seguro, aposto. Vou ver se vejo isso essa semana, resolver pendências.
É isso gente! Boa semana para todos vocês!
Beijos, Paz, Luz, Amor e Harmonia!
Hoje, início de mais um ciclo, tô com o dia cheio de coisas pra fazer, ontem foi o dia todo lidando com plantas. Foi bom essa mudança, esse monte de coisas pra fazer, não estou encontrando tempo de estranhar minha nova casa ou ficar chorando pelos cantos. Estive com a Nana ontem muito rapidinho, quando fui dar uma cochilada depois do almoço. Almoço dá sono, domingo dá sono, então já era. Nem tentei um encontro, desde que mudei pra cá não fiz nenhuma tentativa de regressão nem de desdobramento, porque chego na cama já moída. Mesmo sem a minha iniciativa, aconteceu espontaneamente, e foi mágico! Dessa vez foi um pouco diferente, pois o espírito dela sempre me apareceu "pronto" Ontem, ele foi se desenhando, recebendo luzes azuis, brancas e vermelhas, como se fossem raios lasers, no começo eu não sabia o que aquela imagem iria formar, de repente foi se desenhando a Nana, toda sorridente. Não nos tocamos, mas ficamos bem perto, olhando nos olhos, só rindo, nem conversamos. Foi divertido, estávamos matando a saudade, fazia uns três dias, acho, que não a via.
Ontem tomei pito do meu amigo Tiago Mentor por ficar buscando contato com a Nana. Ele é espírita praticante e estudioso, disse que ela está num momento de transição e que se eu fico chamando, ela fica vindo e atrapalha a evolução da pessoa.
#Chateada
Nem por isso vou deixar de tentar. Porque a Nana foi doentinha a vida toda, piorou bastante nos últimos quatro anos e principalmente nesse último ano, sofreu pacas. Tenho certeza que ela já tem consciência que mudou de plano e transita muito bem entre os dois mundos. Nana teve tempo de evoluir, era generosa, transbordava amor. E ela sempre me aparece tão bem que eu não vou ficar me sentindo culpada pelos nossos encontros fortuitos no plano intermediário entre os dois mundos. Dois? Ao que me parece, são milhares, talvez milhões... A gente é que sabe muito pouco! Minha mãe diz que até 2019 muita coisa vai ser esclarecida. Tomara, tô curiosa.
Sobre diário dos sonhos, essa noite parece que sonhei, sonhos confusos, sobre seguro, segurança. Tinha até banco de novo. Acho que eu vou ficar rica logo, será? Ou será que é um aviso pra eu fazer seguro do carro? Droga, isso é coisa de Nana me cutucando pra fazer seguro, aposto. Vou ver se vejo isso essa semana, resolver pendências.
É isso gente! Boa semana para todos vocês!
Beijos, Paz, Luz, Amor e Harmonia!
sábado, 10 de agosto de 2013
Vida, amada vida
Tem um momento da vida em que você precisa decidir se vai ficar se lastimando, maldizendo sua sorte e se vitimizando ou se vai encarar suas realidades com bravura e tocar pra frente. A escolha nem sempre é óbvia, pois é muito mais fácil e super cômodo ficar de mimimi, de nhémnhémnhém, fazendo dramalhão e se perguntando "por que comigo?". Enfrentar a vida e promover suas próprias mudanças dói e dá trabalho, mas quem há de negar que o resultado é compensador? Se nem tudo corre como a gente gostaria ou previa, temos que inventar jeito de lidar com o que a vida tem pra hoje, né?
Nos últimos nove anos de convivência com a minha Nana eu aprendi muito, muita coisa mesmo. Pode-se dizer que eu era uma outra pessoa, era mais alheia ao sofrimento alheio, era menos generosa e menos responsável que sou hoje. Era um pouco egoísta e desligada. Continuo desligada, mas acho que venci muito do egoísmo. Dizem que a pessoa que acredita na mudança das pessoas chama-se dono da transportadora, rs, mas se eu não mudei completamente, me transformei muito. E daí eu já entendo que minha passagem não foi em vão, entendi muito do mundo, acredito.
E de todas as lições lindas de amor e doação que aprendi com a alma da Nana ainda encarnada, acho que a principal e mais importante foi que todo dia é uma celebração. Que ter o privilégio de ver o dia nascer mais uma vez já motivo de festa. E que estar vivo é sempre sempre motivo de alegria, independente dos problemas. Que não há dor que seja maior ao privilégio de estar aqui fazendo e acontecendo. Isso eu devo me lembrar sempre, que aprendi com ela: estar vivo já é motivo de festa, quando se está na companhia dos amigos, da família ou dos cachorrinhos, então! Não há encrenca, maleita ou perrengue que pode nos tirar a alegria e o brilho de ser e estar.
Aproveite a vida, ela é muito linda! :)
Nos últimos nove anos de convivência com a minha Nana eu aprendi muito, muita coisa mesmo. Pode-se dizer que eu era uma outra pessoa, era mais alheia ao sofrimento alheio, era menos generosa e menos responsável que sou hoje. Era um pouco egoísta e desligada. Continuo desligada, mas acho que venci muito do egoísmo. Dizem que a pessoa que acredita na mudança das pessoas chama-se dono da transportadora, rs, mas se eu não mudei completamente, me transformei muito. E daí eu já entendo que minha passagem não foi em vão, entendi muito do mundo, acredito.
E de todas as lições lindas de amor e doação que aprendi com a alma da Nana ainda encarnada, acho que a principal e mais importante foi que todo dia é uma celebração. Que ter o privilégio de ver o dia nascer mais uma vez já motivo de festa. E que estar vivo é sempre sempre motivo de alegria, independente dos problemas. Que não há dor que seja maior ao privilégio de estar aqui fazendo e acontecendo. Isso eu devo me lembrar sempre, que aprendi com ela: estar vivo já é motivo de festa, quando se está na companhia dos amigos, da família ou dos cachorrinhos, então! Não há encrenca, maleita ou perrengue que pode nos tirar a alegria e o brilho de ser e estar.
