Gente... desculpa pela demora em postar, estive com crise de enxaqueca e não dava. Até o barulho dos dedinhos no teclado já parece que perfura o cérebro da gente, quando a dor ataca.
Agora vem o que aconteceu depois:
Conta comigo as coincidências...Quarta à noite minha mãe entrou em crise de labirintite, eu entrei em crise de enxaqueca. Quinta de manhã a família da Nana me pediu pra devolver a urna com as cinzas dela.
Nada mais justo, já tive meu tempo. Mas guardei um pouco pra mim, joguei um pouco no jardim, minha mãe pediu um pouco pra jogar no jardim dela. Mas ontem mesmo fiz tudo isso, minha mãe deixou a caixinha dela separada na estante da sala pra levar e esqueceu, ficou lá de ontem pra hoje, quando um amigo veio me visitar, o Carlinhos.
Por coincidência, bati o olho na caixinha com as cinzas que por coincidência minha mãe esqueceu e por coincidência eu vi e quis mostrar pra ele, que por coincidência não teve medo e quis ver. Ele achou legal e eu, que achei mais legal ainda (desculpa se soar meio funesto, ok?) ver alguns pedaços meio grandinhos de ossos no meio das cinzas, fui procurar um pedaço maiorzinho pra mostrar pra ele e por maior de todas essas coincidências, acabei por encontrar meu coração de volta.
Como? Como pode alguém explicar isso de outra forma que não ela se comunicando comigo, conforme combinamos? Como?
Desde que ela foi embora, olha, hoje é o dia mais feliz da minha vida. Eu, que hoje quase desacreditei, olha só... Taí, o recadinho foi dado, meu amor!
sábado, 21 de setembro de 2013
Coincidências
Marcadores:
comunicação com os mortos,
continuidade da vida,
espiritismo,
espiritualidade,
inexplicável,
materialidade,
materialização,
mistérios,
vida após a morte
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Pandora faz festinha pra Nana!
Dessa vez eu não estava sozinha e por falta de uma testemunha, tenho mais duas. Nana apareceu pra Pandora de novo. Foi forte.
A mãe da Nana me escreveu dizendo que gostaria de passar uns tempos com a urna onde estão as cinzas, eu disse que lógico, que é toda dela, já tive meu tempo, mas que eu ainda não tive coragem de esparramar as cinzas no jardim. Que eu tentei me programar pra fazer isso no aniversário de três meses, mas não consegui. Ela disse que depois a gente pesa nisso e tal.
Mas sei lá, me deu uma angústia de leve saber que "ela" iria embora daqui, sabe? Pensei em tirar um tiquinho pra mim, pra eu esparramar no jardim. Minha mãe e meu padrasto estavam super curiosos pra ver as cinzas. Eu peguei de cima da estante o pequeno vaso de cerâmica branco com uma faixa de desenhos coloridos em volta, na parte de cima, e fui mostrar pra minha mãe e pro meu cunhado, de repente, eis que me aparece a Pandora carregando a galinha de borracha que ela só pega quando chega alguém.
Eu que dei o alarme: "Olha a Pandora, fazendo festinha!"
Queria ter fotografado a cara do meu padrasto e da minha mãe olhando pra Pandora que não parava de rodear a gente com o frango de borracha na boca, a mesma festa que ela faz quando qualquer vivo chega. Quando eu fui pegar o celular pra filmar, ela parou.
Abri o vaso, que vem com uma tampa parafusada, e quando tirava o saco plástico que envolve as cinzas de dentro da urna, Pandora começou com a festa de novo. Peguei o celular a tempo de filmar rapidinho, mas logo ela parou de novo, contrariada. Mas registrei um pedaço da cena, prometo tentar aprender a postar video pra colocar aqui. Guardei um pouco em uma latinha pra mim, uma latinha vermelha do tamanho da palma da mão e espalhei um pouco das minhas cinzas da Nana pelas plantas da varanda, feliz da vida. Conversava com ela enquanto passava esse ritual, agradecia por tudo o que ela me fez de bom, me trouxe, me ensinou. Disse que sou muito grata e vou amá-la para sempre. Pedi que traga muita vida pro nosso jardim e que cuide de mim enquanto eu viver. Eu senti tanta alegria em volta de mim enquanto atirava as cinzas às plantas, que olha... era uma alegria que não era minha, era a dela. Porque eu aprendi muito com a Nana, mas não o suficiente pra saber o que é ser feliz de verdade, naquele grau, naquela vibe, a intensidade toda. Continuo nessa busca!
Nana dizia que não queria que as cinzas dela fossem atiradas ao mar pra virar comida de peixe, mas sim em um jardim, pra adubar as plantas e continuar vivendo.
Com muita paz na alma e alívio no coração, finalmente posso dizer:
Está feito, minha linda! Agora você pode viver pra sempre!
:)
Beijos, Paz e Luz!
A mãe da Nana me escreveu dizendo que gostaria de passar uns tempos com a urna onde estão as cinzas, eu disse que lógico, que é toda dela, já tive meu tempo, mas que eu ainda não tive coragem de esparramar as cinzas no jardim. Que eu tentei me programar pra fazer isso no aniversário de três meses, mas não consegui. Ela disse que depois a gente pesa nisso e tal.
Mas sei lá, me deu uma angústia de leve saber que "ela" iria embora daqui, sabe? Pensei em tirar um tiquinho pra mim, pra eu esparramar no jardim. Minha mãe e meu padrasto estavam super curiosos pra ver as cinzas. Eu peguei de cima da estante o pequeno vaso de cerâmica branco com uma faixa de desenhos coloridos em volta, na parte de cima, e fui mostrar pra minha mãe e pro meu cunhado, de repente, eis que me aparece a Pandora carregando a galinha de borracha que ela só pega quando chega alguém.
Eu que dei o alarme: "Olha a Pandora, fazendo festinha!"
Queria ter fotografado a cara do meu padrasto e da minha mãe olhando pra Pandora que não parava de rodear a gente com o frango de borracha na boca, a mesma festa que ela faz quando qualquer vivo chega. Quando eu fui pegar o celular pra filmar, ela parou.
Abri o vaso, que vem com uma tampa parafusada, e quando tirava o saco plástico que envolve as cinzas de dentro da urna, Pandora começou com a festa de novo. Peguei o celular a tempo de filmar rapidinho, mas logo ela parou de novo, contrariada. Mas registrei um pedaço da cena, prometo tentar aprender a postar video pra colocar aqui. Guardei um pouco em uma latinha pra mim, uma latinha vermelha do tamanho da palma da mão e espalhei um pouco das minhas cinzas da Nana pelas plantas da varanda, feliz da vida. Conversava com ela enquanto passava esse ritual, agradecia por tudo o que ela me fez de bom, me trouxe, me ensinou. Disse que sou muito grata e vou amá-la para sempre. Pedi que traga muita vida pro nosso jardim e que cuide de mim enquanto eu viver. Eu senti tanta alegria em volta de mim enquanto atirava as cinzas às plantas, que olha... era uma alegria que não era minha, era a dela. Porque eu aprendi muito com a Nana, mas não o suficiente pra saber o que é ser feliz de verdade, naquele grau, naquela vibe, a intensidade toda. Continuo nessa busca!
Nana dizia que não queria que as cinzas dela fossem atiradas ao mar pra virar comida de peixe, mas sim em um jardim, pra adubar as plantas e continuar vivendo.
Com muita paz na alma e alívio no coração, finalmente posso dizer:
Está feito, minha linda! Agora você pode viver pra sempre!
:)
Beijos, Paz e Luz!
Marcadores:
alma,
cinzas,
comunicação com os mortos,
cremação,
espíritos,
felicidade,
flores,
jardim,
natureza,
plantas,
urna,
vida,
vida após a morte
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Preconceito contra gordos
Eu tô em casa, numa boa, na paz e harmonia do lar, leio a atualização de status de uma pessoa no Facebook dizendo o seguinte:
"As donas redondas desta cidade podiam explodir como em Saramandaia...seria uma benção de luz e de estética."
Nesses tempos de mimimi de politicamente correto, essa asneira me fez concluir que a escola Hitler de amor ao próximo continua firme no seu legado. Porque por ele, apenas teriam sobrevivido os "puros", os loiros de olhos azuis, tá na História. Mas ter preconceito é inerente ao ser humano, né não? Contra negros, gays, gordos, pobres, doentes, feios, solteiros, não pera!
É muito fácil julgar e desejar que se explodam todas as pessoas diferentes da gente para que nossos olhos contemplem apenas o lindo, difícil é entender o que é obesidade. Obesidade é uma síndrome metabólica da qual todos os que sofrem desejam se livrar, tá na Ciência. Sabe por que temos muito mais tesão num punhado de batatas fritas que num pé de alface? É que lá atrás, na Era do Gelo (sim, o planeta já congelou, não é só tema de desenho, estude Geologia) apenas sobreviveram até a idade de procriar os seres humanos fortes que encaravam a gordura crua dos outros bichos sem vomitar. Se você tem seu lindo traseiro magro sentado em frente ao computador, queridinha, é porque você teve um tataratataratataravô gorduchinho que suportava melhor o frio e estava menos preocupado com a estética e mais em sobreviver. Quem viveu pra contar a história e deixar seus descendentes, o magrinho fracote ou o grandão com camada de gordura sobrando na pele? Isso é Darwin, Teoria da Evolução.
E se hoje é inconveniente aos seus superiores olhos (azuis ou não?) a gordurinha resquício da evolução, saiba que só é feio hoje porque qualquer pobre consegue ser gordo. As calorias estão aí nas formas mais baratas e acessíveis. Questão meramente cultural, como quase tudo o que compõe nossa sociedade tacanha. Antigamente, os gordos eram considerados bonitos porque só os ricos conseguiam engordar. Isso é Antropologia Cultural.
Sou super a favor da liberdade de expressão, mas desejo que um dia as pessoas não tenham preconceito umas contra as outras, porque isso é feio, ofende e faz sofrer às pessoas. Segregar, desejar publicamente que se explodam seres humanos porque do seu ponto de vista limitadinho e despreparado eles não são bonitas, francamente, é incitar o Mal, é apologia ao nazismo. E olha só, ironia do destino: a maioria dos judeus sobreviventes aos horrores dos campos de concentração foram justamente os que estavam acima do peso quando foram capturados, pois suportavam mais tempo sem água ou comida. Reservas naturais do organismo, só estudar Biologia que fica fácil entender.
Desculpa se me alonguei, coragem de quem chegou aqui. E que cada um seja livre pra dizer o que pensa, por asneira maior que seja. Mas... você vê que Cultura realmente não é o forte da pessoa, porque já cagou na concordância verbal. O correto seria "As Dona Redondas desta cidade PODERIAM explodir..." Ainda tenho que corrigir erro de Português de gente preconceituosa, é brincadeira? Não o faria, se tivesse preconceito contra quem não é necessariamente inteligente, porque né?!?
"Benção de luz e de estética" É cada uma!!!
Por um mundo onde as pessoas estudem mais História, Geologia, Ciências, Darwin, Antropologia Cultural, Biologia e Sociologia antes de saírem por aí bradando ao ventos do Facebook que quer a morte dos gordinhos. A sobrevivência da espécie agradece.
;)
"As donas redondas desta cidade podiam explodir como em Saramandaia...seria uma benção de luz e de estética."
Nesses tempos de mimimi de politicamente correto, essa asneira me fez concluir que a escola Hitler de amor ao próximo continua firme no seu legado. Porque por ele, apenas teriam sobrevivido os "puros", os loiros de olhos azuis, tá na História. Mas ter preconceito é inerente ao ser humano, né não? Contra negros, gays, gordos, pobres, doentes, feios, solteiros, não pera!
É muito fácil julgar e desejar que se explodam todas as pessoas diferentes da gente para que nossos olhos contemplem apenas o lindo, difícil é entender o que é obesidade. Obesidade é uma síndrome metabólica da qual todos os que sofrem desejam se livrar, tá na Ciência. Sabe por que temos muito mais tesão num punhado de batatas fritas que num pé de alface? É que lá atrás, na Era do Gelo (sim, o planeta já congelou, não é só tema de desenho, estude Geologia) apenas sobreviveram até a idade de procriar os seres humanos fortes que encaravam a gordura crua dos outros bichos sem vomitar. Se você tem seu lindo traseiro magro sentado em frente ao computador, queridinha, é porque você teve um tataratataratataravô gorduchinho que suportava melhor o frio e estava menos preocupado com a estética e mais em sobreviver. Quem viveu pra contar a história e deixar seus descendentes, o magrinho fracote ou o grandão com camada de gordura sobrando na pele? Isso é Darwin, Teoria da Evolução.
