terça-feira, 23 de julho de 2013

Titanic

Acredita em premonição?
Quando o filme Titanic foi lançado, em 1997, eu tinha vinte anos e fui assistir no cinema. Achei impressionante a primeira vez, mas não chorei. Na segunda vez em que eu fui ao cinema para assistir, chorei feito uma louca. Voltei ao cinema outras sete vezes para assistir a este filme, e em todas elas chorava desesperadamente. Tenho um amigo, o Tiago, que me acompanhou em praticamente todas elas, pode confirmar.
A história, não só da tragédia do navio, mas da Rose, que perdia seu amor tão jovem, havia me tocado profundamente, a ponto de voltar todas as semanas para rever aquilo. Eu não tinha ideia de que também perderia meu amor assim, cedo. Não de forma trágica, mas precocemente. Eu nem conhecia a Nana, não sabia que me apaixonaria por alguém com a vida curta. Como são as coisas, né? Seria uma espécie de premonição, essa minha ânsia por assistir esse filme tantas vezes? Será que minha alma sabia que eu estava vendo ali algo que, de certa forma, viveria mais tarde? Nunca fui a um cinema assistir a um mesmo filme tantas vezes. E era a história dela que mais me tocava.
Bem, no filme, depois que perde seu amor, Rose vive sua vidinha feliz, casa, tem filhos, netos, toca em frente, mas nunca deixa de amá-lo. Até o dia em que morre velhinha já, para depois reencontrar o grande amor da sua vida enfim, como alma. Eu espero que isso também aconteça comigo. Espero que um dia eu tenha vontade de amar de novo, que viva, que aprenda uma forma de viver feliz apesar do vácuo que ficou no meu peito e que mesmo depois de uma vida toda, eu possa de novo encontrar minha Nana, meu amor.
Lembrei do filme, da história, lembrei da premonição. O filme foi lançado em 97, 7 anos antes de eu conhecê-la.
Situações inexplicáveis (que eu adoro!) da vida.


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