Aproveite a vida, ela é muito linda! :)
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Mudança!
Primeiro dia na casa nova!
Sabe, foi mais fácil do que eu imaginava. Acho que porque eu trouxe minha cama, então não estranhei pra dormir. Meu café ficou igual, sinal de que as coisas mudam, mas não totalmente.
Ontem foi paulera, vieram os móveis pesados, a minha nova casa está no mais perfeito caos: coisas amontoadas, umas por cima das outras, caminhos obstruídos, armários vazios e chão cheio. Ainda não entreguei a chave pra família da Nana, mas hoje é o dia combinado. Ainda tem umas coisas de limpeza e cozinha que quero trazer, dar uma geral pra entregar bonitinha a casa. Cada vez mais tenho indícios de que o espírito da Nana consegue se expressar através do tempo ao meu redor. No dia da cerimônia de despedida, depois de tudo, choveu, mas choveu muito, caiu uma água lascada, alagamento e tal. Ok, não fosse Junho um mês muito seco aqui onde eu moro. A própria Nana já estava sofrendo com a estiagem, seu pulmãozinho castigado não funcionava muito bem no nosso inverno seco. No dia da cremação em si, quase uma semana depois, o tempo fechou completamente. Mas fechou de não passar um raiozinho de sol entre as nuvens espessas. Quando as cinzas dela estavam demorando pra ir pra casa, tempo fechado de novo no nosso inverno de histórico de estiagem. Foi só o vaso com suas cinzas chegarem, o tempo abriu de novo. E hoje, nosso último dia com a casa, o céu amanheceu fechadinho. Agora abriu um pouco, mas ainda tem nuvem. E olha, os Ipês já floriram, prenúncio de estiagem. Agora começa nosso suplício respiratório nessa terra sem florestas.
Bom, continuo morando próximo ao rio, hehehe, ainda bem!
Hoje é dia que a gente deve abrir a urna da Nana e dividir as cinzas. A mãe e a sobrinha querem jogar um pouco no jardim, eu também. Mas quero guardar o vaso com um pouquinho dentro ainda. Eu sei que ali não tem alma, ok, mas ah! É um instrumento de canalização de energia, seja como for. Converso com ela. E ela responde! :)
É isso, preciso passar na Secretaria de Saúde para devolver a bomba de infusão de insulina da Nana, que veio um pouco tarde... e seus remédios, mexer neles foi o que mais doeu porque a enfermidade dela aproximou demais nossas almas e cuidar para que ela se mantivesse viva era o que movia meu mundo.
Agora tenho a Pandora, pelo menos. Um ser Labrador preto enorme que depende de mim pra viver. Gente, ontem foi tão triste! Ela ficava observando os homens tirando os móveis numa tristeza, depois eu e minha mãe pegando as coisas miúdas, a caminha dela, a vasilha de ração. Quando minha mãe tirou o carro dela da garagem eu atravessei a rua pra pegar o meu e colocar, a Pandora veio atrás, eu mandei que ela ficasse, mas ela não obedeceu. "Fica Pandora, mamãe já vem!" Imagina, veio na minha cola. Ela é ensinada, super obediente, mas ela grudou em mim, tadinha, de medo de ficar. Ela muxou a orelhinha, enfiou o rabinho no meio das pernas porque sabia que tava desobedecendo e veio junto, não quis saber de ficar pra trás. Tive que colocá-la dentro do carro pra fazer a manobra. Muito inteligente, tadinha. Mas a noite foi tranquila, ela nem ficou latindo pra pedir pra ir embora, como costuma fazer. Entendeu que as coisinhas dela estão aqui, é aqui a casa dela. Ela era minha maior preocupação, minha filhota. Agora estou bem.
Com certeza absoluta que tudo vai ficar bem.
Achei que mudando de casa a saudade cedia, só que não. A Nana e a saudade dela me acompanham pra qualquer lugar, afinal.
Beijos e ótimo final de semana!
Sabe, foi mais fácil do que eu imaginava. Acho que porque eu trouxe minha cama, então não estranhei pra dormir. Meu café ficou igual, sinal de que as coisas mudam, mas não totalmente.
Ontem foi paulera, vieram os móveis pesados, a minha nova casa está no mais perfeito caos: coisas amontoadas, umas por cima das outras, caminhos obstruídos, armários vazios e chão cheio. Ainda não entreguei a chave pra família da Nana, mas hoje é o dia combinado. Ainda tem umas coisas de limpeza e cozinha que quero trazer, dar uma geral pra entregar bonitinha a casa. Cada vez mais tenho indícios de que o espírito da Nana consegue se expressar através do tempo ao meu redor. No dia da cerimônia de despedida, depois de tudo, choveu, mas choveu muito, caiu uma água lascada, alagamento e tal. Ok, não fosse Junho um mês muito seco aqui onde eu moro. A própria Nana já estava sofrendo com a estiagem, seu pulmãozinho castigado não funcionava muito bem no nosso inverno seco. No dia da cremação em si, quase uma semana depois, o tempo fechou completamente. Mas fechou de não passar um raiozinho de sol entre as nuvens espessas. Quando as cinzas dela estavam demorando pra ir pra casa, tempo fechado de novo no nosso inverno de histórico de estiagem. Foi só o vaso com suas cinzas chegarem, o tempo abriu de novo. E hoje, nosso último dia com a casa, o céu amanheceu fechadinho. Agora abriu um pouco, mas ainda tem nuvem. E olha, os Ipês já floriram, prenúncio de estiagem. Agora começa nosso suplício respiratório nessa terra sem florestas.
Bom, continuo morando próximo ao rio, hehehe, ainda bem!
Hoje é dia que a gente deve abrir a urna da Nana e dividir as cinzas. A mãe e a sobrinha querem jogar um pouco no jardim, eu também. Mas quero guardar o vaso com um pouquinho dentro ainda. Eu sei que ali não tem alma, ok, mas ah! É um instrumento de canalização de energia, seja como for. Converso com ela. E ela responde! :)
É isso, preciso passar na Secretaria de Saúde para devolver a bomba de infusão de insulina da Nana, que veio um pouco tarde... e seus remédios, mexer neles foi o que mais doeu porque a enfermidade dela aproximou demais nossas almas e cuidar para que ela se mantivesse viva era o que movia meu mundo.