E se hoje é inconveniente aos seus superiores olhos (azuis ou não?) a gordurinha resquício da evolução, saiba que só é feio hoje porque qualquer pobre consegue ser gordo. As calorias estão aí nas formas mais baratas e acessíveis. Questão meramente cultural, como quase tudo o que compõe nossa sociedade tacanha. Antigamente, os gordos eram considerados bonitos porque só os ricos conseguiam engordar. Isso é Antropologia Cultural.
Sou super a favor da liberdade de expressão, mas desejo que um dia as pessoas não tenham preconceito umas contra as outras, porque isso é feio, ofende e faz sofrer às pessoas. Segregar, desejar publicamente que se explodam seres humanos porque do seu ponto de vista limitadinho e despreparado eles não são bonitas, francamente, é incitar o Mal, é apologia ao nazismo. E olha só, ironia do destino: a maioria dos judeus sobreviventes aos horrores dos campos de concentração foram justamente os que estavam acima do peso quando foram capturados, pois suportavam mais tempo sem água ou comida. Reservas naturais do organismo, só estudar Biologia que fica fácil entender.
Desculpa se me alonguei, coragem de quem chegou aqui. E que cada um seja livre pra dizer o que pensa, por asneira maior que seja. Mas... você vê que Cultura realmente não é o forte da pessoa, porque já cagou na concordância verbal. O correto seria "As Dona Redondas desta cidade PODERIAM explodir..." Ainda tenho que corrigir erro de Português de gente preconceituosa, é brincadeira? Não o faria, se tivesse preconceito contra quem não é necessariamente inteligente, porque né?!?
"Benção de luz e de estética" É cada uma!!!
Por um mundo onde as pessoas estudem mais História, Geologia, Ciências, Darwin, Antropologia Cultural, Biologia e Sociologia antes de saírem por aí bradando ao ventos do Facebook que quer a morte dos gordinhos. A sobrevivência da espécie agradece.
;)
Marcadores:
antropologia cultural,
biologia,
ciências,
evolução da espécie,
gordos,
gordura localizada,
medicina,
sobrevivência,
sociologia,
tratamento
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Quando o impossível acontece
Acontece comigo.
É sério e eu não entendo como nem por que atraio tanto acontecimento bizarro pra minha vida.
Estou bem, tá gente? Pessoas me ligaram preocupadas porque eu tava triste, mas gente, na maior parte do tempo eu estou bem. Tô levando minha vida tranquila, com serenidade, mas de vez em quando bate um tristeza, daí eu escrevo umas coisas bonitas, eu choro, todo mundo chora, fica mais leve! hehehe
Pois então, ontem, aniversário de passagem e tal, fui mexer do Facebook da Nana. Ok, não consegui excluir porque né? Toda a história de vida da pessoa, fotos, amigos e tal. Coloquei então a foto de um anjinho e mudei seu nome para Raio de Luz. Super meigo, super fofo. Ontem então fui dar uma manutenção na conta, o que leio nas mensagens inbox? Uma ex namorada da Nana marcando um encontro com ela no Além. Mas vê se eu posso com isso? Eu não vou dizer o nome da pessoa né? Mas pelo amor da Divina Luz, que criatura folgada é essa que marca encontro com a esposa da gente em outro plano? Tenha dó. Fiquei inconformada, indignada mesmo. Na verdade, eu fiquei é nervosa com a ex e com a Nana, porque né? Mulher sabe como é, né? A gente tem ciúme mesmo, e daí?
Olha a cara de pau da pessoa no inbox:
"Nana, vou sentir saudades... tenho certeza que DEUS vai continuar minha jornada ao teu lado, você merece toda paz e saúde ...e pra isso ele te chamou. Um dia a gente se encontra pra recordar todos os nossos bons momentos que tivemos junto aos nossos familiares, foi saudavel."
Eu li, reli, e fiquei simplesmente perplexa. Coloquei a mão na cintura, olhei pra cima nervosa e perguntei:
-Nana, que palhaçada é essa?
Eu converso com a Nana, tá gente? Não estranhe. Esperei um tempo até ela responder, ela precisa de alguns instantes pra se sintonizar:
-Eu não tô nem sabendo, Dê.
-Ah, vai dizer que não sabia de nada!
-Não sabia mesmo, eu nem respondi.
Nana conseguiu me irritar ainda mais.
-Mas só me faltava mais nada, né Nana? Eu aqui esperando uma cartinha, uma aparição, uma gravação, qualquer coisa, só faltava você se comunicar primeiro com a ex oferecida que fica marcando encontro no pós vida. Brincadeira, né?
-Responde você então, Dê. Diz que tudo bem, que aqui é bom e que eu tô esperando o reencontro.
-De jeito nenhum!
Eu estava já quase gritando, foi nossa primeira briga desde que ela... bom. Eu realmente não estava calma e tranquila, continuei nossa D.R. interplanos:
-Ah, você quer que eu responda como você, a outra pensa que foi você quem respondeu, morre infartada do outro lado do computador e aí corre pra te encontrar? Nem a pau. Quer se comunicar com a sua ex, arranje outra tonta pra digitar, não eu. Era só o que me faltava!
Nana riu dentro da minha mente, eu ri, e logo ficamos de bem. Nossas brigas nunca duraram muito mesmo.
Agora está tudo bem, não respondi, fiz a Nana me prometer que não vai haver encontro romântico com ex nenhuma do lado de lá e agora tá tudo certo. Vida que segue.
Claro que eu tenho imaginação fértil, sou escritora afinal, mas essa parte do recadinho marcando encontro é verdade, tá lá no inbox da Naninha. Copiei e colei pra colocar nesse texto, irada. No mais, pode considerar ficção.
Ficção só que não! ;)
bjs e ótima semana!
É sério e eu não entendo como nem por que atraio tanto acontecimento bizarro pra minha vida.
Estou bem, tá gente? Pessoas me ligaram preocupadas porque eu tava triste, mas gente, na maior parte do tempo eu estou bem. Tô levando minha vida tranquila, com serenidade, mas de vez em quando bate um tristeza, daí eu escrevo umas coisas bonitas, eu choro, todo mundo chora, fica mais leve! hehehe
Pois então, ontem, aniversário de passagem e tal, fui mexer do Facebook da Nana. Ok, não consegui excluir porque né? Toda a história de vida da pessoa, fotos, amigos e tal. Coloquei então a foto de um anjinho e mudei seu nome para Raio de Luz. Super meigo, super fofo. Ontem então fui dar uma manutenção na conta, o que leio nas mensagens inbox? Uma ex namorada da Nana marcando um encontro com ela no Além. Mas vê se eu posso com isso? Eu não vou dizer o nome da pessoa né? Mas pelo amor da Divina Luz, que criatura folgada é essa que marca encontro com a esposa da gente em outro plano? Tenha dó. Fiquei inconformada, indignada mesmo. Na verdade, eu fiquei é nervosa com a ex e com a Nana, porque né? Mulher sabe como é, né? A gente tem ciúme mesmo, e daí?
Olha a cara de pau da pessoa no inbox:
"Nana, vou sentir saudades... tenho certeza que DEUS vai continuar minha jornada ao teu lado, você merece toda paz e saúde ...e pra isso ele te chamou. Um dia a gente se encontra pra recordar todos os nossos bons momentos que tivemos junto aos nossos familiares, foi saudavel."
Eu li, reli, e fiquei simplesmente perplexa. Coloquei a mão na cintura, olhei pra cima nervosa e perguntei:
-Nana, que palhaçada é essa?
Eu converso com a Nana, tá gente? Não estranhe. Esperei um tempo até ela responder, ela precisa de alguns instantes pra se sintonizar:
-Eu não tô nem sabendo, Dê.
-Ah, vai dizer que não sabia de nada!
-Não sabia mesmo, eu nem respondi.
Nana conseguiu me irritar ainda mais.
-Mas só me faltava mais nada, né Nana? Eu aqui esperando uma cartinha, uma aparição, uma gravação, qualquer coisa, só faltava você se comunicar primeiro com a ex oferecida que fica marcando encontro no pós vida. Brincadeira, né?
-Responde você então, Dê. Diz que tudo bem, que aqui é bom e que eu tô esperando o reencontro.
-De jeito nenhum!
Eu estava já quase gritando, foi nossa primeira briga desde que ela... bom. Eu realmente não estava calma e tranquila, continuei nossa D.R. interplanos:
-Ah, você quer que eu responda como você, a outra pensa que foi você quem respondeu, morre infartada do outro lado do computador e aí corre pra te encontrar? Nem a pau. Quer se comunicar com a sua ex, arranje outra tonta pra digitar, não eu. Era só o que me faltava!
Nana riu dentro da minha mente, eu ri, e logo ficamos de bem. Nossas brigas nunca duraram muito mesmo.
Agora está tudo bem, não respondi, fiz a Nana me prometer que não vai haver encontro romântico com ex nenhuma do lado de lá e agora tá tudo certo. Vida que segue.
Claro que eu tenho imaginação fértil, sou escritora afinal, mas essa parte do recadinho marcando encontro é verdade, tá lá no inbox da Naninha. Copiei e colei pra colocar nesse texto, irada. No mais, pode considerar ficção.
Ficção só que não! ;)
bjs e ótima semana!
Marcadores:
alegre,
amor,
bonita,
comunicação espiritual,
Divina Luz,
encontro,
encontro marcado,
Facebook,
humor,
nervos,
rede social,
serenidade,
triste
domingo, 15 de setembro de 2013
Três meses hoje
Sinto saudade, ela vem em ondas. Às vezes calma e mansa, outras ressaca destrutiva.
Aos poucos, vou retomando a noção de tempo espaço que se perdeu em algum lugar, entre o abrir e o fechar dos olhos, num momento em que se pode mudar tudo. Tenho manias de diretor: coloco os personagens onde quero, mudo seus finais, ignoro esse roteiro mal escrito que nos coube viver.
A vida tem sido meio momentos bons, meio angústia. Incertezas não me incomodam mais e a espera há de ser doce, como não? Aguardo.
O tempo tem passado, devagar me conduz de volta ao pulso do mundo. Eu sei, eu sei, é questão de me encaixar de novo. Pulsar também, porque por agora, são três meses de um vazio tão imenso que quase cabe minha saudade. São dias de contemplação, resgate e memória.
Aos poucos e sempre, ele, esse misterioso tempo, dá sinais de sua sequência. As novelas que víamos juntas vão acabando ou entram na reta final. No rádio, as músicas deixam de ser as que você gostava e dão espaço às que você não conheceu. Minha pessoinha solar, risonha e explosiva, cheia de atitude e autoridade, em uma aparência frágil e ar desprotegido. Só quem te conheceu sabe dessa ambiguidade. Marcante, intensa, forte. Parecia grande! Você que era minha pessoa, agora é minha saudade e vai ser sempre o meu grande amor. Minha lembrança mais gostosa, de dias risonhos em que sempre se tem que sair à rua e ver a cor do céu. Porque os dias de Sol são mesmo de alegria, mas acreditar que até as nuvens cinzas são pra se comemorar apenas por estarem ali, Nana, só você, minha linda. Pular cedo da cama, feliz, cantando, de segunda a segunda, quem mais? Esse amor incondicional à vida, quero levar sempre comigo de você, porque eu sou uma pessoa comum que não nasceu aprendendo a celebrar todos os dias nossa intrigante existência. Aprendo enquanto espero.
Quando falo sobre o tempo... amanheceu nublado hoje ao redor de mim. Não temos muito o que comemorar, não é mesmo? Como isso foi acontecer com a gente? Era tão bom você aqui... E agora, como faz? Eu não pensei que seria fácil, mas...
São três meses de um tempo que se arrasta, três meses e a dor não cede.
Mudar o final triste do nosso filme eu não posso, mas hei de ter em você sempre a lembrança de dias lindos e felizes e fazer da nossa história minha maior inspiração.
Te amo!!!
Aos poucos, vou retomando a noção de tempo espaço que se perdeu em algum lugar, entre o abrir e o fechar dos olhos, num momento em que se pode mudar tudo. Tenho manias de diretor: coloco os personagens onde quero, mudo seus finais, ignoro esse roteiro mal escrito que nos coube viver.
