sábado, 10 de agosto de 2013

Vida, amada vida

Tem um momento da vida em que você precisa decidir se vai ficar se lastimando, maldizendo sua sorte e se vitimizando ou se vai encarar suas realidades com bravura e tocar pra frente. A escolha nem sempre é óbvia, pois é muito mais fácil e super cômodo ficar de mimimi, de nhémnhémnhém, fazendo dramalhão e se perguntando "por que comigo?". Enfrentar a vida e promover suas próprias mudanças dói e dá trabalho, mas quem há de negar que o resultado é compensador? Se nem tudo corre como a gente gostaria ou previa, temos que inventar jeito de lidar com o que a vida tem pra hoje, né?
Nos últimos nove anos de convivência com a minha Nana eu aprendi muito, muita coisa mesmo. Pode-se dizer que eu era uma outra pessoa, era mais alheia ao sofrimento alheio, era menos generosa e menos responsável que sou hoje. Era um pouco egoísta e desligada. Continuo desligada, mas acho que venci muito do egoísmo. Dizem que a pessoa que acredita na mudança das pessoas chama-se dono da transportadora, rs, mas se eu não mudei completamente, me transformei muito. E daí eu já entendo que minha passagem não foi em vão, entendi muito do mundo, acredito.
E de todas as lições lindas de amor e doação que aprendi com a alma da Nana ainda encarnada, acho que a principal e mais importante foi que todo dia é uma celebração. Que ter o privilégio de ver o dia nascer mais uma vez já motivo de festa. E que estar vivo é sempre sempre motivo de alegria, independente dos problemas. Que não há dor que seja maior ao privilégio de estar aqui fazendo e acontecendo. Isso eu devo me lembrar sempre, que aprendi com ela: estar vivo já é motivo de festa, quando se está na companhia dos amigos, da família ou dos cachorrinhos, então! Não há encrenca, maleita ou perrengue que pode nos tirar a alegria e o brilho de ser e estar.
Aproveite a vida, ela é muito linda! :)

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