Lembrei nitidamente do meu sonho pela manhã, mas também... acordei as 7:00h, sozinha, sem despertador.
Quando acontecem essas atrocidades matinais, eu tenho certeza que é a Nana, ela adorava acordar cedo, eu é que sou mais preguiçosa de manhã. Certeza que ela me cutuca, porque acordei e não consegui dormir mais.
O sonho foi o seguinte: eu estava em casa, e tá uma zona porque eu tô mudando, né? E no sonho estava até bem pior que a já não agradável realidade: tudo esparramado, amontoado, um mar sem fim de coisas, e uma caixa de lápis de cor gorduchos que a gente tem, ops, que eu tenho, riscando tudo, eles desenhavam sozinhos, um regaço. Daí eu comecei a reclamar da bagunça pra Nana, enquanto os lápis estavam felizes a desenhar sozinhos as paredes e o chão. Ela disse que as minhas coisas estavam em desordem, mas a minha mente está ficando cada vez mais arrumada.
Alguém tem algum palpite sobre o que pode significar isso?
Ontem, quinta, fui ao Centro Espírita Rancho de Luz, aqui em Rio Preto. Foi gostosa a palestra, o passe foi bom. Sempre boas energias, a gente sempre sai de um centro se sentindo bem. Fiquei feliz por conseguir manter uma constância, semana sim, semana não, eu to conseguindo ir ver uma palestra e tomar um passe em algum centro. Quero passar para uma vez por semana, quem sabe até aumentar para os estudos, vamos ver como se desenrola minha vida e minha alma a partir de agora.
Não quero mais regredir, quero continuar evoluindo.
Ontem aconteceu algo. Pode parecer uma bobagem contando, mas pra mim foi mágico entender o que houve... Ontem fui almoçar com a minha mãe num restaurante aqui da cidade que tem um frango frito maravilhoso (um por kilo no centro da cidade), último lugar de almoço em que eu fui com a Nana. Lá, vi uma velhinha que se locomove com muita dificuldade e que almoça no restaurante diariamente. Pois me lembrei que da última vez que estive lá com a Nana, ela ficou no carro enquanto eu entrei pra pegar comida, era uma quinta-feira também. Essa velhinha com dificuldade estava chegando quando eu estava saindo e eu a ajudei a subir o degrau pra entrar no restaurante, segurei sua mão e a "icei" para dentro. Cheguei no carro e contei pra Nana, disse que ajudei uma senhora. Ela disse que tinha visto alguém ajudar, mas não sabia que era eu e que ficou feliz em saber que eu ajudava as pessoas. Eu disse, lembro direitinho "eu pensei que poderia ser você ali em dificuldade e eu gostaria que tivesse alguém pra ajudar". Talvez se fosse antes da Nana, eu nem notaria alguém precisando de ajuda, mas depois dela...
Então, foi isso. Dois dias depois desse episódio, Nana foi internada e só teve alta naquele sábado triste dela ir embora. Mas o que eu achei lindo de lembrar disse é que eu fiz uma associação tão bobinha, mas de tanto valor pra mim... eu acho que fazer de mim uma pessoa melhor foi a última missãozinha da minha Nana na Terra. Porque logo depois ela já iniciou o seu processo de partida. Eu acho, mesmo, de verdade, que a alma dela me viu ali, ajudando aquela desconhecida, então entendeu que essa missão tava cumprida, a de me transformar, e decidiu que não precisava mais ficar aqui.
Embora tudo isso cause uma dor aguda em mim, me sinto privilegiada por ter tido a honra de evoluir do lado de Nana Salomão. Essa minha lindeza!
E hoje é sexta, bom fim de semana pra todo mundo!
Beijos, paz e luz...
Oi, Denise! "Caí" nesta página num passeio pela internet. Não a conheço, nem a Nana Salomão, mas achei que você talvez gostasse de saber que me fez muito bem ler o seu belo texto. Abraços virtuais e seja feliz! K
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