A vida tem sido meio momentos bons, meio angústia. Incertezas não me incomodam mais e a espera há de ser doce, como não? Aguardo.
O tempo tem passado, devagar me conduz de volta ao pulso do mundo. Eu sei, eu sei, é questão de me encaixar de novo. Pulsar também, porque por agora, são três meses de um vazio tão imenso que quase cabe minha saudade. São dias de contemplação, resgate e memória.
Aos poucos e sempre, ele, esse misterioso tempo, dá sinais de sua sequência. As novelas que víamos juntas vão acabando ou entram na reta final. No rádio, as músicas deixam de ser as que você gostava e dão espaço às que você não conheceu. Minha pessoinha solar, risonha e explosiva, cheia de atitude e autoridade, em uma aparência frágil e ar desprotegido. Só quem te conheceu sabe dessa ambiguidade. Marcante, intensa, forte. Parecia grande! Você que era minha pessoa, agora é minha saudade e vai ser sempre o meu grande amor. Minha lembrança mais gostosa, de dias risonhos em que sempre se tem que sair à rua e ver a cor do céu. Porque os dias de Sol são mesmo de alegria, mas acreditar que até as nuvens cinzas são pra se comemorar apenas por estarem ali, Nana, só você, minha linda. Pular cedo da cama, feliz, cantando, de segunda a segunda, quem mais? Esse amor incondicional à vida, quero levar sempre comigo de você, porque eu sou uma pessoa comum que não nasceu aprendendo a celebrar todos os dias nossa intrigante existência. Aprendo enquanto espero.
Quando falo sobre o tempo... amanheceu nublado hoje ao redor de mim. Não temos muito o que comemorar, não é mesmo? Como isso foi acontecer com a gente? Era tão bom você aqui... E agora, como faz? Eu não pensei que seria fácil, mas...
São três meses de um tempo que se arrasta, três meses e a dor não cede.
Mudar o final triste do nosso filme eu não posso, mas hei de ter em você sempre a lembrança de dias lindos e felizes e fazer da nossa história minha maior inspiração.
Te amo!!!
Marcadores:
amor,
dor,
férias,
lidar com perda,
luto,
mágoa,
meteorologia,
mudar o tempo,
perda,
pessoa solar,
previsão do tempo,
saudade,
separação,
tempo,
tristeza
sábado, 14 de setembro de 2013
Nosso encontro de ontem a noite
Acontece cada coisa comigo...
Ai, gente. Vai chegando perto do dia 15 (amanhã faz três meses), vai me enchendo de uma tristeza sem fim. Porque somos ciclos, as marcações de tempo são cíclicas como nós, elas respeitam o tempo da natureza, então dói. Estava escrevendo sobre tudo o que tá havendo comigo, uma homenagem aos três meses, chorei muito, fui dormir cedo.
Estava naquele momento mágico entre sermos despertos e estarmos dormindo, aquela fase em que você imagina coisas sem nexo, eu penso que é onde a alma começa a se "desgrudar" do corpo pra ir viajar por outros mundos e encontrar seus amores, sabe? Nessa fase meio etérea em que nada faz sentido mas há resquícios de consciência, encontrei com ela. A Nana me apareceu, toda bem vestida, arrumada, linda! Camisa listradinha de vermelho... enfim. Parecia preocupada, eu perguntei o que tinha acontecido. Ela disse: "A Pandora tá sem água, só vim te avisar". Despertei na hora, instinto materno, porque né? Fui checar, claro, e realmente a Pandora estava sem água.
Fui abastecer a vasilha com o coração disparado. De lembrar, me arrepia até agora. Pelo menos fui deitar pela segunda vez mais feliz. E tô rindo até agora. :)
Porque não era sonho, eu ainda estava acordada quase dormindo. Também não era lembrança ou imaginação, pois essas não tem forma muito precisa na minha cabeça. Quando penso na Nana, não fico imaginando cor de roupa ou se o cabelo está arrumado ou não, eu penso nela enquanto rostinho, olhos, energia. Confuso, né? Eu não desisto de tentar me explicar, mas eu sou complexa demais até pra mim mesma. Enfim, era ela, toda linda, formas bem definidas, assim como eu, nossos perispíritos totalmente materializados em algum universo paralelo, nem aqui onde eu fico, nem lá onde ela está. Simplesmente éramos nós duas ali, um encontro, ela me avisando de algo importante (e se a criança tem sede no meio da noite, tadinha?). Nossa filha, não pode.
Ah, se você é um cientista pode acreditar que foi meu subconsciente que calculou a última vez em que eu chequei a água e me despertou pra lembrar. Problema seu, eu acredito realmente em um encontro fortuito na madrugada, ela estava em alguma festinha ou evento lá no habitat da sua alma, porque né? Nana festeira, até hoje, certeza. De onde ela está, deve estar orgulhosa por eu conseguir captar tão bem seus sinais. Bem, nos últimos anos treinamos bastante, nossas almas sempre se sentiam, ligadas pelo nosso sentimento, afinal.
É isso aí, meu amor. Estou te ouvindo, fale sempre comigo!
Depois da sua última visita, em que te mostrava o lugar onde estão acomodadas nossas plantas, a trepadeira brotou. Ainda uns pequenos pontinhos verdes que demoraram três meses para aparecer. Mas estão lá, mostrando que tem vida no jardim e nos ensinando a entender do mundo com as plantas, que sabem morrer e renascer. Nos aguarde primavera que vem!
Beijos, te amo!
:)
Ai, gente. Vai chegando perto do dia 15 (amanhã faz três meses), vai me enchendo de uma tristeza sem fim. Porque somos ciclos, as marcações de tempo são cíclicas como nós, elas respeitam o tempo da natureza, então dói. Estava escrevendo sobre tudo o que tá havendo comigo, uma homenagem aos três meses, chorei muito, fui dormir cedo.
Estava naquele momento mágico entre sermos despertos e estarmos dormindo, aquela fase em que você imagina coisas sem nexo, eu penso que é onde a alma começa a se "desgrudar" do corpo pra ir viajar por outros mundos e encontrar seus amores, sabe? Nessa fase meio etérea em que nada faz sentido mas há resquícios de consciência, encontrei com ela. A Nana me apareceu, toda bem vestida, arrumada, linda! Camisa listradinha de vermelho... enfim. Parecia preocupada, eu perguntei o que tinha acontecido. Ela disse: "A Pandora tá sem água, só vim te avisar". Despertei na hora, instinto materno, porque né? Fui checar, claro, e realmente a Pandora estava sem água.
Fui abastecer a vasilha com o coração disparado. De lembrar, me arrepia até agora. Pelo menos fui deitar pela segunda vez mais feliz. E tô rindo até agora. :)
Porque não era sonho, eu ainda estava acordada quase dormindo. Também não era lembrança ou imaginação, pois essas não tem forma muito precisa na minha cabeça. Quando penso na Nana, não fico imaginando cor de roupa ou se o cabelo está arrumado ou não, eu penso nela enquanto rostinho, olhos, energia. Confuso, né? Eu não desisto de tentar me explicar, mas eu sou complexa demais até pra mim mesma. Enfim, era ela, toda linda, formas bem definidas, assim como eu, nossos perispíritos totalmente materializados em algum universo paralelo, nem aqui onde eu fico, nem lá onde ela está. Simplesmente éramos nós duas ali, um encontro, ela me avisando de algo importante (e se a criança tem sede no meio da noite, tadinha?). Nossa filha, não pode.
Ah, se você é um cientista pode acreditar que foi meu subconsciente que calculou a última vez em que eu chequei a água e me despertou pra lembrar. Problema seu, eu acredito realmente em um encontro fortuito na madrugada, ela estava em alguma festinha ou evento lá no habitat da sua alma, porque né? Nana festeira, até hoje, certeza. De onde ela está, deve estar orgulhosa por eu conseguir captar tão bem seus sinais. Bem, nos últimos anos treinamos bastante, nossas almas sempre se sentiam, ligadas pelo nosso sentimento, afinal.
É isso aí, meu amor. Estou te ouvindo, fale sempre comigo!
Depois da sua última visita, em que te mostrava o lugar onde estão acomodadas nossas plantas, a trepadeira brotou. Ainda uns pequenos pontinhos verdes que demoraram três meses para aparecer. Mas estão lá, mostrando que tem vida no jardim e nos ensinando a entender do mundo com as plantas, que sabem morrer e renascer. Nos aguarde primavera que vem!
Beijos, te amo!
:)
Marcadores:
água,
cachorro,
camisa,
carência,
ceticismo,
ciências,
comunicação,
filhos,
filhote,
jardins,
medicina,
pet,
plantas,
preocupação,
viagem,
viajar,
vida após a morte
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Sexta-feira 13 do ano 13
Horripilante, só que não.
Hoje é sexta-feira 13, adoro!
Sou meio bruxa, né? Já fui feiticeira em mais de uma encarnação, já fui perseguida pela Santa Inquisição, já devo ter sapecado em fogueira (mas disso não me lembro). Se bem que não sei, já escrevi uma cena de ficção no quais umas bruxas conseguem escapar da fogueira porque fazem chover bem na hora de tacar fogo na gente, digo, nelas. Enfim, deixa essas histórias pra lá, o importante é que hoje tem sido um dia de Paz, como aliás costumam ser as sextas. Mesmo eu não estando empregada, então tanto faz uma sexta ou uma segunda, é incrível como percebo a energia que emana do mundo.
Segunda sinto preguiça como qualquer vivente. Sexta sinto alegria, sinto a felicidade que vem das ruas, das pessoas, bate em mim, pode acreditar. Eu sou uma antena parabólica afinada, capto as energias flutuantes muito bem. Vai ver por isso sou cercada de mistérios e premonições; aliás, por isso os percebo, pois na verdade na vida de todo mundo tem sinais e coincidências fortíssimos, mas nem todos param para observar.
Hoje sinto a paz da sexta misturada com a apreensão das superstições arraigadas em nós. Todo mundo cuidadoso no trânsito, todo mundo brincando nas redes sociais que vai assistir filme de terro hoje a noite... sei.
Ontem comprei minhocas pra jogar no jardim, onde tem sombra, debaixo das folhas secas do corredor de terra. Passei numa casa de pesca e um pescador cliente que estava esperando quis me convencer de que seria mais fácil se eu levasse o húmus de minhoca. Mas mania que o povo tem de dar palpite onde ninguém chama! Expliquei que queria as minhocas morando no meu quintal e produzindo o húmus constantemente, assim eu não precisaria comprar sempre. Ele não se conformava. Parecia revoltado por eu querer mudar o destino das minhocas que estavam ali para ser comida de peixe, não pra ficar adubando jardim dos outros. Enfim, tentando ser espírita, ser paciente e ser boa, não dei um carreirão no homem, que, por sorte (dele) não me pegou na TPM.
No caminho de volta, eu toda feliz com aquele embolado de minhocas numa garrafa plástica, dizia, contente:
-Amiguinhas, eu mudei o destino de vocês. Vocês iam viver confinadas até virar comidinha de peixe, mas agora vocês terão um lar, vão comer muita casca de frutas e de legumes e borra de café e tudo. Viverão à sombra na terra sempre fresca. Em troca, vocês vão fazer caminhos pra arejar a terra e encher meu jardim de adubo que vocês produzem quando vão ao banheiro de vocês. Vão crescer e se multiplicar e meu quintal vai estar sempre lindo! Uma ou outra, não tem jeito, vai virar duas num golpe de enxada. Mas a maioria de vocês vai ser feliz para sempre, eu prometo!
E dirigi toda risonha até em casa!
Sério, agora eu tô pensando...
Será que eu preciso de tratamento?
Enfim.
beijos, Paz e Luz
Hoje é sexta-feira 13, adoro!
Sou meio bruxa, né? Já fui feiticeira em mais de uma encarnação, já fui perseguida pela Santa Inquisição, já devo ter sapecado em fogueira (mas disso não me lembro). Se bem que não sei, já escrevi uma cena de ficção no quais umas bruxas conseguem escapar da fogueira porque fazem chover bem na hora de tacar fogo na gente, digo, nelas. Enfim, deixa essas histórias pra lá, o importante é que hoje tem sido um dia de Paz, como aliás costumam ser as sextas. Mesmo eu não estando empregada, então tanto faz uma sexta ou uma segunda, é incrível como percebo a energia que emana do mundo.