Agora tenho a Pandora, pelo menos. Um ser Labrador preto enorme que depende de mim pra viver. Gente, ontem foi tão triste! Ela ficava observando os homens tirando os móveis numa tristeza, depois eu e minha mãe pegando as coisas miúdas, a caminha dela, a vasilha de ração. Quando minha mãe tirou o carro dela da garagem eu atravessei a rua pra pegar o meu e colocar, a Pandora veio atrás, eu mandei que ela ficasse, mas ela não obedeceu. "Fica Pandora, mamãe já vem!" Imagina, veio na minha cola. Ela é ensinada, super obediente, mas ela grudou em mim, tadinha, de medo de ficar. Ela muxou a orelhinha, enfiou o rabinho no meio das pernas porque sabia que tava desobedecendo e veio junto, não quis saber de ficar pra trás. Tive que colocá-la dentro do carro pra fazer a manobra. Muito inteligente, tadinha. Mas a noite foi tranquila, ela nem ficou latindo pra pedir pra ir embora, como costuma fazer. Entendeu que as coisinhas dela estão aqui, é aqui a casa dela. Ela era minha maior preocupação, minha filhota. Agora estou bem.
Com certeza absoluta que tudo vai ficar bem.
Achei que mudando de casa a saudade cedia, só que não. A Nana e a saudade dela me acompanham pra qualquer lugar, afinal.
Beijos e ótimo final de semana!
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Mortadela?
Sonhei com mortadela, foi isso?
Achei que não havia sonhado com nada, mas fui no mercadinho comprar um pão de queijo com capuccino gelado pronto pro meu café da manhã, passei nos frios, lembrei que dizia pra minha mãe que a Pandora não queria comer e ela me falou pra dar mortadela pra cachorra. Bem que a Pandora iria gostar, ela adora mortadela!
Hoje é dia da mudança, então não posso me estender. Noite de sono pesado, sem sonhos, além desse daí da mortadela. Será que eu fui dormir com fome?
Ontem foi muito triste, nossa sala fazendo eco, o sofá foi embora, a geladeira. Tudo fora das gavetas, montes de lixo esparramados pelo chão, os cômodos nus, nossas lembranças se esvaindo no tempo e no espaço.
Chega de choramingar pelo meu destino, bora construir uma nova vida.
Afinal, somos todos fruto das nossas escolhas, é ou não é? Saudade da minha Nana, saudade modo hard.
Beijos!
Achei que não havia sonhado com nada, mas fui no mercadinho comprar um pão de queijo com capuccino gelado pronto pro meu café da manhã, passei nos frios, lembrei que dizia pra minha mãe que a Pandora não queria comer e ela me falou pra dar mortadela pra cachorra. Bem que a Pandora iria gostar, ela adora mortadela!
Hoje é dia da mudança, então não posso me estender. Noite de sono pesado, sem sonhos, além desse daí da mortadela. Será que eu fui dormir com fome?
Ontem foi muito triste, nossa sala fazendo eco, o sofá foi embora, a geladeira. Tudo fora das gavetas, montes de lixo esparramados pelo chão, os cômodos nus, nossas lembranças se esvaindo no tempo e no espaço.
Chega de choramingar pelo meu destino, bora construir uma nova vida.
Afinal, somos todos fruto das nossas escolhas, é ou não é? Saudade da minha Nana, saudade modo hard.
Beijos!
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Sonhar com banco
Gente, segunda vez na semana que eu sonho com banco.
Dessa vez sonhei que estava para me tornar gerente da Caixa, estava passando por um tipo de processo de seleção, sei lá, estavam tentando escanear o meu cérebro pra ver se eu tinha os pré-requisitos pra ocupar a vaga de gerente. Oi?!?
Primeiro: não estou interessada em vaga nenhuma, muito menos de gerente de banco. Estou interessada sim, em arranjar meios de viver da escrita, de blog, de e-book, de qualquer coisa que atice meu potencial criativo, porque a vida já não é fácil fazendo o que se gosta. Eu não tenho o menor talento para gerente de banco, sou desorganizada e avoada, que jeito? Não sei lidar com dinheiro, vivo no vermelho, um caos.
Então, descartada a hipótese de ser um sonho premonitório sobre meu futuro profissional, que será que é sonhar com banco? Pobre sonhando com banco boa coisa não deve ser, será?
Eu sei que foi um sonho bom, apesar que, pra mim, gerenciar um banco deve ser algo próximo de pesadelo. Não sonhei com a Nana, a regressão que consegui fazer foi muito rápida e sem sentido: eu segurava um punhal, tinha as unhas pintadas de escuro. Será que ia matar alguém? Não deu pra saber. Vai ver, né? Vai ver é por isso que a gente não costuma se lembrar muito do que fez no passado, tem coisa que é melhor nem saber.
Vi apenas essa cena, fiquei na vida rapidinho e já voltei. Mas foi boa a meditação, eu consegui ficar bastante tempo naquele limiar entre o dormir e o acordado, aquele que a consciência toma forma e peso diferentes, aquele estado em que a gente é meio corpo, meio alma.
Já chorei e já prometi que não vou mais chorar. E já descumpri. E sigo conversando com a Nana como se ela pudesse ouvir, peço opinião. Ontem quase não a ouvi, tampouco mal parei para escutar.
E que ventos de bons presságios acompanhem a todos nós!
:)
Dessa vez sonhei que estava para me tornar gerente da Caixa, estava passando por um tipo de processo de seleção, sei lá, estavam tentando escanear o meu cérebro pra ver se eu tinha os pré-requisitos pra ocupar a vaga de gerente. Oi?!?
