sábado, 17 de agosto de 2013

Enxaqueca

Ontem fui ao neurologista pra tratar minha enxaqueca. Ele acompanhava a Nana, com seus problemas neurológicos. Como faz parte do corpo da principal faculdade de medicina daqui de Rio Preto, onde inclusive vários médicos da instituição a acompanhavam. Eu estava crente que ele já sabia, só que não. Entrei dizendo "é muito triste voltar aqui sozinha" e ele responde: "por que a Fabiana não veio, está internada?". Hum, foi cruel, dr. Fábio é um médico realmente especial. "Ah, doutor, o sr. não soube? A Nana morreu."
Engraçado relatar isso agora e lembrar desse detalhe, pois foi a primeira vez que eu usei o verbo morrer pra me referir a ela, pois até hoje usava faleceu ou partiu. Ontem saiu morreu, logo de mim, que não acredito na morte. O médico ficou visivelmente comovido. Resumi a história, disse que ela teve alta no sábado de manhã, para morrer em casa no sábado à noite. Os olhos dele encheram de água, eu fiquei tocada. Ele disse que sentia muito mesmo, porque a Fabiana era uma paciente especial, ele tinha carinho por ela. E era uma pena, porque ela era muito ativa, apesar dos problemas. Foi emocionante, ela realmente era querida demais por todos os seus médicos e os profissionais de saúde que lidavam com ela constantemente.
Eu achei que mudando de casa a saudade fosse ficar lá na casa anterior, nossa casinha. Não, né? Veio comigo.
Hoje a Nana me ajudou a encontrar um caminho. Literalmente, nada filosófico, não. Fui até a casa de uma amiga dela, a Lúcia, para buscar um documento, pois ela aceitou ser minha testemunha no processo de pensão alimentícia da previdência social, já que tínhamos união estável. Fazia tempo que não ia à casa da Lúcia, eu não encontrava a rua de jeito nenhum. Parei o carro e disse: "Nana, você precisa me ajudar, eu não consigo achar a casa da Lúcia" Nana era ótima com ruas e caminhos, tanto quanto eu sou péssima. Pois imaginei que ela me dizia "a rua é essa, você está certa" e eu "mas eu já passei por essa rua e não achei a casa dela" e a voz dela na minha cabeça de novo "o bairro mudou, mas a rua é essa!". Voltei pela mesma rua e encontrei a casa da amiga, que estava reformada, como a maior parte das casas da rua. E eu não acreditava que fosse aquela rua, tipo, teimei com ela e tal. E no entanto, enfim! A rua estava certa como o espírito dela havia me dito. Dentro da minha cabeça, mas disse, teimou comigo e estava certa. Essa Nana é o máximo! :)
Beijos, beijos!

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