Segunda sinto preguiça como qualquer vivente. Sexta sinto alegria, sinto a felicidade que vem das ruas, das pessoas, bate em mim, pode acreditar. Eu sou uma antena parabólica afinada, capto as energias flutuantes muito bem. Vai ver por isso sou cercada de mistérios e premonições; aliás, por isso os percebo, pois na verdade na vida de todo mundo tem sinais e coincidências fortíssimos, mas nem todos param para observar.
Hoje sinto a paz da sexta misturada com a apreensão das superstições arraigadas em nós. Todo mundo cuidadoso no trânsito, todo mundo brincando nas redes sociais que vai assistir filme de terro hoje a noite... sei.
Ontem comprei minhocas pra jogar no jardim, onde tem sombra, debaixo das folhas secas do corredor de terra. Passei numa casa de pesca e um pescador cliente que estava esperando quis me convencer de que seria mais fácil se eu levasse o húmus de minhoca. Mas mania que o povo tem de dar palpite onde ninguém chama! Expliquei que queria as minhocas morando no meu quintal e produzindo o húmus constantemente, assim eu não precisaria comprar sempre. Ele não se conformava. Parecia revoltado por eu querer mudar o destino das minhocas que estavam ali para ser comida de peixe, não pra ficar adubando jardim dos outros. Enfim, tentando ser espírita, ser paciente e ser boa, não dei um carreirão no homem, que, por sorte (dele) não me pegou na TPM.
No caminho de volta, eu toda feliz com aquele embolado de minhocas numa garrafa plástica, dizia, contente:
-Amiguinhas, eu mudei o destino de vocês. Vocês iam viver confinadas até virar comidinha de peixe, mas agora vocês terão um lar, vão comer muita casca de frutas e de legumes e borra de café e tudo. Viverão à sombra na terra sempre fresca. Em troca, vocês vão fazer caminhos pra arejar a terra e encher meu jardim de adubo que vocês produzem quando vão ao banheiro de vocês. Vão crescer e se multiplicar e meu quintal vai estar sempre lindo! Uma ou outra, não tem jeito, vai virar duas num golpe de enxada. Mas a maioria de vocês vai ser feliz para sempre, eu prometo!
E dirigi toda risonha até em casa!
Sério, agora eu tô pensando...
Será que eu preciso de tratamento?
Enfim.
beijos, Paz e Luz
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Noite de Liberdade
Essa noite não dormi muito bem.
Demorei pra dormir, acordava toda a hora, na volta do xixi demorava mais um pouco. E foram uns quatro xixis madrugada adentro. E não sei se vocês perceberam, gente, mas dormir não é necessariamente um problema pra mim. Eu perco coisas com facilidade, chave, documento, carro no estacionamento. Mas sono e fome são duas coisas que olha, tirar de mim não é fácil. O que me faz perder sono de vez em quando é alguma preocupação, mas justamente esses dias em que a minha maior preocupação para o momento, que era a pensão, acaba de se resolver, concedida, então eu não entendo. Pior, eu não pensava em nada especificamente, mas a mente trabalhando a milhão, tudo passando, agitando meus pacatos neurônios.
Bom, de repente eu ainda estava numa descarga de energia, por tanto tempo de tensão, agora acabou correr atrás de benefício. Agora mesmo eu deveria dormir tranquila, porque né? Sou pensionista agora e ninguém vai me segurar! hahahahaha
Ninguém agora pode me cobrar com frases prontas e repetitivas como "e agora, vai fazer o quê da vida" "você já tem alguma coisa em vista?"
Tenho, bem. Quero encarar Crime e Castigo, do Dostoiévski. Quero reler Fernanda Young desde o começo da sua carreira, vou passar dias invernada com Sidney Sheldon, quero virar rata de biblioteca e escrever pelo menos dois romances por ano.
Se eu quiser posso fazer nada o dia todo. Posso cochilar depois do almoço e passar meus dias fuçando na terra, cavucando buraco pra enfiar as plantas que virão em flores me fazer feliz primavera que vem. Eu posso. Agora eu posso tudo o que eu quiser.
A sensação de liberdade só não é total porque eu tenho um corpo físico (grande, por sinal!) que fica me prendendo neste planetinha mequetrefe e me impede de encontrar minha Nana com mais facilidade. Paciência. O tempo anda passando tão rápido que daqui a pouco eu já virei uma velhinha rabugenta.
Ou não? Ou será que vou ser boazinha e amável? Quem serei eu amanhã? Como se calcula o amanhã, um tempo que ainda não veio? Pois o que aconteceu há 20 anos tem o mesmo espaço na memória do que houve há 20 dias, pois os dias se sucedem e é só agora presente, lembrança e sonho, três facetas do pensamento que conduzem nossas vidas.
Gosto de deixar a vida correr, gosto das surpresas do mundo. Para o momento, sem planos além de dar água para as plantinhas quando elas sentirem sede e revolver seus vasos quando elas parecerem angustiadas.
As novidades que forem surgindo, comemoro com vocês!
Beijos, Paz e Luz
Demorei pra dormir, acordava toda a hora, na volta do xixi demorava mais um pouco. E foram uns quatro xixis madrugada adentro. E não sei se vocês perceberam, gente, mas dormir não é necessariamente um problema pra mim. Eu perco coisas com facilidade, chave, documento, carro no estacionamento. Mas sono e fome são duas coisas que olha, tirar de mim não é fácil. O que me faz perder sono de vez em quando é alguma preocupação, mas justamente esses dias em que a minha maior preocupação para o momento, que era a pensão, acaba de se resolver, concedida, então eu não entendo. Pior, eu não pensava em nada especificamente, mas a mente trabalhando a milhão, tudo passando, agitando meus pacatos neurônios.
Bom, de repente eu ainda estava numa descarga de energia, por tanto tempo de tensão, agora acabou correr atrás de benefício. Agora mesmo eu deveria dormir tranquila, porque né? Sou pensionista agora e ninguém vai me segurar! hahahahaha
Ninguém agora pode me cobrar com frases prontas e repetitivas como "e agora, vai fazer o quê da vida" "você já tem alguma coisa em vista?"
Tenho, bem. Quero encarar Crime e Castigo, do Dostoiévski. Quero reler Fernanda Young desde o começo da sua carreira, vou passar dias invernada com Sidney Sheldon, quero virar rata de biblioteca e escrever pelo menos dois romances por ano.
Se eu quiser posso fazer nada o dia todo. Posso cochilar depois do almoço e passar meus dias fuçando na terra, cavucando buraco pra enfiar as plantas que virão em flores me fazer feliz primavera que vem. Eu posso. Agora eu posso tudo o que eu quiser.
A sensação de liberdade só não é total porque eu tenho um corpo físico (grande, por sinal!) que fica me prendendo neste planetinha mequetrefe e me impede de encontrar minha Nana com mais facilidade. Paciência. O tempo anda passando tão rápido que daqui a pouco eu já virei uma velhinha rabugenta.
Ou não? Ou será que vou ser boazinha e amável? Quem serei eu amanhã? Como se calcula o amanhã, um tempo que ainda não veio? Pois o que aconteceu há 20 anos tem o mesmo espaço na memória do que houve há 20 dias, pois os dias se sucedem e é só agora presente, lembrança e sonho, três facetas do pensamento que conduzem nossas vidas.
Gosto de deixar a vida correr, gosto das surpresas do mundo. Para o momento, sem planos além de dar água para as plantinhas quando elas sentirem sede e revolver seus vasos quando elas parecerem angustiadas.
As novidades que forem surgindo, comemoro com vocês!
Beijos, Paz e Luz
Marcadores:
biblioteca,
encontro,
fome,
leitura,
liberdade,
literatura,
livros,
natureza,
necessidades,
neurônio,
noite,
paciência,
planetas,
plantas,
sono,
vasos,
viagens
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Deu certo, só que não!
Fazia tempo que eu não sonhava, então resolvi usar o aplicativo do iPhone pra lembrar dos sonhos, o Dream:ON
Deu certo, só que não.
Eu lembrei do sonho, perfeitamente, mas que sonhozinho sem vergonha! Sonhei que estavam vendendo uma máquina que ajudava a cometer suicídio, um capacete que você colocava na cabeça e decepava as duas orelhas, então você morreria esgotado. Até aí tudo bem, todo mundo tem direito a pesadelos bisonhos, o problema é que não foi pesadelo. Eu estava achando aquilo tudo super normal no sonho, inclusive. Não acordei assustada nem nada. Normal, assim, sonhar com decepadores de orelhas e tudo bem, né? Isso não significa necessariamente que a pessoa é doida, tem tendência ou vivência passada com orelhas decepadas, será?
Engraçado... eu nunca consegui usar brincos. Não tenho a orelha furada, jamais conseguiu parar um brinquinho que fosse em mim. Na infância, minha mãe tentava pelo menos uma vez por ano, e eu também, era louca pra ter a orelha furada como minhas amiguinhas... mas depois de uma semana minhas orelhas eram só pus. Nem ouro puro, nem platina, nem nada. Tentamos de um tudo. Na adolescência eu ainda tentei mais umas vezes, mas acho que a última vez foi antes dos vinte. Hoje nem penso mais nisso, já que anel e colar, que eu poderia usar, não uso. Com certeza, se tivesse a orelha furada também não usaria brincos.
Então tá. Será que eu tive B.O. com orelha em vidas passadas?
Tem uma personalidade que arrancou a própria orelha, foi Van Gogh. Será?
(Pausa pra pesquisar no google)
Gente, as telas dele são a minha cara, eu poderia perfeitamente tê-las pintado... Quando eu quis viajar até uma vida em que explicasse o porque de eu estar passando tanto perrengue, sonhei que caminhava com um punhal. Só vi o punhal, não me vi. E descubro que o gênio saiu andando pela cidade com um punhal na mão pra matar seu desafeto, só que daí, perturbado, arrancou a própria orelha. Minha cara ser perturbada, trago nessa vida resquícios, sou meio perturbada, né? Pronto, agora acredito que fui Van Gogh na vida passada!
Alguma forma de receber direitos autorais, produção?
Gente, eu tô brincando, viu?
Só que não! kkkkkkkkkkkkk
bjs, Paz e Luz,
Denise Vincent
Deu certo, só que não.
Eu lembrei do sonho, perfeitamente, mas que sonhozinho sem vergonha! Sonhei que estavam vendendo uma máquina que ajudava a cometer suicídio, um capacete que você colocava na cabeça e decepava as duas orelhas, então você morreria esgotado. Até aí tudo bem, todo mundo tem direito a pesadelos bisonhos, o problema é que não foi pesadelo. Eu estava achando aquilo tudo super normal no sonho, inclusive. Não acordei assustada nem nada. Normal, assim, sonhar com decepadores de orelhas e tudo bem, né? Isso não significa necessariamente que a pessoa é doida, tem tendência ou vivência passada com orelhas decepadas, será?
Engraçado... eu nunca consegui usar brincos. Não tenho a orelha furada, jamais conseguiu parar um brinquinho que fosse em mim. Na infância, minha mãe tentava pelo menos uma vez por ano, e eu também, era louca pra ter a orelha furada como minhas amiguinhas... mas depois de uma semana minhas orelhas eram só pus. Nem ouro puro, nem platina, nem nada. Tentamos de um tudo. Na adolescência eu ainda tentei mais umas vezes, mas acho que a última vez foi antes dos vinte. Hoje nem penso mais nisso, já que anel e colar, que eu poderia usar, não uso. Com certeza, se tivesse a orelha furada também não usaria brincos.
Então tá. Será que eu tive B.O. com orelha em vidas passadas?
Tem uma personalidade que arrancou a própria orelha, foi Van Gogh. Será?
(Pausa pra pesquisar no google)
Gente, as telas dele são a minha cara, eu poderia perfeitamente tê-las pintado... Quando eu quis viajar até uma vida em que explicasse o porque de eu estar passando tanto perrengue, sonhei que caminhava com um punhal. Só vi o punhal, não me vi. E descubro que o gênio saiu andando pela cidade com um punhal na mão pra matar seu desafeto, só que daí, perturbado, arrancou a própria orelha. Minha cara ser perturbada, trago nessa vida resquícios, sou meio perturbada, né? Pronto, agora acredito que fui Van Gogh na vida passada!
Alguma forma de receber direitos autorais, produção?
Gente, eu tô brincando, viu?