Primeiro: não estou interessada em vaga nenhuma, muito menos de gerente de banco. Estou interessada sim, em arranjar meios de viver da escrita, de blog, de e-book, de qualquer coisa que atice meu potencial criativo, porque a vida já não é fácil fazendo o que se gosta. Eu não tenho o menor talento para gerente de banco, sou desorganizada e avoada, que jeito? Não sei lidar com dinheiro, vivo no vermelho, um caos.
Então, descartada a hipótese de ser um sonho premonitório sobre meu futuro profissional, que será que é sonhar com banco? Pobre sonhando com banco boa coisa não deve ser, será?
Eu sei que foi um sonho bom, apesar que, pra mim, gerenciar um banco deve ser algo próximo de pesadelo. Não sonhei com a Nana, a regressão que consegui fazer foi muito rápida e sem sentido: eu segurava um punhal, tinha as unhas pintadas de escuro. Será que ia matar alguém? Não deu pra saber. Vai ver, né? Vai ver é por isso que a gente não costuma se lembrar muito do que fez no passado, tem coisa que é melhor nem saber.
Vi apenas essa cena, fiquei na vida rapidinho e já voltei. Mas foi boa a meditação, eu consegui ficar bastante tempo naquele limiar entre o dormir e o acordado, aquele que a consciência toma forma e peso diferentes, aquele estado em que a gente é meio corpo, meio alma.
Já chorei e já prometi que não vou mais chorar. E já descumpri. E sigo conversando com a Nana como se ela pudesse ouvir, peço opinião. Ontem quase não a ouvi, tampouco mal parei para escutar.
E que ventos de bons presságios acompanhem a todos nós!
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
Sono pesado
Essa noite caí da cama. 6:30h já tava em pé. Tentei fingir que eu não havia acordado, pois o despertador estava ajustado para as 7:00h, qualquer um sabe o quanto é preciosa meia horinha a mais de sono. Mas não teve jeito, virei pra uma lado, para o outro e por fim levantei, reclamando: "Ah, Nana! Precisa acordar tão cedo?", então escuto a voz dela dizendo "A gente tem muita coisa pra fazer, o dia tá curto!"
Gente, sério. De repente o meu emocional, pra se defender e não pirar com meu sofrimento, arranjou como fuga uma forma de canalizar a dor, transformando a Nana na minha consciência. Ganhei um grilo falante! Porque eu falo com ela desde o dia em que ela morreu, mas de umas duas semanas pra cá, ela começou a responder com muita frequência. Claro que isso ocorre dentro da minha mente, mas bobagem. Ela diz coisas que eu não diria. Eu, minha consciência, minha mente, diria: "Ah, meia hora a mais ou a menos num dia atribulado nem vai fazer tanta diferença assim, vai?" Eu tenho talento pra protelar. Eu não tenho organização, eu não tenho pressa, nunca.
Olhando do ponto de vista racional, que eu gosto de entender, essa nova consciência respondendo para a minha, essa voz diferente surgindo, pode ser uma descarga química de defesa. O próprio cérebro (sei lá!) se encarregou de dar um upgrade nas conexões aí pra eu não surtar, pirar ou desistir. Mas, do ponto de vista místico espiritualista, que muito mais me agrada, pode ser que a Nana já tenha conseguido uma permissão pra me guiar, ser um espírito protetor de mim, um anjo da guarda. Vê, ela foi doentinha a vida toda, nos últimos anos sofreu pra caramba e sempre foi uma valente guerreira que lutou pela vida com muita dignidade. E venceu por mais de quarenta anos, até ser vencida. Evoluiu bastante, acredito eu. Vai ver ela já é meu anjinho, já me proteje, já fala comigo, já consegue se comunicar. Em um momento de véspera de desespero em que eu quase me fiz de vítima dessa situação toda, pensei "ai, por que comigo?" apareceu a voz dela na minha cabeça dizendo "Enfrenta isso com dignidade, Dê. Por favor." O detalhe é que o "por favor" foi em tom meio de bronca mesmo. Como quando ela me ensinava sobre a vida. Ouvir sua voz tem me dado momentos de alegria novamente.
Concluindo: não acredito tanto em reações químicas cerebrais quanto acredito que Nana está para Denise como Emmanuel esteve para o Chico.
:)
E vamos que vamos, todos podemos fazer cada vez melhor.
Beijos, Paz e Luz!
Gente, sério. De repente o meu emocional, pra se defender e não pirar com meu sofrimento, arranjou como fuga uma forma de canalizar a dor, transformando a Nana na minha consciência. Ganhei um grilo falante! Porque eu falo com ela desde o dia em que ela morreu, mas de umas duas semanas pra cá, ela começou a responder com muita frequência. Claro que isso ocorre dentro da minha mente, mas bobagem. Ela diz coisas que eu não diria. Eu, minha consciência, minha mente, diria: "Ah, meia hora a mais ou a menos num dia atribulado nem vai fazer tanta diferença assim, vai?" Eu tenho talento pra protelar. Eu não tenho organização, eu não tenho pressa, nunca.
Olhando do ponto de vista racional, que eu gosto de entender, essa nova consciência respondendo para a minha, essa voz diferente surgindo, pode ser uma descarga química de defesa. O próprio cérebro (sei lá!) se encarregou de dar um upgrade nas conexões aí pra eu não surtar, pirar ou desistir. Mas, do ponto de vista místico espiritualista, que muito mais me agrada, pode ser que a Nana já tenha conseguido uma permissão pra me guiar, ser um espírito protetor de mim, um anjo da guarda. Vê, ela foi doentinha a vida toda, nos últimos anos sofreu pra caramba e sempre foi uma valente guerreira que lutou pela vida com muita dignidade. E venceu por mais de quarenta anos, até ser vencida. Evoluiu bastante, acredito eu. Vai ver ela já é meu anjinho, já me proteje, já fala comigo, já consegue se comunicar. Em um momento de véspera de desespero em que eu quase me fiz de vítima dessa situação toda, pensei "ai, por que comigo?" apareceu a voz dela na minha cabeça dizendo "Enfrenta isso com dignidade, Dê. Por favor." O detalhe é que o "por favor" foi em tom meio de bronca mesmo. Como quando ela me ensinava sobre a vida. Ouvir sua voz tem me dado momentos de alegria novamente.
