Bom dia, gente!
Essa noite não sonhei com nada. Aliás, me lembro sim de ter acordado com a sensação de sonho, mas não lembro de ninguém ou de situação alguma. Mas vou contar pra vocês a telepatia com que eu e Kim, o adestrador da Pandora, nos comunicamos antes de ontem.
Minha mãe é pensionista do Estado e uma vez por ano recebe uma visita domiciliar para provar que ela está viva. Olha as coisas. A moça que veio fazer essa conferência instala laptop, impressora, vem com mala e tudo, fica um tempo em casa. Pois não é que a moça é apaixonada por cachorros e se encantou com a Pandora? A Pandora é especial, gente. Todo mundo percebe e mesmo o Kim, nosso amigo de muitos anos, que adestrou nosso bebê desde filhotinha, sempre disse que ela é diferente dos outros cachorros. Humanizada mesmo. As pessoas não acreditam em ver uma Labrador enorme, corpulenta, se comportando com tamanha educação e delicadeza. Ela chega devagarzinho, senta perto das pessoas pra ganhar carinho, não late, não incomoda, não invade o espaço de ninguém. Ela se comunica com o olhar e demonstra curiosidade, inteligência e afeto sempre que aparece alguém novo em casa. Uma cachorra imensa que obedece na hora quando alguém manda sentar ou ficar. Se você fala "Fica!", ela senta e não se mexe e pronto. Disse pra moça que ela havia sido adestrada pelo Kim, adestrador bem conhecido aqui em Rio Preto. Ela quis o telefone dele e eu fui olhar o nr. no celular, anotei em um papelzinho e entreguei pra ela.
Menos de cinco minutos depois (eu juro, gente), o telefone tocou e era o Kim. Na boa, fazia uns dois meses que eu não falava com ele e um tanto desse também que não falava dele. Eu atendi surpresa. Não acreditava em tamanha coincidência. Perguntei se era ele mesmo que estava me ligando ou se eu havia ligado pra ele sem querer. Pensei que talvez pudesse ter enviado o comando de ligar quando fui anotar o número, sei lá!!! "Não, Denise, não foi você quem me ligou, fui eu quem te liguei" - respondeu, uns dois tons antes de parecer ofendido. Ele disse que está com saudade de mim e da Pandora, gostaria de nos ver, passou no condomínio onde morei e avisaram que eu já havia entregado a casa. Ele também leu meu post sobre a Pandora e acredito que sentiu vontade de nos dar um conforto. É muito bom conversar com o Kim, pois ele vive no campo e trabalha na cidade, o que o torna uma espécie de mensageiro entre os dois mundos, detentor de grande sabedoria, desses amigos que a gente ama conversar.
Ele pegou meu endereço para vir me visitar. Depois que desligamos, eu, minha mãe e a moça ficamos estupefatas com tamanha hum... coincidência? Mais tarde, eu e minha mãe conversávamos sobre a continuidade da vida, ela disse que meu pai não acreditava em nada. Que quando a gente morre acaba tudo, apaga. Eu então respondi que às vezes eu também desacreditava, mas que daí aconteciam umas coisas como as de hoje de manhã, com o Kim, e eu me pegava acreditando de novo. "Mas o que tem a ver o que houve com o Kim?" questionou minha mãe, sem entender até onde minhas conexões neurais são capazes de nos levar. Ué, se eu me comuniquei com ele telepaticamente, então é porque nossa consciência pode tomar caminhos e formas que nossos sentidos não alcançam, o que torna perfeitamente possível e até bem provável a existência de uma alma separada do cérebro. Porque nosso cérebro comanda nossos movimentos, mas quem comanda nosso cérebro? Nossa alma, talvez. Essa alma que, no momento em que fui procurar o nr do Kim, já se conectou com ele. Eu não vi, ele não me viu, talvez nem ouviu minha voz, mas lembrou de mim naquela hora em que eu lembrei dele e já me ligou. São interconexões que a gente não entende, mas que estão aí, e anotá-las, apontá-las e depois estudar sobre isso pode ser uma caminho para que a gente possa, não só ACREDITAR baseado em Fé, mas ENTENDER baseado em fatos tudo o que acontece na nossa doida vida.
Hoje é sábado, aproveite a vida!
Beijos, Paz e Luz
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