Só que não! kkkkkkkkkkkkk
bjs, Paz e Luz,
Denise Vincent
Marcadores:
adolescência,
artes plásticas,
artistas,
brincos,
gênio,
orelhas,
pintor,
pintores,
produção,
reencarnação,
van gogh,
vidas passadas
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Benefício concedido
A emoção que eu senti quando li "Benefício Concedido" no site do INSS não dá pra descrever. Minha alma foi tomada por um sentimento profundo de alegria, tão autêntico e sincero que cheguei a tomar fôlego pra contar a novidade pra Nana. Caí de novo naquele choque de realidade. Pensão por Morte, nome triste, termo forte, é o que eu tenho direito. Depois de muita luta dos colegas em relação aos direitos homoafetivos, depois de muita discussão com pastor fanfarrão, de paradas e protestos, temos enfim nossas vidas em comum reconhecidas enquanto família. É como se a Nana dissesse: "Dê, você cuidou de mim até o último dia da minha vida, agora eu vou cuidar de você até o último dia da sua vida."
Então, por que eu não consigo parar de chorar? Por que eu não consigo fazer planos pro meu dinheirinho, que é meu por direito e merecimento? É porque eu sou uma besta. Porque queria mesmo fugir, sair correndo, ir pra algum lugar onde eu possa encontrar o meu amor pra lhe contar as novidades. Onde é esse lugar, como eu chego lá, alguém me diz?
Fui almoçar frango frito e pra acompanhar, Coca-cola. Sem culpa. Sem medo de que se entupam minhas veias com o colesterol do franguinho. Tô nesses momentos em que tenho pressa. Porque agora eu vou me vestir pra ir lá na Previdência buscar minha carta, pra abrir conta em banco, pra colocar as contas no débito automático porque eu nunca lembro de pagar mesmo e não tem uma Nana pra lembrar que a vida tá acontecendo lá fora e a gente precisa sair pra acompanhar. Me visto como para as outras cerimônias, velório, missa, escolher roupa de despedida. Mais uma vez tô saindo de casa pra me despedir do que ainda não acabou. Vou atrás do que será uma manifestação dela em matéria, o dinheiro que ela me deixou por sermos uma família. Eu vou ter meu próprio dinheiro, fazia tempo, eu não lembrava mais como era.
Agora serei independente de novo, aconteça o que acontecer, não passarei fome. Porque eu já tenho uma casa e uma renda. Posso viver de escrever, se quiser, dê isso algum retorno um dia ou não, estou resguardada. Nana cuida de mim agora. Vou ser gente, ter débito em conta, cartão, essas chatices da vida prática. Vou fazer planos um dia, vou fazer mil coisas, mas não agora, não neste momento. Neste momento, sinceramente, feliz só que não.
Então, por que eu não consigo parar de chorar? Por que eu não consigo fazer planos pro meu dinheirinho, que é meu por direito e merecimento? É porque eu sou uma besta. Porque queria mesmo fugir, sair correndo, ir pra algum lugar onde eu possa encontrar o meu amor pra lhe contar as novidades. Onde é esse lugar, como eu chego lá, alguém me diz?
Fui almoçar frango frito e pra acompanhar, Coca-cola. Sem culpa. Sem medo de que se entupam minhas veias com o colesterol do franguinho. Tô nesses momentos em que tenho pressa. Porque agora eu vou me vestir pra ir lá na Previdência buscar minha carta, pra abrir conta em banco, pra colocar as contas no débito automático porque eu nunca lembro de pagar mesmo e não tem uma Nana pra lembrar que a vida tá acontecendo lá fora e a gente precisa sair pra acompanhar. Me visto como para as outras cerimônias, velório, missa, escolher roupa de despedida. Mais uma vez tô saindo de casa pra me despedir do que ainda não acabou. Vou atrás do que será uma manifestação dela em matéria, o dinheiro que ela me deixou por sermos uma família. Eu vou ter meu próprio dinheiro, fazia tempo, eu não lembrava mais como era.
Agora serei independente de novo, aconteça o que acontecer, não passarei fome. Porque eu já tenho uma casa e uma renda. Posso viver de escrever, se quiser, dê isso algum retorno um dia ou não, estou resguardada. Nana cuida de mim agora. Vou ser gente, ter débito em conta, cartão, essas chatices da vida prática. Vou fazer planos um dia, vou fazer mil coisas, mas não agora, não neste momento. Neste momento, sinceramente, feliz só que não.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Encontrar pessoas do bem
Sempre faz bem.
Hoje fui visitar uma amiga querida em seu local de trampo. A Janete é uma mulher pequena e idônea, supervisora de um grande órgão público, já trabalhou comigo neste mesmo órgão público e conservo nossa amizade. Gosto de conversar com a Janete porque a considero um ou dois graus acima da média na escala da evolução dos seres humanos. Não sei dizer porque a considero dessa forma, com alguém mais evoluída, mas sempre achei isso. Que eu saiba, ela não teve uma história muito dramática ou cheia de sofrimento que fosse superado, sei que é uma pessoa comum, teve seu marido, seus filhos, hoje netos, mas Janete é uma pessoa bondosa por essência. Ela não tem problema em enfrentar a gerência para proteger seus funcionários, é amada pelos subordinados e respeitada pelos superiores. Gente boa, a dona Janete.
Janete é espírita e tem sempre grandes conselhos para quem pede. É muito bom conversar com ela porque ela deve ter uma alma meio antiga, parece que já conhece muito da atitude dos homens, entende das mazelas pelas quais passamos. Pois hoje fui lá vê-la, ela também estava meio tristinha, daí conversamos um monte, mesmo com muita gente chegando toda a hora, foi muito legal trocarmos energia. Quando saí, tanto ela estava mais feliz, quanto eu.
Acho que isso é ter sucesso na vida. Ser capaz de despertar sentimentos bons nos outros, ser lembrada como alguém que transmite coisas boas e que as pessoas querem ter por perto, mesmo depois do tempo passado, ser procurado apenas para conversar um pouco, pra matar saudade, pra fazer bem. Eu gostaria de ser como a Janete um dia... não supervisora de órgão público, (toc toc toc, pé de pato, mangalô tres vez), mas quero um dia ser alguém que qualquer pessoa, da mais culta à mais incauta, possa lembrar de mim e apenas pensar "como é bom conversar com ela, preciso disso".
Fez meu dia bom, certeza que terei uma ótima semana.
E saindo do Poupatempo, onde fui ver a Janete, encontrei uma outra amiga, que eu conheci pessoalmente, mas vejo mais pelo Facebook, a Carla, uma pessoa que já superou 3 tipos de câncer. E tem inegável alegria em viver. Conversei com ela também. Hoje, eu que estava meio tristinha logo cedo, fui agraciada com as energias boas que os anjos da Terra sabem transmitir pra gente.
Bom também!
Desejo que todos tenham uma semana linda, como será a minha!
Beijos, Paz e Luz
Hoje fui visitar uma amiga querida em seu local de trampo. A Janete é uma mulher pequena e idônea, supervisora de um grande órgão público, já trabalhou comigo neste mesmo órgão público e conservo nossa amizade. Gosto de conversar com a Janete porque a considero um ou dois graus acima da média na escala da evolução dos seres humanos. Não sei dizer porque a considero dessa forma, com alguém mais evoluída, mas sempre achei isso. Que eu saiba, ela não teve uma história muito dramática ou cheia de sofrimento que fosse superado, sei que é uma pessoa comum, teve seu marido, seus filhos, hoje netos, mas Janete é uma pessoa bondosa por essência. Ela não tem problema em enfrentar a gerência para proteger seus funcionários, é amada pelos subordinados e respeitada pelos superiores. Gente boa, a dona Janete.
Janete é espírita e tem sempre grandes conselhos para quem pede. É muito bom conversar com ela porque ela deve ter uma alma meio antiga, parece que já conhece muito da atitude dos homens, entende das mazelas pelas quais passamos. Pois hoje fui lá vê-la, ela também estava meio tristinha, daí conversamos um monte, mesmo com muita gente chegando toda a hora, foi muito legal trocarmos energia. Quando saí, tanto ela estava mais feliz, quanto eu.
Acho que isso é ter sucesso na vida. Ser capaz de despertar sentimentos bons nos outros, ser lembrada como alguém que transmite coisas boas e que as pessoas querem ter por perto, mesmo depois do tempo passado, ser procurado apenas para conversar um pouco, pra matar saudade, pra fazer bem. Eu gostaria de ser como a Janete um dia... não supervisora de órgão público, (toc toc toc, pé de pato, mangalô tres vez), mas quero um dia ser alguém que qualquer pessoa, da mais culta à mais incauta, possa lembrar de mim e apenas pensar "como é bom conversar com ela, preciso disso".
Fez meu dia bom, certeza que terei uma ótima semana.
E saindo do Poupatempo, onde fui ver a Janete, encontrei uma outra amiga, que eu conheci pessoalmente, mas vejo mais pelo Facebook, a Carla, uma pessoa que já superou 3 tipos de câncer. E tem inegável alegria em viver. Conversei com ela também. Hoje, eu que estava meio tristinha logo cedo, fui agraciada com as energias boas que os anjos da Terra sabem transmitir pra gente.
Bom também!
Desejo que todos tenham uma semana linda, como será a minha!
Beijos, Paz e Luz
Marcadores:
amigos,
boa semana,
bondade,
bondosa,
conselhos,
consolo,
conversar,
energia positiva,
energias,
humanidade,
reencontro,
segunda-feira,
semana,
sucesso
domingo, 8 de setembro de 2013
Inspiração para a vida
As coisas de repente não têm dado muito certo, você se vê às voltas com fatos que não pode mudar, com vontade de voltar no tempo sem poder, as coisas mais tristes que poderiam acontecer com uma pessoa acontecem com você. O tempo passa e a dor não cura, o tempo passa, mas parece que não, a saudade não diminui e continua no mesmo lugar. Tudo caminha para você achar que a sua vida é uma grande e irreversível droga.
Mas daí me amanhece um domingo com um sol arreganhado, o céu de azul intenso, as plantas anunciando em exuberância a proximidade da primavera, os sons da natureza, seus pássaros, seus bichos, tudo envolvendo a gente e então você pensa: vou ser infeliz por quê? Olha a vida aí, tão linda, se manifestando em torno de mim, me lembrando que o pulso do mundo continua no ritmo, eu devo me encaixar nele de novo, apenas isso. E as voltas da Terra hão de se encarregar de levar a tristeza embora com elas. Deixando os sonhos e a esperança, me deixando acreditar que vai ser bom agora, que daqui pra frente só há de melhorar.
Um dia lindo assim inspira. Tomara que cada um de nós possa se lembrar de olhar pela janela ou sair ao sol nesse dia tão colorido.
Beijos, Paz, Luz e um lindo domingo de Sol para todo mundo!
:)
Mas daí me amanhece um domingo com um sol arreganhado, o céu de azul intenso, as plantas anunciando em exuberância a proximidade da primavera, os sons da natureza, seus pássaros, seus bichos, tudo envolvendo a gente e então você pensa: vou ser infeliz por quê? Olha a vida aí, tão linda, se manifestando em torno de mim, me lembrando que o pulso do mundo continua no ritmo, eu devo me encaixar nele de novo, apenas isso. E as voltas da Terra hão de se encarregar de levar a tristeza embora com elas. Deixando os sonhos e a esperança, me deixando acreditar que vai ser bom agora, que daqui pra frente só há de melhorar.
Um dia lindo assim inspira. Tomara que cada um de nós possa se lembrar de olhar pela janela ou sair ao sol nesse dia tão colorido.
Beijos, Paz, Luz e um lindo domingo de Sol para todo mundo!
:)
Marcadores:
alegria,
azul,
bichos,
céu azul,
dia de sol,
domingo,
dor,
felicidade,
inspiração,
natureza,
pássaros,
plantas,
poesia,
sons,
tempo,
tristeza
sábado, 7 de setembro de 2013
Independência da Malandragem
Hoje é 07 de Setembro e me lembrei com carinho de quando eu pintava meus cadernos de verde e amarelo na semana da Pátria. Em como meu pai colocava umas fitinhas verde-amarelas de um plástico tosco amarradas na antena do carro. Era um país recém saído de uma ditadura cruel, o da minha infância. Sou de 77, minha infância tinha cheiro de liberdade novinha em folha. Esse período, de 1964 a 1984, trouxe muito sofrimento para o povo brasileiro, mas também colaborou para o surgimento das mais lindas canções da MPB. Nossos gênios compositores (particularmente Chico, Caetano e Gil), sofrendo em exílios, nos presentearam com sua saudade transformada em poesias e melodias maravilhosas.