Concluindo: não acredito tanto em reações químicas cerebrais quanto acredito que Nana está para Denise como Emmanuel esteve para o Chico.
:)
E vamos que vamos, todos podemos fazer cada vez melhor.
Beijos, Paz e Luz!
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Sonhar com banco
Essa noite tive um sonho interessante: sonhei que tava comprando o banco Santander.
Opa!
Taí um sonho que eu não acharia de todo ruim se fosse premonitório, pensa, a pessoa tá falida, numa pior, perdeu a pessoa amada, perdeu casa, lar, padrão de vida, referências, existência deu aquela virada da Roda da Fortuna, tudo numa leva só, e de repente, do nada, assim, tem dinheiro pra comprar um banco. Tudo bem que a gente que tenta ser espírita (no caso, eu) tenta se desapegar e não ser materialista e tal, mas eu realmente não me importaria em ficar milionária. Sem contar o tanto de gente (e bicho) que daria pra ajudar, né? Já pensou?
Se eu fosse ricaça, montaria uns abrigos cinco estrelas pros cachorros abandonados. De todas as sandices que a humanidade pratica, uma das piores, na minha opinião, é maltratar e abandonar bichinhos de estimação. O Homem domesticou o bicho, tirou da Natureza, então tem responsabilidade moral sobre eles. Será que as pessoas não percebem que eles são como anjinhos, nos protegem, nos trazem alegria, não fazem maldade? São melhores que nós, em muitos aspectos: no faro, na audição, na percepção e no coração. Você não verá um cachorro derrubando uma árvore ou maltratando outro ser vivo. E o Centro de Zoonoses da minha cidade, dizem, é um lugar pavoroso, os bichos vivem amontoados, na sujeira, beira o abandono. Eu tenho vontade de ajudar, quem sabe, já que logo eu poderei comprar o banco Santander! :)
Pessoal, não consegui fazer regressão essa noite. Consegui fazer meditação, mas não vi a Nana no desdobramento. Por que será que tem dias em que ela aparece e tem dias em que não vem? Preciso lembrar de perguntar. Eu gosto disso, não depende da minha vontade, pois por mim nos encontraríamos toda noite. E se depende da vontade dela, ou de quem quer que seja, isso tudo não é parte da minha imaginação, são fatos que acontecem comigo no mundo místico das alterações de consciência. Eu gosto disso!
Hoje é segunda, sem reclamar, bola pra frente, vamos que vamos!
Essa semana termina minha mudança. Bons ventos nos levem!
Beijos, Paz e Luz
Opa!
Taí um sonho que eu não acharia de todo ruim se fosse premonitório, pensa, a pessoa tá falida, numa pior, perdeu a pessoa amada, perdeu casa, lar, padrão de vida, referências, existência deu aquela virada da Roda da Fortuna, tudo numa leva só, e de repente, do nada, assim, tem dinheiro pra comprar um banco. Tudo bem que a gente que tenta ser espírita (no caso, eu) tenta se desapegar e não ser materialista e tal, mas eu realmente não me importaria em ficar milionária. Sem contar o tanto de gente (e bicho) que daria pra ajudar, né? Já pensou?
Se eu fosse ricaça, montaria uns abrigos cinco estrelas pros cachorros abandonados. De todas as sandices que a humanidade pratica, uma das piores, na minha opinião, é maltratar e abandonar bichinhos de estimação. O Homem domesticou o bicho, tirou da Natureza, então tem responsabilidade moral sobre eles. Será que as pessoas não percebem que eles são como anjinhos, nos protegem, nos trazem alegria, não fazem maldade? São melhores que nós, em muitos aspectos: no faro, na audição, na percepção e no coração. Você não verá um cachorro derrubando uma árvore ou maltratando outro ser vivo. E o Centro de Zoonoses da minha cidade, dizem, é um lugar pavoroso, os bichos vivem amontoados, na sujeira, beira o abandono. Eu tenho vontade de ajudar, quem sabe, já que logo eu poderei comprar o banco Santander! :)
Pessoal, não consegui fazer regressão essa noite. Consegui fazer meditação, mas não vi a Nana no desdobramento. Por que será que tem dias em que ela aparece e tem dias em que não vem? Preciso lembrar de perguntar. Eu gosto disso, não depende da minha vontade, pois por mim nos encontraríamos toda noite. E se depende da vontade dela, ou de quem quer que seja, isso tudo não é parte da minha imaginação, são fatos que acontecem comigo no mundo místico das alterações de consciência. Eu gosto disso!
Hoje é segunda, sem reclamar, bola pra frente, vamos que vamos!
Essa semana termina minha mudança. Bons ventos nos levem!
Beijos, Paz e Luz
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domingo, 4 de agosto de 2013
Preguiça de domingo
Oi, gente!
Essa noite foi impossível viabilizar meditação, regressão, desdobramento, encontros astrais ou mesmo sonhos conscientes.
Ontem à noite fui ao aniversário do meu priminho praticamente sobrinho, e festa de criança já viu, né? Eu me atirei pouco nos salgadinhos, refri, quitutes e docinhos! Resultado: ontem, além de demorar pra ficar com sono (já era mais de uma quando fui deitar), ainda não conseguia desligar minha mente. Mas também! Deve ter ido um litro de cafeína via coca-cola pra veia ontem, contando assim, por cima.
Festa de criança é uma perdição gastronômica, ainda mais ontem, buffet chique, comida boa, diversão para adultos e crianças. Eu, por exemplo, fiquei jogando Guitar Hero e pagando mico perante a molecada. Bobagem, não ligo em ser lembrada como a tia meio doida que gosta de video game.
Pensando bem, foi interessante, passei umas horas me divertindo, sem cultivar minhas tristezas. Consegui realmente ser feliz por aqueles momentos da festinhas, ainda mais que tinha os primos de Campinas que sempre aparecem para os velórios, hoje vieram para uma festa! :)
E a vida vai seguindo.
