domingo, 28 de julho de 2013

Mensagem do bem

Domingo, tempo frio.
Ontem de noite, depois do último post, recebi a visita do Carlinhos, veio acompanhado de uma amiga, a Flá, que já sofreu um acidente de carro e entrou em coma. Quase morreu, portanto. Claro que eu tenho o perguntador ligado, né? Logo que a menina chegou eu já perguntei se ela se importava em falar sobre o acidente. Ela disse que sem problema nenhum. Perguntei se ela se lembra de ter estado em um outro plano, ela disse que não se lembra de nada, mas contou que aconteceu uma coisa muito louca: no dia em que ela sofreu o acidente, já foi entubada para a UTI e entrou em coma, a previsão é que ela fosse acordar dentro de cinco dias. Nessa noite, do acidente, uma amiga dela sonhou que a encontrava em um lugar que parecia um ante-sala, com muita gente de branco, pareciam médicos, enfermeiros. Um tipo de hospital, mesmo. Na noite seguinte, a amiga dessa moça que entrou em coma sonhou novamente que havia ido encontrá-la naquele mesmo lugar, mas que ela não estava mais lá. A amiga da acidentada ficou até com medo dela ter partido, mas na verdade a Flá havia mesmo é despertado do coma antes do tempo previsto, não estava mais entre a vida e a morte, não estava mais naquela sala de transição, portanto. E mesmo sem saber que a Flá já havia deixado o coma, sua amiga viu que ela não estava mais naquele lugar. Ela foi até lá procurar a amiga e não encontrou. Pura viagem astral.
Essas coisas que a ciência não explica e a gente vive tentando entender, eu pelo menos.
E quanto a mim, bom.
Tá muito frio no Brasil de forma geral, e na minha cidade, São José do Rio Preto, que costuma ser um lugar muito quente, a gente que é habitante sofre muito. Então ontem eu não consegui fazer meditação, pois não conseguia relaxar, só queria ficar encolhida tentando me aquecer. Mas consegui sonhar. Outro sonho cheio de mensagem bonita. Sonhei que perguntava aos espíritos que me encontravam no sonho (não me lembro de conhecer ninguém, mas pareciam ser boas almas) por que eu estava passando por tudo isso, minha vida toda desconstruída ruindo diante dos meus olhos, meu lar, minha casa, minha identidade. Tudo isso sem minha Nana, o que é pior. A alma do sonho, um homem alto e magro, disse que para a minha missão, eu tenho que estar desapegada de tudo isso.
Ai, gente pode parar. Não quero saber de missão, não quero saber de me dedicar aos outros, eu quero minha vidinha pacata. Eu tenho medo de me tornar espírita e, como tantos outros, ter que abrir mão da própria vida em função de amenizar a dor do próximo. Eu não sei se eu sou uma pessoa boa, mas eu tento ser, sabe? Mas não sei se a esse ponto. De me dedicar totalmente aos outros. Droga, viu?
Pior é que essa dor que eu sinto é tão foda, tão aguda, tão doída que se eu pudesse fazer qualquer coisa para que qualquer pessoa não sentisse isso, eu faria. Enfim.
Hoje é domingo, vou continuar o processo dolorido de mudança.
Beijos, gente. Paz e Luz!

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