E a Ditadura acabou, aquilo tudo foi muito ruim, mas eis que teve também o seu legado bom, afinal. Hoje o trio soberano vive feliz em sua terra amada, terão sempre nosso respeito e gratidão, por que né? Foram fundamentais para nosso povo ser livre de novo.
Agora estamos passando por um momento muito feio da política. Não sei se no futuro olharemos pra cá e acharemos algo de bom nessa pouca vergonha vigente. Eu não tenho um pingo de vontade de pendurar uma fitinha verde amarela na antena do meu carro, mesmo porque ele nem tem antena. E nem se tivesse, estou num momento vergonha alheia mesmo disso tudo. Que passe logo essa fase, que ficha limpa seja pré-requisito em tudo a partir de hoje, que todas as relações pecaminosas entre empreiteiras e governos possam ser abertas ao público, que todo o dinheiro de impostos seja rastreado até a quinta transferência. E que todo mundo saiba que eles nos devem satisfações, sim, esses políticos marmoteiros. Desejo para o meu país, nesse aniversário de vida independente, que cada um consiga fazer a sua parte no que diz respeito a parar com essa história irritante de "jeitinho". Jeitinho é o c@%@/&#!
Não existe "jeitinho", né meu povo? Existe é jeito certo de se fazer as coisas. Parar com esse negócio de se todo mundo faz, eu vou fazer também. Não tem que fazer errado porque o errado é o de praxe. Começa a mudar sua vida, a cobrar dos seus amigos e familiares que tenham essa atitude também e daí sim cobra integridade do povo do comando. Afinal, eles são nosso reflexo, querendo ou não: uma minoria honesta que a gente até sabe quem é mas não dá muito valor e uma maioria esmagadora e marmoteira que quer sempre puxar a brasa para sua sardinha.
Chega? Estamos combinados? De não parar de jeito nenhum em vaga pra deficiente até devolver o troco a mais, vamos colocar um fim nessa era tão vexaminosa? Eu topo!
Beijos patriotas, Feliz Independência, Brasil!
:)
E a Ditadura acabou, aquilo tudo foi muito ruim, mas eis que teve também o seu legado bom, afinal. Hoje o trio soberano vive feliz em sua terra amada, terão sempre nosso respeito e gratidão, por que né? Foram fundamentais para nosso povo ser livre de novo.
Agora estamos passando por um momento muito feio da política. Não sei se no futuro olharemos pra cá e acharemos algo de bom nessa pouca vergonha vigente. Eu não tenho um pingo de vontade de pendurar uma fitinha verde amarela na antena do meu carro, mesmo porque ele nem tem antena. E nem se tivesse, estou num momento vergonha alheia mesmo disso tudo. Que passe logo essa fase, que ficha limpa seja pré-requisito em tudo a partir de hoje, que todas as relações pecaminosas entre empreiteiras e governos possam ser abertas ao público, que todo o dinheiro de impostos seja rastreado até a quinta transferência. E que todo mundo saiba que eles nos devem satisfações, sim, esses políticos marmoteiros. Desejo para o meu país, nesse aniversário de vida independente, que cada um consiga fazer a sua parte no que diz respeito a parar com essa história irritante de "jeitinho". Jeitinho é o c@%@/&#!
Não existe "jeitinho", né meu povo? Existe é jeito certo de se fazer as coisas. Parar com esse negócio de se todo mundo faz, eu vou fazer também. Não tem que fazer errado porque o errado é o de praxe. Começa a mudar sua vida, a cobrar dos seus amigos e familiares que tenham essa atitude também e daí sim cobra integridade do povo do comando. Afinal, eles são nosso reflexo, querendo ou não: uma minoria honesta que a gente até sabe quem é mas não dá muito valor e uma maioria esmagadora e marmoteira que quer sempre puxar a brasa para sua sardinha.
Chega? Estamos combinados? De não parar de jeito nenhum em vaga pra deficiente até devolver o troco a mais, vamos colocar um fim nessa era tão vexaminosa? Eu topo!
Beijos patriotas, Feliz Independência, Brasil!
:)
Marcadores:
brasil,
caetano,
chico buarque,
comemorações,
corrupção,
ditadura militar,
empreiteiras,
ficha limpa,
gilberto gil,
independência,
jeitinho brasileiro,
ladrões,
mudança,
política,
política brasileira
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Pandora vê o que a gente não vê
Ai, ai, viu?
Ontem aconteceu uma coisa super gostosa!
Cheguei da rua e veio a Pandora, como sempre, fazer a maior festa, muita alegria, pegar um osso, um brinquedo, alguma coisa pra trazer pra gente. Digo, pra mim. Ela fez a festinha, eu fiz agrado, conversei, elogiei, falei "ai, que lindeza da mamãe!", aquele ritual de sempre de chegar em casa para os que têm cachorro. Cheguei, guardei a bolsa no quarto, parei na soleira da porta entre o quarto e o hall e fiquei mexendo em alguma coisa no aparador, sei lá, organizando. E Pandora ainda fazendo festinha, mas meio que já parando, parou e ficou sentada estátua no meio da sala com o ossão e a bolinha na boca. Sim, gente, Labradores conseguem e adoram carregar mais de uma coisa ao mesmo tempo na boca. Então parou e olhou fixamente nos meus olhos, como sempre faz. Sabia que há estudos indicando que um dos fatores determinantes para os antepassados dos cães conseguirem nos conquistar foi justamente sua capacidade de nos olhar nos olhos? Eles nos encaram sempre, não fogem do nosso olhar mas nem na hora da bronca. Se fazem arte, nos miram com seus ares de coitadinhos, mas autênticos como poucos humanos, sustentam nosso contato sempre. Alguns cientistas garantem que foi por isso que, por ser o único animal com essa capacidade, eles nos domesticaram, não pera!
Enfim, o que eu falava? Eu tava contando da Pandora me olhando nos olhos com os brinquedos na boca. Eu sorrindo pra ela, respondendo seu contato, ela olha pro meu lado e sustenta o olhar fixamente para o... "nada"?. E olha pra mim de novo e olha pro "nada" de novo. Isso foi três vezes, e eu olhando também pra onde ela olhava porque gente, eu quero ver. Eu juro que eu não vou ter medo, eu quero, eu preciso ver a Nana. Procurei e não vi. Mas eu acho que temos um sentido a menos que os cães. Sei lá, esse negócio de eles não verem todas as cores, vai saber o que eles vêem no lugar. Não sei se era a Nana ali do meu lado porque eu não vi. Mas a Pandora viu alguém que ela não estranhou. Daquelas doidinhas, né? Não sei se era a Nana, mas tenho certeza que era! hahahaha
Essas bobagens invadem meu coração de alegria, me lembram que todo o amor que eu sentia não passou. Acho que nunca vai acabar. Não acaba.
Ontem me questionei se eu vou querer uma outra vida com alguém, uma outra pessoa, ou se vou terminar como essas senhoras que perdem o marido e nunca mais se casam novamente. Acho tão lindo isso, pessoas que passam a vida inteira esperando pra reencontrar seu amor. Acredito ser a história mais linda que alguém possa viver. A espera pelo fim. Não que eu tenha pressa, tá bom aqui também. Tô acostumando de novo com existir. A vida é outra sem o meu amor, mas ainda é vida, afinal. Mas acho que gostaria de viver essa história, uma história de espera. De ver todos os dias o sol chegar e partir e me alegrar com mais um sol chegando e sempre sozinha comigo e com o meu amor que eu sinto. Será?
Não quero abandonar jamais o que eu sinto por ela. Quero sempre que assim seja, que eu possa guardar bem gostoso em mim esse sentimento de amor.
Te amo, Nana, pra sempre!
Com saudade, Paz e Luz
Ontem aconteceu uma coisa super gostosa!
Cheguei da rua e veio a Pandora, como sempre, fazer a maior festa, muita alegria, pegar um osso, um brinquedo, alguma coisa pra trazer pra gente. Digo, pra mim. Ela fez a festinha, eu fiz agrado, conversei, elogiei, falei "ai, que lindeza da mamãe!", aquele ritual de sempre de chegar em casa para os que têm cachorro. Cheguei, guardei a bolsa no quarto, parei na soleira da porta entre o quarto e o hall e fiquei mexendo em alguma coisa no aparador, sei lá, organizando. E Pandora ainda fazendo festinha, mas meio que já parando, parou e ficou sentada estátua no meio da sala com o ossão e a bolinha na boca. Sim, gente, Labradores conseguem e adoram carregar mais de uma coisa ao mesmo tempo na boca. Então parou e olhou fixamente nos meus olhos, como sempre faz. Sabia que há estudos indicando que um dos fatores determinantes para os antepassados dos cães conseguirem nos conquistar foi justamente sua capacidade de nos olhar nos olhos? Eles nos encaram sempre, não fogem do nosso olhar mas nem na hora da bronca. Se fazem arte, nos miram com seus ares de coitadinhos, mas autênticos como poucos humanos, sustentam nosso contato sempre. Alguns cientistas garantem que foi por isso que, por ser o único animal com essa capacidade, eles nos domesticaram, não pera!
Enfim, o que eu falava? Eu tava contando da Pandora me olhando nos olhos com os brinquedos na boca. Eu sorrindo pra ela, respondendo seu contato, ela olha pro meu lado e sustenta o olhar fixamente para o... "nada"?. E olha pra mim de novo e olha pro "nada" de novo. Isso foi três vezes, e eu olhando também pra onde ela olhava porque gente, eu quero ver. Eu juro que eu não vou ter medo, eu quero, eu preciso ver a Nana. Procurei e não vi. Mas eu acho que temos um sentido a menos que os cães. Sei lá, esse negócio de eles não verem todas as cores, vai saber o que eles vêem no lugar. Não sei se era a Nana ali do meu lado porque eu não vi. Mas a Pandora viu alguém que ela não estranhou. Daquelas doidinhas, né? Não sei se era a Nana, mas tenho certeza que era! hahahaha
Essas bobagens invadem meu coração de alegria, me lembram que todo o amor que eu sentia não passou. Acho que nunca vai acabar. Não acaba.
Ontem me questionei se eu vou querer uma outra vida com alguém, uma outra pessoa, ou se vou terminar como essas senhoras que perdem o marido e nunca mais se casam novamente. Acho tão lindo isso, pessoas que passam a vida inteira esperando pra reencontrar seu amor. Acredito ser a história mais linda que alguém possa viver. A espera pelo fim. Não que eu tenha pressa, tá bom aqui também. Tô acostumando de novo com existir. A vida é outra sem o meu amor, mas ainda é vida, afinal. Mas acho que gostaria de viver essa história, uma história de espera. De ver todos os dias o sol chegar e partir e me alegrar com mais um sol chegando e sempre sozinha comigo e com o meu amor que eu sinto. Será?
Não quero abandonar jamais o que eu sinto por ela. Quero sempre que assim seja, que eu possa guardar bem gostoso em mim esse sentimento de amor.
Te amo, Nana, pra sempre!
Com saudade, Paz e Luz
Marcadores:
abandonar,
alma,
amor,
animal,
antepassados,
cachorros,
ciência,
cientistas,
comunicação,
espírito,
humanos,
olhar,
saudade,
sexto sentido,
solidão,
tristeza
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Tímidos em eventos
Ontem foi aniversário da Neia, uma super amiga da Nana. Eu não lembrei, claro, porque eu tenho uma natureza desligada mesmo e enfim, não lembrei. Mas ela me ligou no dia e disse com a maior praticidade que era aniversário dela, que a gente não esquecia nunca e que gostaria muito que eu fosse vê-la em uma reunião num espetinho tudo de bom aqui da cidade.
Achei super fofo e fui, morrendo de medo de ou me sentir deslocada ou rever os amigos da Nana e ficar chororô, tristonha, essas coisas. Que nada. Foi ótimo. Como se ela estivesse ali mesmo, eu fiquei super a vontade, me enturmei com as pessoas que eu não conhecia direito, foi realmente maravilhoso. Gente, nessas horas eu penso... será que ela não tava ali comigo, ou em mim? Porque né? Eu sou uma pessoa super retraída, sou escritora interiorizada, ué. Difícil pra mim fazer e manter amizades porque eu não tenho a iniciativa do encontro, do contato. Os poucos e bons que eu tenho são os que insistem em mim, que eu sou um desastre nessa parte social. Mas ontem foi diferente. Fiquei até com vontade de beber cerveja, mas resisti primeiro porque tava guiando, vamos ser responsáveis. E segundo porque eu não bebo, não tinha nada que beber.