Hoje acordei bem. Mais tarde que o comum, mas bem. Feliz quase. Lembrando da festinha, da minha Nana, das situações loucas que me fazem acreditar que ela continua por aqui, cuidando de tudo bem de pertinho. Tudo é tão recente ainda.
Ontem fiz um curso super legal sobre crowdfunding, financiamento coletivo ou "vaquinha virtual". Parece bacana, vou preparar um projeto legal pra lançar pela web! :)
Hoje é isso, gente. Domingo, mais um ciclo, mais uma semana aprendendo na marra o que é ter que viver sem a minha Naninha.
Espero que o dia de todo mundo seja lindo, iluminado e cheio de vida!
Beijos, Paz e Luz
Essa noite foi impossível viabilizar meditação, regressão, desdobramento, encontros astrais ou mesmo sonhos conscientes.
Ontem à noite fui ao aniversário do meu priminho praticamente sobrinho, e festa de criança já viu, né? Eu me atirei pouco nos salgadinhos, refri, quitutes e docinhos! Resultado: ontem, além de demorar pra ficar com sono (já era mais de uma quando fui deitar), ainda não conseguia desligar minha mente. Mas também! Deve ter ido um litro de cafeína via coca-cola pra veia ontem, contando assim, por cima.
Festa de criança é uma perdição gastronômica, ainda mais ontem, buffet chique, comida boa, diversão para adultos e crianças. Eu, por exemplo, fiquei jogando Guitar Hero e pagando mico perante a molecada. Bobagem, não ligo em ser lembrada como a tia meio doida que gosta de video game.
Pensando bem, foi interessante, passei umas horas me divertindo, sem cultivar minhas tristezas. Consegui realmente ser feliz por aqueles momentos da festinhas, ainda mais que tinha os primos de Campinas que sempre aparecem para os velórios, hoje vieram para uma festa! :)
E a vida vai seguindo.
Hoje acordei bem. Mais tarde que o comum, mas bem. Feliz quase. Lembrando da festinha, da minha Nana, das situações loucas que me fazem acreditar que ela continua por aqui, cuidando de tudo bem de pertinho. Tudo é tão recente ainda.
Ontem fiz um curso super legal sobre crowdfunding, financiamento coletivo ou "vaquinha virtual". Parece bacana, vou preparar um projeto legal pra lançar pela web! :)
Hoje é isso, gente. Domingo, mais um ciclo, mais uma semana aprendendo na marra o que é ter que viver sem a minha Naninha.
Espero que o dia de todo mundo seja lindo, iluminado e cheio de vida!
Beijos, Paz e Luz
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sábado, 3 de agosto de 2013
Sonho com copos
Finalmente, noite passada consegui fazer uma regressão!
Quando subia a escada imaginária que levava à biblioteca cheia de livros das minhas vidas, encontrei com a Nana, daí, pra não desvirtuar, pedi pra ela me levar pra conhecer alguma vida bem tranquila, em que a gente tivesse sido feliz. Perguntei se ela se lembrava de todas as vidas, ela disse que de algumas. Que as coisas ali vão acontecendo aos poucos, aos poucos ela vai se lembrando, conforme seu espírito vai se fortalecendo. Chegamos à biblioteca e a Nana me trouxe um livrão de capa dourada, abri e estava no campo, era uma mulher grande e clara, eu mexia nas flores, que estavam lindas (eu era caprichosa, gostei!) e um homem menor, magro e um pouco mais baixo consertava uma carroça. Era Nana. Eu não vi o local, mas estava meio frio, pois usávamos mangas compridas. Podia ser Europa, podia ser sul do Brasil. Ou éramos europeus colonizando o Sul? Não identifiquei. Fiquei observando a cena e logo estava de volta na biblioteca. Me despedi da Nana e fui voltando devagar, pra poder lembrar com clareza depois. E funcionou!
E essa noite também sonhei com copos. Sonhei que quebrava um copo e perguntava para quem estava comigo (não me lembro quem, talvez até a própria Nana) se é verdade que quebrar copos afasta os maus espíritos. A pessoa disse que não, apenas liberta a energia que está presa naquele copo. Vidro é mineral, absorve um pouco da energia de quem o usa, mas não a liberta, permanece nele e vai acumulando até se quebrar.
:)
Cada uma! Vivendo, sonhando e aprendendo!
Hoje tenho curso, final de semana tá paulera, mas amanhã volto com mais novidades!
Beijos, Paz e Luz
Quando subia a escada imaginária que levava à biblioteca cheia de livros das minhas vidas, encontrei com a Nana, daí, pra não desvirtuar, pedi pra ela me levar pra conhecer alguma vida bem tranquila, em que a gente tivesse sido feliz. Perguntei se ela se lembrava de todas as vidas, ela disse que de algumas. Que as coisas ali vão acontecendo aos poucos, aos poucos ela vai se lembrando, conforme seu espírito vai se fortalecendo. Chegamos à biblioteca e a Nana me trouxe um livrão de capa dourada, abri e estava no campo, era uma mulher grande e clara, eu mexia nas flores, que estavam lindas (eu era caprichosa, gostei!) e um homem menor, magro e um pouco mais baixo consertava uma carroça. Era Nana. Eu não vi o local, mas estava meio frio, pois usávamos mangas compridas. Podia ser Europa, podia ser sul do Brasil. Ou éramos europeus colonizando o Sul? Não identifiquei. Fiquei observando a cena e logo estava de volta na biblioteca. Me despedi da Nana e fui voltando devagar, pra poder lembrar com clareza depois. E funcionou!
E essa noite também sonhei com copos. Sonhei que quebrava um copo e perguntava para quem estava comigo (não me lembro quem, talvez até a própria Nana) se é verdade que quebrar copos afasta os maus espíritos. A pessoa disse que não, apenas liberta a energia que está presa naquele copo. Vidro é mineral, absorve um pouco da energia de quem o usa, mas não a liberta, permanece nele e vai acumulando até se quebrar.
