Sonhei, sonhei!
Finalmente, após quase uma semana na casinha nova eu consigo ter um sonho e lembrar.
Ok, não foi lá um super sonho bom. Sonhei que minha mãe chegava dizendo que tinham roubado alguma planta. Mas ela não conseguia me dizer que planta que era e a gente estava procurando pra ver se dava falta de alguma. Ai, meu coração. Planta tem vida, desperta sentimento na gente, não é uma coisa que depois se der você compra outra... Planta depende de você pra viver, é quase filho também, como não? Eu gelei, mas pelo menos me lembrei do sonho em detalhes. Esses dias para trás sonho com seguro, ontem minha mãe teve pesadelos e hoje eu sonho com roubo. Ai, deu um medinho.
Bem, não existe nada tão ruim que não possa piorar, segundo um senhor chamado Murphy. Em todo o caso, melhor se precaver, tô deixando o carro pra dentro da garagem e passando o cadeado no portão.
Às vezes é só piração da minha cabeça, morava em condomínio, agora moro em casa na rua, o inconsciente deve dar um alerta. Desde que eu tô fazendo esse diário de sonhos, ainda não aconteceu nenhum premonitório, só faltava ser bem esse uó, né gente? Para. Vamos pensar positivo. Pensar coisas boas para chamar coisas boas. Sair dessa maré ruinzinha, virar a roda da vida de novo, escrever os primeiros parágrafos de uma nova história. Todos somos capazes, afinal.
Ontem foi um dia muito, muito triste. Tenho a impressão que a Nana tá passando por algum final de ciclo onde ela está também. Talvez esteja de partida. Eu fico chamando por ela, buscando um contato, depois me questiono se eu estou fazendo a coisa certa. Não sei, acho que eu deveria deixá-la ir, pra ela conseguir ser feliz, mas parece que ainda estamos intimamente ligadas. Nem eu consigo me desvincular e nem ela.
Ontem aconteceu algo novo nessas minhas experiências extra-sensoriais. Uma quase bobagem se for contar, mas que me causou grande impressão, lembrei disso várias vezes depois... Teve um momento em que eu estava chorando e de repente eu percebi que minhas mãos estavam com as costas pra frente, os ombros meio encolhidinhos e o pescoço abaixado, eu estava com uma postura idêntica à da Nana quando chorava. Por um momento, sério, tive a impressão de que ela estava... em mim. Pode isso, produção? Já havia sentido a Nana próxima, já a havia sentido em abraço, já havia percebido ela me enlaçando pra dormir... mas ela usando meu corpitcho pra chorar ainda não. Ao menos não que eu houvesse percebido antes. Mas ontem foi forte, quando eu me dei conta, assustei e saí daquela pose de Nana, depois fiquei até contente, mas na hora deu um sustinho, hehehe
Vocês devem achar que eu sou louca, né?
Ou, eu não me lembro de ter dito que não era.
Beijos meus queridos!
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