Mas sabe, essa atitude diferente de mim, ir pra um evento sozinha, onde teria pessoas estranhas que eu talvez não conhecesse, e chegar lá e tudo bem, conversar, me divertir, querer beber, isso aí nada parece eu. Pode ser que eu tenha aprendido a ser gente com a minha Nana, porque ela sim era um evento caminhante. Aprendi, vou ser agora mais sociável, saideira e tal. Ou pode ser que a alma dela sempre tão ligadinha à minha conseguiu abrir uma brecha no meu ser pra ir ali e matar a saudade do seu povo. Sei lá. Sei que se ela não estava ali, em mim, certeza que estava ali comigo, porque não pense que é tarefa fácil para gente tímida se portar diante de pessoas. Afe, só quem sabe.
É isso, tô meio de ressaca, apesar de não ter bebido, ressaca da festa, da alegria, de conversar, da energia. Essas coisas doidas que só acontecem conosco, digo, comigo!
:)
Beijos, Paz e Luz!!!
Achei super fofo e fui, morrendo de medo de ou me sentir deslocada ou rever os amigos da Nana e ficar chororô, tristonha, essas coisas. Que nada. Foi ótimo. Como se ela estivesse ali mesmo, eu fiquei super a vontade, me enturmei com as pessoas que eu não conhecia direito, foi realmente maravilhoso. Gente, nessas horas eu penso... será que ela não tava ali comigo, ou em mim? Porque né? Eu sou uma pessoa super retraída, sou escritora interiorizada, ué. Difícil pra mim fazer e manter amizades porque eu não tenho a iniciativa do encontro, do contato. Os poucos e bons que eu tenho são os que insistem em mim, que eu sou um desastre nessa parte social. Mas ontem foi diferente. Fiquei até com vontade de beber cerveja, mas resisti primeiro porque tava guiando, vamos ser responsáveis. E segundo porque eu não bebo, não tinha nada que beber.
Mas sabe, essa atitude diferente de mim, ir pra um evento sozinha, onde teria pessoas estranhas que eu talvez não conhecesse, e chegar lá e tudo bem, conversar, me divertir, querer beber, isso aí nada parece eu. Pode ser que eu tenha aprendido a ser gente com a minha Nana, porque ela sim era um evento caminhante. Aprendi, vou ser agora mais sociável, saideira e tal. Ou pode ser que a alma dela sempre tão ligadinha à minha conseguiu abrir uma brecha no meu ser pra ir ali e matar a saudade do seu povo. Sei lá. Sei que se ela não estava ali, em mim, certeza que estava ali comigo, porque não pense que é tarefa fácil para gente tímida se portar diante de pessoas. Afe, só quem sabe.
É isso, tô meio de ressaca, apesar de não ter bebido, ressaca da festa, da alegria, de conversar, da energia. Essas coisas doidas que só acontecem conosco, digo, comigo!
:)
Beijos, Paz e Luz!!!
Marcadores:
alma,
amigos,
amizade,
amizades,
aniversário,
atitude,
corpo,
diversão,
escritora,
evento,
festa,
rede social,
social,
timidez,
tímidos
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O baldinho de cobre
Ontem eu fui ao Centro, aquele em que eu não lembrava o nome no post passado, o Lucas Peres Neto, hehehe, fiz questão de gravar. Lá é gostoso porque, às terças, não tem palestra, o condutor faz uma prece, todos ficam concentrados e os frequentadores dão passe uns nos outros. Foi um lugar em que gostei de ir; tenho um pouco de preguiça de Centro Espírita, porque, embora eu ache o máximo e me beneficie super do momento do passe, tenho dificuldade de acompanhar e uma certa preguiça de assistir à palestra. Acho tudo muito bonito, mas a impressão que eu tenho é que já sei o que se diz ali, sabe? A gente tá cansado de saber que é preciso praticar o Bem, se desapegar das coisas materiais, que a vida continua. No fundo a gente sabe tudo isso, não pratica porque não pratica. Tento ser uma pessoa boa e não ter (muito) apego às coisas da Terra que não tenham vida. Nem sempre a gente consegue, né?
Quando da ocasião da minha mudança, vendi algumas das nossas coisas, nem cabia tudo na casa da minha mãe. Nem penso mais nas coisas que se foram, mas me lembrava sempre do balde de cobre. Esse balde é um balde de gelo, um palmo de altura por mais ou menos um palmo de largura também, de cobre maciço, usado como uma simpática lixeira da sala. Nos últimos meses, dormíamos no andar de baixo, porque a Nana não conseguia subir as escadas. E ela usava muito o baldinho de cobre como lixeira, gostava muito dele. E eu tinha vendido e me arrependido.
Desde que a Nana morreu, algo que tem me consolado razoavelmente é acreditar ser ela um espírito muito, muito forte mesmo, pois pra mim, ela tem capacidade de mexer com o tempo. Vários acontecimentos até hoje me levam a crer nisso, a começar pela chuva torrencial que caiu no dia do seu velório, tempestade fora de hora em junho, mês de estiagem. Também no dia da cremação o tempo fechou, também junho, quando ela sempre sofreu com o tempo seco e falta de chuva. E outras coisas que estão relatadas, tudo bonitinho, qualquer dia conto em detalhes. Enfim, acho que a alma de Nana Salomão tem poder suficiente pra mexer com o tempo ao meu redor. E o inverno aqui por estas bandas já ia pelo fim, o tempo fechou e virou. Esfriou e ontem até choveu. Quando fechou de repente, eu lembrei na hora do baldinho de cobre. Poxa, maior viagem a minha achar pela minha vida inteira agora que quando chover é a Nana me pedindo alguma coisa, mas gente. Amanheceu chuvisquento, lá fui eu atrás do balde de cobre pra comprar de volta. O homem do antiquário me atendeu, eu disse que queria comprar de volta meu balde de cobre, ele ainda não havia vendido, a mulher do homem do antiquário me devolveu correndo enquanto falava "diz que não traz boa sorte vender objeto que a pessoa gostava muito". Então voltei pra casa carregando meu baldinho. Por um momento, eu quase pude sentir o cheiro da respiração dela ali. Eu quase pude, a Pandora pôde de fato. Ficou toda feliz abanadeira de rabinho enquanto enfiava a fuça dentro do balde. Ele está agora aqui comigo, com quem deve permanecer para o resto da minha interessante vida.
Bom, gente, já escrevi muito, tá ficando cansativo, mas para encerra a história só te falo uma coisa: faz meia hora que o baldinho de cobre voltou pra casa e o céu já tá azul azul na minha janela. O tempo abriu de novo, tem gente contente lá em cima!
Beijos, Paz e Luz!
Quando da ocasião da minha mudança, vendi algumas das nossas coisas, nem cabia tudo na casa da minha mãe. Nem penso mais nas coisas que se foram, mas me lembrava sempre do balde de cobre. Esse balde é um balde de gelo, um palmo de altura por mais ou menos um palmo de largura também, de cobre maciço, usado como uma simpática lixeira da sala. Nos últimos meses, dormíamos no andar de baixo, porque a Nana não conseguia subir as escadas. E ela usava muito o baldinho de cobre como lixeira, gostava muito dele. E eu tinha vendido e me arrependido.
Desde que a Nana morreu, algo que tem me consolado razoavelmente é acreditar ser ela um espírito muito, muito forte mesmo, pois pra mim, ela tem capacidade de mexer com o tempo. Vários acontecimentos até hoje me levam a crer nisso, a começar pela chuva torrencial que caiu no dia do seu velório, tempestade fora de hora em junho, mês de estiagem. Também no dia da cremação o tempo fechou, também junho, quando ela sempre sofreu com o tempo seco e falta de chuva. E outras coisas que estão relatadas, tudo bonitinho, qualquer dia conto em detalhes. Enfim, acho que a alma de Nana Salomão tem poder suficiente pra mexer com o tempo ao meu redor. E o inverno aqui por estas bandas já ia pelo fim, o tempo fechou e virou. Esfriou e ontem até choveu. Quando fechou de repente, eu lembrei na hora do baldinho de cobre. Poxa, maior viagem a minha achar pela minha vida inteira agora que quando chover é a Nana me pedindo alguma coisa, mas gente. Amanheceu chuvisquento, lá fui eu atrás do balde de cobre pra comprar de volta. O homem do antiquário me atendeu, eu disse que queria comprar de volta meu balde de cobre, ele ainda não havia vendido, a mulher do homem do antiquário me devolveu correndo enquanto falava "diz que não traz boa sorte vender objeto que a pessoa gostava muito". Então voltei pra casa carregando meu baldinho. Por um momento, eu quase pude sentir o cheiro da respiração dela ali. Eu quase pude, a Pandora pôde de fato. Ficou toda feliz abanadeira de rabinho enquanto enfiava a fuça dentro do balde. Ele está agora aqui comigo, com quem deve permanecer para o resto da minha interessante vida.
Bom, gente, já escrevi muito, tá ficando cansativo, mas para encerra a história só te falo uma coisa: faz meia hora que o baldinho de cobre voltou pra casa e o céu já tá azul azul na minha janela. O tempo abriu de novo, tem gente contente lá em cima!
Beijos, Paz e Luz!
Marcadores:
comunicação com os mortos,
espírito de luz,
espíritos,
espiritualidade,
força,
material,
materialidade,
mundo dos mortos,
passe,
poder,
tempo aberto,
tempo fechado,
vida após a morte
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Sonhei com a Pandora
Amigos que curtem fazer uma fezinha no jogo do bicho, vai aí uma babada: sonhei com Pandora, minha cachorra Labrador. Sonhei que ela quase foi atropelada aqui em frente de casa, gente.
O mais legal é que eu só lembrei do sonho tardiamente, justamente na hora em que Pandorinha foi atravessar a rua pra fazer o seu xixi matinal no terreno vazio do outro lado da rua.
Eu já me acertei com a seguinte rotina: acordo, vou ao banheiro e tals, Pandora fica me esperando na porta, às vezes entra pra deitar embaixo do chuveiro, deve ser mais fresquinho e úmido, o tempo por aqui anda bem seco. Quando eu entro no banho, ela sai, não quer se molhar logo cedo e fica na porta, deitada.
Saio do banheiro, coloco a água pra ferver e vou com ela para o outro lado da rua, ela entra no terreno, faz suas necessidades (desta vez sou eu quem fica esperando!) e volta, toda serelepe de rabinho abanando. Voltamos pra casa, eu passo o café, tomamos café e o dia começa.
Na volta, quando fomos atravessar a rua, lembrei que no meu sonho, a Pandora ia atravessando sem olhar e quase deu um "tóin" num carro que vinha passando.
Em frente à minha casa, tem um terreno que está vazio, mas que minha mãe usa pra cultivar flores e plantas. Tem até pé de mamão lá. E o mais legal é que os vizinhos, ao verem minha mãe se divertir jardinando no terreno vazio, começaram a cuidar também. Um vizinho trouxe uns pés de mandioca, estão enormes. Flores, folhagens, forrageiras, tem de um tudo no terreno do vizinho. Minha mãe compra ou ganha uma plantinha, assim que dá muda, ela corre plantar lá na frente. Tem torneira lá e minha mãe, com a enxada, fez até um mini córrego por onde a água passa e vai molhando o que está plantado, uma linda demonstração de sequencia da vida. E tem vida lá, viu? Tudo verde nesse tempo seco, tudo brotando, tudo feliz! Amar as plantas, reproduzí-las, alimentá-las... tudo isso deve estar impregnado no DNA de qualquer ser humano, não é possível que a gente tenha esquecido o quanto elas são importantes em nossa vida. Talvez por isso os vizinhos não resistiram e se jogaram junto com a minha mãe na tarefa glória de produzir alimento e beleza.
Bom demais relembrar. Retornar às nossas origens e fazer da terra nossa deusa, trabalho e sustento, como era com nossos antepassados. Ver um brotinho surgir verde e ir crescendo até se tornar uma árvore forte. Sentar à sombra dessa árvore, isso não tem preço. Isso é amar a Natureza, isso é viver!
Beijos, Paz e Luz!!!