:)
Cada uma! Vivendo, sonhando e aprendendo!
Hoje tenho curso, final de semana tá paulera, mas amanhã volto com mais novidades!
Beijos, Paz e Luz
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Sonhar com lápis de cor
Lembrei nitidamente do meu sonho pela manhã, mas também... acordei as 7:00h, sozinha, sem despertador.
Quando acontecem essas atrocidades matinais, eu tenho certeza que é a Nana, ela adorava acordar cedo, eu é que sou mais preguiçosa de manhã. Certeza que ela me cutuca, porque acordei e não consegui dormir mais.
O sonho foi o seguinte: eu estava em casa, e tá uma zona porque eu tô mudando, né? E no sonho estava até bem pior que a já não agradável realidade: tudo esparramado, amontoado, um mar sem fim de coisas, e uma caixa de lápis de cor gorduchos que a gente tem, ops, que eu tenho, riscando tudo, eles desenhavam sozinhos, um regaço. Daí eu comecei a reclamar da bagunça pra Nana, enquanto os lápis estavam felizes a desenhar sozinhos as paredes e o chão. Ela disse que as minhas coisas estavam em desordem, mas a minha mente está ficando cada vez mais arrumada.
Alguém tem algum palpite sobre o que pode significar isso?
Ontem, quinta, fui ao Centro Espírita Rancho de Luz, aqui em Rio Preto. Foi gostosa a palestra, o passe foi bom. Sempre boas energias, a gente sempre sai de um centro se sentindo bem. Fiquei feliz por conseguir manter uma constância, semana sim, semana não, eu to conseguindo ir ver uma palestra e tomar um passe em algum centro. Quero passar para uma vez por semana, quem sabe até aumentar para os estudos, vamos ver como se desenrola minha vida e minha alma a partir de agora.
Não quero mais regredir, quero continuar evoluindo.
Ontem aconteceu algo. Pode parecer uma bobagem contando, mas pra mim foi mágico entender o que houve... Ontem fui almoçar com a minha mãe num restaurante aqui da cidade que tem um frango frito maravilhoso (um por kilo no centro da cidade), último lugar de almoço em que eu fui com a Nana. Lá, vi uma velhinha que se locomove com muita dificuldade e que almoça no restaurante diariamente. Pois me lembrei que da última vez que estive lá com a Nana, ela ficou no carro enquanto eu entrei pra pegar comida, era uma quinta-feira também. Essa velhinha com dificuldade estava chegando quando eu estava saindo e eu a ajudei a subir o degrau pra entrar no restaurante, segurei sua mão e a "icei" para dentro. Cheguei no carro e contei pra Nana, disse que ajudei uma senhora. Ela disse que tinha visto alguém ajudar, mas não sabia que era eu e que ficou feliz em saber que eu ajudava as pessoas. Eu disse, lembro direitinho "eu pensei que poderia ser você ali em dificuldade e eu gostaria que tivesse alguém pra ajudar". Talvez se fosse antes da Nana, eu nem notaria alguém precisando de ajuda, mas depois dela...
Então, foi isso. Dois dias depois desse episódio, Nana foi internada e só teve alta naquele sábado triste dela ir embora. Mas o que eu achei lindo de lembrar disse é que eu fiz uma associação tão bobinha, mas de tanto valor pra mim... eu acho que fazer de mim uma pessoa melhor foi a última missãozinha da minha Nana na Terra. Porque logo depois ela já iniciou o seu processo de partida. Eu acho, mesmo, de verdade, que a alma dela me viu ali, ajudando aquela desconhecida, então entendeu que essa missão tava cumprida, a de me transformar, e decidiu que não precisava mais ficar aqui.
Embora tudo isso cause uma dor aguda em mim, me sinto privilegiada por ter tido a honra de evoluir do lado de Nana Salomão. Essa minha lindeza!
E hoje é sexta, bom fim de semana pra todo mundo!
Beijos, paz e luz...
Quando acontecem essas atrocidades matinais, eu tenho certeza que é a Nana, ela adorava acordar cedo, eu é que sou mais preguiçosa de manhã. Certeza que ela me cutuca, porque acordei e não consegui dormir mais.
O sonho foi o seguinte: eu estava em casa, e tá uma zona porque eu tô mudando, né? E no sonho estava até bem pior que a já não agradável realidade: tudo esparramado, amontoado, um mar sem fim de coisas, e uma caixa de lápis de cor gorduchos que a gente tem, ops, que eu tenho, riscando tudo, eles desenhavam sozinhos, um regaço. Daí eu comecei a reclamar da bagunça pra Nana, enquanto os lápis estavam felizes a desenhar sozinhos as paredes e o chão. Ela disse que as minhas coisas estavam em desordem, mas a minha mente está ficando cada vez mais arrumada.
Alguém tem algum palpite sobre o que pode significar isso?
Ontem, quinta, fui ao Centro Espírita Rancho de Luz, aqui em Rio Preto. Foi gostosa a palestra, o passe foi bom. Sempre boas energias, a gente sempre sai de um centro se sentindo bem. Fiquei feliz por conseguir manter uma constância, semana sim, semana não, eu to conseguindo ir ver uma palestra e tomar um passe em algum centro. Quero passar para uma vez por semana, quem sabe até aumentar para os estudos, vamos ver como se desenrola minha vida e minha alma a partir de agora.
Não quero mais regredir, quero continuar evoluindo.
Ontem aconteceu algo. Pode parecer uma bobagem contando, mas pra mim foi mágico entender o que houve... Ontem fui almoçar com a minha mãe num restaurante aqui da cidade que tem um frango frito maravilhoso (um por kilo no centro da cidade), último lugar de almoço em que eu fui com a Nana. Lá, vi uma velhinha que se locomove com muita dificuldade e que almoça no restaurante diariamente. Pois me lembrei que da última vez que estive lá com a Nana, ela ficou no carro enquanto eu entrei pra pegar comida, era uma quinta-feira também. Essa velhinha com dificuldade estava chegando quando eu estava saindo e eu a ajudei a subir o degrau pra entrar no restaurante, segurei sua mão e a "icei" para dentro. Cheguei no carro e contei pra Nana, disse que ajudei uma senhora. Ela disse que tinha visto alguém ajudar, mas não sabia que era eu e que ficou feliz em saber que eu ajudava as pessoas. Eu disse, lembro direitinho "eu pensei que poderia ser você ali em dificuldade e eu gostaria que tivesse alguém pra ajudar". Talvez se fosse antes da Nana, eu nem notaria alguém precisando de ajuda, mas depois dela...
