Fui ao neurologista tratar minha enxaqueca, conforme relatei post anterior. Só não contei o que é uma enxaqueca, então vou contar porque quem tem nem precisa descrever, mas quem não sabe o que é pode não ter a menor noção. Minha mãe ficou abismada por descobrir que enxaqueca não, não é psicológico.
Deve ter alguma coisa de hereditária, pois me lembro, de criança, do meu pai reclamar dos produtos de limpeza que minha mãe usava, ele dizia que "davam dor de cabeça". Poxa, pai! Onde quer que você esteja, saiba então? Não era o pinho sol ou o manacá de cheiro que davam dor de cabeça... ela já existia, esses odores pioravam a situação.
Disse pro médico que estava vindo até ele pra tratar minha dor de cabeça, que eu havia me auto diagnosticado como portadora de enxaqueca. Pelo que ele me explicou, é isso mesmo: caracteriza-se pela frequência e intensidade da dor. Eu tenho anotado minhas dores de cabeça no calendário menstrual, tenho uma média de duas crises por mês, que duram de dois a quatro dias (já teve caso de eu virar uma semana inteira com dor de cabeça). Uma característica também é começar suave e ir aumentando gradativamente, chegando a pulsar. Tem vezes que eu tenho dor latejante mesmo. E muitas vezes começa em apenas um lado da cabeça, depois às vezes toma conta de tudo.
O médico explicou ainda que estava voltando de um congresso sobre dor de cabeça e não existe consenso total na comunidade médica sobre as causas que desengatilham as crises horríveis. O doutor ilustrou da seguinte forma: imagine dois carros, um com alarme regulado e outro com alarme desregulado. O que tá regulado, só se alguém que for tentar arrombar o carro vai conseguir disparar. O desregulado, qualquer caminhão que passar na rua pode dar start no alarme. Com a enxaqueca, seria mais ou menos isso, pois a dor é um alarme, um alerta de que as coisas não vão bem. A enxaqueca poderia ser como uma desregulagem no sistema de alarme do organismo, no caso a dor, mais especificamente a dor de cabeça (que pode vir acompanhada ou não de náusea com a ocorrência ou não de gorfo).
Claro que o médico não usou essas palavras, que não vou comprometer o doutor, mas é mais ou meno por aí. Ele perguntou se eu gostaria de tomar remédio preventivo de crises ou um sintomático, para quando a dor aparecer. Eu quis tentar, por enquanto, o sintomático, não gosto de ficar tomando remédio, sou meio desligada, ia acabar esquecendo. Vou tentar, porque só procurei o médico quando os remédios normais que vendem na farmácia sem receita já não fazem mais efeito.
Hoje é domingo, pode ficar o dia todo de pijama, né?
Beijos preguiçosos,
Dê
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