O mais legal é que eu só lembrei do sonho tardiamente, justamente na hora em que Pandorinha foi atravessar a rua pra fazer o seu xixi matinal no terreno vazio do outro lado da rua.
Eu já me acertei com a seguinte rotina: acordo, vou ao banheiro e tals, Pandora fica me esperando na porta, às vezes entra pra deitar embaixo do chuveiro, deve ser mais fresquinho e úmido, o tempo por aqui anda bem seco. Quando eu entro no banho, ela sai, não quer se molhar logo cedo e fica na porta, deitada.
Saio do banheiro, coloco a água pra ferver e vou com ela para o outro lado da rua, ela entra no terreno, faz suas necessidades (desta vez sou eu quem fica esperando!) e volta, toda serelepe de rabinho abanando. Voltamos pra casa, eu passo o café, tomamos café e o dia começa.
Na volta, quando fomos atravessar a rua, lembrei que no meu sonho, a Pandora ia atravessando sem olhar e quase deu um "tóin" num carro que vinha passando.
Em frente à minha casa, tem um terreno que está vazio, mas que minha mãe usa pra cultivar flores e plantas. Tem até pé de mamão lá. E o mais legal é que os vizinhos, ao verem minha mãe se divertir jardinando no terreno vazio, começaram a cuidar também. Um vizinho trouxe uns pés de mandioca, estão enormes. Flores, folhagens, forrageiras, tem de um tudo no terreno do vizinho. Minha mãe compra ou ganha uma plantinha, assim que dá muda, ela corre plantar lá na frente. Tem torneira lá e minha mãe, com a enxada, fez até um mini córrego por onde a água passa e vai molhando o que está plantado, uma linda demonstração de sequencia da vida. E tem vida lá, viu? Tudo verde nesse tempo seco, tudo brotando, tudo feliz! Amar as plantas, reproduzí-las, alimentá-las... tudo isso deve estar impregnado no DNA de qualquer ser humano, não é possível que a gente tenha esquecido o quanto elas são importantes em nossa vida. Talvez por isso os vizinhos não resistiram e se jogaram junto com a minha mãe na tarefa glória de produzir alimento e beleza.
Bom demais relembrar. Retornar às nossas origens e fazer da terra nossa deusa, trabalho e sustento, como era com nossos antepassados. Ver um brotinho surgir verde e ir crescendo até se tornar uma árvore forte. Sentar à sombra dessa árvore, isso não tem preço. Isso é amar a Natureza, isso é viver!
Beijos, Paz e Luz!!!
Marcadores:
antepassados,
árvores,
banheiro,
banho,
cachorro,
deusa,
flores,
frutos,
jardinagem,
jogo,
mãe,
mandioca,
matinal,
origens,
plantas,
rotina,
sonhar com cachorro,
sustento,
tempo seco,
trabalho
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
E se o final de semana tivesse três dias?
Não adianta: a pessoa que inventou essa história de fim de semana errou feio, porque a segunda é super longe da sexta e a sexta muito perto da segunda. São os fatos imutáveis da vida. Ou não?
E se o final de semana tivesse três dias?
Segundo a revista científica brasileira Superinteressante, você seria mais gordo e teria mais chances de ter uma morte violenta. Porque o povo comeria e beberia mais, né?
Parece um sonho divino impossível?
Pois saiba que o final de semana de três dias já é uma realidade em alguns lugares. Na França a jornada semanal é de 35h, o que em tese faz com que os franceses poderiam trabalhar 8:45h de segunda a quinta.
No estado americano de Utah, os funcionários públicos foram agraciados com a sexta livre. O resultado foi uma diminuição de 15% na concentração dos poluentes do ar, diminuição dos congestionamentos na sexta e economia de até 13% de energia.
Boas ideias deveriam ser copiadas, não acha?
Não custa sonhar, né?
Eu tô aqui reclamando da segunda como se eu tivesse que sair correndo pro meu emprego e estivesse atolada de serviço. Estou de férias por período indeterminado. Se sair minha pensão, ótimo, vou ser escritora pro resto da vida, ganhando dinheiro com isso ou não. Se não sair minha pensão, fazer o quê? Vender quentinhas, talvez. E nas horas vagas continuar escrevendo. Hoje, aproveitando que é segunda, dia em que pessoas normais trabalham, vou trabalhar no meu projeto para incentivo do Governo do Estado. O Proac oferece até 10 mil aqué pro escritor lançar seu livro. Vou me empenhar nisso, o livro eu já tenho, que escrevi pra minha Nana.
Sonhei com ela, mas não foi um sonho sequencial, desses em que a gente conversa e tudo. Foi um sonho meio rápido, ela aparecia falando algo sobre celular, mas não me lembro mesmo. Pena, tão bom sonhar e lembrar!
Sinto muita saudade ainda, hoje já é um novo mês, datas virão e tudo deve piorar em alguns momentos e se tornar mais leve em outros. Só de imaginar clima de Natal, começo a sofrer por antecipação. Bora trabalhar, ocupar a cabeça, ler e escrever, que são coisas que sempre, desde os primeiros dramas da adolescência, conseguiram aliviar minhas dores. Vamo que vamo.
Beijos, Paz e Luz!
E se o final de semana tivesse três dias?
Segundo a revista científica brasileira Superinteressante, você seria mais gordo e teria mais chances de ter uma morte violenta. Porque o povo comeria e beberia mais, né?
Parece um sonho divino impossível?
Pois saiba que o final de semana de três dias já é uma realidade em alguns lugares. Na França a jornada semanal é de 35h, o que em tese faz com que os franceses poderiam trabalhar 8:45h de segunda a quinta.
No estado americano de Utah, os funcionários públicos foram agraciados com a sexta livre. O resultado foi uma diminuição de 15% na concentração dos poluentes do ar, diminuição dos congestionamentos na sexta e economia de até 13% de energia.
Boas ideias deveriam ser copiadas, não acha?
Não custa sonhar, né?
Eu tô aqui reclamando da segunda como se eu tivesse que sair correndo pro meu emprego e estivesse atolada de serviço. Estou de férias por período indeterminado. Se sair minha pensão, ótimo, vou ser escritora pro resto da vida, ganhando dinheiro com isso ou não. Se não sair minha pensão, fazer o quê? Vender quentinhas, talvez. E nas horas vagas continuar escrevendo. Hoje, aproveitando que é segunda, dia em que pessoas normais trabalham, vou trabalhar no meu projeto para incentivo do Governo do Estado. O Proac oferece até 10 mil aqué pro escritor lançar seu livro. Vou me empenhar nisso, o livro eu já tenho, que escrevi pra minha Nana.
Sonhei com ela, mas não foi um sonho sequencial, desses em que a gente conversa e tudo. Foi um sonho meio rápido, ela aparecia falando algo sobre celular, mas não me lembro mesmo. Pena, tão bom sonhar e lembrar!
Sinto muita saudade ainda, hoje já é um novo mês, datas virão e tudo deve piorar em alguns momentos e se tornar mais leve em outros. Só de imaginar clima de Natal, começo a sofrer por antecipação. Bora trabalhar, ocupar a cabeça, ler e escrever, que são coisas que sempre, desde os primeiros dramas da adolescência, conseguiram aliviar minhas dores. Vamo que vamo.
Beijos, Paz e Luz!
Marcadores:
clima,
datas,
destino,
economia,
energia,
férias,
final de semana,
jornada,
Natal,
projeto,
quentinhas,
reclamar,
segunda-feira,
sonhar,
trabalho,
viagem
domingo, 1 de setembro de 2013
Domingo pé de cachimbo
Tem quem ame o Domingo, tem quem o odeie, ainda não conheci alguém indiferente. Domingo é dia de Paz para uns, dia de tédio profundo para outros, dia de churrasco para outros ainda.
Todo mundo aqui conhece o versinho da cultura popular?
"Hoje é domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco, cai no buraco, buraco é fundo, acabou-se o mundo!"
Nunca consegui entender direito essa história de Pé de Cachimbo. O que seria isso? Uma árvore que produz cachimbos ou será que é um cachimbo que tem pé? Mas sendo isso, por que alguém daria importância ao pé do cachimbo? Que raio é isso?
Se você for atrás de analisar a intertextualidade e as mensagens ocultas nessa pequena poesia folclórica, daria até uma boa resenha, acredito ser possível escrever por páginas e mais páginas o que o autor quis dizer com cachimbo de ouro batendo em touros (será que a pessoa que criou isso é descendente de espanhóis?) e buracos fundos onde nossos mundos se acabam. Eu até poderia fazer isso, mas não, né? Domingo também é dia de preguiça, afinal.
A preguiça do Domingo é caprichada e prazerosa, porque é o único dia da semana em que a gente pode fazer nada sem culpa. Ficar esparramado no sofá feito um puff gigante. Ficar agarrado na cama, no livro, em algum joguinho inútil do computador ou do celular e ninguém vai te cobrar, te chamar à responsa, te exigir nada, via de regra. Nem você mesmo. Domingo é bom por isso, é um dia que você faz o que quiser, até analisar versinhos do cancioneiro popular que nunca fizeram muito sentido pra você.
Se bem que... não, pera! Agora, já adulta, sobre uma nova perspectiva de vida, depois de tudo que já vivi, que já passei, pensando sério e intrigada sobre o assunto, essa história aí de pé de cachimbo, me pergunto se não seria, afinal, "Hoje é domingo, pede cachimbo"
Olha só... de repente, no meio de um domingo que não promete, me surge a luz da resposta de um dos grandes enigmas pessoais da minha pacata e curiosa existência. Pode ser "pede cachimbo" , por que não? Vai saber. Já fumei cachimbo e é horrível, não recomendo pra seu ninguém. Aliás, não recomendo pra ninguém fumar nada, pelo amor de Deus!, fumaça nos pulmões é algo horrível realmente.
É isso aí, galera. Vou embora fazer nada. Sem pressa nem culpa. Talvez sentar ao sol, talvez molhar as plantas, talvez tirar pijama. Ficar de boa, sentir bem. E que seja lindo pra todo mundo também!
Beijos, Paz e Luz.
Todo mundo aqui conhece o versinho da cultura popular?
"Hoje é domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco, cai no buraco, buraco é fundo, acabou-se o mundo!"
Nunca consegui entender direito essa história de Pé de Cachimbo. O que seria isso? Uma árvore que produz cachimbos ou será que é um cachimbo que tem pé? Mas sendo isso, por que alguém daria importância ao pé do cachimbo? Que raio é isso?
Se você for atrás de analisar a intertextualidade e as mensagens ocultas nessa pequena poesia folclórica, daria até uma boa resenha, acredito ser possível escrever por páginas e mais páginas o que o autor quis dizer com cachimbo de ouro batendo em touros (será que a pessoa que criou isso é descendente de espanhóis?) e buracos fundos onde nossos mundos se acabam. Eu até poderia fazer isso, mas não, né? Domingo também é dia de preguiça, afinal.
A preguiça do Domingo é caprichada e prazerosa, porque é o único dia da semana em que a gente pode fazer nada sem culpa. Ficar esparramado no sofá feito um puff gigante. Ficar agarrado na cama, no livro, em algum joguinho inútil do computador ou do celular e ninguém vai te cobrar, te chamar à responsa, te exigir nada, via de regra. Nem você mesmo. Domingo é bom por isso, é um dia que você faz o que quiser, até analisar versinhos do cancioneiro popular que nunca fizeram muito sentido pra você.
Se bem que... não, pera! Agora, já adulta, sobre uma nova perspectiva de vida, depois de tudo que já vivi, que já passei, pensando sério e intrigada sobre o assunto, essa história aí de pé de cachimbo, me pergunto se não seria, afinal, "Hoje é domingo, pede cachimbo"
Olha só... de repente, no meio de um domingo que não promete, me surge a luz da resposta de um dos grandes enigmas pessoais da minha pacata e curiosa existência. Pode ser "pede cachimbo" , por que não? Vai saber. Já fumei cachimbo e é horrível, não recomendo pra seu ninguém. Aliás, não recomendo pra ninguém fumar nada, pelo amor de Deus!, fumaça nos pulmões é algo horrível realmente.
É isso aí, galera. Vou embora fazer nada. Sem pressa nem culpa. Talvez sentar ao sol, talvez molhar as plantas, talvez tirar pijama. Ficar de boa, sentir bem. E que seja lindo pra todo mundo também!
Beijos, Paz e Luz.
Assinar:
Postagens (Atom)