Então, foi isso. Dois dias depois desse episódio, Nana foi internada e só teve alta naquele sábado triste dela ir embora. Mas o que eu achei lindo de lembrar disse é que eu fiz uma associação tão bobinha, mas de tanto valor pra mim... eu acho que fazer de mim uma pessoa melhor foi a última missãozinha da minha Nana na Terra. Porque logo depois ela já iniciou o seu processo de partida. Eu acho, mesmo, de verdade, que a alma dela me viu ali, ajudando aquela desconhecida, então entendeu que essa missão tava cumprida, a de me transformar, e decidiu que não precisava mais ficar aqui.
Embora tudo isso cause uma dor aguda em mim, me sinto privilegiada por ter tido a honra de evoluir do lado de Nana Salomão. Essa minha lindeza!
E hoje é sexta, bom fim de semana pra todo mundo!
Beijos, paz e luz...
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Sonho com crianças
Essa noite sonhei com crianças correndo. Diziam alguma coisa, traziam alguma mensagem, mas eu não consegui captar bem. Daí eu lembrei que sábado tem um aniversário do meu priminho quase sobrinho (meu primo é um irmão). Certamente foi um sonho sugestivo, eu já estou com a festa na cabeça.
Não consegui fazer regressão noite passada de novo, desta vez porque encontrei com minha Nana no meio do caminho e eu já não quis saber de vidas passadas, quis ficar conversando com ela.
Eu disse "Eu fico pensando em milhões de coisas pra te perguntar quando a gente se encontra, chega aqui eu esqueço tudo" Ela respondeu: "Normal. É a emoção!"
Sei que pode parecer loucura mas a gente se abraça, se olha nos olhos, conversa, se encontra mesmo! Quando eu falo com ela, é diferente de quando ela fala comigo. Mesmo tudo acontecendo apenas dentro da minha mente, é como se fossem duas mentes distintas. Ela fala mais devagar, demora um pouco para responder, a voz um pouco mais arrastada do que era, Nana falava rápido. E nos encontros, é como se ela recebesse um sinal mesmo. O perispírito dela parece um receptor de um sinal que vem de outro lugar.
Um dos muitos médicos que acompanharam Nana no decorrer da sua breve e intensa vida disse-nos certa vez que o perispírito era a projeção do corpo, tinha a forma do corpo e podia, em algumas situações, ser visto. Tem forma, geralmente muito parecida com a forma que temos na última encarnação (mas às vezes, pode assumir a forma da encarnação mais marcante). O perispírito é semi material, segundo me consta. Então, o meu perispíritos encontra-se com o da Nana, por isso a gente conseguiu essa noite até a sensação de se abraçar. Ontem vi na Sessão da Tarde um filminho super fofo comédia romântica chamado "E se fosse verdade", com temática espírita, lindo de viver! Nesse filme, o moço realmente enxerga e se comunica com o espírito da moça.
Eu recomendo!
Tentarei, mesmo se encontrar com a Nana esta noite, ir passear em alguma vida regressa, pra contar novidades pra vocês. Faz tempo que eu não viajo, tô sentindo falta! Esse processo de mudança tá me deixando cansada fisicamente, não consigo meditar por muito tempo, o corpo sambado apaga rápido.
Hoje já é quinta? Uau, os ciclos estão se encerrando cada vez mais rápido ou é impressão minha?
Beijos, gente! Paz, Luz!
Não consegui fazer regressão noite passada de novo, desta vez porque encontrei com minha Nana no meio do caminho e eu já não quis saber de vidas passadas, quis ficar conversando com ela.
Eu disse "Eu fico pensando em milhões de coisas pra te perguntar quando a gente se encontra, chega aqui eu esqueço tudo" Ela respondeu: "Normal. É a emoção!"
Sei que pode parecer loucura mas a gente se abraça, se olha nos olhos, conversa, se encontra mesmo! Quando eu falo com ela, é diferente de quando ela fala comigo. Mesmo tudo acontecendo apenas dentro da minha mente, é como se fossem duas mentes distintas. Ela fala mais devagar, demora um pouco para responder, a voz um pouco mais arrastada do que era, Nana falava rápido. E nos encontros, é como se ela recebesse um sinal mesmo. O perispírito dela parece um receptor de um sinal que vem de outro lugar.
Um dos muitos médicos que acompanharam Nana no decorrer da sua breve e intensa vida disse-nos certa vez que o perispírito era a projeção do corpo, tinha a forma do corpo e podia, em algumas situações, ser visto. Tem forma, geralmente muito parecida com a forma que temos na última encarnação (mas às vezes, pode assumir a forma da encarnação mais marcante). O perispírito é semi material, segundo me consta. Então, o meu perispíritos encontra-se com o da Nana, por isso a gente conseguiu essa noite até a sensação de se abraçar. Ontem vi na Sessão da Tarde um filminho super fofo comédia romântica chamado "E se fosse verdade", com temática espírita, lindo de viver! Nesse filme, o moço realmente enxerga e se comunica com o espírito da moça.
Eu recomendo!
Tentarei, mesmo se encontrar com a Nana esta noite, ir passear em alguma vida regressa, pra contar novidades pra vocês. Faz tempo que eu não viajo, tô sentindo falta! Esse processo de mudança tá me deixando cansada fisicamente, não consigo meditar por muito tempo, o corpo sambado apaga rápido.
Hoje já é quinta? Uau, os ciclos estão se encerrando cada vez mais rápido ou é impressão minha?
Beijos, gente! Paz, Luz!
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