terça-feira, 9 de julho de 2013

Importância de anotar

Hoje a tarde, feriado em São Paulo, depois do almoço, friozinho, fui dar aquela cochiladinha veiaca. Foi gostoso, dormi profundamente por uns quarenta minutos, achei que não tivesse sonhado. Já despertando, ainda deitada, fui me atrever a fazer um exercício de regressão a vidas passadas como vi no livro do Weiss, "Muitas Vidas, Muitos Mestres"
Preciso dizer pra não tentar isso em casa? É por sua conta e risco, eu arrisquei. Fiz assim: deitada, de barriga pra cima, fui imaginando todos os músculos do meu corpo relaxando desde os músculos da face, pescoço, membros, tudo soltando, um prepara básico para meditação, que pratiquei por uns anos, inclusive. Depois, imaginei uma luz branca no centro dos meus olhos e imaginava essa luz me invadindo, por vezes me envolvendo e comecei a descer por uma escada em espiral. Desci muito, até encontrar uma biblioteca lamacenta (minha imaginação poderia ter nos poupado da lama), e enfiei a mão no lamaçal e de lá tirei um livro, que, ao abrir, me mostrou uma cena: eu estava em uma casa simples de fazenda batendo um bolo, estava só, vestia trajes simples, um pano amarrado à cabeça. Parecia esperar alguém, minha imagem era um pouco diferente da minha real, mas eu sabia que era eu. Havia muito verde ao alcance da vista. Minha tentativa de descobrir local, data, detalhes, me afastaram um pouco da imagem. Parece que perdi o contato.
Para não voltar abruptamente, imaginei meu ser fazendo todo o caminha de volta pela escada espiral.
Foi bacana.
No fim de tarde, porém, acabei me lembrando que sonhei com alguma coisa no cochilo da tarde, lembrei do sonho, mas não anotei na hora. Depois, quando fui tentar lembrar pra anotar, quem disse que eu conseguia? Moral da história... se você quer entender os seus sonhos e associar algum significado a eles, tem que correr e anotar assim que lembrar porque sonhos fogem pelas nossas mãos. Tenho sonhado bastante, tento lembrar de, durante o dia, me perguntar se as situações que estou vivendo são um sonho. Eu penso "Isso é um sonho?" Concluo que não e continuo tocando.
A casa faz barulhos estranhos, estou sozinha, mas não tenho medo. Nada mais me dá medo nessa vida.
E super recomendo o livro do Weiss.

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